
Fundado a partir de uma das mais antigas nações do candomblé no Brasil, o Terreiro de Candomblé Nzo Nkisi Fayola Ndanji Tombenci, em Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, mantém viva uma história de resistência, fé e ancestralidade iniciada em 1850.
A tradição Tombenci foi introduzida no país pelo escravo liberto Roberto Barros Reis. Atualmente, o terreiro matriz está localizado em Ilhéus, na Bahia, e é dirigido pela Mamet’o Mukale, referência na preservação dos fundamentos e rituais da casa. A partir do terreiro matriz, diversas casas descendentes foram fundadas em diferentes regiões do Brasil.
Uma dessas casas está em Salgueiro, onde o terreiro funciona na Rua Áurea Sampaio Parente Muniz, no bairro da Primavera. O espaço religioso se consolidou como referência regional, promovendo festas tradicionais que reúnem adeptos e visitantes de várias cidades de Pernambuco.
Além do aspecto religioso, o terreiro exerce um papel fundamental na valorização da cultura afro-brasileira, na manutenção da ancestralidade e na transmissão dos saberes tradicionais às novas gerações.




