Hoje na História: Raul Seixas, ícone do rock brasileiro, morria há 37 anos

Um dos grandes nomes da música brasileira morria, em um dia como hoje, em 1989: Raul Seixas, cantor, compositor e produtor que ajudou a transformar o rock nacional ao misturar o gênero com elementos da música brasileira.​

Nascido em Salvador, em 28 de junho de 1945, Raul começou a se interessar por música ainda na adolescência. Fã de Elvis Presley, fundou seu primeiro grupo, Os Relâmpagos do Rock, que depois se tornou Raulzito e os Panteras.​

O reconhecimento nacional veio em 1972, quando participou do Festival Internacional da Canção com “Let Me Sing, Let Me Sing” e “Eu Sou Eu, Nicuri é o Diabo”. Pouco depois, lançou “Ouro de Tolo”, seu primeiro grande sucesso.​

Ao longo da carreira, Raul construiu uma identidade musical única, misturando rock, baião, blues e outros ritmos, além de letras que abordavam liberdade, comportamento e questões existenciais. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão “Gita”, “Novo Aeon”, “Há 10 Mil Anos Atrás” e “O Dia em que a Terra Parou”.​

Raul também teve uma importante parceria com o escritor Paulo Coelho. Juntos, criaram a Sociedade Alternativa e escreveram algumas das canções mais marcantes da carreira do músico. A parceria chamou a atenção do regime militar, e os dois chegaram a deixar o Brasil em 1974.​

Nos últimos anos, Raul enfrentou problemas de saúde relacionados ao consumo excessivo de álcool, além de diabetes e outras complicações. Em 1988, iniciou uma parceria com Marcelo Nova, com quem gravou seu último álbum, “A Panela do Diabo”, lançado dois dias antes de sua morte.​

Raul Seixas morreu em 21 de agosto de 1989, aos 44 anos, em São Paulo. ​

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