Justiça mantém prisão de delegada suspeita de vínculo com o PCC

A Justiça manteve a prisão de Layla Lima Ayub, delegada de polícia recém-empossada presa suspeita de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC), após uma audiência de custódia realizada nesse sábado (17/1).

Layla foi presa na última sexta-feira (16/1), junto com o namorado Jarden Neto Pereira da Cruz, o Dedel, apontado como um das lideranças do PCC na região norte do Brasil, especialmente no Pará. Os dois respondem pelos crimes de tráfico de drogas e associação criminosa.

Layla Lima Ayub tomou posse como delegada de polícia em São Paulo no dia 19 de dezembro de 2025. A partir desse dia, passou a ser aluna da Academia de Polícia (Acadepol). No dia da sua formatura, a delegada levou o namorado, apontado como membro do PCC, para o evento.

No pedido de prisão, as autoridades definiram a ação como “audaciosa”, visto que o homem, conhecido como Dedel, estava descumprindo condições da liberdade condicional.

No dia 28 de dezembro, Layla Ayub, mesmo já tendo tomado posse como delegada, atuou como advogada de quatro presos do Comando Vermelho (CV) em uma audiência de custódia no Pará. Na ocasião, os detentos estavam respondendo pelos crimes de tráfico e associação criminosa.

Ela é acusada de ligação com o PCC, atuando próximo às lideranças da facção na região Norte, e de ajudar na lavagem de capitais da organização criminosa.

O casal foi preso temporariamente por 30 dias —período que pode ser estendido por mais 30 dias.

Em 2023, Dedel foi preso novamente após fugir do regime semiaberto. Na sexta-feira (16/1), ele foi preso pela terceira vez. Ainda de acordo com a promotoria, o criminoso deixou a cidade de Marabá, no Pará, sem autorização prévia do juiz, o que configura violação da liberdade condicional que usufruía naquele momento.

Após uma averiguação nas redes sociais, as autoridades constataram que Dedel iria se mudar em definitivo para São Paulo para morar com a companheira, Layla Ayub. O casal foi preso junto em uma pensão.

Fonte: Metrópoles

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