
Hoje na história, nascia a escritora Rachel de Queiroz, em Fortaleza. Ela é considerada uma das vozes mais importantes da literatura brasileira do século XX e uma das maiores autoras da segunda geração modernista no Brasil.
Em 1925, Rachel concluiu o curso normal e estreou na imprensa no jornal O Ceará. Em 1930, quando ainda era adolescente, publicou seu primeiro romance que tratava da seca no Nordeste brasileiro e suas consequências sociais. Com essa obra, ficou nacionalmente conhecida, conquistando um lugar de destaque na literatura brasileira.
Durante o Estado Novo, viu seus livros serem queimados junto com os de Jorge Amado, José Lins do Rego e Graciliano Ramos sob a acusação de serem subversivos.
A autora foi convidada, por Jânio Quadros, para ser ministra da Educação, e chegou a integrar o Conselho Federal de Cultura e o diretório nacional da ARENA, partido político de sustentação do regime.
Rachel de Queiroz também se destacou como cronista e jornalista, contribuindo com seus textos para diversos jornais e revistas. Ao longo de sua vida, ela foi reconhecida com inúmeros prêmios e honrarias, incluindo o Prêmio Jabuti, um dos mais prestigiosos do Brasil e pelo Prêmio Camões, o mais importante da língua portuguesa.
Autora de destaque na ficção social nordestina, foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, em 1977. Ela morreu em 4 de novembro de 2003, aos 92 anos, no Rio de Janeiro.




