
O homem de 61 anos envenenado pela própria esposa, Jozielly Pereira Viana da Silva, morreu nesse sábado (9), após passar mais de um mês internado no Hospital Santa Marta (HSM), em Taguatinga, no Distrito Federal. O caso ganhou repercussão após a mulher confessar à polícia que colocou “chumbinho” no companheiro motivada por ameaças constantes feitas por ele contra ela e seus familiares. As inforamções são do Metrópoles.
A vítima estava internada desde o dia 5 de abril para tratamento de uma pneumonia. No entanto, segundo as investigações, no dia 21 do mesmo mês, Jozielly entrou no quarto do hospital levando veneno escondido na bolsa e teria contaminado o marido dentro da unidade de saúde.
Durante o atendimento na UTI, a equipe médica percebeu sinais incompatíveis com o quadro clínico do paciente e acionou o protocolo de segurança do hospital. A direção da unidade comunicou imediatamente a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), após profissionais encontrarem uma substância semelhante a veneno na cavidade oral do homem.
Policiais da 21ª Delegacia de Polícia iniciaram as investigações e, após diligências, localizaram com a esposa uma substância semelhante à encontrada no organismo da vítima. Jozielly acabou presa em casa e autuada inicialmente por tentativa de homicídio. Com a morte do homem, o caso deve ter novo enquadramento criminal.
Imagens de câmeras de segurança obtidas pela investigação mostram a mulher entrando no hospital usando um casaco vermelho, óculos e uma mochila nas costas. Dentro da bolsa, os policiais encontraram três tipos diferentes de veneno.
Em depoimento, Jozielly afirmou que decidiu cometer o crime após sofrer ameaças constantes do companheiro. Segundo ela, o homem dizia que mataria familiares e incendiaria a residência onde moravam.
“Já ameaçou tacar fogo na minha casa. Já ameaçou matar todo mundo na minha casa”, declarou ao delegado responsável pelo caso.
Questionada se queria que o marido tivesse morrido, a mulher respondeu: “Se ele tivesse morrido, estava bom”.
Ela também confirmou ter comprado o chumbinho no mesmo dia do crime. “Na raiva, eu pensei: ‘Você vai pagar pelo que você fez comigo’. Só Deus sabe o que eu passei com ele”, afirmou.
Após a morte da vítima, o Hospital Santa Marta divulgou nota lamentando o óbito e informou que não dará mais detalhes “em respeito à privacidade da família e às normas éticas e legais vigentes”. A unidade ressaltou ainda que o paciente recebeu acompanhamento integral e todos os recursos terapêuticos disponíveis durante a internação.




