Em Pernambuco, setores produtivos avaliam estratégias para evitar perdas com tarifaço dos EUA

Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Faltando dois dias para entrar em vigor a tarifa de 50% imposta por decreto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos exportados pelo Brasil, os produtores nacionais avaliam os impactos da medida em cada setor para planejar formas de atenuar as perdas.

Em Pernambuco, a economia pode sofrer um prejuízo superior a R$ 377 milhões, de acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na última terça-feira.

A queda deve ser puxada pelas prováveis baixas nas exportações da fruticultura e do setor sucroenergético, principalmente. Responsável por 95% das exportações de frutas do Brasil, a região do Vale do São Francisco, que tem 120 mil trabalhadores na fruticultura, deve ser a primeira a sofrer as consequências do decreto.

Somente no comércio de manga, em 2024, foram movimentados US$ 45,8 milhões de dólares, o que corresponde a cerca de 15% da exportação brasileira da fruta para os EUA.

Já o setor do açúcar e álcool (etanol) representa atualmente um faturamento de US$ 200 milhões de dólares para o Nordeste brasileiro. Só em Pernambuco, as exportações representaram um volume de US$ 52,9 milhões em 2024, de acordo com dados divulgados pela Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE) no Estudo de Impacto das Tarifas dos Estados Unidos em Pernambuco.

Diante disso, os setores produtivos do estado têm buscado informações a respeito dos efeitos da medida para traçar estratégias de enfrentamento a uma possível crise.

Fonte: Folha de PE

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