Categoria: Política

Anderson chama Danilo de “cara de pau” por fala sobre redução do IPVA

Há três meses, o candidato do Partido Liberal (PL) ao Governo do Estado, Anderson Ferreira, apresentou, por meio da bancada do partido na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), um projeto de lei para baixar o extorsivo valor do IPVA cobrado pelo governador Paulo Câmara (PSB) e seu candidato, Danilo Cabral (PSB). Ao ver uma manifestação do socialista, hoje, em que alega que o estado vai passar a ter o menor imposto, Anderson reagiu ironicamente e enfatizou que essa promessa poderia facilmente se tornar realidade caso Danilo aconselhasse o seu governador Paulo Câmara a aprovar o projeto do PL ou resolver a situação por meio de decreto.

“É muita cara de pau de Danilo Cabral e Paulo Câmara abordarem a redução do IPVA quando, ao mesmo tempo, ignoram que há protocolado na Alepe um projeto de lei de nossa autoria que trata sobre o assunto e não anda para frente por falta de interesse do governador em mobilizar a bancada. Bastaria um simples gesto, ou até mesmo um decreto, para que milhões de pernambucanos proprietários de veículos pudessem ter o sofrimento aliviado”, disse Anderson.

Anderson ainda observou que, na declaração enviada à imprensa, Danilo Cabral ainda vai além e reconhece que a política tributária implantada pela gestão do PSB é injusta e penaliza o empreendedor. Em nota, ele afirma ser preciso “garantir uma política tributária para que quem vier empreender aqui, possa ter a certeza que vai pagar imposto de forma justa”.

“Essa é mais uma prova de que o PSB vive sempre correndo atrás do próprio rabo feito gato, sem saber para onde vai, desorientado. O próprio candidato do governador Paulo Câmara externou o caráter abusivo da política tributária instalada nos últimos oito anos, que transformou o governo estadual em uma máquina de arrecadação de impostos e que penaliza a população, sobretudo os mais vulneráveis”, pontuou Anderson Ferreira.

Fonte: Magno Martins

“Danilo subestima a inteligência dos pernambucanos ao prometer baixar o IPVA”, critica Miguel

O candidato a governador Miguel Coelho ironizou a promessa feita, nesta segunda (15), pelo deputado federal Danilo Cabral (PSB) de baixar o valor do IPVA. O ex-prefeito de Petrolina considerou a fala do socialista como mais uma “mentira eleitoreira” e lembrou que o governador Paulo Câmara tornou Pernambuco um dos estados que mais cobra impostos no Brasil.

“Só pode ser piada. O povo de Pernambuco registrando os carros na Bahia, na Paraíba e no Ceará para se livrar do IPVA alto, aí, agora, vem o candidato do PSB falar em baixar o imposto. É mais uma mentira eleitoreira. Danilo subestima a inteligência dos pernambucanos ao prometer baixar o IPVA”, alfinetou o candidato do União Brasil.

Miguel acrescentou ainda que o PSB se tornou especialista em cobrar impostos. O candidato do União Brasil lembrou que recentemente o governador Paulo Câmara decidiu até criar um tarifa vinculada a energia do sol. “O pernambucano está cansado do PSB cobrar tanto imposto e não entregar nada. O governador criou até um imposto sobre o sol. Resultado: várias empresas de energia solar estão migrando para outras regiões, estamos perdendo empregos e o povo penalizado. Mas Danilo finge que não é do PSB ou que o pernambucano é besta”, detonou o ex-prefeito de Petrolina.

Marília Arraes recebe apoio de Manuca de Zé do Povo (PSD), prefeito de Custódia, Luciara de Nemias, vice-prefeita, e de nove vereadores da cidade

A coligação PERNAMBUCO NA VEIA continua recebendo a adesão de prefeitos de todas as regiões do Estado. Nesta segunda-feira, o prefeito de Custódia, Manuca de Zé Povo, e a vice-prefeita da cidade, Luciara de Nemias, declararam apoio à Marília Arraes, Sebastião Oliveira e André de Paula. O candidato a deputado federal, Waldemar Oliveira, também esteve no encontro e recebeu apoio.

Nove vereadores de Custódia também declararam apoio à chapa majoritária: Nidinho de Biu (presidente da Câmara Municipal); Messias do Dnocs; Nita Barreto; Anne Lira; Alysson de Yolanda; Bitcho Gois; Paulino Avícola; Neguinho da Maravilha; Carla de Nemias. O secretário de obras da cidade, Berg Lira, e o suplente de vereador, Anderson Goes, também declararam apoio.

“Nós acreditamos que Marília Arraes é o melhor nome para o nosso estado. Vamos caminhar ao lado de Marília, Sebastião e André de Paula, que será o melhor Senador de Pernambuco a partir do ano que vem”, afirma o prefeito.

“O apoio de Manuca demonstra que a nossa caminhada está cada dia mais forte. Agradeço a confiança na nossa chapa”, afirma Marília. “Manuca é um grande prefeito e tenho certeza que vai nos ajudar a fortalecer o Sertão do Estado”, ressalta André de Paula. “Temos certeza que Manuca e os vereadores nos ajudarão a reconstruir Pernambuco”, diz Sebastião.

O ‘fantasma’ que assombra a corrida eleitoral ao governo de Pernambuco

Um fantasma político ronda Pernambuco. A terra dos altos coqueiros presencia algo que nunca se viu na história política do Estado. Cinco candidatos ao governo apresentam chances reais de vitória. São eles: Anderson Ferreira (PL); Miguel Coelho (União); Raquel Lyra (PSDB); Danilo Cabral (PSB) e Marília Arraes (SD).

Dentre os nomes mencionados acima, os três primeiros são ex-prefeitos de municípios. Todos eles foram reeleitos com altos índices de aprovação em suas respectivas cidades.

Os outros dois são figuras carimbadas na Câmara Federal. De acordo com o site Ranking dos Políticos —que avalia o desempenho dos parlamentares em Brasília— ambos ocupam uma das piores posições no quadro geral. Marília Arraes aparece em 531° (saldo geral) e Danilo Cabral em 474° (saldo geral). Ao todo, a lista engloba 574 políticos.

O histórico de Pernambuco

Ao analisar o histórico político que envolve o Governo de Pernambuco, em um micro recorte desde 1986, é possível enxergar uma nítida polarização entre dois candidatos. A disputa cravada somente entre duas figuras só passa a mudar em 2006, quando uma terceira candidatura apareceu com expressividade de votos. O então candidato Eduardo Campos (PSB) entrou na corrida eleitoral e embaralhou o rumo político. Com isso, o pleito foi levado ao 2º turno. Posteriormente, em 2010, sob o comando de Campos, a mesmice voltou a rondar Pernambuco com uma provincia sem muitas e boas alternativas.

A polarização na disputa ao governo

  • 1986 – Após ter buscado exílio durante o Regime Militar, o socialista Miguel Arraes (PMDB) decidiu disputar a eleição daquele ano e venceu José Múcio (PFL).
  • 1987 – Passado as tensões do período militar no Brasil, Joaquim Francisco (PFL) venceu Jarbas Vasconcelos (PMDB). Na época, Miguel Arraes e Dr. Roberto Magalhães decidiram sair da corrida majoritária e foram disputar vagas na Câmara dos Deputados. Ambos encerraram o pleito como os parlamentares mais votados.
  • 1988 – Miguel Arraes volta a disputar o governo do Estado. Desta vez, pelo então (PSB). Ele venceu o rival Gustavo Krause (PFL).
  • 1998 e 2002 – Com cerca de 64,13% dos votos, Jarbas Vasconcelos (PMDB) colocou fim na reeleição de Miguel Arraes. Após o primeiro mandato, derrotou Humberto Costa (PT) e garantiu a reeleição.
  • 2006 – Eduardo Campos (PSB), que é neto de Miguel Arraes, apareceu na disputa de uma forma inusitada, como mencionado anteriormente. Ele obteve mais votos que Humberto Costa (PT), que estava sendo apoiado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por fim, consolidou espaço no segundo turno.

O duelo final foi marcado contra o governador Mendonça Filho (DEM), que ocupava o lugar de Jarbas. Sem êxito, foi derrotado. Eduardo Campos o venceu com 65,36%.

  • 2010 – Jarbas Vasconcelos (PMB) voltou a disputar. Eduardo Campos (PSB), no entanto, dominou toda a estrutura do Estado e venceu com 82,84% — ganhando em todos os municípios de Pernambuco.
  • 2011 – O então governador Eduardo Campos explorou todo aparato político que montou no Estado e lançou Paulo Câmara (PSB). Como já era previsto, os socialistas venceram Armando Monteiro (PDT). Com isso, o estado de Pernambuco se manteve sem muitas e boas alternativas, com personalidades sempre inclinadas ao campo progressista.
  • 2012 – Mesmo com alto índice de rejeição e sem mais o apoio do falecido Eduardo Campos, Paulo câmara conseguiu ser reeleito, cravando vitória novamente contra Armando Monteiro.
  • 2022 – Pernambuco experimenta o cenário mais incerto de todos os tempos. Dos cinco nomes mencionados no início desta coluna, os quatro inseridos na imagem são os que de fato possuem chances reais de destronar os 16 anos de PSB (Campos [2006-2014] e Câmara [2015-2022].

Anderson Ferreira (PL); Marília Arraes (SD); Miguel Coelho (União) e Raquel Lyra (PSDB) ocupam posições confortáveis em relação ao nome de Danilo Cabral, escolhido a dedo pelo PSB para dar continuidade a mais 4 anos da mandato em Pernambuco. Sob apoio do atual governador, além de contar com o aval massivo de Lula, Cabral enfrenta dificuldades políticas e não tem pontuado bem entre os principais institutos de pesquisa.

E agora, José?! Ao que tudo indica, este ano será marcado por uma disputa acirrada, cuja decisão final será tomada no segundo turno. Após décadas de polarização, sob reinado do PSB que tomou para si os últimos 16 anos, Pernambuco pode surpreender e acabar elegendo uma ‘zebra’, um fantasma que ronda. Nomes tidos como inesperados podem emergir até o final do primeiro turno e varrer a hegemonia instaurada pelo socialismo.

Como diria o hino oficial pernambucano, “salve, ó terra dos altos coqueiros. De belezas soberbo estendal. Nova Roma de bravos guerreiros. Pernambuco imortal, imortal!”.

 

Mateus Henrique – Jornal Conexão Política Brasil

Danilo Cabral: “o IPVA de Pernambuco será o menor do Nordeste”

IPVA de Pernambuco será o menor do Nordeste a partir de 2023, quando Danilo Cabral for governador. O candidato assumiu esse compromisso com todos os pernambucanos, nesta segunda-feira (15), durante entrevista à Rádio Liberdade de Caruaru. Além do IPVA, Danilo já havia se comprometido com a competitividade da nossa economia assegurando que os pernambucanos não pagarão mais imposto que em nenhum estado nordestino.

“O IPVA de Pernambuco será o menor do Nordeste! Nós precisamos garantir uma política tributária para que quem vier empreender aqui, possa ter a certeza que vai pagar imposto de forma justa. Aqui em Pernambuco, no mínimo vamos dar as mesmas condições que qualquer outro estado do Nordeste. Se alguém baixar imposto, vamos baixar também! Seja na Bahia, Ceará, na Paraíba ou em qualquer outro. Nós vamos igualar a competitividade para quem quiser investir no nosso estado. Para que a gente possa gerar também atração de empreendimentos; alem de crédito, de toda essa parte da infraestrutura, logística, estrada, água, da formação de capital humano”, argumentou Danilo.

O candidato de Lula assegurou que vai potencializar o investimento público do governo a partir de 2023. Nos quatro anos da gestão de Danilo, o Estado vai investir em políticas públicas e obras que vão levar desenvolvimento a todas as regiões do estado; com foco principal no combate à pobreza. Esses investimentos serão possíveis graças a planejamento, parcerias com o presidente Lula e priorização de uma agenda bem definida.

Traduzindo o seu compromisso, Danilo explicou que essa potencialização vai ser garantida pelo fato de o Estado estar com as contas organizadas. O futuro governador vai promover um ambiente de negócios que estimule as empresas a se instalarem em Pernambuco, gerando mais oportunidades de emprego para a nossa gente. Uma dessas iniciativas, explicou Danilo, será com o programa “Emprego Novo”.

“Queremos estimular aqueles que estão empreendendo em qualquer setor da economia. Queremos dividir com eles os pagamentos dos salários. Você que é empresário, empreendedor, o Governo de Pernambuco vai dividir essa conta com você”, destacou Danilo, reforçando que o programa valerá para todos os setores da economia; indústria, comércio, serviços e outros.

Alexandre de Moraes toma posse como presidente do TSE na próxima terça-feira

O ministro Alexandre de Moraes tomará posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na próxima terça-feira (16), a partir das 19h. Na mesma ocasião, o ministro Ricardo Lewandowski será empossado vice-presidente. A solenidade será transmitida pelo canal do TSE no YouTube.

Os dois ministros foram eleitos para os cargos durante a sessão administrativa da Corte Eleitoral realizada no dia 14 de junho.  Eles serão responsáveis por conduzir as Eleições Gerais de 2022. Nos últimos seis meses, o TSE foi presidido pelo ministro Edson Fachin.

A cerimônia deve contar com a presença de convidados e autoridades dos demais poderes da República e poderá ser acompanhada pelos profissionais de imprensa que se credenciaram previamente.

Perfil dos ministros

Alexandre de Moraes nasceu em São Paulo (SP). É ministro efetivo do TSE desde 2 de junho de 2020, após atuar como substituto desde abril de 2017. Possui doutorado em Direito do Estado, livre-docência em Direito Constitucional e é autor de livros e artigos acadêmicos em diversas áreas do Direito. Atuou como promotor de Justiça, advogado, professor de Direito Constitucional, consultor jurídico e ministro da Justiça. Tomou posse como ministro do STF em março de 2017.

Ricardo Lewandowski, nascido no Rio de Janeiro em 11 de maio de 1948, é ministro do Supremo Tribunal Federal desde 16 de março de 2006. Ele é doutor em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e master of arts em Relações Internacionais pela Fletcher School of Law and Diplomacy, da Tufts University, administrada em cooperação com a Harvard University. Antes de ingressar no STF, também foi desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e juiz do Tribunal de Alçada Criminal do estado.

Composição do TSE

O TSE é integrado por, no mínimo, sete ministros. Três ministros são do STF, um dos quais é o presidente da Corte, dois ministros são do Superior Tribunal de Justiça (STJ), um dos quais é o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, e dois são juristas, provenientes da classe dos advogados, nomeados pelo presidente da República.

Os mandatos dos ministros da Corte Eleitoral são de dois anos, sendo possível a recondução por, no máximo, mais um biênio consecutivo.

Em reduto socialista, Miguel lidera ato popular com lideranças do Pajeú

Foto: Max Brito

Município comandado há quase duas décadas pelo PSB, Afogados da Ingazeira recebeu a caravana dos candidatos a governador Miguel Coelho e a senador Carlos Andrade Lima. Em um ato popular que lotou uma casa de eventos, lideranças do Sertão do Pajeú, como prefeitos, vereadores e ex-prefeitos se reuniram para pedir a mudança em Pernambuco.

O encontro político formalizou o lançamento da candidatura do ex-vereador de 4 mandatos Zé Negão (Podemos) a deputado federal. Ele é um dos principais apoiadores de Miguel Coelho em Afogados da Ingazeira e região. Também compareceram mais lideranças a exemplo do prefeito de Tuparetama, Sávio Torres; a prefeita Nicinha (Tabira); Zé Pretinho (Quixaba); a ex-prefeito de Solidão, Cida; o ex-prefeito de Tabira, Dinca; o ex-prefeito de Iguaracy, Francisco Dessoles, além do ex-deputado José Marcos de Lima, o vereador afogadense Edson Henrique entre outras dezenas de líderes sertanejos.

No ato popular, Miguel, Carlos Andrade e Zé Negão convocaram a população para quebrar a hegemonia do PSB, que deixou Pernambuco acumular manchas negativas como o estado campeão de desemprego, miséria e criminalidade. “É hora do Sertão do Pajeú dar um grito de liberdade. Esse ato é simbólico, vamos mostrar que Afogados e todo o sertão vai se unir para resgatar Pernambuco dessa situação e voltar a ter esperança”, disse Miguel.

O candidato a federal Zé Negão, que na última eleição de prefeito ficou em segundo lugar com expressiva votação, listou várias qualidades do ex-prefeito de Petrolina. “Miguel é o melhor candidato porque já provou isso na sua cidade, porque está pronto, tem mais liderança, capacidade de articular e reúne um grande time. Miguel será um grande governador, não tenho dúvidas”, destacou o ex-vereador.

Anderson avalia ida a debates marcados às vésperas das eleições

O candidato do Partido Liberal (PL) ao Governo do Estado, Anderson Ferreira, classificou como “um desserviço ao povo pernambucano” o calendário dos debates nas emissoras de televisão, agendados para os últimos dias do período eleitoral.

Segundo Anderson, Pernambuco enfrenta problemas em todas as áreas e, por isso, é essencial “poder debater o futuro do estado de forma útil e não correr o risco de se criar um ‘circo’ eleitoral”, afirmou o ex-prefeito do Jaboatão dos Guararapes, complementando que irá avaliar junto com sua equipe se irá ou não comparecer aos debates.

“Esses debates deveriam ter sido distribuídos ao longo dos 45 dias de campanha para que a população pudesse melhor avaliar os candidatos ao Governo de Pernambuco. O verdadeiro debate precisa acontecer ao longo da campanha e ter por objetivo dar a oportunidade aos candidatos de se apresentarem, como, também, de colocarem suas ideias e propostas para a população”, destacou.

Fonte: Magno Martins

Aliados de Lula o cobram por falta de atenção a eleitores evangélicos

Aliados de Lula, inclusive do PT, vêm cobrando Lula pela falta de atenção dispensada pela campanha ao eleitorado evangélico.

Há semanas Lula já tem a oferta de uma conversa a dois com um dos líderes da Assembleia de Deus, o pastor Samuel Ferreira, e não tem se esforçado para marcar o encontro.

No PT, há quem defenda a necessidade de Lula dar sinais mais fortes a este segmento, majoritariamente eleitor de Jair Bolsonaro, mas que não tem encontrado acolhida no discurso petista.

Fonte: Metrópoles

Pesquisa Opus: Marília com 34% e Miguel avança para segundo, com 13%

Pesquisa realizada pela Opus Consultoria e Pesquisa de Belo Horizonte (MG), divulgada nesta quinta-feira (11), mostra que a candidata Marília Arraes (SD) segue na liderança na disputa para o Governo de Pernambuco com 34%. O candidato Miguel Coelho (UB) alcançou a segunda colocação, com 13%. Em seguida vem Raquel Lyra, com 12%. Na quarta colocação está Anderson Ferreira (PL) com 11%. Danilo Cabral (PSB) está em quinto, com 5%, seguindo de Esteves Jacinto (PRTB) que ficou com 2%. Os candidatos Cláudia Ribeiro (PSTU), João Arnaldo (PSOL), Wellington Carneiro (PTB) e Ubiracy Olympio (PCO) não pontuaram.

A pesquisa, registrada no TRE sob o número PE-09229/2022, foi realizada entre os dias 05 e 11 de agosto e foram feitas 1.000 entrevistas. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo, com um intervalo de confiança. Os números acima referem-se à pesquisa estimulada, em que o eleitor é informado sobre todos os candidatos que estão na disputa. Levando em conta a estratificação do eleitorado por gênero, faixa etária, escolaridade e religião, a situação é bem similar. Tanto entre os homens quanto entre as mulheres, Marília fica em primeiro, Miguel em segundo e Raquel em terceiro.

O material divide as faixas etárias entre jovem, meia idade e sênior. Nas duas primeiras, a primeira e a segunda colocações seguem com Marília Arraes e Miguel Coelho.  O mesmo acontece quando se leva em conta, o grau de instrução do pesquisado. Os únicos resultados contrários são entre o público denominado sênior – em que Raquel lidera por apenas 2 pontos percentuais – e também entre os eleitores com nível superior, onde Raquel novamente troca de lugar com Miguel.

A pesquisa também mostra que Marília é a preferida no público que se autodenomina evangélico, ficando com 21% dos votos, à frente inclusive de Anderson Ferreira que tem a preferência de 19% desses eleitores. Os que se proclamam católicos ou outras religiões mantêm a preferência entre Marília Arraes e Miguel Coelho. Quando o eleitorado é dividido por regiões, o resultado da pesquisa mostra o quanto pesa a influência do trabalho realizado anteriormente por cada candidato.

A maior diferença entre o primeiro e segundo lugares foi registrada no Sertão do São Francisco, onde Miguel Coelho – ex-prefeito de Petrolina – tem 60% de preferência, seguida de Marília Arraes com 23%. Em todo o sertão, a candidata Marília Arraes alcança 33% de intenção de voto, seguida de perto por Miguel – que tem 28%.

Já no Recife, onde disputou a eleição para a Prefeitura há dois anos, Marília Arraes tem 43% das intenções de voto, seguida por Anderson Ferreira – ex-prefeito de Jaboatão – com 15%. Já no Agreste, a líder da pesquisa tem 26%, seguida de perto por Raquel Lyra – que comandou a Prefeitura de Caruaru até abril deste ano – com 23%.

Por outro lado, Marília Arraes também é a candidata com o maior índice de rejeição: 13%. O segundo mais rejeitado é Anderson Ferreira, com 12%, seguido de Danilo Cabral, com 10%. Esteves Jacinto vem logo atrás com 7% de rejeição. Miguel Coelho e Raquel Lyra empatam, com índices de 6% cada um.

Blog do Edmar Lyra

Consórcio de imprensa suspende realização de debate presidencial em pool

O consórcio de veículos de imprensa, que inclui g1, O Globo, Valor, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, suspendeu nesta quinta-feira (11) a realização de um debate em pool entre candidatos à Presidência da República.

O debate estava marcado para 14 de setembro, em São Paulo, e previa reunir os quatro primeiros colocados em pesquisa eleitoral Ipec ou Datafolha da semana anterior ao evento –e ocorreria com a confirmação de ao menos três desses quatro.

A decisão de suspender o debate foi tomada porque os dois primeiros colocados nas últimas pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), não se comprometeram, até as 23h59 desta quarta-feira (10), a participar.

Conforme informado em reunião realizada em 3 de agosto entre o consórcio e partidos, as campanhas tinham uma semana para confirmar a participação no debate caso preenchessem o requisito de estar entre os quatro primeiros.

As campanhas de Ciro Gomes (PDT), Leonardo Péricles (UP), Luiz Felipe d’Avila (Novo), Pablo Marçal (PROS), Simone Tebet (MDB), Sofia Manzano (PCB), Soraya Thronicke (UB) e Vera Lúcia (PSTU) confirmaram a participação; José Maria Eymael (DC) não respondeu.

O consórcio de veículos de imprensa lamenta a falta de disposição dos dois candidatos que lideram as pesquisas em debater os problemas e as soluções para o país neste momento importante da democracia brasileira.

O debate tinha o objetivo de estimular um diálogo aprofundado, que revelasse as visões dos candidatos sobre o país e desse a eles a oportunidade de responder a questões de interesse público.

Levando isso em conta, o consórcio permanece aberto a voltar a discutir a possibilidade de realização do evento caso haja interesse por parte das campanhas que lideram as pesquisas.

Fonte: G1

Raquel Lyra diz que água será prioridade se for eleita governadora de Pernambuco e faz duras críticas à Compesa

Candidata a governadora pelo PSDB, Raquel Lyra prometeu priorizar o acesso á água em Pernambuco caso seja eleita.

A tucana participou de sabatina na Rádio Jornal, nesta quinta-feira (11), criticou a prestação de serviço da Compesa (Companhia Pernambucana de Saneamento) e apontou para um caminho de concessões.

“A Compesa, infelizmente, é uma das piores prestadoras de serviço público de Pernambuco. Não digo isso pela capacidade de seus trabalhadores, mas pela incapacidade da gestão do governador Paulo Câmara de colocar água e tratamento de esgoto como prioridade. Estamos em 2022 e grande parte da população sofre com racionamento, rodizio e falta de acesso à água no Estado inteiro, seja no Recife, seja no Sertão. Muitas vezes, cidades ao lado de barragens e rios não têm água na torneira do povo”, disse Raquel. “Você faz diferente dizendo que água é prioridade, água para beber, para se banhar”, completou.

Raquel Lyra disse que pretende “resolver o problema da água” no Estado com investimento em uma nova rede de distribuição de água em todas as cidades. Ela defendeu a parceria com a iniciativa privada, seja por meio de concessão ou de terceirização. A candidata acredita que este modelo pode garantir investimento no curto espaço de tempo.

“O marco do saneamento aponta que até 2033 tenha sido universalizado o serviço de água e esgoto para 95% da população e isso está longe de ser realizado”, disse a candidata.

A tucana voltou a fazer críticas à gestão de Paulo Câmara (PSB) e disse haver uma pressão para que cidades renovem o contrato com a Compesa mesmo com o serviço abaixo do esperado.

A candidata lembrou que a Compesa é estatal e pode fazer PPP (Parceria Público Privada) seguindo o modelo do Rio de Janeiro e de Alagoas.

“Houve a concessão do tratamento de esgoto e separaram a compra da água da estatal, pois a água não está em todo o lugar, há adutoras sendo feitas e são distribuídas pela estatal. O Governo do Estado fez uma modelagem de PPP, faz anos e nunca apresentaram para a gente, então fez isso para que Caruaru e Petrolina não licitasse os seus”, concluiu.

Fonte: Jornal do Comércio

Família de privilégios: irmão de Danilo conta tempo em dobro para se aposentar

O irmão do candidato a governador pelo PSB, deputado federal Danilo Cabral, conseguiu um benefício que nenhum trabalhador da iniciativa privada tem direito. Contar tempo em dobro para a aposentadoria. Glauco Cabral é servidor da Assembleia e teve o benefício autorizado pela Superintendente do órgão. Segundo a publicação oficial, vai contar em dobro, para aposentadoria e disponibilidade, o tempo de licença-prêmio do primeiro-decênio. Com isso, o parente de Danilo poderá se aposentar ainda mais cedo.

Após cada dez anos de efetivo exercício prestados, o servidor adquire direito a licença-prêmio, estando assegurado os vencimentos e vantagens do cargo que estiver ocupando, na data em que entrar em gozo do benefício. Segundo fonte na Assembleia, o benefício do parente de Danilo é completamente legal, previsto na legislação. O benefício teria sido autorizado até por parecer favorável do jurídico da Assembleia.

Enquanto isso, a grande maioria dos pernambucanos enfrenta grande dificuldade para comprovar tempo de serviço e receber uma aposentadoria de um salário-mínimo do INSS. Para o trabalhador comum, a legislação do INSS não permite contagem em dobro. A carência é o tempo mínimo de contribuições mensais que você deve pagar o INSS para que possa ter direito aos benefícios. A aposentadoria tem como requisito 180 meses de carência, além de 15 ou 20 anos de tempo de contribuição e 65 ou 62 anos de idade.

Fonte: Magno Martins

Marília Arraes apresenta medidas de combate à violência contra a mulher

Durante uma sabatina realizada pela Rádio Jornal, na manhã desta quinta-feira (11), no Recife, a candidata ao Governo de Pernambuco Marília Arraes apresentou às mulheres pernambucanas algumas de suas propostas para o enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio, que tirou a vida de mais duas mulheres nesta semana.

“No nosso governo, a mulher não vai ficar sozinha! Vamos prevenir essa violência, em primeiro lugar, com educação. Nós vamos implementar a ‘Maria da Penha nas Escolas’, programa que vai desconstruir o machismo desde criança”, cravou Marília.

Entre 2012 e 2021, por exemplo, os casos de violência contra a mulher em Pernambuco saltaram de 28,2 mil casos para 40,9 mil. “É preciso atuar de duas maneiras, com prevenção e repressão. Quando acontece um feminicídio, não significa que a violência só aconteceu neste momento. Antes disso, a mulher já levou grito, já apanhou ou viu a mãe passando por isso”, afirma.

O objetivo da proposta apresentada por Marília é ensinar para meninos e meninas que a violência acontece de diversas formas e que essa desconstrução precisa acontecer desde cedo.

“Dessa forma, quando o namorado puxar o braço ou gritar com a adolescente, ela não vai achar que ele é ciumento, já vai identificar que é uma atitude violenta”, destaca Marília.

A candidata ao Governo de Pernambuco também irá colocar em prática as “Delegacias da Mulher itinerantes” como uma forma de reprimir e combater os casos de violência e feminicídios.

Outra proposta apresentada por Marília é o aumento de casas de abrigo para mulheres vítimas de violência. Em Pernambuco, atualmente, só existem quatro unidades. “A mulher terá uma grande rede de proteção até ficar independente. Enquanto o homem não for preso, a mulher fica no abrigo”, ressalta.

“É importante destacar que existe uma lei federal que aponta que 5% do Fundo Nacional de Segurança Pública deve ser aplicado para ações de combate à violência contra a mulher e nós vamos atrás desses recursos”, destacou Marília Arraes.

Após desistências de Marília Arraes e Anderson Ferreira, debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco é cancelado

O primeiro debate com os candidatos ao Governo de Pernambuco, que seria realizado na próxima sexta-feira (12), foi cancelado pela Rádio Cidade de Caruaru após Marília Arraes (SD) e Anderson Ferreira (PL) desistirem de participar do programa.

A emissora comunicou o cancelamento na tarde desta quarta-feira (10), através de nota publicada no seu Instagram.

“Diante da desistência dos candidatos Marília Arraes (Solidariedade) e Anderson Ferreira (PL), em participar do debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco, a Rádio Cidade FM 99.7 comunica o cancelamento do programa”, diz o texto.

De acordo com a emissora, o embate entre os postulantes ao Palácio do Campo das Princesas será remarcado. “Uma nova data será agendada para que o debate ocorra no primeiro turno e confirmamos a realização do debate entre os candidatos para o segundo turno, se houver, no dia 7 de outubro, às 18h, na sede da emissora, em Caruaru”, completa o comunicado.

Sobre a desistência dos adversários, Miguel Coelho (União Brasil) afirmou, em vídeo publicado nas suas redes sociais, que “já tem candidata e candidato querendo se esconder para não falar das ideias para tirar Pernambuco do atraso, do desemprego, da fome”.

E completou: “não adianta se esconder, a campanha vai chegar e o povo vai saber quem está preparado para defender Pernambuco”.

Danilo Cabral (PSB), por sua vez, disse no Twitter que Marília e Anderson “fugiram do bom debate” e assumiram “seu despreparo ou arrogância”.

“Tenho falado do meu compromisso e disposição para debater Pernambuco. Esse é ou deveria ser um dever de todo candidato. Ao fugirem do bom debate, que é tão necessário para nosso estado, Marília e Anderson assumem seu despreparo ou arrogância. Seja de forma isolada ou a dois, num jogo de cartas marcadas. Quem não deve não teme!”, observou o socialista.

Fonte: Jornal do Comércio