Categoria: Política

Oposição do PT em Pernambuco também tem a ver com R$ 60 bilhões do PAC

Um dos motivos que levaram o PT a assumir formalmente a oposição ao governo Raquel Lyra (PSDB) em Pernambuco foi a preocupação de não estar apenas trocando de órbita. Caso colassem na tucana apoiando seu governo, estariam trocando o PSB por ela.

Os petistas querem independência para alçar voos maiores no futuro. O tom ameno da declaração, afirmando a oposição sem fazer qualquer crítica mais dura ao Palácio deve perdurar nas votações legislativas e nas declarações dos petistas.

Lula entende o momento, mas não quer o partido brigando com a governadora.

Protagonismo

A verdade é que no PT ninguém quer guerra com Raquel e nem com o prefeito do Recife, João Campos (PSB). Mas, se quiserem algum protagonismo, perceberam que precisavam se desvencilhar um pouco de ambos, por enquanto.

Há, principalmente, uma preocupação com a divisão de méritos pelas obras que devem ser viabilizadas nos próximos meses.

E tudo isso tem a ver, inclusive, com o novo PAC. Sim, o PAC ajudou na decisão dos petistas de Pernambuco.

Vem obra por aí

Lula afirmou que fará o lançamento do novo Programa de Aceleração do Crescimento no próximo dia 11. O presidente também disse que o novo PAC terá R$ 60 bilhões em investimentos públicos por ano, além de recursos das concessões públicas e Parcerias Público Privadas (PPPs).

É muito dinheiro, é muita obra e uma oportunidade política imensa.

Impacto grande

No pacote, com mais de duas mil obras, estariam previstos investimentos em diversas áreas, inclusive em mobilidade urbana, como detalhou a colunista do JC Roberta Soares em reportagem recente.

Fala-se em eletrificação do transporte público, construção de corredores de ônibus e, principalmente, ampliação da malha de metrôs do País.

O governo Federal também estaria estudando incluir no PAC incentivos e financiamentos para renovação de frota de ônibus urbanos e metropolitanos.

Tudo isso pode beneficiar Pernambuco.

Visibilidade

Muitos desses investimentos serão realizados aqui, tanto pela necessidade local quanto pelo estado ser a terra natal de Lula. A origem pernambucana de Lula passou a ser repetida por diversos ministros não pernambucanos em entrevistas nos últimos meses. Isso leva a crer que é um fator repetido a eles pelo próprio presidente nas reuniões.

Algumas obras serão tocadas pelo Governo do Estado e outras pelo Governo Federal. Se o PT estivesse integrado ao governo, como aliado, iria parecer que o mérito foi apenas da governadora Raquel Lyra quando as obras chegassem.

Estando na “oposição”, as lideranças do PT local poderão intermediar o processo com maior visibilidade e terão mais voz nas articulações políticas. O PT quer mais protagonismo em 2024 e em 2026. Alinhado desde cedo ou em posição dúbia em relação à Raquel, como estavam, ficaria mais difícil.

Provedores

Quando as obras começarem a ser anunciadas em Pernambuco, ao invés de estarem ao lado de Raquel como agregados políticos, os petistas estarão ali na posição de “provedores” do apoio federal e lulista a essas obras de modernização da infraestrutura.

Protagonistas, como planejam há muito tempo e não conseguem desde que Eduardo Campos os transformou em satélite local do PSB.

“Errou” com João

Uma fonte socialista que conversou com a coluna recentemente sobre as alianças dos petistas em Pernambuco já previa que o PT deveria ficar na oposição a Raquel, mantendo uma distância regulamentar, sem atritos, com o Palácio.

Mas, essa mesma fonte, apesar de estar no PSB, também avaliou que o PT cometeu um erro quando entrou na prefeitura do Recife tão cedo. “Isso deu a João Campos a ideia de que estava tudo resolvido e o PT já estava apoiando sua reeleição”, alertou. O PT tem cargos na administração da capital.

Nenhum ganho…

Observando o que acontece agora com a deputada Carla Zambelli (PL), alvo de uma operação porque teria usado um hacker para forjar um mandado de prisão contra um ministro do STF, cabe reflexão. Há uma regra que, até agora, atingiu todos os aliados mais fiéis de Bolsonaro (PL): não há ganho de longo prazo garantido em segui-lo.

Salgueiro: agosto será movimentado com nomeações de cargos regionais do Governo de PE

A fama ruim do mês de agosto faz com que muitos supersticiosos evitem certas comemorações nesse mês, como casamentos. O mês conhecido como “do desgosto” abriga algumas datas de tragédias mundiais, como o início da Primeira Guerra Mundial e o lançamento da bomba de Hiroshima. No entanto, alguns dias são repletos de valor simbólico, como o Dia dos Pais, no segundo domingo, e o Dia do Folclore, no dia 22. Em agosto, ainda se celebra o Fim da Censura no Brasil, Dia Nacional de Combate ao Fumo e o Dia do Feirante.

Na política, não há dia ou hora para a prática da arte milenar da articulação, portanto, os primeiros dias do oitavo mês do ano prometem ser de movimentação nos bastidores do poder. No final de julho, o vereador por Salgueiro, Emanuel Sampaio, emplacou o nome de Auxiliadora Magalhães para a VII Geres, contrariando a indicação do vice-prefeito, Edilton Carvalho que já havia garantido seu nome a frente do hospital Regional Inácio de Sá. Um pouco antes,  da cota pessoal de Fabinho, Hercílio de Carvalho foi nomeado para o DER. Gonzaga Patriota também deixou o seu DNA na GRE, através da competente Maria Aparecida.

Ainda nos próximos dias devemos ter o anúncio do nome do ex-vereador Antônio Pires na Ciretran e de um nome ligado ao PL para a UPAE, fontes apontam para Paula Valença Sampaio, esposa do vereador André de Zé Esmeraldo (PL). E para fazer jus ao desgosto do mês agosto, Orlando Parente, o secretário referência de como não tratar as pessoas, durante a gestão Clebel, anuncia parceria com Vadinho (que só costuma aparecer em período pré-eleitoral),  o comunicador Maurício Ribeiro inteira o trio.

Ainda no combo de nomeações, o vereador Léo Parente foi acomodado através de seu indicado, Feliciano Júnior, para gerir presídio de Salgueiro. O também vereador Henrique Sampaio emplacou Socorro Sampaio, tia do edil, no Expresso Cidadão . Nomes cotados para JUCEPE, IPA e Sassepe, ainda serão abordados nesta coluna, em breve.

Ex-prefeito de Serrita, Carlos Cecílio, retoma aliança política com o casal Pimentel

Oprefeito Raimundo Pimentel e a deputada estadual Socorro Pimentel (UB) receberam o apoio do ex-prefeito de Serrita Carlos Cecílio, seu filho Rodrigo Cecílio – ex-candidato a prefeito em 2020 – e do grupo de oposição da Capital do Vaqueiro, no Sertão Central.

No ano passado, durante a pré-campanha, Carlos Cecílio e seu grupo haviam declarado apoio à eleição de Socorro Pimentel para deputada estadual, mas acabaram apoiando Antônio Coelho. Agora, em um aceno de reconhecimento ao trabalho de Socorro na Assembleia Legislativa e à gestão aprovada de Pimentel na Prefeitura de Araripina, Cecílio e seu grupo reverteram sua posição, optando por retomar a aliança com o casal Pimentel.

Carlos Cecílio explicou a decisão de mudar seu apoio. “Nós reconhecemos a dedicação de Socorro na Assembleia Legislativa e a grande gestão de Pimentel em Araripina. Nossa decisão de retomar a aliança com Pimentel se baseia em nossa vontade de apoiar uma equipe que claramente tem os interesses da população em primeiro lugar”, afirmou Cecílio.

Eleito pelo PSB, deputado estadual Jarbas Filho retorna ao MDB

Chegou o dia de voltar para casa. Hoje, com muita emoção e felicidade, anuncio o meu retorno para o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Faço, com a benção e anuência do meu pai, o senador Jarbas Vasconcelos. Ele, que é minha grande fonte de inspiração e uma das principais figuras públicas do partido.

Nasci e cresci vendo como fazer política buscando sempre o bem do povo. Política feita com vontade, com coração. Foi nos corredores do partido que tive minha formação pública. Participei ativamente dos movimentos encabeçados pela agremiação, fui às ruas, conversei com cada um e cada uma do estado divulgando os nossos propósitos. Vi Jarbas, com a ajuda de tantos outros, erguer o MDB, fazê-lo grande e imprescindível na história do nosso país.

Para disputar a última campanha, por questões eleitorais, precisei sair do MDB e fui carinhosamente recebido no PSB. Agradeço, inclusive, ao ex-governador Paulo Câmara, por quem nutro um enorme carinho e de quem recebi o convite para entrar no partido. Ao lado dos companheiros do Partido Socialista Brasileiro fui eleito deputado estadual. Marchei e defendi as suas bandeiras, como precisava ser feito e sempre que os nossos ideais coincidiam.

Agora, de saída, quero agradecer publicamente também a todos que fazem o PSB. Em especial ao presidente nacional Carlos Siqueira e ao querido amigo e deputado estadual Sileno Guedes, que comanda a sigla em Pernambuco.

Após pouco mais de um ano longe, volto para o MDB com o coração cheio de vontade de trabalhar todos os dias, incansavelmente, pelo fortalecimento do partido e, principalmente, pelo desenvolvimento de Pernambuco. A legenda faz parte da história do país, como grande força política. Foi protagonista em diversos momentos de superação no Brasil, incluindo a luta pela democracia. Tenho orgulho de ter minhas raízes fincadas na legenda, de chamar o MDB de lar. Agora vamos arregaçar as mangas e contribuir, juntos, por um estado melhor para o seu povo.

Jarbas Filho
Deputado Estadual

Secretário de Educação de Salgueiro balança mas não cai

 

A governadora Raquel Lyra exigiu que o atual secretário de Educação de Salgueiro retorne a sua função de origem na Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), a informação foi publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (07/07). Marcelo Sá é servidor concursado da Companhia, mas foi cedido pelo Governo de Pernambuco. A gestão do socialista à frente da Secretaria é marcada por polêmicas e a possível saída do Governo Municipal, não foi vista com maus olhos, segundo fontes ouvidas pela nossa reportagem.

A prefeitura de Salgueiro informou que Sá retornará à Compesa exclusivamente para formalizar a aposentaria e permanecerá como secretário de Educação de Salgueiro.

Gilson Machado bate audiência da Globo News durante entrevista a Jovem Pan

O ex-ministro do Turismo Gilson Machado concedeu uma entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, e alcançou mais de 104 mil espectadores durante a transmissão. Segundo o apresentador do Pânico, Emílio Surita, a audiência ultrapassou os números do horário na Globo.

Gilson Machado falou da sua experiência e realizações como ministro de Turismo, sua fidelidade ao ex-presidente Bolsonaro, fez críticas ao atual Governo e reforçou que acredita no Brasil.

Como pré-candidato a prefeito do Recife em 2024, Gilson Machado se colocou como um soldado pronto para batalha. “Após o presidente Bolsonaro, eu fui o nordestino no PL que teve mais votos na eleição do ano passado. Estou pronto para qualquer batalha. Recife falta uma pessoa para bater de frente com o Rei. Eu não tenho nada contra o prefeito. Ele foi meu hóspede até na pousada, mas é questão de projeto”, disse Gilson.

Fonte: Magno Martins

Por 5 votos a 2, TSE torna Bolsonaro inelegível por oito anos

Por 5 votos a 2, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou, nesta sexta-feira (30), o ex-presidente Jair Bolsonaro à inelegibilidade pelo período de oito anos. Com o entendimento, o ex-presidente fica impedido de disputar as eleições até 2030. Cabe recurso da decisão.

O TSE julgou a conduta de Bolsonaro durante reunião realizada com embaixadores, em julho do ano passado, no Palácio da Alvorada, para atacar o sistema eletrônico de votação. A legalidade do encontro foi questionada pelo PDT.

Mais cedo, após a maioria de votos formada contra o ex-presidente, o julgamento prosseguiu para tomada do último voto, proferido pelo presidente do tribunal, ministro Alexandre de Moraes, que acompanhou a maioria para condenar Bolsonaro por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

Para o ministro, Bolsonaro usou a estrutura pública para fazer ataques ao Poder Judiciário e a seus membros durante a reunião e divulgar desinformação e notícias fraudulentas para descredibilizar o sistema de votação. Entre as falas, Bolsonaro insinuou que não seria possível auditar os votos dos eleitores.

“A resposta que a Justiça Eleitoral dará a essa questão confirmará a fé na democracia, no Estado de Direito, no grau de repulsa ao degradante populismo renascido a partir das chamas do discurso de ódio, discursos antidemocráticos e que propagam desinformação, divulgada por milicianos digitais”, afirmou.

Além de ser realizado no Alvorada, o evento foi pela transmitido pela TV Brasil, emissora de comunicação pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Votos

Após quatro sessões de julgamento, além de Moraes, os ministros Benedito Gonçalves, Floriano de Azevedo Marques, André Ramos Tavares e Cármen Lucia votaram pela condenação do ex-presidente.

Os ministros Raul Araújo e Nunes Marques se manifestaram contra a condenação de Bolsonaro. Para os ministros, a realização da reunião não teve gravidade suficiente para gerar a inelegibilidade.

Braga Netto 

Por unanimidade, o TSE absolveu o general Braga Netto, candidato a vice-presidente da República na chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022. Todos os ministros entenderam que ele não teve relação com a reunião. O nome dele foi incluído no processo pelo PDT.

2030

Pela legislação eleitoral, Bolsonaro fica inelegível por oito anos e só poderá voltar a disputar as eleições em 2030.  De acordo com a Súmula 69 do TSE, a contagem do prazo começa na data do primeiro turno das eleições de 2022, realizado em 2 de outubro. A inelegibilidade terminará no dia 2 de outubro de 2030, quatro dias antes do primeiro turno, previsto para 6 de outubro.

Recurso

A defesa de Bolsonaro poderá recorrer ao próprio TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Três dos sete ministros do TSE também fazem parte do STF e podem participar do julgamento de eventual recurso.

Pelas regras internas da Corte, os ministros que atuam no tribunal eleitoral não ficam impedidos automaticamente de julgar questões constitucionais em processos oriundos do TSE.

Defesa

Na última quinta-feira (22),  primeiro dia de julgamento, a defesa de Bolsonaro alegou que a reunião não teve viés eleitoral e foi feita como “contraponto institucional” para sugerir mudanças no sistema eleitoral.

De acordo com o advogado Tarcísio Vieira de Carvalho, a reunião ocorreu antes do período eleitoral, em 18 de julho de 2022, quando Bolsonaro não era candidato oficial ao pleito presidencial. Dessa forma, segundo o defensor, caberia apenas multa como punição, e não a decretação da inelegibilidade.

Sob o comando de Marília Arraes, Solidariedade se fortalece para a disputa municipal em Salgueiro

Principal nome do Solidariedade em Pernambuco e vice-presidente nacional da legenda, a ex-deputada federal Marília Arraes aproveitou o São João para continuar as visitas que tem feito a diversos municípios do interior, realizando encontros e reuniões com lideranças políticas. Desta vez, além de prestigiar os festejos juninos de Arcoverde, Serrita e Salgueiro; Marília fechou importantes alianças para montagem e fortalecimento do partido visando as eleições municipais de 2024 no Sertão Central.

O grupo político encabeçado por nomes como Dr. Cacau, ex-vice-prefeito e ex-vereador; André Cacau, ex-vereador; Paulo Afonso, ex-prefeito e ex-vereador; vereadores Bruno Marreca e Nildo Bezerra, além de agregar diversas outras lideranças e será o fiel da balança nas eleições municipais do próximo ano.

Em 2022, esse conjunto de forças garantiu uma boa votação para Maria Arraes (2.480 votos) na briga por uma vaga na Câmara dos Deputados. Além do mais, no primeiro turno, contra as máquinas do governo do estado e da Prefeitura e sem estar com a campanha vinculada aos grupos tradicionais que protagonizam há anos a polarização na cidade, Marília Arraes obteve 9.759 votos (33,35%). Miguel Coelho, candidato apoiado por todo o grupo de oposição, obteve apenas 16 votos a mais que Marília, enquanto o candidato apoiado pelo prefeito Marcondes e o grupo de situação teve 5.930 votos.

“Temos visitado dezenas de cidades em várias regiões do Estado e, em todo os lugares, estamos recebendo o apoio e a adesão de lideranças ao projeto do Solidariedade. Esse fortalecimento é essencial para que em 2024 possamos avançar nas eleições municipais e ampliar os espaços políticos. Em Salgueiro, temos uma certeza: nosso grupo está coeso, unido e será o fiel da balança nestas eleições. Se teremos candidatura própria, ou construiremos composição com alguma outra candidatura, será decisão tomada após ouvir nossas bases”, afirmou Marília Arraes.

Por 58 votos a 18, Senado aprova Zanin para o STF

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (21) a indicação do advogado Cristiano Zanin Martins para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A votação secreta terminou com 58 votos a favor e 18 contrários. O relator da indicação presidencial foi o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). Será feita a comunicação à Presidência da República.

Durante o dia, Zanin foi sabatinado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) por mais de oito horas. Ele defendeu o respeito às leis, à democracia e ao estado democrático de direito. Confira a cobertura completa.

— O meu lado sempre foi o mesmo, o lado da Constituição, das garantias, do amplo direito de defesa, do devido processo legal. Para mim, só existe um lado; o outro é barbárie, é abuso de poder. Com muita honra e humildade, sinto-me seguro e com a experiência necessária para, uma vez aprovado por esta Casa, passar a julgar temas relevantes e de extremo impacto à nossa sociedade — disse Zanin durante a sabatina.

Muitos senadores elogiaram a indicação de Lula e destacaram a carreira do indicado, como os senadores Weverton (PDT-MA), Fabiano Contarato (PT-ES), Rogério Carvalho (PT-SE) e Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da CCJ. Outros senadores comunicaram que votariam contra a indicação, como Sérgio Moro (União-PR), Magno Malta (PL-ES) e Jaime Bagattoli (PL-RO).

Senadora critica PL contra discriminação a políticos: “Polêmico e desnecessário”

O Projeto de lei contra discriminação de políticos e seus familiares, aprovado em regime de urgência na Câmara dos Deputados, vai sofrer mais resistência no Senado. O presidente da Casa Alta, Rodrigo Pacheco, já anunciou sua disposição em fazer com que o projeto tenha trâmite normal, com tempo para ser analisado e debatido. Em entrevista hoje à Rádio Jornal, a senadora por Pernambuco Teresa Leitão anunciou ser contrária ao PL, classificado por ela como “polêmico e desnecessário”.

A parlamentar disse que propostas sobre a forma de legislar, conduta, postura e ética de políticos “precisam de uma atenção muito grande”. Defende, desta forma, que a tramitação ocorra sem urgência. “A gente tem que ter muita parcimônia para analisar projeto dessa natureza”, resume, em consonância com o presidente do Senado Rodrigo Pacheco. “Para mim, o que tem que ser urgente são as matérias que interessam à sociedade”.

O Partido dos Trabalhadores liberou a bancada para votar livremente. Mas Teresa já tem posição definida sobre a matéria. Na entrevista à Rádio Jornal anunciou que votará contra o PL por achar que ele propõe uma “blindagem”, quando na verdade já existe uma prerrogativa de proteção à atividade política, que é a imunidade parlamentar. Em uma segunda entrevista, à Rádio CBN, Teresa Leitão confirmou: “Eu voto contra, não tenho nenhuma dúvida sobre isso”.

“Essa percepção de que político não presta, é tudo farinha do mesmo saco, só faz roubar, são coisas que precisam ser respondidas por uma alteração na prática política, por uma nova relação com a sociedade para mostrar quem de fato está nesse espaço de representação”, justifica, acrescentando que “isso não é uma lei que vai resolver, ainda uma lei com essa natureza polêmica que inclusive confronta com mecanismos já existentes desde a Constituição da República. Acho um projeto de lei, além de polêmico, desnecessário”, concluiu a senadora pernambucana.

Governo começou bem nas relações internacionais, mas deve evitar ruídos

Depois de alguns anos de isolamento do Brasil do resto do mundo, o novo governo começou bem no cenário internacional. Na opinião do professor de Relações Internacionais da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Alcides Peron, é visível uma agenda de recuperação de pragmatismo regional e maior participação do País em mediação de conflitos globais.

Para o especialista, apesar de a agenda internacional ter começado de fato apenas por volta de março, por conta dos desdobramentos dos ataques aos poderes em 08 de Janeiro; em um primeiro momento a avaliação é de que o novo governo vai agir dentro das normas democráticas, retomando a tradição pragmática da democracia brasileira e da defesa dos direitos humanos, privilegiando cooperação, comercio e desenvolvimento econômico.

“Será uma agenda mais pacífica nas relações exteriores, retomando de certa forma o brio da diplomacia brasileira perdida nos últimos anos. Há sinal da volta de uma agenda que havia sido deixada de lado, de cooperação sul-americana”, opina Peron.

O docente avalia que o mundo está passando por transformações complexas que tem se acelerado, como uma grave crise global. Nesse cenário, a “volta” do Brasil ao cenário internacional é muito bem-vista pela comunidade internacional.

“Qualquer agenda climática precisa da participação do Brasil, por sermos um dos maiores países exportadores nos setores agrícola e de minérios, sem falar da Amazônia. Há uma expectativa enorme que o Brasil retome uma agenda democrática e plural, e espera-se que continue assim. Além disso, o País colocou fim a uma agenda de extrema direita antidemocrática, e o mundo não espera um retrocesso da agenda obscurantista do governo anterior”, acrescenta.

PONTOS POSITIVOS 

A priorização da proteção ambiental, com respeito à agenda humanitária e de preservação socioambiental é um acerto do governo, como a retomada do Fundo Amazônico e contato com parceiros internacionais, ainda que tenham acontecido derrotas no Congresso nesse sentido.

 A recuperação da tradição pragmática também é outro ponto avaliado positivamente. A atuação em temas da geopolítica global, como a volta dos BRICS e estímulo a linhas de crédito mostra uma agenda que pode trazer ganhos de investimentos e infraestrutura.

“Tradicionalmente o Brasil não se alinha automaticamente a interesses de grandes potências, mas sim jogamos para não ter uma agenda reativa imediata. Notamos a recuperação da agenda pragmática, tanto que o governo fez visitas aos Estados Unidos e China, participou do G7 e organizou uma cúpula de países sul-americanos para fomentar a autonomia da região. É um governo que não está se atrelando, mas buscando se atrelar a interesses”.

PONTOS NEGATIVOS 

A busca de negociação para o conflito entre Rússia e Ucrania mostra que temos capacidade de liderança, ousadia e credibilidade, o que é bem-visto no cenário internacional. Mas, na tentativa de mediar conflitos internacionais, certas declarações podem soar mal.

“Falas e movimentações são carregadas de sentido e significado. Algo dito, sem estar alinhado ao corpo diplomático, pode soar negativo. Por vezes o presidente verbalizou posicionamentos que poderiam não ter sido ditas, pois mais reforçaram conflitualidade do que contribuíram para que Brasil fosse aceito como mediador”. 

Outro ponto negativo apontado por Alcides Peron é o “excesso de afeto” ao governo Maduro. 

“A proximidade com a Venezuela é importante, por se tratar de um país vizinho, e termos assuntos de segurança da fronteira que precisam de negociação. Para se construir uma unidade continental não se pode ignorar o país vizinho, como fez o governo anterior, além de que é necessário ter uma agenda econômica proativa com a Venezuela. Mas o afeto demonstrado pelo presidente venezuelano causou ruídos não só internamente, mas também externamente, e isso joga negativamente, tornando difícil uma agenda de cooperação sul-americana”, conclui Peron.

Câmara de Vereadores de Araripina libera cheque de R$ 50 milhões a gestão Pimentel

O Prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel, enviou para apreciação da Câmara Municipal de Vereadores o projeto de lei que dispõe de autorização para o Poder Executivo realizar empréstimo de até 50 milhões de reais junto a Caixa Econômica Federal, por meio do Programa de Financiamento a Infraestrutura e ao Saneamento – FINISA. Depois de ser aprovado na comissão de Justiça e Redação  e de Orçamento e Finanças da Casa, a Comissão não viu inconformidades no projeto e aprovou por 10 x 4. Apenas os vereadores oposicionistas não aceitaram a proposta.

O valor tem carência de 1 ano e será pago em até 108 meses.  Segundo o projeto, o crédito será destinado a pavimentação asfáltica, iluminação, aquisição de equipamentos, segurança pública e mobilidade urbana mas não específica quais ruas, bairros e zona rural serão beneficiados com o empréstimo.

O gestor da principal cidade do Sertão do Araripe agendou uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (8) para falar sobre o crédito.

Prefeito do Recife, João Campos aparece em 3º lugar entre os principais gestores municipais do País

Pesquisa divulgada esta semana pelo Instituto Paraná avaliou os prefeitos das 10 maiores capitais do País. No levantamento, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), aparece em terceiro lugar, com 66,3% de aprovação e 28,4% de desaprovação, onde é analisada a opinião da população sobre a administração em suas cidades. Campos aparece à frente de prefeitos como Rafael Greca (Curitiba), Sebastião Melo (Porto Alegre) e José Sarto (Fortaleza).

No Recife, o levantamento ocorreu entre os dias 30 de março e 2 de abril, quando foram ouvidas 816 pessoas. A margem de erro é de 3,5% para mais ou para menos.  A pesquisa buscou avaliar a opinião dos cidadãos sobre a administração dos prefeitos, perguntando se aprovavam, desaprovavam ou não tinham opinião formada. O ranking é liderado pelos prefeitos Bruno Reis (Salvador) e David Almeida (Manaus), com uma taxa de aprovação de 68% e 67,3%.

Muito do desempenho do prefeito João Campos é atribuído ao trabalho realizado nas periferias da capital pernambucana. A gestão está trabalhando forte na pavimentação de ruas, através do programa Rua Tinindo, na contenção de grandes encostas e obras que menor porte através do Programa Parceria.

Também estão sendo executados serviços de construção e ampliação de creches para a geração de novas vagas, além do trabalho de transformação digital que acelera e aproxima os serviços da prefeitura com a população, como foi a vacinação contra a covid-19.

Recentemente, a prefeitura formalizou um empréstimo com o Banco Mundial no valor de R$ 2 bilhões que serão investidos em obras de infraestrutura através do ProMorar, com serviços de drenagem, obras de contenção encostas, moradias, pavimentação, equipamentos urbanos e outros, gerando, aproximadamente, 15 mil empregos na cidade.

BOLSONARO INELEGÍVEL: TSE marca data de julgamento do ex-presidente

O julgamento que pode tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível foi marcado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o próximo dia 22 de junho.

O processo foi aberto contra Bolsonaro após a reunião com embaixadores, realizada em julho do ano passado, no Palácio da Alvorada, para atacar o sistema eletrônico de votação. Caso ele seja condenado, Bolsonaro ficará inelegível por oito anos e não poderá disputar as próximas eleições, que acontecem em 2024.

Na ação do TSE, Bolsonaro é acusado de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

O PDT foi o partido responsável por entrar com a ação no TSE, logo após a reunião do ex-presidente com embaixadores.

Segundo a Agência Brasil, o parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) que foi enviado ao TSE, defendia a condenação de Jair Bolsonaro.

Segundo o órgão, ele divulgou informações falsas sobre o sistema de votação brasileiro.

Durante a tramitação do processo, a defesa do ex-presidente alegou que o caso não poderia ser julgado pela Justiça Eleitoral.

Segundo os advogados, a reunião com embaixadores ocorreu no dia 18 de julho, período em que Bolsonaro ainda não era candidato oficial ao pleito eleitoral de 2022 e seu nome ainda não havia sido aprovado pelo partido.

Fonte: Jornal do Commercio

 

“Prefeito de Ipubi comprou voto com cheque da prefeitura” dispara Dr Wilson Filho

Após os recentes acontecimentos jurídicos que movimentaram e tiraram a paz de uma parcela significativa da pacata cidade de Ipubi, situada a 656 kms do Recife, no Sertão do Araripe, o departamento de jornalismo da Rádio Grande Serra FM de Araripina conversou com o advogado Wilson Filho, Pós-graduado em Direito Eleitoral e líder de oposição na terra de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Trata-se da Ação de Investigação Judicial Eleitoral que foi julgada nesta quarta-feira (31/05) pela 133ª Zona Eleitoral de Trindade. Segundo Relatório, a ação foi ajuizada pelo Ministério Público Eleitoral fundada em suposto abuso de poder econômico cumulada com representação por captação ilícita de sufrágio, previstas nos artigos 22, caput, c/c o art. 24, ambos da Lei Complementar nº 64/1990, e art. 41-A da Lei nº 9.504/1997. “Consta da inicial que compareceram às dependências da Promotoria Eleitoral os eleitores Jéssica da Silva Cruz e Gledson de Oliveira Diniz, aduzindo que, à data de 26/10/2020, foram visitados em sua residência, em Ipubi, por Francisco Rubensmário Chaves Siqueira, candidato eleito para o cargo de Prefeito do Município de Ipubi, Josimar Eugênio, conhecido como “Buguinha”, e por Venildo Fernandes Feitosa, candidato eleito ao cargo de vereador na cidade de Ipubi”, diz o relatório.

“O juiz chegou ao convencimento de que houve de fato captação ilícita de voto e abuso de poder econômico na eleição de 2020 por parte do atual gestor de Ipubi”.  Disse dr Wilson.

“O que é mais estarrecedor , Vinícius, nessa história, é que a captação do voto, a forma de como foi feita, não foi com recurso próprio, foi com um cheque da prefeitura, isso é que é mais estarrecedor.” disparou o advogado.

O prefeito Chico Siqueira se pronunciou através de nota assinada pela defesa.

Confira a nota na íntegra:

“Prefeito de Ipubi Chico Siqueira, por meio de seus advogados, vem prestar os seguintes esclarecimentos:

Através dos meios de comunicação, tomou conhecimento da decisão proferida pela 133ª Zona Eleitoral e está avaliando o caso para o manejo dos recursos cabíveis.

Não foi determinado na sentença qualquer afastamento do cargo, em virtude das alterações promovidas pela Lei Complementar 64/1990, Lei Complementar 135/2010 e Código Eleitoral através da Lei 13.165/2015.

Sendo assim, o gestor permanece a frente do Poder Executivo, em pleno exercício do cargo de Prefeito, interpondo os recursos nas instâncias superiores”.