Papa Leão não participará do Conselho de Paz de Trump

O papa Leão XIV não participará do “Conselho da Paz” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou o principal diplomata do Vaticano na terça-feira (17), acrescentando que a ONU é a instituição que deve lidar com situações de crise.

O conselho, que será presidido por tempo indeterminado por Trump, foi originalmente criado para supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza. No entanto, seu objetivo foi ampliado para torná-lo um órgão global de manutenção da paz.

O papa foi convidado a se juntar ao conselho no mês passado.

Na terça, o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé, disse a jornalistas que não aceitarão o convite, afirmando que ficaram “perplexos” com alguns pontos do plano e que “questões críticas” precisam ser resolvidas.

O cardeal afirmou que uma das preocupações do Vaticano “é que, em nível internacional, seja sobretudo a ONU que administre essas situações de crise. Este é um dos pontos em que temos insistido”.

Os comentários de Parolin foram feitos após participação em um evento com o governo italiano para marcar o aniversário dos Pactos de Latrão, que criaram a Cidade do Vaticano como um Estado soberano há quase um século.

Embora a Itália e a União Europeia tenham afirmado que planejam participar do conselho como observadores, o cardeal disse que o Vaticano não participará “devido à sua natureza particular, que evidentemente não é a de outros Estados”.

O Vaticano não é o único Estado a ter recusado convites. Reino Unido, França e Noruega também não aderiram.

Diplomatas, autoridades e líderes mundiais expressaram preocupação com a ampliação do escopo do conselho, a presidência indefinida de Trump e os potenciais danos que isso poderia causar ao trabalho da ONU.

O Conselho de Paz se reunirá pela primeira vez em Washington nesta quinta-feira (19).

Fonte: CNN Brasil

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