‘Não existe aumento de TDAH nem de autismo na população’, diz 1º brasileiro a receber o ‘Oscar da saúde mental’

Na última sexta-feira, o psiquiatra brasileiro Luis Augusto Rohde recebeu, em Nova York, o Prêmio Ruane por realização excepcional em pesquisa psiquiátrica infantil e de adolescentes. A láurea, organizada pela Brain & Behavior Research Foundation (BBRF), dos Estados Unidos, é considerada o “Oscar da saúde mental” e reconhece os pesquisadores mais importantes do mundo em quatro áreas. É a primeira vez que o prêmio é concedido a um nome da América Latina.

Ao Jornal O Globo, o psiquiatra responde se vivemos de fato um aumento de TDAH, transtorno para o qual dedicou a sua carreira, fala sobre o crescimento dos diagnósticos formais de autismo, alerta sobre os riscos da desinformação nas redes sociais e explica o que deve servir de sinal de alerta para os pais de crianças e adolescentes.

“Acontece que hoje não trabalhamos mais com aquela visão muito restrita, que considera somente a ausência de comunicação verbal. Expandimos para uma noção de espectro, com uma flexibilização dos critérios diagnósticos”, diz ele.

 

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