
Feita inteiramente de barro e madeira, a residência foi construída em 1950, quando as técnicas de edificação rural ainda se baseavam no conhecimento empírico e na força do trabalho manual.
Com fundações reforçadas e estrutura de madeira robusta, a casa conseguiu o impensável: suportar o peso de um segundo andar sem ceder às chuvas, ao calor intenso e ao passar das décadas.
Por mais de meio século, o imóvel abrigou gerações da família Alencar e virou referência histórica e afetiva para a comunidade local — um verdadeiro monumento do povo.
Em 2017, o Governo do Ceará restaurou o espaço e o transformou no Centro de Visitantes do Parque Estadual do Sítio Fundão, preservando a arquitetura original e revelando o valor cultural da taipa como símbolo de sustentabilidade e resistência.
Hoje, visitantes e pesquisadores encontram ali mais que uma obra rara: um testemunho da sabedoria popular nordestina, capaz de transformar o barro em legado e provar que, no sertão, o tempo pode até mudar o mundo — mas não derruba o que foi erguido com alma.
Fonte: Portal 6




