
A prefeita de Cedro, Riva Bezerra, governa um município que há décadas não via tanta estabilidade administrativa e reconhecimento popular. Com mais de 94% de aprovação, sua gestão virou referência no Sertão de Pernambuco por priorizar obras estruturantes, serviços essenciais e uma relação direta com a população. E é justamente essa força política, construída com base no voto e na entrega de resultados, que desperta agora a reação de um grupo que não aceita o protagonismo de uma mulher eleita com ampla maioria e que se recusa a fazer concessões ao velho modo de fazer política.A tentativa de cassação, apresentada pelo vice-prefeito Antonio Leite à Câmara de Vereadores, revela nada sobre possíveis irregularidades e muito sobre o projeto de poder por trás da movimentação. Sem base jurídica robusta e com evidente motivação pessoal, a denúncia é vista por aliados e adversários como um movimento arriscado, impulsionado pela impossibilidade de derrotar Riva na urna. Ela, por sua vez, tem reagido com firmeza, denunciando a manobra como golpista e acusando o vice de tentar tomar o poder no tapetão, já que não teria qualquer chance em uma disputa direta.
Mesmo dentro do próprio grupo político de Antonio Leite a insatisfação é notória. O vereador Miguel Leite, irmão do vice, se posicionou de forma contrária à cassação.
O episódio não é apenas mais um capítulo de disputa local. Ele evidencia a dificuldade de certos grupos em aceitar que a política está mudando, que o acesso ao poder agora passa pela legitimidade das urnas e pela entrega concreta de resultados. Cedro vive hoje um embate entre um projeto que representa o futuro e outro que se ancora no ressentimento e nas práticas do passado. Ao defender o mandato que recebeu do povo, Riva Bezerra também defende o direito de governar sem se curvar aos interesses de quem não aceita ficar à margem.
Fonte: Fala PE




