Celulares, bebidas e prostitutas. Entenda como funcionava o esquema de corrupção na Penitenciária de Petrolina

Aparelhos celulares, entrada de prostitutas e bebidas alcoólicas. Essas são algumas das regalias que determinados detentos da Penitenciária de Dr. Edvaldo Gomes, em Petrolina, no Sertão do Estado, tinham acesso. Segundo fontes policiais, as práticas teriam aval de diretores e agentes em cargos de chefia, mediante pagamento de propina.


Na terça-feira (19), o diretor do presídio, Alessandro Barbosa, e outros cinco policiais penais foram alvos da Operação Publicanos, deflagrada pela Polícia Civil. A ação investiga uma quadrilha suspeita de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

O Diario de Pernambuco apurou que os principais beneficiados eram os “chaveiros”, presos que assumem a função de apoio aos agentes de segurança na unidade, e “cantineiros”, que são detentos que cuidam das cantinas. No esquema, eles seriam responsáveis por intermediar o acesso dos demais presos às vantagens indevidas junto aos policiais penais envolvidos.

Além do diretor da unidade, foram afastados os policiais penais Ronildo Barbosa dos Santos, Ricardo Borges da Silva, Rivelino Rufino de Carvalho, Cledson Gonçalves de Oliveira e Vinícius Diego Souza Colares. A decisão judicial foi proferida pela Vara Criminal da Comarca de Petrolina.

A lista de benefícios também incluiria a mercantilização de itens básicos, como água e espaços para detentos dormirem, consumo de drogas, visita de pessoas sem cadastro prévio autorizado e até a entrada de aparelhos eletrônicos sem autorização e entrada de pedaços de animais para churrasco.

Um vídeo, obtido pelo Diario de Pernambuco, mostra detentos entrando com um boi inteiro para um churrasco. Outras imagens mostram, também, as carnes já fatiadas e bebidas alcoólicas.

Em nota enviada na última quinta-feira (21), a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), informou que as imagens são antigas e que medidas já foram adotadas. A reportagem voltou a procurar a SEAP para comentar as novas informações, mas não houve resposta até a publicação.

Fonte: Diário de PE

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