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Dia Nacional da Cachaça: descubra curiosidades sobre a bebida e como preparar um drink exclusivo

Além de carregar o DNA do país, a cachaça é uma bebida rica em histórias e curiosidades

De acordo com o Anuário da Cachaça, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Brasil possui mais de 930 estabelecimentos que produzem cachaça. A bebida criada pelos senhores de engenho para compensar o baixo valor do açúcar foi capaz de incomodar até a Corte Real Portuguesa, que detinha o monopólio de vinhos e aguardente no Brasil, e decidiu proibir a produção e venda da cachaça em 13 de setembro de 1649.

A proibição causou revolta nos produtores que eram perseguidos e tinham que pagar impostos. Sendo assim, no dia 13 de setembro de 1661, eles tomaram o poder no Rio de Janeiro durante cinco meses e com isso surgiu a Revolta da Cachaça. “O episódio foi tão marcante que desde 2010, no Brasil, no dia 13 de setembro é comemorado o Dia Nacional da Cachaça, explica Rafael Câmara, bartender parceiro da Weber Haus.

Além de carregar o DNA do país, a cachaça é uma bebida rica em histórias e curiosidades. Para quem quer conhecer um pouco mais sobre ela, Câmara listou algumas informações importantes sobre a cachaça e a sua trajetória, confira:

– Onde tudo começou

Essa é uma questão que sempre costuma ser motivo de dúvidas e discussões, já que existem algumas versões sobre o início da produção de cachaça no Brasil. A versão mais provável é que a cachaça tenha sido destilada pela primeira vez em 1516, na Feitoria de Itamaracá – Pernambuco.

– Origem da palavra

A palavra cachaça é um lusitanismo da palavra espanhola “cachaza”, que é um subproduto anterior à cristalização do açúcar. A palavra é, portanto, um brasileirismo usado no século XVI, para denominar nossa aguardente de cana.

– Primeiro destilado da América

Muitos não sabem, mas a cachaça surgiu antes do pisco, da tequila, do rum e do bourbon. Sendo assim, a cachaça é o primeiro destilado das Américas.

– A cachaça e as madeiras

A cachaça é o único destilado que utiliza mais de 30 tipos de madeira para armazenamento e envelhecimento, o que lhe confere uma rica variedade de cores, aromas e sabores.

– Seu uso na medicina empírica

Usada inicialmente contra o frio e a umidade, a cachaça foi ganhando vários empregos na medicina empírica: desde picada de cobra, fraqueza, constipação e malária.

– A caipirinha surgiu de um remédio caseiro na época da Gripe Espanhola

Um dos drinks mais populares no Brasil surgiu na verdade de um remédio caseiro na época da Gripe Espanhola. A pandemia que chegou no Brasil na metade de 1918, fez a população recorrer a uma mistura de aguardente com mel e limão para amenizar os sintomas da gripe. A partir dessa mistura surgiu o coquetel mais brasileiro que existe.

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Nordeste: Mudanças climáticas extremas são reflexo do aquecimento global e El Niño, alerta especialista

Geiziane Oliveira docente de Engenharia da Faculdade Anhanguera, avalia os eventos climáticos extremos como calor intenso e chuvas

As causas dos impactos ambientais estão sendo discutidas de forma recorrente na atualidade. Diversas são as mudanças climáticas que estão acontecendo a partir de desmatamentos, devastação de biomas, secas e inundações alternadas, poluição atmosférica, aquecimento global, mudanças climáticas e outros. E nessa onda de climas atípicos extremos, algumas preocupações já ficam evidentes.

De acordo com a docente do curso de Engenharia da Faculdade Anhanguera, Geiziane Oliveira, o Brasil está vivendo um ano com climas atípicos e eventos climáticos extremos por dois fatores: o aquecimento global e a chegada do El Niño.

“Em razão das mudanças climáticas e uso não sustentável dos recursos naturais, ocorrerão eventos extremos com maior incidência de fenômenos intensos como furacões, tufões, tempestades tropicais e secas extremas”.

A professora ressalta que essas catástrofes climáticas são reflexo do aquecimento global. “A série de mudanças climáticas ocorridas nos últimos tempos é fruto das práticas não sustentáveis utilizadas, entre elas, o desmatamento, emissão dos chamados gases de efeito estufa, poluição das águas, entre outras. Essas ações contribuem diretamente para o desequilíbrio ambiental, o que reflete principalmente nas estações fora do comum que o planeta vem vivendo”.

No Brasil, a expectativa é que o El Niño provoque o aquecimento das temperaturas em até 2,5ºC em alguns locais, podendo refletir em um inverno mais quente em algumas regiões e em outros mais radicais.

Geiziane salienta que neste cenário há formas de prevenir que algumas regiões sejam menos impactadas em casos de eventos climáticos extremos.

“Com os indícios de climas atípicos é possível realizar um planejamento prévio da infraestrutura urbana implantando uma gestão de risco e sendo orientada por um zoneamento ambiental, assim como ampliar as discussões e políticas públicas, onde esteja considerada a possibilidade de catástrofes ambientais com restrição de uso de uma área sensível e a criação de um sistema de alerta precoce e monitoramento de áreas vulneráveis”, sugere.

Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a Terra está esquentando mais rápido do que era previsto e se prepara para atingir 1,5 °C acima do nível pré-industrial já na década de 2030, dez anos antes do que era esperado.

“Se chegarmos a esse índice, haverá eventos climáticos extremos em maior frequência, como enchentes e ondas de calor. Com isso, é primordial a conscientização da população para a busca de um desenvolvimento sustentável e o papel de cada ser humano na preservação do meio ambiente, com utilização mais sustentável dos recursos naturais”, alerta Geiziane.

Geiziane Oliveira: Engenheira sanitarista e ambiental, Mestre em Saúde e Ambiente, experiência em monitoramento da qualidade ambiental e desenvolvimento de pesquisas voltadas à saúde e ambiente e condições higiênico-sanitárias de mercados públicos.

Dia do Veterinário: Além da clínica e campo, profissão evolui e ganha novos espaços no mercado

A área, que se transformou ao longo dos anos, dá oportunidade para médicos-veterinários atuarem em novos setores de tecnologia, relacionamento com o cliente e educação corporativa, mantendo o propósito de cuidar dos animais

No dia 9 de setembro, o Brasil celebra o Dia do Médico-Veterinário. Com cerca de 155 mil veterinários, o país lidera em número de profissionais na área em todo o mundo, de acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). São mais de 90 áreas de atuação reconhecidas pelo CFMV e à medida que a data se aproxima, é importante reconhecer como essa profissão evoluiu e abraçar novas oportunidades e desafios. A diversificação das áreas de atuação destaca a importância da medicina veterinária na saúde animal e humana, evidenciando seu papel como defensora do bem-estar em todas as esferas da sociedade. Embora algumas dessas áreas não envolvam o tratamento direto de animais de estimação ou de produção, são papéis essenciais que garantem a saúde animal e, consequentemente, a humana. Com isso, a MSD Saúde Animal separou três dessas frentes promissoras e menos conhecidas no mercado de medicina veterinária:

1.Tecnologia e monitoramento de dados

Com o avanço tecnológico, a medicina veterinária abraçou a análise de dados para melhorar o bem-estar animal e a eficiência em fazendas e ambientes de produção. Dentro de empresas, como a MSD Saúde Animal, veterinários atuam na área de date steward, ou seja, a que utiliza tecnologia de monitoramento, rastreamento e identificação para acompanhar a produtividade, saúde, a qualidade de vida de animais de produção e, claro, resultar em um produto com qualidade e seguridade para o consumidor.

O profissional dessa área atua alinhando tecnologia aos conhecimentos veterinários para suportar o produtor na prevenção e combate de doenças, promoção de métodos que garantam o bem-estar animal e em melhorias, visando a rentabilidade e produtividade no campo.

A integração da tecnologia na prática veterinária moderna demonstra como essa profissão se adapta e inova para enfrentar os desafios em constante evolução.

2. Relacionamento com outros veterinários

Atualmente, é possível atuar em uma área dedicada ao relacionamento e atendimento de outros veterinários, mais especificamente profissionais do mercado pet. A MSD Saúde Animal, por exemplo, possui uma frente estratégica chamada de Soluções Estratégicas e Serviços Médicos-Veterinários.

Os veterinários são um dos pilares mais importantes dentro de uma organização que atua com saúde animal, porque são eles que usam os produtos e indicam no seu consultório ou hospital. Então, essa frente foi criada para entender as necessidades e dores do profissional que está na linha de frente do atendimento de cães e gatos, oferecendo assistência, serviços e soluções disponíveis no mercado para facilitar e melhorar ainda mais o cuidado aos nossos filhos de quatro patas.

3. Educação Continuada para Veterinários

A rápida evolução do mercado exige que os profissionais estejam atualizados e preparados para enfrentar novos desafios. A educação continuada desempenha um papel fundamental nesse processo, estimulando o desenvolvimento pessoal, a inovação e o diferencial competitivo. Manter-se atualizado é essencial para garantir que os veterinários possam fornecer o melhor cuidado possível aos animais e atender suas necessidades em constante mudança na sociedade.

Na MSD Saúde Animal, veterinários atuam para democratizar esse conhecimento, por meio da Universidade Corporativa, que atende não só outros veterinários, mas diversos públicos. Dentro dessa frente, os profissionais são responsáveis por agregar conteúdo importante do universo da saúde animal, sendo eles técnicos ou comportamentais que agreguem na profissão, como por exemplo temas voltados a tendências de mercado, liderança, gestão de pessoas, diversidade, inclusão e equidade, autoconhecimento e negócios, entre outros.

Fertilizante de lodo de esgoto é uma fonte tão eficiente quanto o adubo mineral, diz estudo

A pesquisa tem o propósito de avaliar a eficácia agronômica e os impactos sobre a qualidade do solo causada pelo uso de organomineral produzido a partir do lodo de esgoto sanitário

Resultados preliminares de pesquisa que está sendo realizada pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP) indicam que fertilizante organomineral produzido a partir de lodo de esgoto (FOM-LE) é uma alternativa ambientalmente segura e tão eficiente quanto os adubos minerais para a nutrição vegetal. Além disso, pode representar economia ao produtor rural, ao permitir a reciclagem de nutrientes e matéria orgânica em áreas agrícolas. Ainda, evidências indicam que o uso de FOM-LE tem potencial para substituir total ou parcialmente fertilizantes minerais em áreas de Cerrado e proporcionar benefícios na qualidade dos solos.

O projeto conta com a orientação e supervisão da professora Dra. Jussara Borges Regitano, do Departamento de Ciência do Solo da ESALQ/USP. Também participam os doutorandos Mayra Maniero Rodrigues e Thomás dos Santos Trentin, do Programa de pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas, bem como o graduando em engenharia agronômica Lucas Pacheco de Carvalho Oliveira. Além disso, há parceria e colaboração do professor Dr. Thiago Assis Rodrigues Nogueira, docente vinculado à UNESP/Ilha Solteira, e com a atuação do grupo GENAFERT, representado pelos alunos Isabella Silva Cattanio, Guilherme Nunes Carvalho Ramos e Pedro Henrique Silva, graduandos do curso de engenharia agronômica e alunos de iniciação científica. O trabalho tem o apoio da Tera Nutrição Vegetal, linha de adubos orgânicos fabricados com lodo de esgoto e outros resíduos sólidos orgânicos por meio da compostagem termofílica em escala industrial.

O estudo, que se encontra no segundo ano da pesquisa de campo, realiza-se na Fazenda de Ensino, Pesquisa e Extensão da UNESP, no município de Selvíria-MS, abrangendo o cultivo sucessivo de soja e milho safrinha, em sistema de plantio direto. Para isso, estão sendo testadas diferentes formas físicas do adubo (farelada, peletizada e granulada) e doses (70% e 100%, considerando a adubação mineral baseada em P2O5) de um FOM-LE cuja formulação é 4-8-8, comparado à fertilização estritamente mineral, aquilatando-se sua eficiência agronômica, a fertilidade do solo, os teores de nutrientes nas plantas, o efeito residual, presença de metais pesados e o impacto sobre indicadores biológicos de qualidade do solo.

Na primeira semana de abril, realizou-se a colheita da soja na área, bem como a amostragem de solo e coleta de material vegetal. Na sequência, as análises químicas (determinação de macro, micronutrientes e metais pesados em solo e planta) e biológicas (bioindicadores de qualidade do solo) foram realizadas na ESALQ/USP, em Piracicaba-SP. “Os dados obtidos nesta etapa do estudo estão, atualmente, sendo processados estatisticamente para posterior interpretação e discussão dos novos achados”, aponta Mayra Rodrigues.

Segundo a doutoranda, o plantio do milho safrinha foi realizado em maio, seguindo todas as recomendações oficiais para a região. As próximas fases consistem na coleta e análise química da folha diagnose, para análise do estado nutricional da cultura. Os pesquisadores esperam que a colheita seja efetuada em meados de setembro.

“A expectativa é de que o estudo contribua para o incentivo e aprimoramento de políticas públicas que permitam alinhar a ampliação dos serviços de tratamento e reaproveitamento do lodo de esgoto na produção desse tipo de fertilizante”, explica Fernando Carvalho Oliveira, engenheiro agrônomo e responsável técnico pelos fertilizantes da Tera Nutrição Vegetal. Oliveira também participa do andamento do estudo fornecendo apoio técnico.

A utilização de lodos oriundos do tratamento biológico de efluentes urbanos e industriais para a fabricação de adubos permite a reciclagem de nutrientes e matéria orgânica, redução de custos sobre a destinação de lodo em aterros sanitários, facilidade de transporte e distribuição a campo, além de taxas menores de aplicação. “Esses fatores proporcionam a viabilidade econômica e a ampliação da adesão de produtores rurais ao uso de fertilizantes orgânicos”, conclui o engenheiro agrônomo.

João Paulo sai em defesa de Lula sobre queda nos repasses do FPM

Parlamentar argumenta que atualização dos dados demográficos é responsável pela redução nos valores

Por André Luis

Durante a Reunião Plenária da Assembleia Legislativa de Pernambuco nesta segunda-feira (4), o deputado João Paulo (PT), defendeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva das acusações de que ele seria o responsável pela queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

O Fundo de Participação dos Municípios é determinado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e tem como parâmetro a população de cada município. Dessa forma, quanto maior a população, maior será o repasse realizado. O deputado explicou que a atualização dos dados demográficos pelo Censo 2022 resultou em uma revisão nos valores, devido às alterações no tamanho populacional de alguns municípios.

Além disso, João Paulo destacou uma lei sancionada pelo presidente Lula que estabelece uma transição de dez anos para cidades que tiveram redução populacional migrarem para uma faixa de coeficiente inferior do FPM. Essa medida busca evitar cortes bruscos nos repasses, proporcionando uma adaptação gradual aos municípios afetados pela diminuição da população.

O deputado ressaltou a importância dessa lei, afirmando que ela demonstra a preocupação do presidente Lula em garantir um tratamento justo aos municípios que enfrentam uma redução populacional. Segundo João Paulo, essa transição de dez anos contribui para que as cidades afetadas possam se reestruturar economicamente e se adaptar ao novo cenário.

Durante seu pronunciamento, o parlamentar reforçou que as mudanças nos repasses do FPM não são de responsabilidade direta do presidente Lula, mas sim resultado de uma atualização dos dados demográficos, conforme determinado pelo Censo 2022. Ele ressaltou que o ex-presidente tomou medidas para amenizar os impactos dessa atualização, garantindo um período de transição e evitando cortes bruscos nos repasses aos municípios.

Fonte: Nill Junior

Os juízes que estão se demitindo para virar influenciadores, ter liberdade e ganhar mais dinheiro

A remuneração bem acima da média nacional e a estabilidade no emprego fazem com que muitos sonhem com a carreira de juiz de Direito no Brasil.

Os concursos são disputados e exigem muitas vezes anos de dedicação para uma aprovação.

Pode parecer improvável, então, que alguém abra mão da magistratura, mas é o que têm feito alguns juízes graças a novas oportunidades criadas pelas redes sociais.

Há vários relatos na internet de quem decidiu deixar os tribunais para investir em seus perfis nas redes e se dedicar exclusivamente à carreira de influenciador.

Também oferecem desde serviços de advocacia, mentorias para concursos a atividades que não têm a ver com o mundo jurídico.

Poucos acumulam tanta influência nas redes sociais quanto o ex-juiz Samer Agi, de 35 anos, que se demitiu do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) em 2022.

Ele tem hoje 2 milhões de seguidores no Instagram e 111 mil assinantes em seu canal no YouTube, onde fala de vários assuntos, de relacionamentos a finanças pessoais.

Agi conta à BBC News Brasil que decidiu trocar de carreira porque queria mais “liberdade, tempo e possibilidade de crescimento”.

Além disso, com as redes sociais, “as ideias de uma pessoa são compartilhadas por milhares ou milhões de pessoas que se identificam com sua visão de mundo”, diz ele.

“Seu conhecimento pode ser disseminado não apenas a uma classe de 50 ou 100 pessoas, mas a um auditório online de 10 ou 20 mil.”

A popularização e multiplicação das redes criou essa chance para quem domina o saber jurídico de tentar uma nova profissão e até mesmo com a perspectiva de ganhar mais.

“Sem as redes sociais, os juízes que saíram da magistratura nunca teriam feito isso”, diz Agi.

“A remuneração fora da magistratura tem que ser superior. Caso contrário, o sujeito continuaria juiz.”

‘Postura empreendedora'

Erik Navarro Wolkart foi juiz federal por 19 anos. Após pedir exoneração, ele fez uma transmissão ao vivo em meados de julho em que explicou por que deixou os tribunais.

Ele contou que sua função limitava o que ele podia falar em público e, além disso, queria dar vazão à sua “postura empreendedora”.

O ex-juiz de 46 anos oferece para seus quase 90 mil seguidores no Instagram um curso em que ele promete ensinar como “acelerar a tramitação dos processos, multiplicar a taxa de efetividade dos pedidos e se destacar na advocacia contenciosa”.

Esse é um caminho comum para os ex-juízes, que oferecem cursos preparatórios para concursos para milhares de seguidores nas redes.

Não falta demanda por esse tipo de serviço. O Brasil tem o maior número de advogados por habitante do mundo.

Há um profissional da advocacia para cada 164 brasileiros, enquanto, nos Estados Unidos, por exemplo, há um para cada 253.

Todos os anos, cerca de 120 mil pessoas fazem a prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para exercer a advocacia.

Jaylton Lopes Júnior, ex- juiz do TJDFT, vende aulas de Direito sucessório para seus 150 mil seguidores.

Ele pediu demissão no início de agosto, depois de oito anos no cargo, para se dedicar à “docência, bem como à consultoria jurídica e à advocacia”.

Também em agosto, José André Neto anunciou para os seus 450 mil seguidores no Instagram que estava deixando o Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJMS) após 21 anos para trabalhar exclusivamente como professor, “sem amarras e sem restrição”.

Conflito de interesses

Quem trabalha como juiz tem algumas restrições para tentar ganhar a vida como influenciador paralelamente.

Em 2016, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) proibiu magistrados de oferecerem serviços de coach e similares, voltados à preparação de candidatos para concursos públicos.

O juiz Senivaldo dos Reis Júnior chegou a ser exonerado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) por ter trabalhado como coach em 2020. À época, Reis Júnior estava no chamado estágio probatório, o que não oferece todas as garantias comuns a alguém já consolidado no cargo.

Após a decisão, ele acionou o CNJ alegando que a pena de demissão era “irrazoável e desproporcional”. Dois anos depois, o plenário do CNJ decidiu reintegrá-lo.

O relator do caso disse que as atividades do juiz na internet, como vendas de material e apostilas, extrapolavam as funções da docência.

Mas ele considerou que a demissão foi uma punição excessiva. O TJ-SP recorreu ao Supremo Tribunal Federal, que manteve a decisão do CNJ.

Reis Júnior foi procurado pela BBC News Brasil, mas não respondeu.

Neste ano, a Corregedoria Nacional de Justiça, instância vinculada ao CNJ, determinou a suspensão dos perfis das redes sociais do juiz Navarro Wolkart, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

A Corregedoria disse que estava avaliando sua suposta atuação como coach nas redes. Seguindo o movimento do mercado, o juiz pediu exoneração do cargo.

Na ocasião, ele afirmou que não seria coach ou mentor, e disse em seu Instagram que não tratava de casos pendentes. “Meu método aborda a prática processual pela ótica das neurociências”, apontou.

Wolkart não respondeu à tentativa de contato da BBC News Brasil.

Os pedidos de exoneração de juízes já causam preocupação.

Questionada sobre os pedidos de exoneração dos ex-juízes que apostam na carreira de influencers, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) afirmou à BBC News Brasil que há um processo de “perda de quadros” que foi “agravado nos últimos anos pela desvalorização da carreira”.

“Ao perceberem a possibilidade de maiores ganhos no setor privado, muitos profissionais deixam o cargo público com o intuito de obter melhores condições de vida para si e suas famílias – uma escolha difícil, que, infelizmente, tem sido muito frequente”, disse a AMB em nota.

“Se não houver uma reestruturação que promova a valorização por tempo na magistratura é provável que o cenário de evasão se acentue.”

De acordo com a instituição, há ainda “um grave quadro de insegurança” no meio.

“Metade dos juízes no Brasil vive ou já viveu situação de ameaça à vida ou à integridade física, com abalos profundos na saúde do magistrado e de sua família.”

‘Outros valores'

Juliana Oki, de 37 anos, destoa nas redes sociais da maioria dos outros juízes que pediram exoneração recentemente.

Após nove anos no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), ela decidiu deixar a magistratura para ser psicoterapeuta em tempo integral.

Oki decidiu fazer isso mesmo sem ter muitos seguidores. Quase um mês depois, o número quase quadruplicou.

“Criei o meu perfil no Instagram, como forma de compartilhar os conhecimentos que estava adquirindo na minha jornada de formação”, disse à BBC News Brasil.

“Me dei conta de que, embora fosse uma juíza comprometida e produtiva, eu não era feliz. Meu fazer estava descompassado com meu sentir.”

Ela diz que a maior dificuldade foi bancar a decisão de que faria “algo que soa reprovável a um primeiro olhar”.

“Nossa profissão é, na nossa sociedade, um aspecto identitário. Então, uma exoneração, ainda que planejada e desejada, é uma ruptura com uma parte de si –um luto, com perdas simbólicas e concretas.”

Juliana Oki decidiu pedir exoneração mesmo sem ter muitos seguidores, mas suas redes já cresceram muito — Foto: Arquivo pessoal / via BBC

Oki vê com alguma naturalidade que profissionais busquem mais flexibilidade nas carreiras atualmente.

Ela diz que ser juiz continua sendo valorizado socialmente, mas acredita que cada vez mais outros valores são levados em conta nas escolhas profissionais – como realização pessoal e estilo de vida que se deseja ter.

“O ser humano tem potencias múltiplos. Está tudo bem redefinir objetivos, recalcular rotas.”

Fonte: G1

SESI-PE oferece 598 bolsas de estudo gratuitas para o Novo Ensino Médio

As inscrições podem ser realizadas até o dia 15 de setembro pelo site da instituição

O SESI-PE está com inscrições abertas até o dia 15 de setembro para processos seletivos que oferecem, ao todo, 598 bolsas de estudo integrais para o Novo Ensino Médio (NEM) nas 12 unidades da Rede SESI de Educação em Pernambuco. As bolsas são destinadas para estudantes que possuírem, no máximo, 17 anos completos até o dia 31 de dezembro de 2024. A inscrição é gratuita e deverá ser realizada exclusivamente no site oficial da instituição (pe.sesi.org.br), onde está o edital com todas as informações.

Os processos seletivos serão realizados através de aplicação de avaliação de língua portuguesa e matemática para os alunos que estejam cursando ou já concluíram o 9º ano do Ensino Fundamental Anos Finais. Dependendo da unidade ofertante, os alunos podem optar por itinerários formativos nas áreas de Matemática e suas tecnologias; Ciências da Natureza e suas tecnologias; ou pela Formação Técnica e Profissional, em parceria com o SENAI-PE. Para os estudantes que optarem por este último, será possível escolher entre os cursos de Eletrotécnica, Programação de Jogos Digitais, Desenvolvimento de Sistemas e Segurança do Trabalho.

Parte das bolsas integrais serão reservadas para dependentes dos colaboradores da indústria ou de Microempreendedor Individual (MEI) enquadrado na categoria da industrial e instalado em Pernambuco. Para quem optar por essas cotas, será necessário apresentar documentos comprobatórios listados no edital.

Diretora de Educação do SESI-PE, Mirella Barreto destaca que a formação que a instituição oferece possibilita aos jovens se prepararem melhor para o mercado de trabalho. “Nós, da Rede SESI de Educação, pensamos em como preparar nossos jovens para o futuro desde a educação básica. Esses processos seletivos têm como objetivo oferecer oportunidades iguais a jovens de baixa renda para que, lá na frente, eles tenham condições de se destacarem na vida profissional”, afirmou.

Confira, abaixo, a quantidade de vagas disponibilizadas em cada unidade:
Araripina – 35 vagas no Itinerário Formativo de Desenvolvimento de Sistemas
Belo Jardim – 40
Cabo de Santo Agostinho – 80
Camaragibe – 38
Caruaru – 90
Escada – 35
Goiana – 40
Ibura – 45
Moreno – 70
Paulista – 45
Petrolina – 40
Vasco da Gama – 40

Prefeito se empolga em festa e se joga na plateia, mas cai no chão

Era pra cair nos braços do povo, mas Antônio Maurício Pinheiro, o prefeito de Senador Pompeu, acabou caindo no chão. Ele comemorava, em meio a uma festa no centro da cidade na noite de domingo (3/9), o aniversário de 127 de emancipação política do município, quando se empolgou e se jogou na plateia.

As pessoas em torno do palco foram pegas de surpresa e não resistiram ao peso do prefeito, que acabou caindo no chão. Ele prontamente ficou de pé e retornou ao palco da festa, sem sofrer ferimentos graves.

“Parabenizamos todos os cidadãos de Senador Pompeu por contribuírem para o crescimento e o desenvolvimento desta cidade ao longo de todas essas décadas”, disse o gestor, em agradecimento à população presente na festa.

“Que Senador Pompeu continue a prosperar e a ser um farol de esperança e inspiração para todos os que a chamam de lar. Parabéns, Senador Pompeu”, postou a Prefeitura de Senador Pompeu, em mensagem publicada em rede social.

Após queda no FPM, prefeito da Paraíba demite contratados e comissionados

Após a queda no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o prefeito de Triunfo (PB), Expedito Cesário de Freitas Filho (PP), anunciou a demissão de contratados e comissionados do município. O prefeito também suspendeu o pagamento de todas as gratificações dos servidores efetivos.

A medida foi publicada na última quinta-feira (31) por meio do decreto 37/2023.

De acordo com o decreto, foram poupados do corte os contratados da secretaria de transporte, secretaria de serviços urbano e rural e da secretaria de Educação, bem como médicos e demais profissionais da saúde “necessários à manutenção do atendimento dos serviços essenciais prestados à população”.

“Estamos atravessando o momento mais crítico até aqui. Depois de sanar a condição financeira, após ajustes, renegociações e muito esforço, Triunfo e os municípios do Brasil são severamente prejudicados pela União com a drástica e injustificável redução dos recursos municipais [..] Sem FPM não dá”, disse Freitas Filho ao comentar sobre a paralisação das prefeituras, na semana passada.

Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o FPM de agosto transferiu R$ 8,6 bilhões aos municípios. Em agosto do ano passado, o valor ficou em R$ 10 bilhões. De acordo com a CNM, 51% das prefeituras estão “no vermelho”. No mesmo período do ano passado, esse percentual era de 7%.

A frustração dos prefeitos do nordeste com o atual governo é tanta, que muitos gestores que apoiaram a campanha petista do ano passado chegaram a elogiar a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ao todo, o protesto paralisou prefeituras em 16 estados com grande adesão dos prefeitos do Nordeste, região que deu maior votação ao presidente Lula.

Os gestores municipais pedem um aumento de 1,5% no repasse do FPM, o que representaria um acréscimo de mais de R$ 783 milhões.

Além disso, pedem a redução da alíquota patronal do INSS para 8% em municípios de até 156 mil habitantes, a atualização de programas federais defasados e a recomposição do ICMS com R$ 458,7 milhões.

Fonte: Gazeta do Povo

Movimento de prefeitos atingiu 16 estados

Milhares de municípios fecharam as portas em MG, SC, PR, TO, PA, MT e MS – além dos 9 estados do Nordeste que iniciaram o movimento: AL, BA, CE, MA, PB, PE, PI, RN e SE.

Milhares de prefeitos cumpriram a promessa de fechar as portas das prefeituras na última quarta-feira (30), em protesto contra a forma que o governo distribui os recursos que arrecada do cidadão através de impostos.

A principal causa da paralisação, programada para durar apenas um dia, diz respeito à queda dos valores do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e ao atraso das emendas parlamentares. Além disso, a maioria dos gestores municipais reclama que o governo e o Congresso Nacional criam despesas obrigatórias e não geram maneiras de as prefeituras cumprirem com os pagamentos destas despesas.

A paralisação foi programada para acontecer apenas em um dia, como forma de alertar as autoridades para a situação dos municípios, mas as lideranças municipalistas planejam outras formas de protestar, caso as reivindicações não sejam atendidas.

De acordo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), o movimento saiu do Nordeste, onde havia começado na semana passada e atingiu milhares de cidades, chegando a 16 estados do país.

Pela manhã, a CNM divulgou manifesto público, repetindo o alerta de que “os municípios brasileiros vivem uma crise estrutural”.

O documento, assinado pelo presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, relembra informações divulgadas recentemente, em primeira mão, pelo portal de notícias Brasil 61: subiu de 7% para 51% o número de prefeituras endividadas, operando no vermelho e correndo o risco de os prefeitos serem enquadrados na Lei de Responsabilidade Fiscal ( LRF) por estarem gastando mais do que arrecadam. Ou seja, o assunto não é novidade, para quem acompanha o cotidiano da política no país.

Além de traçar um histórico das ações em que os prefeitos vêm alertando o governo para a crise que enfrentam, o documento da CNM aponta soluções que poderiam amenizar a situação.

O cenário que levou as prefeituras de pelo menos 16 estados a promoverem a paralisação é o mesmo enfrentado por prefeituras como a de Cristais (MG), cujo prefeito, Djalma Carvalho (DEM), demitiu 10% dos servidores de todos os setores da Administração municipal.

O problema é mais grave, quando se trata de cidades pequenas, onde a arrecadação de ICMS é baixa e que não dispõem de alternativas para movimentar a economia local, fazendo com que o município seja considerado “pobre”, em comparação a outros.

Na Bahia, um dos estados onde o movimento se iniciou, o prefeito de Irecê, Elmo Vaz, do PSB, declarou à reportagem que a UPB (União das Prefeituras da Bahia) repassou dados de que mais de 50 % das prefeituras paralisaram as atividades.

“Em Irecê, a prefeitura só está atendendo emergências de saúde, além dos serviços de limpeza urbana, coleta de lixo e o setor de tesouraria, que não podem paralisar”, informou.

No Ceará, outro estado que como a Bahia e Paraíba, foi um dos precursores do protesto — o radialista Humberto Elery, da Rádio Brisa FM Rede Conexão Regional, informou por telefone que no município de Tianguá (CE) apenas os serviços considerados “essenciais” foram mantidos: “A prefeitura local decretou ponto facultativo em todos os órgãos da Administração Pública Direta, autárquica e fundacional do Poder Executivo”. Segundo o profissional de comunicação, a maioria dos municípios da região seguiram o mesmo caminho.

Conforme o Brasil 61 relatou na edição de segunda-feira passada, dezenas de municípios de Santa Catarina aderiram ao movimento e cruzaram os braços em protesto. Segundo a Fecam (Federação de Consórcios, Associações e Municípios de Santa Catarina), entidade que lidera 21 associações de municípios do estado, representando os 295 municípios catarinenses, a maioria das prefeituras do estado fecharam as portas. A atitude foi aplaudida pela Famurs (Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul). A entidade gaúcha não aderiu ao protesto, mas apoia incondicionalmente o movimento.

Apoiaram, mas não aderiram

Muitos prefeitos manifestaram apoio ao protesto, mas ainda não aderiram à paralisação, como protesto. É o caso de Igarapava (SP), onde o prefeito José Ricardo, do MDB, atual presidente do Comam (Consórcio dos Municípios da Alta Mogiana), afirmou que a prefeitura não entrou em greve, mas ressaltou que apoia o movimento.

“Não paramos porque estamos com uma gestão fiscal quase excelente e conseguimos manter as contas”, explicou. “Muito embora nos desagrade bastante as reduções dos repasses do governo federal, prejudicando nosso planejamento e a continuidade de projetos”.

Da mesma forma, o prefeito de Viradouro (SP), Cal Ribeiro, do PTB, disse que a prefeitura não fechou as portas na quarta-feira porque ainda tinha demandas urgentes para serem resolvidas. Viradouro é cidade ligada ao Codevar (Consórcio de Desenvolvimento do Vale do Rio Grande), entidade que envolve vários municípios que, segundo Ribeiro, estão apoiando o movimento dos prefeitos “principalmente por causa da queda nos repasses de recursos e dos saldos devedores que a União teria com as prefeituras locais desde 2017.

“Isso afeta muito a economia dos municípios e também a gestão, a administração pública das prefeituras, que nesse momento de escassez de recursos, de crise, causa um dano muito grane”, justificou.

O prefeito de Taquaral (SP), Paulinho Cardoso, do MDB, afirmou que na região de seu município os prefeitos ainda não decidiram se vão parar. “A gente está conversando, porque está tudo muito difícil por causa da queda do FPM, do ICMS e o repasse das emendas parlamentares em atraso. Está ficando cada dia mais difícil governar.

Mesmo entre prefeitos que ainda planejam ações para protestar contra a situação, a choradeira é geral. E as reclamações ocorrem também por parte de prefeitos de Goiás. O prefeito de Planaltina de Goiás (GO), Delegado Cristiomário, do PSL, disse que está ouvindo os comandos das entidades regionais e nacionais que atuam na defesa da causa municipalista, antes de decidir fechar as portas da prefeitura. Além da queda do FPM, Cristiomário acrescentou que a criação de obrigações para que os municípios cumpram, sem a criação de condições para o cumprimento,são as principais causas dos problemas.

“Estamos passando sérias dificuldades financeiras decorrentes principalmente da redução no FPM e também dos aumentos das despesas decorrentes de algumas propostas vindo do próprio governo federal, como piso de enfermagem, piso de professores e hoje nós precisamos de muita ajuda. As prefeituras de Goiás também devem estar junto nesse mês de setembro, fazendo algum tipo de ação”, afirmou.

CNM aponta soluções

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou manifesto nesta quarta-feira (30), assinado pelo presidente da entidade, Paulo Ziulkoski. O documento relembra que “os municípios vivem uma crise estrutural”. Os detalhes da crise detalhada por Ziulkoski foram destacados em recente entrevista concedida por ele exclusivamente ao Brasil 61, onde o representante da CNM declarou que só uma reforma fiscal, alterando a forma de distribuição dos impostos recolhidos pela União Federal, poderia evitar a falência da maioria dos municípios brasileiros.

No Manifesto de quarta-feira (30), a Confederação demonstra o cenário que levou prefeituras de 16 estados a promoverem os protestos desta quarta-feira. Ziulkoski alerta que “não há condições de governabilidade”, e reforça as pautas que poderiam amenizar a atual crise financeira.

Ao final do documento divulgado pela entidade, Paulo Ziulkoski aponta soluções que, na visão da diretoria da CNM, não resolveriam definitivamente o problema mas “com certeza” podem amenizar a situação: “A aprovação da proposta que aumenta o FPM em 1,5% (PEC 25/2022); a redução da alíquota patronal do INSS para 8%; a recomposição do ICMS (PLP 94/2023); a atualização dos programas federais defasados (PEC 14/2023) e a ampliação da Reforma da Previdência para os Municípios (PEC 38/2023)”.

Outro lado: posição do governo

A Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do Palácio do Planalto informou, através de sua assessoria de Imprensa, que faria uma reunião ainda na quarta-feira (30) com os representantes de entidades municipalistas e o deputado Zeca Dirceu, líder do PT na Câmara e relator do projeto de lei que visa repassar R$ 27 bilhões para estados e municípios, com objetivo de compensar perdas de receitas com o ICMS.

Até o fechamento desta reportagem, os resultados desta reunião ainda não haviam sido divulgados pelo governo ou pela Liderança do PT na Câmara dos Deputados.

“Cabe destacar que o governo do presidente Lula é um governo municipalista, que sempre atuou pelo fortalecimento e desenvolvimento dos municípios. Prova disso é que, nestes primeiros oito meses, atendeu diversas demandas que estavam represadas nos últimos anos, como o reajuste nas transferências para a merenda escolar, a elevação nos repasses para o Sistema Único de Saúde e a oferta de recursos para investimento em diversos equipamentos sociais, contemplados no PAC”, conclui a Nota.

As assessorias de imprensa do Ministério da Fazenda e do Ministério das Cidades não responderam os telefonemas e e-mails encaminhados pela reportagem.

Fonte: Brasil 61

Superlua Azul: saiba qual é o melhor lugar e horário para ver o fenômeno

A última superlua do ano iluminará o céu nesta quarta-feira (30/08). Por ser a segunda lua cheia do mês, o fenômeno é chamado de superlua azul. A primeira ocorreu em 1º de agosto. O satélite natural terrestre  estará a 357.181 quilômetros da Terra — a menor distância de 2023. Em média, a distância entre a Terra e a Lua é de cerca de 384.400 quilômetros.

“O evento de uma superlua atrai ainda mais os olhares para o céu nos ajudando a divulgar e popularizar a ciência. E, além disso, é um evento que pode ser visto por muitas horas (durante toda a noite), de qualquer lugar do mundo e por qualquer pessoa porque é visível a olho nu, ou seja, sem o uso de qualquer instrumento”, destaca a astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional.

O fenômeno poderá ser visto de qualquer parte do país. “Os observadores poderão notar uma lua mais brilhante do que outras luas”, diz Josina.

Fonte: Diário de PE

Médicos denunciam infestação de pulgas e carrapatos em UPA de Fortaleza

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Canindezinho, em Fortaleza, tem sofrido com uma infestação de pulgas e carrapatos que estão causando alergias e urticárias em médicos, enfermeiros e profissionais que trabalham no local. Segundo o relato de uma médica, o problema aconteceu pela primeira vez há cerca de três anos, e se repetiu algumas vezes.

Na semana passada, os profissionais começaram a notar novamente pulgas na sala de repouso, e receberam relatos que os percevejos chegaram a consultórios, copa e até na área de espera de pacientes, local onde também foram encontrados carrapatos.

O QUE DIZ A ADMINISTRAÇÃO?

Em nota nesta terça-feira (29), o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), responsável pela administração da UPA do Canindezinho, informa que as dedetizações de rotina no local “eram suficientes”. 

No entanto, há alguns espaços de difícil acesso à pulverização de substâncias para o extermínio dos percevejos, devido às obras que ainda estão em andamento. A unidade vai continuar agindo e acompanhando até a resolução completa do problema.

Segundo o ISGHM, “outras ações vêm sendo executadas a fim de solucionar o problema, como novas pulverizações, o fechamento de todas as frechas e orifícios internos que podem servir como acesso aos vetores, o recolhimento de reciclados metálicos na área externa oriundos de obra, bem como a limpeza geral de mobiliários internos”. 

RELATO DE PROFISSIONAIS

O Diário do Nordeste conversou nesta terça-feira (29) com funcionários que relataram, inclusive, que um paciente nesta semana chegou a receber medicação em uma cadeira de plástico, pois no estofado da unidade havia um carrapato. As profissionais não serão identificadas.

“A UPA está toda infestada, inclusive dormitório, banheiros, a recepção, os pacientes… Está todo mundo sendo picado por aquelas pulgas e carrapatos. Inclusive, hoje, uma colega nossa estava atendendo um paciente e ele estava com um carrapato pregadinho nele e com pulga subindo nele”, comenta uma médica.

Conforme outra médica, algumas dedetizações estão sendo feitas desde a semana passada, mas ela pondera que não é suficiente “setorizar” o procedimento, pois a infestação está em “praticamente” toda a unidade de saúde: “Tem risco da gente da gente trazer para casa a pulga. É além da insalubridade, isso”. 

Na última quinta-feira (24), o Sindicato dos Médicos do Ceará emitiu uma nota para cobrar dedetização eficiente e monitoramento contínuo na UPA do Canindezinho. “O Sindicato encaminhou ofício em caráter de urgência à Secretaria da Saúde do Ceará (SESA) e ao Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) requerendo a adoção de medidas imediatas no controle da situação, bem como uma dedetização eficiente e monitoramento contínuo”.

O Sindicato compartilhou que por conta da situação, médicos chegaram a repousar no chão da antiga farmácia da UPA, por conta da presença de pulgas nas acomodações. Esse caso foi confirmado por uma médica em entrevista à reportagem.

RISCO DE DOENÇAS 

O relato de uma funcionária expõe ainda que esses insetos representam risco de transmissão de doenças: “Há risco para nós e para os pacientes”. 

“Tem que vir alguém responsável aqui para fazer o controle ambiental para poder realmente eliminar a praga, mas a gente não vê isso acontecendo”, indica.

Algumas pessoas chegaram a passar mal também pela exposição aos inseticidas que estão sendo usados. “Eu por exemplo, tive uma crise alérgica [ao chegar na UPA], o nariz e o olho coçando muito, muito espirro. E eu praticamente não sou alérgica, só tenho uma crise como essa apenas quando estou gripada”. 

“Outros colegas meus estão passando com muita urticária, principalmente os que dão plantão noturno. Eles estão muito feridos, tendo que usar remédio para alergia e, às vezes, sem melhora, porque estão todo tempo sendo expostos”, diz o relato.

Fonte: Diário do NE

Veja nossa participação da chamada do programa Barba, Cabelo e Bigode

O quadro “Barba, Cabelo e Bigode” está disponível gratuitamente para emissoras de rádio em todo o Brasil. Retornando ao mercado desde o início de 2023, o quadro combina informações sobre futebol com humor e já havia conquistado o público de 2017 a 2019. Em expansão, está presente em mais de 50 emissoras, focando nos principais times do futebol brasileiro, sendo adequado para estações de todas as regiões do país.

O projeto oferece segmentos diários, com duração entre 2 e 3 minutos, centrados na temática do futebol, um assunto de grande interesse para o público brasileiro. Esses segmentos, conhecidos como pílulas, incluem notícias atualizadas, imitações, paródias e humor relacionado ao universo do futebol.

Segundo a produção do programa, para as emissoras de rádio, a vantagem é dupla: recebem um conteúdo de qualidade sem custos e sem a necessidade de envolver mão de obra própria, uma vez que a produção e edição são responsabilidade do “Barba, Cabelo e Bigode”. Além disso, as rádios têm a oportunidade de monetizar o quadro vendendo espaços para patrocínio.

O único compromisso das emissoras parceiras é veicular os segmentos pelo menos quatro vezes ao longo do dia. Emissoras interessadas podem entrar em contato através do site oficial do quadro.

Os interessados em saber mais detalhes sobre o programa e adquirir a atração devem acessar www.barbacabeloebigode.com.br ou entrar em contato via WhatsApp, no número (31) 99392-7755.

Confira um pouco mais sobre o “Barba, Cabelo e Bigode” no vídeo a seguir:

Orgia na prefeitura, matadores de aluguel e extorsão a políticos estão por trás de cinco mortes em Maricá em 2019

Vanessa ‘Alicate', acusada de ser mandate da morte do ex-companheiro — Foto: Redes Sociais

Durante as investigações de cinco assassinatos brutais em Maricá, a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio (MPRJ) esbarraram numa teia de interesses políticos que conta com uma rede de apoio de matadores de aluguel. Para puxarem o fio da meada dos crimes ocorridos em seis meses, de fevereiro a agosto, descobriu-se até que teria ocorrido uma orgia na prefeitura daquela cidade da Região dos Lagos, com a suposta participação de Vanessa da Matta Andrade, a “Vanessa Alicate”, acusada pela polícia de ser a mandante do assassinato do ex-companheiro Thiago André Marins e do pai dele, o vereador Ismael Breve de Marins.

No relatório da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) consta que, como resultado da suposta orgia, ocorrida naquele mesmo ano, Vanessa teria engravidado do Pastor Renato — identificado como Renato Machado, que ocupa uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio como deputado estadual pelo PT. O fato, segundo o documento redigido pelos investigadores, foi “veiculado pelas mídias locais” na época. Após a orgia, conforme o relatório, Vanessa “teria se aliado ao jornalista Giorno (Robson Giorno) a fim de obter vantagens financeiras e cargos dentro daquele governo municipal, situação que, posteriormente, levou à morte de Giorno”.

Romário da Silva Barros era fundador do portal lei Seca de Maricá

As investigações da DHNSG e do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ também apontam para a existência de uma organização criminosa com a atuação de matadores de aluguel. Diz o relatório sigiloso da especializada, ao qual o GLOBO teve acesso: “É de extrema relevância e oportuno o destaque da informação sobre a existência de investigações, nesta especializada, que versam sobre a possível existência de uma Organização Criminosa (Orcrim) que atua predominantemente no Município de Maricá, composta por um núcleo político e armado, tendo como objetivo direto o fortalecimento financeiro e/ou político mediante a prática de vários crimes, dentre eles homicídios” (sic).

Thiago Marins, filho do vereador Ismael Breve de Marins

Ao se aprofundar em cada homicídio, os investigadores identificaram como integrantes do bando armado, ou seja, executores dos crimes: Rodrigo José da Silva Barbosa, o “Rodrigo Negão” que comandaria uma milícia na região; e o subtenente reformado da Polícia Militar Davi de Souza Esteves. A periculosidade de Rodrigo é ressaltada num trecho do relatório policial: “Com relação à contemporaneidade do poder ostentado por Rodrigo “Negão” e sua Orcrim, não resta muito tempo que ele teve a coragem de ameaçar um Deputado Federal eleito e com muito poder na região. Se Rodrigo “Negão” é capaz de fazer isso com uma pessoa de tamanha importância no município de Maricá, imagina para o cidadão comum que atenta contra qualquer de seus interesses”.

O vereador Ismael Breve — Foto: Reprodução

Nas mortes de Thiago e do pai dele, o vereador Ismael, a polícia e o MP já têm evidências de que o crime foi por ordem de “Vanessa Alicate”, motivada pela raiva do ex-companheiro que reduziu sua pensão. O casal teve uma filha. O vereador teria sido executado por “queima de arquivo”, ao ouvir o barulho de tiros na casa. Por se amiga de infância de Rodrigo, ela teria pedido, segundo a polícia, para que matasse Thiago. Rodrigo e o subtenente Davi foram direto ao quarto de Thiago e nenhuma porta foi arrombada. A investigação revela ainda que os criminosos já tinham pesquisado o local. A dupla também quebrou câmeras de segurança da prefeitura para que os equipamentos não registrassem o veículo que usaram no trajeto do local do crime.

Matadores de aluguel seguem um ritual para cometer assassinatos

Para a polícia e o MPRJ, há uma constância no modo de agir dos suspeitos. Além de monitorarem suas vítimas antes da execução, eles atiram na cabeça e, em três casos, eles usaram a mesma arma: uma pistola Glock. O relatório da DHNSG informa que: “as semelhanças dos calibres das armas utilizadas, os quais seriam uma possível pistola da marca Glock, calibre 9 mm e um revólver .38”, demonstram essa forma de ação.

No caso do jornalista investigativo Romário Barros, de 31 anos, morto em junho de 2019, a organização criminosa estaria incomodada com as reportagens dele que denunciavam escândalos envolvendo políticos. O repórter também sofreu uma emboscada quando voltava de carro para casa, como fazia sempre, após dar uma caminhada. As câmeras do local flagraram a ação dos criminosos. Tais imagens serviram de base para compará-las com as fotos de Rodrigo, em redes sociais. Uma análise biométrica corporal do suspeito serviu de prova para o Gaeco apostar na sua participação no crime. O joelho de Rodrigo é valgo, o que os ortopedistas definem como um desalinhamento nas pernas.

A outra vítima seria Sidnei da Silva. De acordo com as investigações, ele foi morto por vingança — após uma discussão em via pública, poucos dias antes do crime, entre a vítima e a sua ex-cunhada, esposa do acusado Rodrigo.

Respostas dos citados

O EXTRA procurou o deputado estadual Renato Machado (PT) e a assessoria de imprensa da prefeitura de Maricá para se pronunciarem sobre as investigações da DHNSG e MPRJ, mas até o momento ainda não houve resposta. As defesas de Rodrigo, Vanessa e Davi não foram localizadas.

Idoso de 65 anos morre atropelado enquanto passeava com cachorro no PI; motorista não prestou socorro

José Dionizio da Silva Filho, de 65 anos, morreu após ter sido atropelado enquanto passeava com seu cachorro, na manhã desde domingo (20), em Parnaíba, 340 km de Teresina, no litoral do Piauí.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu por volta das 5h30, na Avenida Deputado Pinheiro Machado, trecho urbano da BR-343 no município.

O condutor e o veículo que atropelou a vítima não foram identificados até o momento, porque o motorista deixou o local sem prestar socorro.

A PRF informou que a dinâmica do acidente e as causas presumíveis ainda estão em análise.

O Departamento de Polícia Técnico-Científica realizou a perícia no local e o corpo foi removido e encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Parnaíba.

O caso será investigado pela polícia, que tentará localizar o condutor envolvido no atropelamento.