
O deputado federal e ex-governador de Pernambuco Mendonça Filho anunciou a saída do União Brasil e se filiou ao Partido Liberal (PL). Essa é a primeira vez que o parlamentar troca de partido desde o início de sua vida pública, há mais de 40 anos.
A mudança partidária se deu depois que o pernambucano se posicionou contra a federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Partido Progressista (PP) e aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 26 de março.
Com a junção das duas siglas, que têm as maiores bancadas do Congresso Nacional, o parlamentar corria o risco de não conseguir formar uma chapa competitiva para as eleições 2026. Antes da oficialização do registro da União Progressista, ele chegou a pedir o cancelamento da federação.
“Sigo como uma voz de oposição ao PT e trabalhando por novos caminhos para o futuro do Brasil. Chego ao PL com a convicção de que a vida é feita de ciclos e com a mesma convicção que sempre guiou minha trajetória: trabalhar por Pernambuco e pelo Brasil”, afirmou o deputado na postagem.
No vídeo, Flávio Bolsonaro disse que o parlamentar, que era vice-presidente do União Brasil em Pernambuco, seria “muito bem acolhido” na nova legenda.
Ex-ministro da Educação
Filho do ex-deputado José Mendonça Bezerra (1936-2011), Mendonça Filho iniciou a carreira política em 1985, no antigo Partido da Frente Liberal (PFL). Ele foi vice-governador de Pernambuco entre 1999 e 2006 após ser eleito na chapa do ex-governador Jarbas Vasconcelos (MDB).
Em março daquele ano, Mendonça assumiu o governo do estado depois que Jarbas deixou o cargo para se candidatar ao Senado. Após deixar o governo, Mendonça permaneceu no PFL, que, nos anos 2000, passou a se chamar Democratas. Em 2021, a sigla se fundiu ao Partido Social Liberal (PSL), formando o União Brasil, em 2021.
Em 2016, Mendonça foi nomeado ministro da Educação no governo de Michel Temer (MDB), que assumiu a presidência após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Ele ficou na pasta até março de 2018, quando renunciou para se candidatar a mais um mandato como deputado federal.
Na Câmara dos Deputados, o parlamentar foi o relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, proposta do governo federal que visa combater o avanço do crime organizado no país.
Entre as medidas previstas na proposta, estão a divisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública em dois, mecanismos de integração entre as forças de segurança nacional e dos estados e maior poder à União para estabelecer as diretrizes de atuação das corporações.
Durante a tramitação, o texto chegou a contar com um trecho que previa a redução da maioridade penal, que acabou sendo retirado, e foi levado à votação no plenário da Câmara no dia 4 de março. Após a aprovação, a PEC foi encaminhada para o Senado, onde segue em tramitação.
Fonte: g1/pe




