
Josemi José de Santana Filho, homem preso e apontado pela polícia como executor do assassinato de Allani Rayane Santos, de 24 anos, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, tem histórico de crimes. Segundo a Justiça de Pernambuco, ele cumpria as penas em regime aberto por outros delitos graves e teve condenações por estupro, roubo, incêndio criminoso e homicídio.
As condenações anteriores de Josemi foram consultadas no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e tramitaram no Recife ao longo dos últimos anos. Somadas, as penas chegam a mais de 20 anos de reclusão.
Na terça-feira (18), Josemi José foi preso pelo homicídio de Allani Rayanne, cometido na segunda-feira (17). As investigações apontaram que antes de matar a vítima com golpes de arma branca, o homem praticou torturas físicas e psicológicas para que ela fizesse transferências bancárias. Ao ser questionado, ele confessou o crime.
Segundo a Polícia Civil, ao ser preso, o executor disse que a mãe da vítima, Andrea Maria dos Santos, foi a mandante do crime, por interesse na herança que a jovem recebeu do avô. A mulher também foi presa, e ambos tiveram a prisão preventiva decretada após passarem por audiência de custódia.
Confira a ficha criminal de Josemi José de Santana Filho:
- Incêndio criminoso
José Josemi foi acusado de cometer um incêndio criminoso em uma oficina mecânica no Ibura, bairro do Recife, na capital do estado. O crime aconteceu no dia 5 de dezembro de 2011, segundo os autos do processo, obtido pelo g1. Conforme o inquérito policial, o proprietário do estabelecimento informou que foi acordado na madrugada por um amigo que disse que o local estava em chamas.
O amigo do proprietário viu e tentou segurar Josemi, mas o criminoso conseguiu fugir. Ainda de acordo com o processo, na manhã seguinte, a mãe do suspeito foi ao local e disse não ter condições de arcar com o prejuízo causado na oficina de lanternagem.
Josemi foi condenado pela Justiça de Pernambuco pelo crime de incêndio qualificado e recebeu a pena de quatro anos e oito meses, em regime inicial fechado.
O caso foi arquivado definitivamente pela Justiça em 22 de dezembro de 2016.
- Tráfico de drogas
Em 21 de julho de 2013, Josemi foi preso em flagrante por tráfico de drogas. Na residência onde ele morava na época, a polícia encontrou 17 pedras de crack. De acordo com os autos do processo, a polícia estava investigando o acusado pela prática de outro crime, que não foi confirmado, e acabou encontrando as drogas.
Josemi negou ser o proprietário do entorpecente, mas os policiais confirmaram que ele estava na casa e o flagrante foi formalizado.
Foi fixada a pena de quatro anos, cinco meses e 10 dias de prisão em regime semiaberto. Nos autos do processo constam um laudo psiquiátrico de insanidade mental, no qual os peritos concluíram pela imputabilidade do acusado.
O caso foi arquivado definitivamente pela Justiça em 8 de março de 2016.
- Estupro e roubo
O Poder Judiciário, por meio da 4ª Vara Criminal Comarca do Recife, recebeu a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em 4 de novembro de 2013. Segundo consta no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Josemi praticou o crime também no Ibura, no mês de julho do mesmo ano. A denúncia aponta que ele abordou uma mulher simulando estar armado para roubar objetos de valor.
De acordo com os autos do processo, após subtrair os objetos, ele cometeu o crime sexual “mediante constante violência psicológica e ameaça”. Quando foi preso em flagrante, Josemi negou a prática do estupro e reconheceu que roubou o aparelho celular da vítima.
Após passar por audiências, foi fixada a pena de 12 anos e seis meses de reclusão pelos crimes de roubo e estupro, a ser cumprida em regime fechado.




