Categoria: Mundo

Filho de Che Guevara morre aos 60 anos

Morreu, nesta terça-feira (30), Camilo Guevara, filho do Che Guevara, aos 60 anos na Venezuela. A informação foi confirmada pelo presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, em sua conta do Twitter.

“Com profundo pesar nos despedimos de Camilo, filho de Che e promotor de suas ideias, como diretor do Centro Che, que preserva parte do extraordinário legado de seu pai”, escreveu.

De acordo com a Agência Cubana de Notícias, Camilo morreu em Caracas, na Venezuela.

Camilo Guevara March dirigiu o Centro de Estudos encarregado de promover o conhecimento do pensamento, vida e obra do Comendador Ernesto Guevara.

CNN não pôde confirmar de forma independente a causa da morte.

Camilo foi filho de Che Guevara, um dos líderes da Revolução Cubana que, ao lado dos irmãos Fidel e Raúl Castro lutaram contra o Fulgencio Batista.

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales também lamentu no Twitter. “Nos unimos a dor do digno povo de Cuba e de suas autoridades pela partida física do irmão Camilo Guevara, filho de nosso imortal comandante revolucionário Ernesto Che Guevara, assassinado na Bolívia por agentes servis ao imperialismo. Nossa solidariedade à sua família”, escreveu.

Dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, morre aos 87 anos em SP

Morreu, nesta segunda-feira (4), em São Paulo, aos 87 anos, o cardeal Dom Cláudio Hummes.
A cripta da Sé foi preparada para receber o corpo de Dom Cláudio Hummes, e sob o altar da Catedral onde fez história, entre bispos, arcebispos e símbolos sagrados da religião, termina a vida de um homem que vai ser lembrado pela missão que escolheu. De jovem frei franciscano ao cardeal que sentou ao lado do futuro novo Papa no conclave, sem perder a oportunidade de dizer: “Não esqueça dos pobres”. A mensagem foi uma inspiração.
“Aquelas palavras entraram na minha cabeça. Os pobres, os pobres. Depois, imediatamente pensei: ‘São Francisco de Assis'”, conta o Papa Francisco.

Quem conhecia a solidariedade de Dom Cláudio, não esquecia. “Ele me chamou e disse: ‘Dom Cláudio, venha você também, fique comigo também nesse momento’. Mas foi, assim, uma surpresa muito grande. Foi um gesto espontâneo dele”, contou Dom Cláudio em 2013.
Cardeal Cláudio Hummes influenciou escolha do nome do Papa Francisco
‘Filho de nossa terra', diz bispo de Montenegro após morte do Cardeal Claudio Hummes

Dom Cláudio nasceu Aury Affonso Hummes, no Rio Grande do Sul, em 8 de agosto de 1934. Aos 17 anos, já era frei pela Ordem Franciscana dos Frades Menores, e aos 24 foi ordenado padre.
Em Roma, fez doutorado em Filosofia, conhecimento que adiante como professor universitário, já de volta ao Brasil. Em 1975, foi nomeado bispo de Santo André; em 1996, arcebispo de Fortaleza; e dois anos depois assumiu a maior arquidiocese do país: São Paulo.

“Assumiu, digamos, toda a envergadura do trabalho que significa a Arquidiocese de São Paulo. Ele iniciou algo aqui que a gente não esquece, que é o seminário da caridade, justamente para levantar no âmbito da Arquidiocese de são Paulo todas as iniciativas existentes para o serviço social”, afirma o cardeal Odilo Pedro Scherer.

Chegou ao alto posto de cardeal em 2001, nomeado pelo papa João Paulo II, e foi cotado para substituí-lo conclave de 2005, mas o eleito acabou sendo o cardeal alemão Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI. A convite dele, Dom Cláudio se tornou prefeito da Congregação para o Clero no Vaticano.

Uma de suas funções era a formação dos novos sacerdotes. Na época, a igreja vivia uma crise com as denúncias de abusos sexuais. Ficou no cargo até o fim de 2010.
O cardeal deixa a memória de um homem de fé, não só no sentido religioso da palavra, mas porque acreditava que era possível mudar a sociedade. A igreja de Dom Cláudio Hummes ficava do lado de fora, onde estão os desempregados, os famintos, os oprimidos, os mais vulneráveis.

Quando o país vivia a ditadura militar, à frente da diocese de Santo André, o bispo acolheu operários grevistas dentro da igreja. “Acho que é importante a igreja estar presente no meio desse povo que luta por maior liberdade”, afirmou Dom Cláudio.

“O legado que Dom Cláudio deixa é o ser humano. Nós somos seres humanos, nós não podemos nos conformar com tanta injustiça”, diz o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges.
A última grande causa de Dom Cláudio foi a proteção dos povos indígenas e da floresta. Na última década, foi presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, da CNBB, e foi relator-geral do Sínodo para a Amazônia. “O contexto amplo do sínodo é a grave e urgente crise socioambiental. A crise climática e a crescente crise social.”

O câncer parou Dom Cláudio ainda com tanto a fazer, mas a mensagem de amar quem mais precisa não morre com ele. “Todo meu carinho e meu amor para esse Brasil e para essa São Paulo.”

 

G1

Putin manda mensagem a Bolsonaro para se solidarizar por mortes causadas por chuvas em Pernambuco

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, publicou nesta segunda-feira (30/5) uma manifestação de pesar endereçada ao presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL), em razão das mortes e danos causados pelas chuvas que atingiram o estado de Pernambuco.

A nota foi publicada na tarde de hoje no site do Kremlin.

“Receba nossas mais profundas condolências pelas trágicas consequências das chuvas fortes e inundações nos estados do Nordeste de seu país”, disse Putin.

Ainda no texto, Putin diz que a Rússia compartilha “o pesar daqueles que perderam entes queridos como resultado do desastre generalizado”.

Visita

Bolsonaro sobrevoou Recife na manhã de hoje. Lá, o presidente afirmou que o governador Paulo Câmara (PSB) não teve iniciativa de pedir ajuda do governo federal.

Durante a coletiva de imprensa, Bolsonaro disse, ao lado de ministros, que “infelizmente catástrofes acontecem”.

“Tivemos problemas semelhantes em Petrópolis, Sul da Bahia, mais ao Norte de Minas e eu estive ano passado no Acre, também, e infelizmente essas catástrofes acontecem. Um país continental tem seus problemas”.

Ao falar sobre a destinação de uma verba federal a Pernambuco, Bolsonaro criticou a atuação de Paulo Câmara diante das fortes chuvas que atingem o estado e deixaram ao menos 91 mortos.

“Em todos os momentos que os governadores nos procuraram ou prefeitos, nós atendemos. Eu acho que faltou iniciativa da parte dele também. Aqui ninguém está proibido de comparecer neste local, neste momento”, frisou o presidente.

“Se o governador estava fazendo outra coisa, não sei, talvez ache melhor não estar presente aqui. Mas a gente não vai politizar essa questão”, concluiu.

Estado de Minas