
Um dos grandes nomes da música brasileira morria, em um dia como hoje, em 1989: Raul Seixas, cantor, compositor e produtor que ajudou a transformar o rock nacional ao misturar o gênero com elementos da música brasileira.
Nascido em Salvador, em 28 de junho de 1945, Raul começou a se interessar por música ainda na adolescência. Fã de Elvis Presley, fundou seu primeiro grupo, Os Relâmpagos do Rock, que depois se tornou Raulzito e os Panteras.
O reconhecimento nacional veio em 1972, quando participou do Festival Internacional da Canção com “Let Me Sing, Let Me Sing” e “Eu Sou Eu, Nicuri é o Diabo”. Pouco depois, lançou “Ouro de Tolo”, seu primeiro grande sucesso.
Ao longo da carreira, Raul construiu uma identidade musical única, misturando rock, baião, blues e outros ritmos, além de letras que abordavam liberdade, comportamento e questões existenciais. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão “Gita”, “Novo Aeon”, “Há 10 Mil Anos Atrás” e “O Dia em que a Terra Parou”.
Raul também teve uma importante parceria com o escritor Paulo Coelho. Juntos, criaram a Sociedade Alternativa e escreveram algumas das canções mais marcantes da carreira do músico. A parceria chamou a atenção do regime militar, e os dois chegaram a deixar o Brasil em 1974.
Nos últimos anos, Raul enfrentou problemas de saúde relacionados ao consumo excessivo de álcool, além de diabetes e outras complicações. Em 1988, iniciou uma parceria com Marcelo Nova, com quem gravou seu último álbum, “A Panela do Diabo”, lançado dois dias antes de sua morte.
Raul Seixas morreu em 21 de agosto de 1989, aos 44 anos, em São Paulo.


