Bolsonaro teve ‘traumatismo craniano leve’, diz médico após liberação para retorno à prisão

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi diagnosticado nesta quarta-feira com traumatismo craniano leve após sofrer uma queda na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena. Segundo o médico Brasil Ramos Caiado, os exames realizados no hospital DF Star identificaram apenas lesões em partes moles, sem qualquer comprometimento intracraniano.

Bolsonaro passou por tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma. De acordo com Caiado, os exames apontaram galos nas regiões temporal e frontal do lado direito da cabeça, compatíveis com um traumatismo leve. O eletroencefalograma apresentou resultado normal.

— Observamos uma lesão em partes moles da região temporal direita e da região frontal direita, caracterizando traumatismo craniano leve. Intracraniano não há lesão. Isso é bom para ele. Essa lesão não é preocupante — afirmou o médico.

Segundo a equipe médica, a queda ocorreu na madrugada de terça-feira. Inicialmente, havia a hipótese de que Bolsonaro tivesse caído da cama, mas, após conversa com o ex-presidente e análise do local do impacto, os médicos passaram a considerar que ele se levantou, tentou caminhar e caiu, batendo a cabeça.

— Como a contusão foi do lado direito, isso nos leva a crer que ele levantou, tentou caminhar e caiu — explicou Caiado.

O médico afirmou ainda que não houve confirmação de crise convulsiva e que Bolsonaro apresentou episódios de tontura, desequilíbrio e lapsos de memória no momento da queda, o que motivou a realização dos exames, considerados de praxe nesses casos.

Há uma suspeita inicial de interação medicamentosa. Bolsonaro faz uso de diferentes remédios para o controle de crises persistentes de soluço, e a equipe médica avalia que esses medicamentos podem ter contribuído para o quadro de desorientação.

— Ele faz uso de vários medicamentos, e estamos tentando minimizar os danos. Se esses quadros forem recorrentes e colocarem o paciente em zona de risco, precisamos reavaliar a condução — disse Caiado.

O médico acrescentou que o bloqueio do nervo frênico, realizado na semana do Natal, não apresentou a resposta esperada, o que levou à introdução de novas medicações. Apesar do episódio, Caiado ressaltou que a queda não prejudicou a recuperação da cirurgia recente.

Após receber alta, Bolsonaro retornou ainda nesta quarta-feira à Superintendência da Polícia Federal.

Fonte: O Globo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.