Na última quarta-feira (30) Salgueiro protagonizou mais um vexame estadual. O município foi impedido de realizar paralização na chamada “Greve dos Prefeitos”, em virtude de decisão liminar proferida em Ação Popular, ajuizada pelo advogado Rafael Ramos.
Prontamente a atual gestão usou todos os seus canais de comunicação, para atribuir a medida à oposição, e acusar que estes não querem ver o desenvolvimento da cidade. A medida gerou incômodo na gestão municipal e provocou o prefeito Marcones Sá a desabafar para a plateia de prefeitos que participava do congresso da Amupe.
A estratégia usada se assemelha a uma cortina de fumaça, utilizando de discursos políticos para desviar o foco de graves problemas decorrentes da má gerência dos recursos públicos. Se acumulam denúncias acompanhadas pelo jornalismo local, acerca de problemas na saúde e educação. Há pouco tempo o município tornou-se notícia nacional pelo desperdício de merenda e medicamentos.
TRIBUNA DO LEITOR “O atual gestor foi contra a instalação do aeroporto, lutou contra a univasf, contra a plataforma multimodal, contra a instalação de diversas empresas, a exemplo da fabrica da Scania, e agora reclama da diminuição da arrecadação pelo não crescimento do município.” comentou um frenético leitor.
A Associação que lidera a movimentação em Pernambuco, a Amupe não sabe estimar quantos municípios deverão aderir a Greve dos Prefeitos. As prefeituras nem a Associação detalharam quais serviços serão paralisados, num formato em que a população não seja prejudicada. Os órgãos só informam que os serviços essências como saúde e educação funcionarão normalmente.
No Ceará, Associação dos Municípios do Estado (Aprece) afirma que 174 das 184 prefeituras cearenses vão aderir à paralisação. A Aprece tem uma lista com todos os nomes dos participantes. As gestões municipais vão adotar ponto facultativo para estimular a adesão.
Alepe também adere
A Presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) decretou a suspensão das atividades legislativas nesta quarta-feira (30). Com a decisão, não haverá reuniões das comissões permanentes da Casa nem sessão plenária. Ficam mantidas as atividades administrativas e a solene prevista na agenda.
Contradição
SEM FPM NÃO DÁ é o principal mote conclamado hoje nos portais e emissoras de rádio de todo o brasil, principalmente na Região Nordeste. Notadamente observamos o tom compreensivo, fraterno e cordial de parte significativa dos formadores de opinião. Dois pesos e duas medidas? Mais interessante ainda é uma rápida passagem sobre a atuação profissional desses ‘porta-vozes” e a constatação de que se comportaram absolutamente diferente quando este mesmo protesto é realizado por professores, estudantes, metroviários, índios e quilombolas.
Antes de confirmar o apoio do ex-candidato a governador Miguel Coelho (União Brasil), o líder socialista anunciou em suas redes sociais o apoio de Sebastião Oliveira e Waldemar Oliveira (Avante) para 2024. Com o anuncio já não há mais nenhuma possibilidade de o Avante ir para o bloco de apoio da governadora Raquel Lyra, essas movimentações dão o tom de como as negociações andam visando as eleições de 2026.
Tanto o prefeito do Recife João Campos, quanto o presidente do Avante Sebastião Oliveira, fizeram postagem em suas redes sociais para anunciar o apoio. João fez referência a amizade dos Oliveiras de Serra Talhada com o ex-governador Eduardo Campos, dizendo que Sebá é um amigo que caminhou junto com seu pai. Já o presidente da sigla disse que o Avante seguirá a trilha traçada com a Frente Popular desde o ano de 2006, segundo ele foi quando se inaugurou um novo tempo de governança para Pernambuco.
“Muito feliz em poder contar com o apoio do presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira, e do deputado federal Waldemar Oliveira para que sigamos, juntos, construindo um Recife mais forte e com transformações que melhoram as vidas das pessoas da nossa cidade.
Sebá é um amigo que caminhou com o meu pai, no Governo de Pernambuco e em sua trajetória política. Dema é um parlamentar aguerrido, que tem mostrado muito empenho para assegurar conquistas importantes para o nosso povo.
A nossa base fica ainda mais fortalecida com esse ingresso. Quero agradecer esse gesto do Avante à nossa cidade”, concluiu João Campos.
Já o presidente da sigla disse que o Avante seguirá a trilha traçada com a Frente Popular desde o ano de 2006, segundo ele foi quando se inaugurou um novo tempo de governança para Pernambuco.
“O Avante apoiará o projeto de reeleição do prefeito do Recife, João Campos. Seguimos a coerência da trilha que traçamos junto com Frente Popular de Pernambuco, desde 2006, quando apoiamos o saudoso governador Eduardo Campos, que inaugurou um novo tempo de governança e prosperidade no nosso Estado, onde a máquina moeu para o lado de quem mais precisava. Acreditamos na exitosa gestão de João Campos e seguimos ao seu lado”, pontuou Sebastião Oliveira.
Dois integrantes da cúpula do União Brasil estão travando uma batalha: o deputado Luciano Bivar (PE), atual presidente da legenda, e o ex-prefeito de Salvador e secretário-geral do partido, ACM Neto. O embate teve início após Bivar fazer uma intervenção no diretório do Amazonas e convocar, unilateralmente, a convenção estadual para tentar eleger lideranças locais afinadas a ele. A sigla, que convive com disputas internas desde a sua criação, também tem conflitos no Rio, Pernambuco, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Acre. Em alguns casos, as desavenças resultaram em pedidos de desfiliação.
Por conta da queda de braço no Amazonas, a maioria dos membros da executiva nacional – sete dos dez integrantes – enviou aos parlamentares do partido uma nota com críticas a Bivar. Há uma escalada na insatisfação com o presidente da legenda, e uma ala do União se movimenta para que ele não seja reconduzido ao comando da sigla. Ainda não há nome de consenso que possa substituí-lo, mas ganhou força a tentativa de impedir que ele seja reeleito ao posto em maio do ano que vem. As informações são do jornal O GLOBO.
Entre os críticos de Bivar, há a avaliação de que as intervenções dele nos estados ocorrem justamente para lhe garantir maioria na legenda e impedir que outro nome o substitua.
O documento enviado aos parlamentares foi assinado por ACM Neto, José Agripino Maia (ex-senador), Ronaldo Caiado (governador de Goiás), Professora Dorinha Seabra (senadora por Tocantins), Mendonça Filho (deputado federal por Pernambuco), Davi Alcolumbre (senador pelo Amapá e ex-presidente do Senado) e Bruno Reis, prefeito de Salvador.
ACM Neto afirmou que será necessária uma mudança na legenda, abrindo mais espaço para que deputados e senadores tenham maior peso nas decisões.
“O presidente Bivar, infelizmente, tomou uma decisão individual que caberia à executiva nacional, o que mostra a necessidade de uma repactuação interna no partido, inclusive, para que deputados e senadores tenham maior peso nas decisões”, disse.
Pelo estatuto do partido, a eleição realizada fora de época, como no caso do Amazonas, precisa do aval da executiva nacional. Integrantes da cúpula do partido conseguiram derrubar a convocação de Bivar na Justiça. Ele recorreu e perdeu na segunda instância. Rivais do cacique dizem que ele rompeu com um acordo para que o governador do Amazonas, Wilson Lima, ficasse à frente da comissão provisória no estado e o ex-deputado Pauderney Avelino da direção de Manaus. Essa comissão tem a tarefa de organizar o partido para a realização da eleição.
ACM Neto conclui que escolhas políticas não podem ser tomadas individualmente. O receio dele é que a decisão de Bivar abra precedentes interfira nos estados em quaisquer situações.
Caiado se queixou que o presidente da legenda não obedece às regras do próprio partido. “Nós tratamos de corrigir uma decisão do Bivar, que não tinha respaldo no estatuto do partido”.
Resultado da fusão do Democratas (DEM), do qual ACM Neto foi presidente, e PSL, partido liderado por Bivar, o União Brasil surgiu em 6 outubro de 2021 com status de maior partido do Brasil e fundo de R$ 800 milhões. Mas com interesses tão diversos, não são incomuns as rusgas entre seus integrantes. Como mostrou O GLOBO, um grupo de deputados do Rio de Janeiro, incluindo a ex-ministra do Turismo Daniela Carneiro, foi à Justiça pedir desfiliação por avaliar que o presidente nacional do partido negociava cargos e tomava decisões no estado sem os consultar.
Interferências
Também houve rixas no Maranhão, onde Bivar agiu para que o deputado Pedro Lucas Fernandes tivesse influência sobre a legenda, o que no início contrariou o ministro das Comunicações, Juscelino Filho. Após meses de disputa, Pedro Lucas Fernandes e Juscelino chegaram a um acordo e hoje trabalham em sintonia no estado.
No Mato Grosso do Sul a divergência resultou na desfiliação da senadora Soraya Thronicke, que foi para o Podemos. Aliada de Bivar, ela perdeu o comando da legenda no estado para a ex-deputada Rose Modesto.
Já no Acre houve um acordo, mas o senador Alan Rick ameaçou sair do partido após Bivar e o vice-presidente do União Brasil, Antonio Rueda, mudarem a composição do diretório estadual. Após a dupla de dirigentes recuar, o parlamentar permaneceu na legenda.
Em seu próprio estado, Pernambuco, Bivar enfrenta oposição interna. O deputado Mendonça Filho foi um dos que assinaram a nota contra o correligionário. Recentemente, Bivar destituiu Mendonça da presidência do União Brasil no Recife, mas a decisão foi invalidada pela Justiça.
Desde a fusão, Bivar e ala de políticos do DEM protagonizam embates. Em abril de 2022, dois meses após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) conceder registro à legenda, integrantes da executiva já assinaram nota desautorizando uma candidatura presidencial do hoje senador Sergio Moro, algo que era incentivado por Bivar.
Com a fusão, Bivar buscava a capilaridade que a antiga legenda, o PSL, tinha nos estados. Em 2018, o partido inflou ao filiar Jair Bolsonaro e obteve o maior fundo partidário e eleitoral da época, o que atraiu os políticos do DEM.
O presidente estadual do União Brasil (UB), Marco Amaral, dirigiu mais um encontro político importante com lideranças dos diretórios na sede do partido, na última quarta-feira (23). O evento contou com a presença do presidente nacional do UB, deputado federal Luciano Bivar, e de diversos prefeitos e vereadores do partido.
A reunião foi realizada com o objetivo de alinhar estratégias, discutir os desafios e traçar planos para o futuro da legenda em Pernambuco. Bivar falou da sua experiência na política como deputado federal, 1° secretário da Câmara e presidente nacional de uma das maiores siglas do país. Os prefeitos Flávio Gadelha, de Abreu e Lima; Josafá Almeida, de São Caetano; e Raimundo Pimentel, de Araripina destacaram a importância de fortalecer o partido no município, ressaltando que a união das lideranças é fundamental para conquistar avanços significativos.
Ainda foi destacada a importância da participação feminina nas fileiras partidárias. A deputada estadual Socorro Pimentel compartilhou sua história dentro do partido e todo apoio que tem recebido em seus pleitos e mandatos. Já a presidente estadual do União Mulher, Mariana Nunes, adiantou que o segmento feminino tem um novo projeto de apoio nacional para as mulheres que será iniciado por Pernambuco e levado a todo país com o foco de dar apoio nos âmbitos político, jurídico e de comunicação. O evento de lançamento está previsto para novembro, onde serão convidadas todas as mulheres filiadas e potenciais candidatas com perfil de liderança nos diversos segmentos da sociedade.
“Nossa conversa foi extremamente positiva e produtiva. Foi animador ver tantas lideranças comprometidas com o crescimento do nosso partido no Estado. Nosso grupo está unido e determinado em buscar soluções para os desafios que enfrentamos. Agradeço a todos os presentes por compartilharem suas visões e contribuírem para a construção de um futuro melhor para nossos municípios. Juntos, continuaremos trabalhando incansavelmente em prol do desenvolvimento e do bem-estar das nossas cidades“, destacou Marcos Amaral.
O advogado e presidente do PT de Araripina, Márcio Leite, cumpriu agenda na capital pernambucana nesta quarta-feira. O dirigente municipal teve uma reunião com o deputado estadual e ex-prefeito do Recife, João Paulo (PT). “Estive ontem no gabinete do companheiro João Paulo, Deputado Estadual e o melhor prefeito que o Recife já teve. Na oportunidade, conversamos sobre o governo Lula e seus avanços, Pernambuco e, como não poderia deixar ser, sobre nossa Araripina.” disse Leite.
“Com muita alegria que recebo aqui o nosso companheiro Marcio, o novo presidente do PT de Araripina, o PT está chegando cada vez mais forte no Sertão com o presidente Lula e com a juventude do Márcio. Estou torcendo para que no próximo ano você seja o nosso prefeito lá, na cidade. Vamos lá, a luta continua”. conclamou o ex-prefeito.
O PT já discute estratégias para a disputa de 2024. As táticas em debate se dividem entre o estreitamento de alianças locais com partidos da base de Lula, o desejo de lançar candidaturas próprias e a necessidade de oxigenar o partido, dando a oportunidade a nomes novos encararem a vitrine de uma disputa majoritária.
O perfil oficial no Instagram da Rádio Grande Serra realizou na última semana uma série de enquetes em relação aos integrantes da Casa Joaquim Pereira Lima. Camilla Modesto (MDB), João Doutor (MDB), Silvano do Moraes (Avante), Francisco Edivaldo (PP) e Divona (SD) foram os que lograram êxito no termômetro digital no ano que antecede as eleições municipais. É por demais oportuno lembrar que enquete não foi produzida seguindo metodologia científica e não se submete às regras estabelecidas pela Lei no 9.504/1.997 e pela Resolução 22. 623/2.007.
Camilla Modesto foi preterida por 40% dos internautas. A vereadora tem um mandato que demostra mais sensibilidade em relação aos serviços de saúde. O ofício da parlamentar que é a enfermagem a faz ser mais presente na assistência ao público. Por outro lado, Modesto deixa a desejar no atendimento ao anseios da categoria que diz representar. No entendimento de boa parte da enfermagem local a parlamentar deveria abraçar melhor demandas dos trabalhadores.
O vereador João Doutor obteve 31% da preferência do público. A identidade com o homem do campo e a luta pela agua são bandeiras de destaque no seu mandato parlamentar . Negativamente respinga sobre Doutor o vácuo nas demais áreas da administração pública. O mdbista precisa se ampliar o seu leque de atuação.
Silvano do Moraes, angariou 40% das pretensões e na avaliação de fontes ouvidas pelo titular desta coluna, tem um desempenho significativo enquanto fiscalizador, agregado a uma boa atuação junto aos órgãos de controle. Todavia Moraes precisa furar a bolha da rede social e buscar concretizar ações.
Francisco Edvaldo conquistou a confiança de 29% dos votantes. O líder da oposição se destaca pela sua fácil capacidade de comunicação e articulação política, a experiência na Câmara facilita os trâmites burocráticos e o fluxo de projetos do interesse de seu mandato. Por outro lado, a forte identidade do edil com o governo do ex-prefeito Alexandre Arraes reforça narrativas que estigmatizam resistências quanto a sua atuação.
O vereador Divona é sensível e solidário as causas do Distrito de Rancharia, seu principal capital eleitoral, no entanto demostra dificuldade em criar uma marca para o seu mandato.
Neste domingo (20) os filiados do Partido Socialismo e Liberdades se reunirão na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Araripina-PE. Os socialistas participaram de uma plenária com dirigentes da sigla, onde por meio de votação, os filiados escolheram qual corrente dentro coordenará o diretório municipal nos próximos anos.
Três grupos dentro do partido disputavam o comando na principal cidade do Sertão do Araripe. A corrente “Primavera” representada por Ari Amorim e Marcos Siqueira; Daniela Cabral, Bruno do Morais, Professora Silvana, Airton Rodrigues e Romildo da Lagoinha com “PSOL Pernambuco de Todas as Lutas”, e o terceiro grupo composto por Rafaela, Ernandes Rothmar “PSOL Independente”.
A maioria escolheu a tese 2: PSOL Pernambuco de Todas as Lutas composto por:
1. Dani Cabral, da Revolução Solidária Pernambuco, Direção Estadual.
2. Bruno do Morais, Jovem atuante no Município, com forte identidade na luta pelos mais necessidatos.
3. Professora Silvana, importante voz na defesa das mulheres.
4. Romildo da Lagoinha, Suplente de Vereador nas eleições de 2020.
5. Airton Rodrigue, articulador político, agricultor e profundo conhecedor da historia de Araripina, .
O PSOL em Araripina vive um período de articulação com vistas às eleições que se avizinham, o grupo tem se organizado e deve marcar seu território na Casa Joaquim Pereira de Lima.
Mauro Cid volta atrás na confissão e diminui a temperatura
O depoimento do hacker Valter Delgatti Neto, conhecido como o hacker da Vaza Jato, à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investiga os atos de 8 de janeiro, colocou ainda mais fervura no caldeirão em que se encontra o ex-presidente. Segundo Delgatti Neto, Bolsonaro teria dito que se ele invadisse as urnas eletrônicas, simulasse fraude e assumisse um grampo ilegal contra ministro do STF, Alexandre de Moraes, ele lhe daria o indulto presidência caso fosse preso.
Matheus Falivene
Para Matheus Falivene, doutor em Direito Penal pela USP, a oferta da graça – indulto individual – para o hacker, por ser uma prerrogativa constitucional, não configura ilícito penal. “A questão criminal toda gira em torno dele ter, supostamente, confabulado com para violação do sistema eleitoral, o que, dependendo da apuração, pode configurar crime contra o Estado Democrático de Direito”, disse Falivene.
Rafael Paiva
Já para o criminalista e professor de Direito Penal e Processo Penal, Rafael Paiva, se confirmado que agiu como mandante – mentor intelectual – Bolsonaro responderá pelos mesmos crimes do hacker na qualidade de coautor ou participe. “Eles devem responder pelos crimes de tentativa de golpe de estado (359-m do código penal), escuta ilegal (Art. 10 da Lei 9.296), autoacusação falsa (341, do código penal) e incitação ao crime (286, do código penal), regente à promessa de indulto”, entende Paiva.
Thaís Molina Pinheiro
A especialista em investigação de crimes digitais, Thaís Molina Pinheiro, explica que boa parte dos sistemas de alta segurança possuem controles específicos para rastrear o acesso e a edição de dados. “A não ser que o hacker tenha um conhecimento extremamente aprofundado e específico no sistema invadido, dificilmente fará alterações sem que estas sejam identificadas”, diz Thaís.
No sistema eleitoral, a questão é mais complicada. A invasão às urnas é especialmente difícil, pois elas não ficam conectadas à internet, o que inviabiliza os ataques, explica a advogada. “A única porta de entrada seria a invasão ao código fonte antes de ser atualizado nas urnas, mas dada a segurança do sistema eleitoral, isso dificilmente passaria desapercebido”.
A temperatura, que já havia subido, deu uma leve arrefecida com a desistência de Mauro Cid confessar que a venda das joias foi a mando de Bolsonaro e que ele seria o beneficiário, segundo seu advogado.
No âmbito das investigações do esquema de venda das joias, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-presidente e da ex-primeira-dama, feito pela Polícia Federal (PF). Além do casal, foi autorizada a quebra de sigilo de Mauro Cid e do general da reserva Mauro César Lourena Cid, pai de Mauro Cid.
A grande quantidade de cães abandonados nas ruas da cidade é um problema crítico, muitos desses animais nasceram e cresceram na rua, mas outros, estão lá após serem abandonados pelos tutores. O risco de vida que os cachorros correm é enorme. Eles não recebem atendimento veterinário, contraem sérias doenças como a leishmaniose e a raiva, não se alimentam e não possuem um local seguro para se abrigar.
A prefeitura de Salgueiro abriu licitação para compra do Castramóvel, de até R$ 196, 880,42. A verba foi garantida através de emenda parlamentar destinada pelo gabinete de Gonzaga Patriota, após o pedido de Paizinha Patriota, importante voz na “pauta dos pets”. O tema cresceu com mais força a partir de 2013 diante de mudanças no perfil das famílias, da ampliação da classe média e de um novo formato de participação e escolha de bandeiras políticas no País. Desde então, o assunto ganha cada vez mais espaço e mobiliza políticos novos e tradicionais.
Há quem possa interessar: as empresas interessadas em vender a unidade móvel veterinária podem entregar propostas na prefeitura até o dia 30 de agosto.
Outras emendas: ciclovia no Loteamento Monte Alegre; calçamento da Rua Tenente Osvaldo Varejão; retroescavadeira destinada a Conceição das Crioulas; R$ 280 mil para a compra de trator com equipamentos; construção da Academia da Saúde no Residencial Santo Antônio; R$ 100 mil para o Lar São Vicente foram algumas das áreas que receberam a atenção do mandato de Patriota.
Perguntar não ofende: Com o DNA em tantas ações no município, Paizinha concorrerá a qual vaga 2024?
“Olá, prezado Javier Milei. (Aqui é) Jair Bolsonaro. Temos muita coisa em comum. A começar que nós queremos o bem dos nossos países. Nós defendemos a família, a propriedade privada, o livre mercado, a liberdade de expressão, o legítimo direito à defesa e queremos sim ser grandes à altura do nosso território e da nossa população.”
Foi enfatizando semelhanças que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) divulgou um vídeo demonstrando apoio ao deputado argentino Javier Milei, que saiu vitorioso nas eleições primárias da Argentina, realizadas no domingo (13/8).
Milei se apresenta como um libertário, e seu grupo, o La Libertad Avanza (“A Liberdade Avança”, em tradução livre) liderou a corrida presidencial com mais de 30% dos votos.
As eleições presidenciais na Argentina acontecem em outubro e Milei aparece, agora, como um dos favoritos à vitória.
O resultado surpreendeu boa parte dos analistas políticos do país e de fora da Argentina, uma vez que as pesquisas de intenção de voto apontavam que ele teria em torno de 20% dos votos.
“É quase natural meu alinhamento com Trump e Bolsonaro”, em referência ao também ex-presidente Donald Trump, dos Estados Unidos.
Mas enquanto todas as atenções parecem voltadas para as semelhanças entre Bolsonaro e Milei, especialistas em política argentina ouvidos pela BBC News Brasil apontaram quais seriam as quatro principais diferenças entre os dois políticos.
Segundo eles, as quatro principais diferenças entre os dois são: carreiras distintas, posição em relação aos militares, apoio do eleitorado evangélico e o conservadorismo.
O governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), hoje, por distribuição de cestas básicas no período eleitoral de 2022. Ele está no segundo mandato. Cabe recurso da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – com isso, ele permanece no cargo até a decisão superior.
Em nota, Denarium disse que está com “a consciência tranquila de que fiz o correto pelo bem do nosso povo. As ações realizadas pelo nosso governo sempre tiveram objetivo de ajudar quem mais precisa”. O governo do estado informou que o governador recorrerá da decisão.
A esperança está nos olhos de Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Segundo matéria no Portal Metrópoles, mesmo com o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível, Neto deseja eleger mais de mil prefeitos em 2024. Em 2020, sem Bolsonaro está filiado ao partido, o PL conquistou 345 prefeituras. O objetivo de Valdemar Costa Neto é crível ou é apenas um sonho?
Em 12 de novembro de 2019, o então presidente Bolsonaro anunciou a saída do PSL, partido do qual foi eleito presidente da República. No pleito municipal de 2020, o PSL conquistou 90 prefeituras. Na eleição anterior, foram 30. O ano de 2020 representou o melhor desempenho do PSL nas disputas locais. Portanto, é possível construir a hipótese de que a marca Bolsonaro incentivou a filiação de candidatos ao PSL e o sucesso eleitoral de vários deles na disputa para o cargo de prefeito no ano de 2020.
Foi na era Lula, 2002 a 2010, que o PT elegeu o maior número de prefeitos: 409, em 2004; 558, na eleição de 2008; e 638 no pleito de 2012. Ressalto que em 2012, Lula não era mais presidente, mas o lulismo tinha alta popularidade. Observo que o lulismo explica o desempenho do PT na eleição municipal. Deste modo, o bolsonarismo explica o desempenho do PSL no pleito eleitoral de 2020.
Para construir a minha previsão sobre o desempenho do PL na eleição municipal vindoura trago à tona, inicialmente, diversas variáveis conjunturais, as quais podem ter impacto na escolha do eleitor: 1) Jair Bolsonaro não está mais à frente da presidência da República; 2) Jair Bolsonaro está inelegível; 3) O lulismo venceu a eleição em 2022; 4) A popularidade do governo Lula é de 37%, a reprovação é de 27% (Datafolha, 17/06/2023); 5) São fortes os sinais da recuperação da economia e controle da inflação; 6) Partidos do Centrão estarão na base do governo Lula, como Republicanos, União Brasil e PP; 7) As instituições seguem combatendo o bolsonarismo radical.
Considerando as 7 variáveis apresentadas, prevejo que o desempenho do PL na eleição para prefeito em 2024 será de ruim para razoável. Todavia, vamos ampliar o raciocínio. Se com Bolsonaro no poder, o PSL triplicou o número de prefeituras (3 X 30 = 90), com a conjuntura fortemente desfavorável ao bolsonarismo, quantos prefeitos o PL elegerá em 2024? Observando o desempenho do PSL em 2020 e o número de prefeituras que o PL possui hoje, prevejo que o partido de Valdemar conquistará 1035 prefeituras (3 X 345). Todavia, esta previsão é otimista, pois a conjuntura é desfavorável ao bolsonarismo.
Trago a popularidade do governo Lula para seguir prevendo o desempenho do PL na vindoura eleição municipal. A relação causal é: quanto maior a popularidade do governo Lula, menor a probabilidade de um candidato a prefeito do PL ser eleito. A aprovação (ótimo/bom) do governo Lula por região é: Nordeste, 47%; Sudeste, 35%; Sul, 29%; Centro-Oeste/Norte, 31% – Datafolha, 15/06/2023.
Tendo a popularidade como variável independente, vejo que é na região Nordeste que o PL tem menor probabilidade de conquistar prefeituras – e é na região Sul que o PL tem maior probabilidade de vencer mais disputas para o cargo de prefeito. Trago outro dado: a aprovação do governo Lula nas capitais e cidades das regiões metropolitanas (RM) é de 33%; e no interior, 39%. Portanto, o bolsonarismo tem mais chances de obter prefeituras em capitais e cidades da RM.
As pesquisas qualitativas da Cenário Inteligência revelam que as demandas locais interferem fortemente na escolha do votante para o cargo de prefeito. Neste caso, o raciocínio é: prefeitos aprovados (acima de 45%) tendem a ser reeleitos ou fazerem o sucessor. Todavia, em cidades do Nordeste, as qualitativas têm detectado a forte reprovação do bolsonarismo. Nestes locais, o 22, número do PL, não é bem-vindo.
São as pesquisas locais, isto é, em cada cidade, que irão mostrar nitidamente qual será o desempenho do bolsonarismo no pleito de 2024. Contudo, não recomendo que em cidades do Nordeste, em particular, as do interior, que o número 22 seja o escolhido pelo prefeiturável. Com base em pesquisa qualitativa, constato que o bolsonarismo é forte para eleger vereador e fraco para eleger prefeitos. A não ser que a conjuntura apresentada sofra grande reviravolta.
*Adriano Oliveira é doutor em Ciência Política, professor da UFPE e Fundador da Cenário Inteligência: Pesquisa e Estratégia
O senador e amigo pessoal do presidente Lula, Humberto Costa, teve um assessor que trabalhou no seu gabinete alvo da Operação Desnatura da Polícia Federal. A investigação apura desvios de mais de R$ 100 milhões no Programa Leite de Todos. A informação é do Blog do Fausto Macedo, no Estadão e foi confirmada pelo nosso site.
O juiz que determina a quebra do sigilo bancário e fiscal se chama Tiago Antunes de Aguiar.
Confira a matéria do Estadão que já está pipocando em todo Brasil. Nós procuramos o senador Humberto Costa (PT) que, é bom frisar, não é investigado e nem citado nessa operação, mas deve saber quem é o rapaz, já que ele foi seu assessor. Assim que tivermos uma nota do senador atualizaremos essa matéria.
Leia a matéria de Fausto Macedo:
A Justiça Federal em Pernambuco decretou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Ademilton de Góes Bezerra Filho, ex-assessor parlamentar do senador Humberto Costa (PT-PE). Ademilton é suspeito de integrar organização criminosa que teria desviado R$ 100 milhões por meio de fraudes do Programa Leite de Todos – projeto gerenciado pelo governo estadual para fornecimento do produto na merenda de alunos da rede pública de ensino.
Humberto Costa não é investigado, nem citado por nenhum envolvido na Operação Desnatura.
Na quarta-feira, 2, agentes da Polícia Federal fizeram buscas em endereços do ex-assessor do petista.
O Juiz Tiago Antunes de Aguiar, que determinou as quebras de sigilo
A devassa nas contas de Ademilton foi ordenada pelo juiz Tiago Antunes de Aguiar, da 24ª Vara Federal de Pernambuco. O magistrado também autorizou a PF a acessar comunicações de Ademilton – emails e conversas por aplicativos de celular.
Ademilton exerceu o cargo de auxiliar parlamentar do senador petista em três períodos distintos – o último encerrado em abril de 2023. Costa confirma a ligação profissional com Ademilton, mas afirma não ter conhecimento de qualquer atividade ilícita. O senador diz apoiar a rigorosa apuração dos fatos por parte das autoridades competentes’.
Segundo a investigação, Ademilton, enquanto chefe-de-gabinete da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco, integrava organização criminosa e teria recebido valores ilícitos ‘mediante o uso de uma cooperativa de fachada para firmar contratações através de processos de inexigibilidades de licitações’.
A primeira etapa da Operação Desnatura – desencadeada em junho passado – revelou evidências de adulteração do leite oferecido às crianças e adolescentes da rede pública, além de desvios de R$ 100 milhões. Ao requerer autorização judicial para a segunda fase da Desnatura, a PF apontou suspeitas sobre Ademilton.
Os investigadores sustentam que o esquema do qual ele seria um dos principais integrantes incluía lavagem de dinheiro e crime contra a saúde pública, ‘constatando a baixa qualidade do produto e utilização de produtos proibidos no leite que podem causar danos à saúde humana’.
Operação Desnatura, da PF, CGU e Receita, apura irregularidades no fornecimento de leite com recursos federais
Conflito de interesses
A investigação aponta irregularidades em pagamentos a cooperativas, com suposto favorecimento da Coopeagri, da Coopepan e da Integrar por parte de Ademilton. A PF indica que as cooperativas seriam ‘fachadas’ para contratações sem licitação
A decisão afirma, por exemplo, que conversas encontradas no aparelho telefônico de Geraldo Lobo, diretor financeiro da empresa Natural da Vaca Alimentos Ltda, investigada na operação, ‘indicam fortes indícios de que Ademilton favorecia as entidades contratadas e sob comando da organização criminosa’.
“Ademilton era acionado para efetuar os pagamentos das cooperativas, principalmente a Coopeagri, resolvendo as demandas trazidas por Geraldo”, diz a investigação.
Ademilton ainda tinha ‘vínculo empresarial com Paolo Avalone, sócio-administrador da Natural da Vaca.
Segundo o juiz Tiago Antunes de Aguiar, da 24ª Vara Federal de Pernambuco, Ademilton compõe ‘o quadro societário da Nutrir Comércio Ltda, chamando atenção o fato de um então servidor do alto escalão da Secretaria de Desenvolvimento Agrário ter sociedade com uma pessoa que era o principal fornecedor da mesma pasta.’
O ex-chefe-de-gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Agrário deveria ter pago R$ 250 mil para aquisição das cotas da empresa, mas a movimentação financeira sob análise não apresenta esse aporte. Ou seja: aparentemente Ademilton se tornou sócio gratuitamente.
Organização criminosa
A decisão do magistrado de Pernambuco aponta que ‘há indícios fortes de uma organização criminosa’ liderada pelos empresários Paolo Avallone e Francisco Garcia Filho, sócios majoritários da Natural da Vaca e da Planus Administração e Participações.
Estariam envolvidos também, como ‘gerentes’ da organização, os funcionários da Planus Geraldo Fernandes Lobo Nogueira e Domingos Sávio Neves Tavares. Severino Pereira da Silva seria um ‘testa de ferro’ no grupo.
Os servidores públicos envolvidos seriam, segundo o documento, Ricardo Luiz de Oliveira Souza, ex-gerente do Programa Leite de Todos, Ademilton de Góes, ex-chefe-de-gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Agrário e Ruy Carlos do Rego Barros Ramos Junior, atual servidor da Secretaria de Desenvolvimento Agrário. ‘Desde o início das investigações, causou estranheza, considerando o longo tempo em que a contratação está vigente e a monta dos valores despendidos à Coopeagri, o fato de a Secretaria de Desenvolvimento Agrário mostrar-se ignorante quanto às circunstâncias em que estava ocorrendo a execução contratual’, aponta a decisão.
Segundo o documento, a organização criminosa estaria ‘estruturada em núcleos de atuação com viés na prática de cada um dos crimes específicos, tendo se perpetuado ao longo do tempo, considerando que os fatos sob suspeita remontam ao ano de 2014 e mantêm-se até os dias atuais’.
Antes mesmo de a Federação formada por PT, PV e PCdoB reunir-se para definir a postura a ser firmada em relação ao Governo Raquel Lyra (PSDB), o Partido Verde decidiu reforçar a posição do Partido dos Trabalhadores e também anunciou que fará oposição à governadora Raquel Lyra.
“A sociedade manifestou nas urnas, na última eleição, o desejo de que o Partido Verde esteja no campo de oposição em Pernambuco, mas com muita responsabilidade. Vamos acompanhar cada ação, cada proposta da governadora Raquel Lira e, naquilo que for do interesse do povo pernambucano, vamos aprovar aquilo que for importante“, avisou o presidente estadual do PV, o deputado federal Clodoaldo Magalhães.
Alguns integrantes do PV haviam considerado “precipitada” a decisão do PT, cuja executiva se reuniu na noite da terça-feira (1º/8) e oficializou que a partir de agora o partido ficará do lado contrário da governadora. Os petistas na Assembleia Legislativa haviam aproveitado a nova resolução do Regimento Interno da Casa e se colocado como bancada independente.
“Em relação aos deputados do PV, nós do partido não temos, internamente, nenhuma conduta de cerceamento ou histórico de policiamento das posições partidárias“, avisou Clodoaldo Magalhães.
Pautas governamentais
Os parlamentares Joaquim Lira e João de Nadegi têm saído em defesa das pautas governamentais. Gilmar Júnior nem sempre. Clodoaldo Magalhães acrescenta que a bancada tem acompanhado criticamente as ações do Governo, cobrando medidas, especialmente para a saúde e rodovias.