Categoria: Política

Lula comemora público no ato de Salvador: ‘A maior passeata que a Bahia já viu’

O ex-presidente e candidato ao Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não escondeu a alegria e agradeceu a multidão que compareceu na caminhada que o petista realizou junto com o candidato ao Governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), no final da tarde desta quarta-feira (12).

“Obrigado por fazer a maior passeata que a Bahia já viu. É uma alegria enorme estar com vocês, que sempre estiveram ao meu lado nas lutas. Agradeço ao povo da Bahia pela paixão e pela solidariedade”, disse Lula. Segundo a organização do evento, o público presente no ato foi de 100 mil pessoas.

No Farol da Barra, ponto de chegada da caminhada que teve início na Ondina, os apoiadores estenderam uma bandeira gigante do Brasil.

Raquel Lyra retoma a campanha e homenageia crianças

A candidata ao governo de Pernambuco Raquel Lyra (PSDB), afastada da campanha devido ao falecimento de seu esposo Fernando Lucena falecido no dia 02 de outubro, data para realização do 1° turno das eleições 2022, voltou a cumprir agenda em busca da vitória no 2° turno.

A candidata, esteve no Monte Bom Jesus, em Caruaru, nesta quarta-feira (12), para realização de um evento em prol das crianças daquela localidade. “Meu coração é só gratidão. E é pelo futuro delas e de nossas famílias que vamos, juntos, mudar Pernambuco de verdade!”

Candidatos brancos que se declaram negros podem sofrer punição?

As eleições deste ano representaram a primeira experiência a nível federal das cotas para ampliar a participação de pessoas negras em cargos públicos. Aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a medida determinou que fossem considerados o dobro dos votos dados a candidatos negros para fins de distribuição dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

Nas eleições deste ano houve um crescimento no percentual de candidaturas negras, alcançando 49,49% do total de postulantes, o maior patamar desde 2014. Da mesma forma, o número de eleitos para o Congresso Nacional também cresceu. Enquanto no último pleito foram 123 deputados federais negros, agora, 135 vão ocupar o cargo. No Senado, 6 dos 27 se autodeclararam pardos ou pretos.

Especialistas apontam que ainda há brechas para que esse tipo de situação ocorra, uma vez que as regras para a autodeclaração não foram bem definidas, nem estabelecidos mecanismos de prevenção a fraudes.

É diferente do que ocorre, por exemplo, em algumas universidades e concursos, em que há uma comissão de heteroidentificação para avaliar se aquela declaração é válida ou não.

De acordo com Fernando Neisser, presidente da Comissão de Direito Eleitoral do Iasp, em razão de a medida ter sido instituída por decisão do STF, acabou-se criando um vácuo na legislação, já que não passou pelo processo de regulamentação no Congresso.

“Diante da falta de uma regra mais clara para este ano, eventuais situações de fraude tendem a acabar passando impune. Para evitar uma celeuma maior e uma eventual perseguição por uma questão de cor, talvez a melhor solução seja que o Congresso desenhe uma regra que se incorpore à lei eleitoral”, opina o advogado.

Apesar de a questão ainda estar em uma espécie de limbo na legislação, caso comprovada a fraude, o especialista prevê alguns enquadramentos possíveis para o candidato.

Um deles, é o crime de falsidade ideológica eleitoral. “No momento em que a pessoa preencheu o requerimento de registro de candidatura e, no campo relacionado à raça e cor, disse falsamente ser negra, ela pode — até porque há uma obtenção de vantagem —, em tese, ter praticado o crime de falsidade ideológica eleitoral”, avalia.

Por fim, o partido também pode sofrer consequências, caso seja considerado que os recursos aplicados naquela candidatura foram, na verdade para uma candidatura de pessoa branca. “Eventualmente, isso pode levar o partido a não ter cumprido a divisão mínima prevista na regra. E, no limite, devolver os recursos para os cofres públicos.”

Longo caminho

Para o professor de ciência política da Universidade de Brasília (UnB) Aninho Mucundramo Irachande o problema vai além das brechas na legislação. É um processo que precisa evoluir na sociedade como um todo.

“É muito difícil você imaginar que a cota vai funcionar para o processo eleitoral se não tem essa preparação para as pessoas na vida. Se no convívio normal, elas não estão preparadas para entrar no processo político. Então, é preciso que essas cotas se consolidem nas universidades, nas escolas primárias, nos cargos públicos e, consequentemente, nos pleitos públicos”, pontua.

O professor concorda que é necessário definir parâmetros mais rígidos, inclusive no combate às candidaturas laranjas, aquelas registradas apenas para fins de cumprimento das cotas, sem que haja um esforço para que sejam eleitas.

Para evitar fraudes, ele acredita que o ideal é instituir uma “autodeclaração definitiva”, feita a uma vez a um órgão oficial e sem nenhum tipo de coação.

Em relação aos resultados da política, Irachande avalia que ainda é cedo para apontar se os números recentes são consequência da medida, mas que ainda há um longo caminho a percorrer para reparar a desigualdade contra negros nos parlamentos.

“O ideal é que nós tivéssemos uma percepção mais clara da necessidade da representatividade, porque afinal de contas, nós estamos falando do debate sobre o destino do país. E, nesse sentido, a inclusão de todos os segmentos seria o ideal”, afirma.

“Por hora, nós ainda não temos um resultado animador do ponto de vista de terem sortido efeitos. Os primeiros números dão conta de que aumentou um pouquinho no parlamento e também nas assembleias o número, por exemplo, de pardos e índios. Não dá para dizer se isso é resultado direto das costas ou se já é um processo de debate político da sociedade brasileira que já vem acontecendo há um tempo atrás.”

 

Por.: Metrópoles

Pesquisa Ipec : Raquel tem 50% e Marília, 42%

As entrevistas foram feitas entre domingo (9) e esta terça-feira (11). Foram ouvidas 2.000 pessoas em 75 municípios pernambucanos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04635/2022.

De acordo com o Ipec, se a eleição fosse hoje, Raquel teria 54% dos votos válidos, e Marília, 46%

Intenção de voto (estimulada – votos totais)

  • Raquel Lyra (PSDB): 50%
  • Marília Arraes (Solidariedade): 42%
  • Branco e nulo: 4%
  • Não sabem/não responderam: 3%

Intenção de voto (estimulada — votos válidos)

Nos votos válidos, o levantamento apontou que Raquel Lyra tem 54%, e Marília Arraes, 46%. Para calcular os votos válidos, são excluídos os brancos, os nulos e os de eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

No primeiro turno, Marília recebeu teve 1.175.651votos (23,97%), e Raquel, 1.009.556 votos (20,58%). O segundo turno está marcado para 30 de outubro.

Intenção de voto – (espontânea – votos totais)

O levantamento também questionou os eleitores em quem votariam para governador, sem apresentar nomes. Raquel Lyra obteve 37%, e Marília Arraes, 31%. Além disso, 2% disseram que iriam votar em “outros”; 7% pretendem votar branco ou nulo; e 23% não souberam ou preferiram não opinar.

Índice de rejeição das candidatas

A pesquisa Ipec apontou ainda o índice de rejeição das candidatas. A sondagem mostra que 32% dos eleitores pernambucanos não votariam de jeito nenhum em Marília, e 18% não votariam de jeito nenhum em Raquel. O levantamento anterior do instituto, divulgado na véspera do 1º turno, em 1º de outubro, indicou que Marília tinha 22% de rejeição, e Raquel, 10%.

Expectativa de vitória

O Ipec perguntou, ainda, quem os eleitores acham que vai ganhar a eleição, independentemente da intenção de voto. Veja o resultado:

  • Raquel Lyra (PSDB): 49%
  • Marília Arraes (Solidariedade): 41%
  • Não sabem/preferem não opinar: 9%

Intenção de votos para presidente

A pesquisa ouviu também os eleitores de Pernambuco sobre a intenção de voto para a Presidência da República. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Resposta estimulada e única, em % de votos totais:

  • Lula (PT): 68%
  • Jair Bolsonaro (PL): 25%
  • Branco/nulo: 4%
  • Não sabe: 2:%

Por.: Blog Folha do Sertão 

 

Miguel Coelho é diagnosticado com pneumonia

O ex-prefeito de Petrolina e candidato a governador de Pernambuco no primeiro turno, Miguel Coelho, foi diagnosticado com pneumonia. A informação foi confirmada nesta terça-feira (11) após a realização de exames médicos. Miguel está em casa, na cidade de Petrolina, em tratamento para a recuperação de sua saúde.

Nas redes sociais, o ex-prefeito comunicou que ficará em repouso por recomendação médica, mas pretende participar de atividades políticas ainda no segundo turno. “Estou em repouso para me recuperar o mais rápido possível. Em breve, espero retornar com saúde plena para colaborar na eleição da governadora Raquel Lyra e na reeleição do presidente Bolsonaro”, informou.

Senadora do PT-PE diz que Bolsonaro dará Golpe de Estado

Passado o 1º turno das eleições e com os olhares voltados para o dia 30 de outubro, o titular desta coluna recebeu a senadora eleita por Pernambuco, a primeira mulher a ocupar assento na Câmara Alta, pelo Leão do Norte: Teresa Leitão, que obteve 2.061.276 votos ou 46,12% , sendo 13.703 votos ou 51,14% em Salgueiro.

Impossibilitada de fazer campanha de rua, devido a um pequeno acidente em que se envolveu na véspera da eleição, Leitão tem participado de reuniões e entrevistas. A deputada defende as candidaturas de Marília Arraes e Lula, para Governo de PE e presidência da República, respectivamente.

“Eu vou cumprir aquilo que eu coloquei durante toda a campanha. A pauta de afirmação de direitos é uma pauta principal, tendo em vista muitos direitos que foram retirados, muitos cortes orçamentários da educação e na saúde. São coisas que a gente precisa rever ao invés de tá se fazendo orçamento secreto, nós precisamos recompor o orçamento da educação, o orçamento da saúde.”

Sobre os erros cometidos pelos institutos de pesquisa, e a declaração do Presidente da Câmara, Arthur Lira, que disse pautar um projeto que prevê criminalização destes institutos, Teresa julgou como autoritarismo. “Eu acho isso absolutamente desnecessário e autoritário. A gente tem que ter um patamar de regulamentação, mas não de criminalizar.”

Quando questionada se realmente ela acredita que Bolsonaro pode dá um Golpe de Estado, a senadora foi enfática. “Ele anunciou, ele ‘tá' anunciando isso. Por que é que todos os setores históricos, inclusive de oposição a Lula, estão declarando apoio a Lula? Alguns no 1º turno e outros agora no 2º. Simone Tebet, o PDT de Ciro Gomes, o ex-ministro Joaquim Barbosa, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Porque esse povo sabe o que tá dizendo, sabe o que tá vendo. A defesa da democracia é que tá unindo o Brasil em torno da candidatura de Lula.” afirmou.

Confira a entrevista na íntegra:

Real Time Big Data: Raquel Lyra lidera com 54%, Marília tem 35%

A primeira rodada da Pesquisa Real Time Big Data do segundo turno ao governo de Pernambuco traz Raquel Lyra (PSDB) com 54% das intenções de voto e Marília Arraes (Solidariedade) com 35%. Os que dizem votar em branco ou nulo são 7% e os indecisos, 4%.

Raquel tem 61% dos votos válidos, enquanto Marília soma 39%. A candidata do PSDB está à frente em todas as estratificações da pesquisa: por faixa de renda, gênero, religião e nas diversas regiões do Estado.

“Em relação à votação do primeiro turno, em que Marília chegou à frente com uma folga de cerca de três pontos percentuais, Raquel virou o jogo neste início de segundo turno e larga forte”, aponta Lucas Thut Sahd, diretor da Real Time Big Data.

A pesquisa entrevistou por telefone 1.000 eleitores em Pernambuco, entre 8 e 10 de outubro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número PE-01923/2022.

Veja a íntegra do levantamento aqui.

Sobre a Real Time Big Data

A Real Time Big Data é um instituto de pesquisa composto por uma equipe profissional multidisciplinar de reconhecida experiência nacional e internacional, que se destaca pela agilidade, clareza e confiabilidade de seus levantamentos e estudos. Com experiência no mercado, tem o objetivo de fornecer dados e análises para auxiliar a tomada de decisões de empresas, instituições, agentes públicos e organizações do terceiro setor, apoiando-os por meio de elaboração pesquisa de opinião, sondagens sobre hábito de consumo, monitoramento de políticas públicas, levantamento de tendência de mercado e auditorias de imagem.

 

Edmar Lyra

Gonzaga não volta atrás e mantém apoio a Raquel Lyra: “Vou trabalhar dia e noite com todas as minhas bases”

Grato pelos 67.328 votos recebidos em todo o estado, destes 12.757 obtidos em Petrolina, o deputado federal Gonzaga Patriota assegurou que a votação insuficiente para renovar o mandato não ocorreu por falta de serviços prestados à população. Em entrevista ao Nossa Voz desta segunda-feira (10), ele fez uma análise do cenário eleitoral deste ano, onde a inserção de novas lideranças e equívocos na formação da chapa majoritária resultaram na derrota nas urnas.

“Eu trabalhei e acho que em nenhuma outra eleição eu trabalhei tanto quanto agora, rodei o Estado todo, fui votado mais uma vez em todos os municípios, inclusive em Fernando de Noronha. A votação caiu um pouco, obviamente porque surgiram novos candidatos, a candidatura de Lucas, que sempre foi o meu estadual, à federal deu uma diminuição nos votos na região do São Francisco. Teve o município de Bonito que não me apoiou desta vez e Brejinho. Eu tinha quatro municípios, fiquei com dois e isso resultou na diminuição de 8 mil votos. Mas foram quase 70 mil votos, a votação foi boa, tive mais votos do que dois deputados eleitos e infelizmente não deu. Eu gostaria de ficar pelo menos até os 120 anos trabalhando como deputado, que eu acho tão bom, trabalho dia e noite, atendo telefone de madrugada, dia de domingo, faço muitas coisas, mas não deu”, analisou.

Sobre a estratégia do PSB em ceder ao PT a vaga ao Senado da Frente Popular de Pernambuco, Patriota considerou equivocada, uma vez que as mágoas causadas pela eleição em 2020, onde as duas legendas disputaram a Prefeitura do Recife, ainda não foram sanadas. “O partido, por sua vez, fez o que pode. Infelizmente errou, não me ouviu, não ouviu outras pessoas, porque uma legenda que teve divergências com o PT nas eleições municipais em alguns municípios como na capital [em 2020] que é o maior colégio eleitoral, deveria ter colocado o parceiro do PT na vice, mas colocou no Senado. Então muitas pessoas que votam no PT há muitos anos e que não estavam ainda satisfeitas com PSB não votaram no Danilo [Cabral]. Você a candidata Teresa Leitão (PT), fizemos um trabalho muito bom com ela, que foi eleita lá em cima e o Danilo ficou lá embaixo. Então, isso também atrapalhou as candidaturas de deputados, em que a gente poderia fazer sete ou oito e só conseguimos fazer cinco”.

Questionado sobre o apoio à Raquel Lyra (PSDB) no segundo turno pelo Governo do Estado, Gonzaga revelou que isso começou com um vídeo divulgado pela oponente de Raquel, Marília Arraes, onde ela desconsideraria o apoio do PSB. “Eu procurei o partido logo depois daquela declaração da Marília Arraes (SD), de que o PSB só atrapalha Pernambuco, o PSB não presta. Ela deu uma declaração dessa, gravou com o presidente do partido dela, mandaram para mim, eu olhei essa gravação e passei para o meu presidente aí [em Pernambuco], o meu presidente, bravo, já estava sabendo disso. Fui conversar com o presidente nacional Carlos Siqueira terça-feira (04), que eu estou em Brasília. O presidente Carlos Siqueira também estava bravo com ela”, relembrou.

Ciente do sentimento das suas lideranças, ele seguiu para suas bases e em seguida buscou o grupo de Raquel para confirmar sua decisão. “Depois de falar com essas duas pessoas e elas me dizerem isso, aí eu comecei a procurar minhas bases, falei com os meus prefeitos de Sertânia, de Solidão, de Jupi, falei com os meus vereadores, aí da região inclusive, e relatei que Marília não quer o nosso apoio, disse que o PSB só atrapalha Pernambuco. E procurei a Raquel, que estava enclausurada, coitada, com a morte do marido, mas falei com pai dela que é meu amigo e eles me disseram que sabiam que eu apoio Lula, eles estarão neutros, deixando os eleitores à vontade para escolher seu presidente da República e a gente aceita de bom grado o seu apoio, principalmente o seu apoio no Sertão, como você é mais votado”.

Essa movimentação, segundo Patriota, foi anterior ao anúncio de apoio do PSB à Marília Arraes. Mesmo com o posicionamento contrário ao seu partido, ele não volta atrás da palavra dada. “Por último, quando Lula declarou apoio à Marília, o PSB fez uma nota, só em Pernambuco em nível nacional não fez, de apoio a Marília. Com todo respeito ao partido, eu já declarei meu apoio à Raquel Lyra. Não é apenas apoio, estou indo para Pernambuco agora e vou trabalhar os 20 dias que faltam, dia e noite, porque quando eu apoio uma pessoa, apoio mesmo. Não tem esse negócio de apoiar só de boca não. Vou trabalhar dia e noite com todas as minhas bases, já falei com todos eles, liberei apenas um vereador que me pediu para votar em Marília e eu liberei porque é um vereador de Santa Maria da Boa Vista que fez dobradinha com Luciano Duque e o resto está tudo comigo. A gente vai levar pelo menos os 67 mil e poucos votos que eu tive vou levar todos para Raquel”.

Primeiro suplente do PSB em Pernambuco, o deputado não encara a derrota como uma oportunidade de aposentadoria da vida pública. “Eu continuo na política, obviamente que agora nesses quatro anos sem mandato, ou dois anos porque temos eleições municipais e quem sabe se eu não serei prefeito de Petrolina. Eu disputei a prefeitura quando tinha mandato e agora sem mandato de deputado é que eu posso disputar mesmo. Vamos ver quem são, se o partido não tem outro. O que eu não vou fazer mais é como fiz com Odacy, quando ele era do meu partido e a gente fez uma disputa partidária para ver quem iria ser o candidato. Eu não vou fazer isso não. Se tiver alguém do partido querendo ser candidato, tudo bem, se não a gente vai conversar”, pontou.

O Nordeste não é vermelho. Sempre vota igual, e no governo

Nos tristes tempos da ditadura militar de 64, o Nordeste era considerado, e com razão, reduto eleitoral do governo. Sim, é uma contradição em termos eleição e ditadura. Mas, as ditaduras com vergonha de se assumirem como tal, promovem eleições sob rigoroso controle, e assim pensam que se legitimam.

A nossa cancelou a democracia por 21 anos. Com o seu fim em janeiro de 1985, o Nordeste continuou como reduto do governo, do que estivesse no poder, ou do que viria. Tem sido assim até hoje. Não é servilismo dos nordestinos, é pragmatismo; crença na ajuda dos governos para superar o atraso da região.

Em 1989, na primeira eleição pelo voto popular, o Nordeste em peso votou no falso caçador de marajás Fernando Collor, ex-governador de Alagoas. Foi uma eleição solteira. Dois nordestinos se enfrentaram no segundo turno: Collor e Lula. Acusado de roubo, Collor caiu antes de completar dois anos de mandato.

Quatro anos depois, cavalgando o Plano Real, o Nordeste votou em Fernando Henrique Cardoso (PSDB), e em todos os candidatos ao governo que o apoiaram. Pernambuco foi a única exceção: elegeu Miguel Arraes (PSB), que apoiava Lula. Nesta sexta-feira, Lula irá ao Recife apoiar a neta de Arraes, Marília.

Fernando Henrique se reelegeu presidente em 1998, e desta vez o Nordeste votou fechado em todos os candidatos ao governo que tinham seu apoio. Arraes tentou se reeleger governador de Pernambuco. Perdeu para Jarbas Vasconcelos (MDB) por uma diferença superior a um milhão de votos.

A eleição de 2002 não foi de continuidade, mas de mudança, como parece ser a deste ano, prestes a terminar. Fernando Henrique, que prometera não desvalorizar o real, desvalorizou-o. A inflação e o desemprego voltaram a crescer. Só um milagre elegeria José Serra (PSDB), candidato da situação. Deus se omitiu, e deu Lula.

Outra vez cumpriu-se a escrita: o Nordeste elegeu todos os governadores que apoiaram Lula. E fez isso novamente quando Lula se reelegeu em 2006. E novamente quando Dilma Rousseff se elegeu em 2010. Ao pôr os pobres na agenda nacional, os governos do PT foram particularmente generosos com o Nordeste.

Dilma se reelegeu em 2014. Só um Estado não votou no candidato ao governo que a apoiava: Pernambuco. Eduardo Campos largou o governo de Pernambuco para se eleger presidente. Morreu em um acidente aéreo. Marina Silva (PSB), sua vice, venceu no primeiro turno em Pernambuco, e Aécio Neves (PSDB) no segundo.

Bolsonaro derrotou Fernando Haddad (PT) com folga em 2018. Mesmo assim, todos os candidatos a governador que apoiaram Haddad se elegeram no Nordeste. Lula estava preso, e preso ficaria por 580 dias. Liderou as pesquisas de intenção de voto até às vésperas das eleições. Quem sabe Haddad não venceria?

Todos os governadores nordestinos eleitos no primeiro turno este ano apoiaram Lula, e Lula a eles. Falta decidir a parada em cinco estados: Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Sergipe. É grande a chance de os candidatos apoiados por Lula se eleger. Isso é um mal sinal para Bolsonaro, atrás nas pesquisas.

 

Ricardo Noblat

Marcones tenta justificar o porque de Salgueiro não eleger um deputado estadual

Confira na íntegra:

“A voz do povo é soberana. Esse é o conceito que toda sociedade democrática defende. Qualquer eleição é decidida no VOTO, que é a legítima manifestação da vontade popular.

Dito isso, gostaria de expressar a minha opinião acerca do recorrente tema das eleições de Deputado Estadual em Salgueiro, e para fundamentar a minha colocação, apresento alguns dados:

1. Estão constantemente citando Floresta, que teve 3 representantes eleitos para a Assembleia Legislativa, mas esquecem de um detalhe importante: os três deputados de lá receberam juntos um total de 179.692 votos em Pernambuco e, desse total, somente cerca de 10% veio de Floresta. Então, se os candidatos foram eleitos não foi pela simples “união do povo”, mas sim porque buscaram apoio junto de outros municípios.

2. Outras cidades similares a Salgueiro também lançaram mais de um candidato. Belo Jardim, por exemplo, tinha dois candidatos a Deputado e nenhum foi eleito. Arcoverde, dois candidatos e nenhum eleito. Serra Talhada conseguiu eleger apenas um. Em Petrolina, eram sete candidatos e só um foi eleito. Ouricuri, que já tinha um representante na Assembleia, teve dois candidatos desta vez e nenhum foi eleito. Em Araripina, um cenário ainda mais diferente: haviam dois candidatos e o eleito foi o que obteve menos votos. Ou seja: não importa quantos sejam os candidatos por município, a decisão final vem do povo.
3. Há ainda uma outra variável, que é a estratégia partidária do candidato. Há partidos que só conseguem uma ou duas vagas na Assembleia Legislativa, e aí cabe ao candidato fazer a melhor escolha de filiação para não ficar à mercê da sorte de estar entre os primeiros da legenda.

O que eu quero dizer com tudo isso é que a união do povo de Salgueiro importa, sim, mas que lançar um único nome não é fator determinante na eleição de um candidato para a Assembleia Legislativa. Existem muitas variáveis envolvidas num processo eleitoral e o que mais vale, no fim das contas, é a força política que cada pleiteante tem no contexto estadual, sua estratégia partidária, e a força suprema do povo.”

Marcones Sá – Prefeito de Salgueiro

Pe. Remi criticou também as declarações de Bolsonaro

Não foram apenas os políticos de Salgueiro que foram criticados por Pe. Remi,  a crítica também foi a âmbito nacional. O Presidente da República e candidato a reeleição Jair Bolsonaro que há 4 dias associou o analfabetismo no nordeste a vitória de Lula na região, também entrou na mira do sacerdote guanelliano.

 

“Esta semana, nós nordestinos nos sentimos envergonhados, desmoralizados, pela boca do presidente da República chamando-nos de analfabetos e burros…”

Confira:

O presidente Bolsonaro negou ter atacado nordestinos e acusou seu adversário Lula de apelar para baixaria.

O prefeito de Salgueiro “Marilhou”

O prefeito de Salgueiro, Marcones Sá, definiu quem irá apoiar no 2º turno das eleições em Pernambuco. Diferentemente do seu vice-prefeito, Edilton Carvalho, soldado da linha de frente da campanha de Raquel Lyra (PSDB) no Sertão Central, Libório optou por seguir com Marília Arraes (SD).

Dr. Marcones argumentou que estava apenas seguindo a indicação do ex-presidente Lula, líder supremo do PT.
“Seguimos com Lula presidente e, neste segundo turno em Pernambuco, Lula está com Marília. Seguindo o projeto de Lula para o Brasil e para Pernambuco, afirmamos nosso apoio a candidata a governadora Marília Arraes.” disse o chefe do executivo municipal.

 

Participaram da reunião dia 08/10 além da candidata Marília, as vereadoras Eliane Alves, Fátima Carvalho, com o Profº Antenor, Eugenio Bezerra, Erivaldo Pereira, Antônio Viturino, Veronaldo Gonçalves e João Alfredo.

No 1º turno, o candidato apoiado pelo prefeito de Salgueiro, Danilo Cabral (PSB) obteve 5.930 votos (20,27%), uma votação pouco expressiva na principal cidade do Sertão Central, tendo em vista a máquina da prefeitura e do governo do estado que trabalharam a favor de Cabral. Marília, mesmo com o singelo apoio da terceira via, representada em Salgueiro por Márcio Nemédio, foi a segunda colocada, com 9.759 votos (33%), ficando atrás apenas do candidato do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB) com 9.776 votos (33,41%).

Raquel recebe o apoio de mais de 500 lideranças políticas e entidades nos primeiros dias de segundo turno

De prefeitos, são mais de 50 que fortalecem o palanque, além de deputados federais, estaduais, vereadores e lideranças de diferentes grupos políticos nos municípios

Após consagrar-se com uma grande vitória política ao craqonfirmar seu nome no segundo turno, a candidata ao Governo do Estado, Raquel Lyra, soma, ao final da primeira semana, um crescimento consistente e plural ao receber o apoio de mais de 500 lideranças que têm declarado espontaneamente o apoio, seja pela imprensa ou redes sociais, e também encontrando a candidata a vice-governadora, Priscila Krause, que está representando Raquel.

O crescimento da candidatura e a capacidade de unir até mesmo grupos políticos diferentes em mais de uma centena de municípios já é apontado como um verdadeiro fenômeno político que será confirmado com a vitória nas urnas.

Só de prefeitos que já estão ao lado de Raquel são mais de 50, da Região Metropolitana, Agreste, Sertão e Zona da Mata. Para citar alguns exemplos, na RMR chegam ao palanque Keko do Armazém (Cabo de Santo Agostinho) e Célia Sales (Ipojuca), na Zona da Mata estão Paulo Roberto (Vitória), Junior de Beto (Palmares), Manoel Botafogo (Carpina), Cassiano (Condado) e Graça do Moinho (Lagoa de Itaenga), no Agreste chegam Lucielle (Bezerros), Gustavo Adolfo (Bonito), Josué Mendes (Agrestina) e Orlando Jorge (Limoeiro) e no Sertão fizeram a escolha por Raquel e Priscila os prefeitos Simão Durando (Petrolina), Ricardo Ramos (Ouricuri), Evandro Valadares (São José do Egito) e Nicinha Melo (Tabira). Lembrando que estes são apenas alguns exemplos, pois são mais de 50 prefeitos ao lado de Raquel.

Deputados federais eleitos, reeleitos ou de mandato, como Fernando Filho, Iza Arruda, Pastor Eurico, Mendonça Filho, e estaduais, como Antônio Coelho, William Brígido, Rodrigo Novaes, Chaparral, Romero Sales Filho, Jeferson Timóteo, Débora Almeida, Renato Antunes, Álvaro Porto, Jarbas Filho, Joaozinho Tenório e Izaías Regis, também dão a força necessária à chapa para confirmar a vitória nas urnas.

O apoio maciço de vereadores de todas as regiões também dá à chapa consistência e pluralidade. São por exemplo vereadores do Recife, Cabo de Santo Agostinho e Jaboatão dos Guararapes que chegam para ampliar o alcance da chapa. Grupos de diferentes correntes políticas nos municípios e representantes de entidades civis, como a Associação de Rodoviários de Pernambuco e o Movimento Social Negro de Pernambuco, fizeram também questão de posicionar-se a favor de Raquel e Priscila.

Campanha de Lula pede ao TSE que multe Bolsonaro por publicações que associam o petista ao PCC.

A campanha do ex-presidente Lula solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral a aplicação de multa ao presidente Jair Bolsonaro por desobedecer a decisão da Corte de proibir a veiculação de notícias falsas que associam o petista ao PCC.

Além de multa de R$ 60 mil pelo descumprimento, a defesa de Lula pede que o Twitter retire o conteúdo do ar e exige multa de mais R$ 30 mil para cada ocasião em que a medida for descumprida.

“Uma vez publicado na internet, especialmente pelo perfil oficial do atual Presidente da República, o conteúdo está automaticamente lançado à velocidade exponencial de difusão”, aponta a defesa.

“Jair Messias Bolsonaro possui conhecimento que esta eg.Corte Superior Eleitoral já escrutinou o tema em outras oportunidades e que se trata de desinformação. (…) Desta feita, mesmo após a publicação da já mencionada decisão liminar proferida nestes autos, que determinou a abstenção de Jair Bolsonaro (e outros) de publicar desinformações semelhante àquela impugnada na Inicial (que liga o PCC à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva), o representado foi ao Twitter realizar 04 (quatro) publicações que descumprem completamente a decisão desta Corte Eleitoral”, acrescenta.

No sábado 8, o presidente Jair Bolsonaro publicou na rede um áudio intitulado ‘Marcola, chefão do PCC, confessa que Lula é o melhor para o crime organizado’. O material já havia sido veiculado pelo site O Antagonista e, na ocasião, o ministro Alexandre de Mores, presidente do TSE, determinou a retirada da reportagem do ar. O novo pedido ainda não foi contemplado pelo TSE.

 

FONTE: CARTA CAPITAL