Categoria: Política

Raquel trava nomeações

As nomeações do segundo e terceiro escalões no plano estadual travaram. Sem coordenação política e sequer um interlocutor confiável aos olhos dos deputados, a governadora Raquel Lyra (PSDB) resolveu, por iniciativa própria, por exemplo, algumas coordenações de Ciretrans contemplando o primeiro-secretário da Assembleia, Gustavo Gouveia (SD).

Gouveia emplacou as Ciretrans de Afogados da Ingazeira Carpina. Em Araripina, acolheu sugestão da deputada Socorro Pimentel e em Paulista o escolhido tem ligações com a família Ferreira, que controla o Detran, segunda maior fonte arrecadadora do Estado, de porteira fechada. O líder do Governo na Alepe, Izaías Régis (PSDB), abocanhou a Ciretran de Garanhuns, sua terra natal.

Depois disso, entretanto, a governadora travou, não porque quis, mas por impasse político. Em Arcoverde, por exemplo, o ex-prefeito Zeca Cavalcanti, adversário do prefeito Wellington Maciel (MDB) e da ex-prefeita Madalena Brito, está de olho na Ciretran, mas o deputado Kaio Maniçoba também pleiteia, já que o seu partido, o PP, é a maior bancada de apoio ao Governo na Assembleia.

Também emperraram as Ciretrans de Caruaru, terra da governadora, Petrolina, Salgueiro e Serra Talhada. Começando por Serra Talhada, o que se diz por lá é que a aliada preferida da governadora é a prefeita Márcia Conrado (PT), mas o deputado Luciano Duque (SD) já teria sinalizado em aumentar a bancada governista. Só que até o momento Raquel não fez nenhum gesto. A Ciretran agradaria a ele.

Em Salgueiro, o vice-prefeito Edilton Carvalho (Cidadania) apoiou a governadora no primeiro turno, mas a tucana só teve pouco mais de mil votos. No segundo turno, a votação da tucana teve um grande incremento, passando dos nove mil votos, depois do apoio do empresário Fabinho Lisandro, que disputou um mandato de deputado estadual pelo Patriota, mas não se elegeu, ficando na primeira suplência.

Dizem que também está à espera de um gesto de Raquel. Em Petrolina, Guilherme Coelho, principal aliado da governadora, foi nomeado assessor especial da tucana. Lá, o deputado federal Lucas Ramos sinaliza apoio ao Governo estadual, mas Raquel não tem avançado, segundo uma fonte, porque Lucas é do PSB, partido que ela não quer papo.

Em Caruaru, por fim, nem os deputados sabem a razão da governadora não ter avançado na nomeação do segundo e terceiro escalões, nem muito menos a Ciretran, um dos braços mais importantes do Detran, por ter mais de 10 municípios em seu entorno.

 

Fonte: Blog do Magno Martins

 

ARARIPINA: MPC-PE impede pagamento de auxílio alimentação de R$ 2 mil aos vereadores

O Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPC-PE), por meio da 6ª Procuradoria de Contas, que tem como titular o procurador Cristiano Pimentel, protocolou Representação Interna junto ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) contra a execução financeira, por parte da Câmara Municipal de Araripina, da Lei Municipal n.º 3.063, de 23 de março de 2023, que fixou em R$ 2 mil por mês o auxílio-alimentação indenizatório recebido por cada parlamentar do legislativo municipal daquela cidade.

O procurador requereu a redução do auxílio-alimentação dos vereadores pela metade, até o julgamento final do processo pela Corte de Contas.

“O valor do auxílio-alimentação é manifestamente desproporcional e irrazoável. Vemos que a remuneração mensal normal (subsídio) dos vereadores de Araripina corresponde a R$ 10.128,90 por mês. Desta forma, o auxílio-alimentação concedido corresponde a 20% da remuneração mensal dos vereadores, uma evidente desproporcionalidade”, disse o procurador no inteiro teor da Representação.

Em comparação com o auxílio-alimentação de desembargadores, por exemplo, foi verificado que “em consulta ao Portal da Transparência do TJPE, este MPC-PE verificou que o auxílio-alimentação mensal dos desembargadores do Estado está fixado em R$ 1.984,57 por mês. Ou seja, o auxílio pretendido pelos vereadores de Araripina é efetivamente maior que o atribuído aos desembargadores do Estado.

Após receber a Representação do MPC-PE, o TCE-PE, por meio do conselheiro Marcos Loreto, relator dos processos do município de Araripina em 2023, prontamente notificou a Câmara de Vereadores da cidade para a apresentação de uma defesa preliminar.

Além da retenção administrativa dos valores, a Representação solicita que “a formalização de processo de auditoria especial para apreciar a questão no mérito, inclusive para fazer uma determinação definitiva sobre o valor razoável admitido para o auxílio-alimentação dos vereadores, solicitando, desde já, incluir no escopo de auditoria toda a situação remuneratória e indenizatória, direta e indireta, dos parlamentares e servidores da Câmara Municipal”, contém o documento.

Ao receber a notificação sobre a Representação, o presidente da Câmara dos Vereadores atendeu a solicitação do MPC-PE realizando os trâmites necessários para a alteração da Lei Municipal n.º 3.063 que criou a verba indenizatória.

Inclusive, antes da decisão do TCE-PE, uma nova lei reduziu o valor do auxílio-alimentação de R$ 2 mil para R$ 1.012,89.

Fonte: Portal da Prefeitura

 

Solidariedade foi informado que Marília Arraes não ficará com Sudene

O presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, confirmou a interlocutores em Brasília que a ex-deputada Marília Arraes, candidata de Lula depois que Danilo Cabral não foi ao segundo turno, em Pernambuco, não será agraciada com a Sudene.

“Marilia não deve ficar com Sudene. Ele está tentando convencer ela a assumir o Solidariedade Mulher e ponto. O Solidariedade não está pedindo mais nada a Lula. Já foi preterido par o Sebrae, ficou sem Sudene…”, afirmam fontes nacionais do blog.

Esperava-se que no mesmo dia em que Lula entregou o comando do Banco do Nordeste ao ex-governador Paulo Câmara, o destino da Sudene, que tem sede em Recife, podia também ser decidido em breve.

No meio político, especulava-se que o presidente Lula pode agraciar o senador Humberto Costa, com a indicação. Costa é fiel escudeiro de Lula em Pernambuco.

No passado, o PT já tomou conta dos cargos da Sudene com o ex-prefeito João Paulo, hoje deputado estadual em Pernambuco. Por baixo, eram mais de 150 cargos comissionados, de livre nomeação, onde JP alocou o grupo político dele após a saída da Prefeitura do Recife.

De acordo com fontes extra-oficiais, o nome que Humberto Costa está indicando internamente para a SUDENE é de um ex-assessor, que hoje ocupa cargo no consórcio Nordeste de governadores. Diego Pessoa é tido como bastante ligado a Costa.

Por coincidência ou não, Paulo Câmara assumiu o Consórcio Nordeste, no ano passado, depois de ter desistido de buscar o Senado.

Com o movimento de indicação do aliado, Humberto Costa também fechava as portas para Marília Arraes, ex-deputada federal que rivalizou com Costa no partido e acabou indo para o Solidariedade, para ser candidata a governadora de Pernambuco.

 

Fonte: Blog do Jamildo

 

Jarbas Vasconcelos amplia licença do Senado por mais 4 meses

O senador Jarbas Vasconcelos (MDB) pediu uma nova licença do Senado Federal. Em novembro do ano passado, o parlamentar pediu a primeira licença de 4 meses para tratar da saúde. Foi quando o primeiro suplente, Fernando Dueire (MDB), assumiu a cadeira pela primeira vez.

No mês passado, ele prorrogou a licença por mais 30 dias e agora apresentou mais um pedido para que possa continuar afastado do cargo por mais 4 meses. Com isso, Dueire, que vem desempenhando um papel à altura, continua no cargo.

Fonte: Blog Cenário

 

Tarcísio lidera popularidade digital entre governadores; Zema cai, e Raquel Lyra sobe

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é o que tem a maior popularidade digital entre os seus pares à frente de gestões estaduais.

É o que mostra o IPD (Índice de Popularidade Digital), calculado diariamente pela empresa de pesquisa e consultoria Quaest.

Atrás de Tarcísio, desponta como destaque em popularidade na internet a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), que teve forte subida no indicador entre março e abril, após se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com essa alta, ela ultrapassou o mineiro Romeu Zema (Novo), que até então detinha o segundo maior IPD entre os gestores estaduais e teve forte queda no índice.

Em quarto lugar, figura Eduardo Leite (PSDB), que demonstra dificuldade em firmar uma posição no ranking.

O índice, que vai de 0 a 100, é calculado por meio de um algoritmo de inteligência artificial que coleta e processa 152 variáveis das plataformas Twitter, Facebook, Instagram, YouTube, Wikipédia e Google.

São consideradas na nota final cinco dimensões: fama (número de seguidores), engajamento (comentários e curtidas por postagem), mobilização (compartilhamentos), valência (proporção de reações positivas e negativas) e interesse (volume de buscas).

O peso que cada dimensão tem na conta é determinado por um modelo assimilado pela máquina a partir dos resultados reais de eleições anteriores, com milhares de candidaturas monitoradas pela empresa.

Os dados mostram que os quatro governadores do pelotão à frente são aqueles com maior possibilidade de alcançar alguma projeção nacional.

Eleito com apoio de Jair Bolsonaro (PL), mas tentando se afastar da pecha colada aos apoiadores mais radicais do ex-presidente, Tarcísio aparece bem à frente dos demais em sua gestão no estado mais populoso do país.

Em cem dias que tiveram desastre no litoral, greve de metroviários e ataque a uma escola estadual, o IPD do governador paulista oscilou entre 73,8 em janeiro e 75,6 em abril.

Ao longo do período, o governador tentou passar ao largo de grandes polêmicas e teve o momento de maior visibilidade durante o socorro ao litoral em dobradinha com Lula.

Sua exposição no episódio, com colete e pé na lama, foi diagnosticada por seu entorno como positiva para sua imagem.

Ao dar marteladas no leilão do Rodoanel, ele viralizou na internet, mas a cena dividiu opiniões, com detratores classificando o gesto como sinal de desequilíbrio.

Pesquisa Datafolha mostra que sua gestão é avaliada como ótima ou boa por 44% da população e como regular por 39%, enquanto 11% consideram seu desempenho ruim ou péssimo.

Raquel Lyra, por sua vez, também tenta se equilibrar entre os diferentes estratos do eleitorado, embora em contexto diferente do de Tarcísio, que tinha ligação direta com Bolsonaro.

Em uma eleição marcada por uma tragédia pessoal, a morte súbita do marido aos 44 anos, ela venceu o pleito após declarar neutralidade em relação à disputa presidencial.

No governo, a dicotomia se mantém. Ao mesmo tempo em que tem diálogo intenso com o governo petista, a gestora se aliou ao PL de Bolsonaro.

Mas é ao evento conjunto com Lula no Recife em março que Guilherme Russo, diretor de pesquisa da Quaest, atribui a subida da governadora no IPD. No evento, o presidente reagiu às vaias à Lyra e pediu “respeito” à sua convidada. Entre fevereiro e abril, o índice da governadora passou de 34,5 para 44,6.

O bom momento de Raquel coincidiu com um mês de notícia impopular para Zema.

No fim de março, o governador mineiro pediu à Assembleia Legislativa o aumento de seu próprio salário e também os do vice-governador, secretários e secretários-adjuntos de estado em até 258%.

Seu IPD, que em fevereiro era de 42,8, passou para 36 em abril.

A situação de Eduardo Leite, por sua vez, ilustra a dificuldade da consolidação de uma oposição não bolsonarista a Lula.

O gaúcho começou o ano com IPD de 39,6 e chegou aos cem dias de gestão com índice de 26,4.

Em entrevista à Folha em fevereiro após assumir a presidência do PSDB ele afirmou que “o momento não é fácil, mas talvez nunca tenha sido tão importante fortalecermos e termos o PSDB no cenário político nacional.”

 

Cem dias de Raquel Lyra no Governo de Pernambuco. Ex-candidatos avaliam desempenho da gestão

Nesta segunda-feira (10), o governo de Raquel Lyra (PSDB) completa os seus 100 primeiros dias. No ano passado, a então candidata e ex-prefeita de Caruaru fez história e venceu Marília Arraes (SD) no segundo turno, com 58,70% dos votos válidos, se tornando a primeira governadora na história de Pernambuco.
Durante todo o período eleitoral, que foi marcado pela polarização entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a tucana adotou uma estratégia inusitada.
No primeiro turno, apoiou a candidatura de Simone Tebet (MDB), que fazia parte da federação partidária formada por MDB, PSDB e Cidadania, respeitando a aliança partidária. A surpresa, no entanto, veio no segundo turno, quando a candidata se absteve de opinar sobre as eleições nacionais, sempre reiterando que a sua pauta seria “discutir Pernambuco”.
Fortemente criticada durante o período eleitoral, principalmente pelo elo político mais ligado ao então candidato Lula, a acusando por diversas vezes de ser “a candidata do bolsonarismo e da extrema-direita”, Raquel Lyra não deu ouvidos às provocações e provou que a sua estratégia viria a se consolidar nas urnas.
Com começo conturbado logo nos primeiros dias, a tucana ordenou a exoneração de todo o quadro de comissionados do estado, foi acusada de faltar com o pagamento a funcionários terceirizados da rede estadual de educação e recebeu o Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco (Sassepe) com uma dívida na ordem R$ 296 milhões, adquirida nos últimos quatro anos da gestão comandada por Paulo Câmara (sem partido).
A reportagem do Diario de Pernambuco convidou os principais candidatos que disputaram o Governo de Pernambuco em 2022 para responder à seguinte pergunta: “como você avalia os 100 dias de gestão de Raquel Lyra?”. Confira:
Anderson Ferreira (PL)
O bolsonarista, que ficou em terceiro lugar na disputa, com 18,15% dos votos no primeiro turno, se colocou à disposição da atual gestão e responsabilizou o governo PSB pelas críticas que vêm sendo recebidas por Raquel.
“É visível que após dezesseis anos dos governos do PSB, e diante de toda a herança deixada, a palavra que define melhor o momento é ‘reconstrução'. Não será uma tarefa fácil. E é um esforço que precisa da ajuda de todos que querem ver Pernambuco dar a volta por cima e resgatar o seu protagonismo no Nordeste e no país, sempre colocando as pessoas à frente”.
Danilo Cabral (PSB) 
O candidato à sucessão da antiga gestão não logrou êxito e ficou em quarto lugar no embate pelo governo estadual, com 18,06% dos votos. Danilo, que foi o principal alvo das críticas da governadora eleita na época da campanha, devolveu as provocações e criticou duramente o início da gestão.
“Não conseguimos perceber ainda, em cem dias, a que veio a nova gestão. Esse período é curto para entrega de ações , mas é suficiente na sinalização da forma de governar. Não nos interessa torcer pelo pior, queremos que Pernambuco avance e que a população tenha mais qualidade de vida, mas como oposição, cabe-nos fiscalizar as ações e fazer as críticas  no sentido de sempre construir os melhores caminhos. Chama a atenção a ausência dela no interior. Com exceção de Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe, nenhuma cidade do interior recebeu a presença da Governadora nesse período”. 
Marília Arraes (SD) 
Principal rival de Raquel Lyra durante a campanha, a ex-deputada adotou duras críticas à então candidata durante toda a disputa eleitoral, endurecendo ainda mais a postura durante o segundo turno, quando foi derrotada pela tucana.
Marília Arraes não amoleceu o tom e repetiu muitos dos argumentos utilizados durante as eleições para reforçar que está mais viva do que nunca na oposição ao atual governo estadual.
“Os cem primeiros dias do governo Raquel Lyra são uma verdadeira usina de crises, principalmente em questões básicas da gestão, como o pagamento de servidores, repartições públicas e chefias de servidores que, depois de cem dias continuam a acéfalas, pessoas que não sabem a quem se reportar. Uma desorganização típica de quem não sabe a dimensão do cargo que ocupa e também, de alguém que nega a política, que não assume o seu posicionamento político publicamente, mas que tem práticas típicas bolsonaristas.
 
A falta de diálogo da governadora vem desde a sua época enquanto prefeita de Caruaru, já que ela não dialogava com os vereadores e com os outros atores políticos da cidade, e isso apenas se reproduz em grande escala para o estado de Pernambuco. Uma pena que haja esse começo, em um estado que já vem tão sofrido depois de oito anos de Paulo Câmara.”
Miguel Coelho (UB)
O ex-prefeito de Petrolina foi destaque nos holofotes da imprensa após declarar apoio irrestrito a Raquel Lyra minutos depois de descobrir que não logrou êxito no primeiro turno, ocupando a quinta posição na disputa, com 18,04%.
Após os 100 primeiros dias, o ex-gestor se colocou à disposição do Governo de Pernambuco, mas não deixou de fazer críticas moderadas e destacar pontos de atenção a serem adotados durante os quatro anos de mandato que a governadora ainda tem pela frente.
“Cem dias é muito pouco tempo para dizer se ela está no caminho certo ou não. Acredito que ela tem a chance de provar a sua imagem e vontade de mudanças, inclusive na relação com o Governo Federal e com Lula, que é uma página em branca a ser preenchida.

O momento de Raquel imprimir a sua marca de gestão, é justamente nesses primeiros meses. É agora que ela tem que apontar as ações sobre os principais problemas de Pernambuco, como mobilidade, estradas, saúde e água para a população. A governadora também precisa começar a pensar em formar a sua base política, e entender de fato quem a apoia e é fiel, e quem só está junto por conveniência. Política é assim, o que é bom depois de 4 anos fica, e o que não agradar, vai embora.

Só se ganha uma herança quando alguém morre, e como na política, apesar dos últimos anos desastrosos do PSB, ninguém morreu. A responsabilidade pelo Sassepe passou a ser de Raquel a partir do dia primeiro de janeiro de 2023. Acredito que a gestão precisa pensar com agilidade em uma forma de resolver os problemas, não se pode fazer política olhando para o retrovisor. […] Como já se sabe, o União Brasil está dividido. No segundo turno eu e meu grupo político declaramos apoio a Raquel Lyra, e esse apoio segue, ela sabe que pode contar conosco. Se no futuro a situação mudar, saberemos o que fazer.”

Pastor Wellington (PTB)
Wellington Carneiro, pastor, advogado e gestor público, chegou às eleições de 2022 como desconhecido, tendo surpreendido alguns dos próprios candidatos em bastidor por seu nível de articulação durante os debates televisivos. Apesar do esforço, não alcançou 1% dos votos na disputa. Crítico de Lula e das gestões do PSB em Pernambuco, disse que ainda vai aguardar os próximos meses para firmar posicionamento, embora tenha condenado o que chamou de “tradição das antigas gestões” ao se referir a nomeações de políticos para cargos do segundo escalão.
“É necessário muita cautela ao avaliar um governo com apenas cem dias. No entanto, algumas coisas já me preocupam na atual gestão da governadora Raquel Lyra. Primeiro que não há nenhum apontamento no sentido de enxugar a máquina pública, na verdade há um certo inchaço, aumentos excessivos de salário, além da troca de favores, que segue a tradição das antigas gestões. É a mesma lógica de nomear as velhas raposas dos grandes partidos para cargos no governo”.
 
Que Deus ilumine a governadora para que ela possa conduzir da melhor forma o nosso estado. Acredito que ela tem uma chance ímpar para fazer um governo diferente e mostrar realmente para que veio.”
Diario de Pernambuco também ouviu a governadora Raquel Lyra e a vice-governadora Priscila Krause (Cidadania), que fizeram um balanço dos 100 dias de gestão. Raquel adotou um olhar mais amplo das realizações da gestão, enquanto Priscila trouxe um perfil mais técnico, com números e dados orçamentários.
Raquel Lyra
“Encontramos o nosso estado no pior momento de sua história. Os desafios são enormes. Esses primeiros cem dias foram de muito trabalho para começar a pôr a Casa em ordem. Equilibrando as contas, cortando gastos desnecessários estamos economizando para investir mais e melhor. Já começamos a tirar projetos do papel através de programas como o Morar Bem, Delegacias  da Mulher  abertas 24h, números da segurança começando a melhorar, redução na fila de cirurgias, só para citar alguns. Estamos trabalhando para mudar Pernambuco do Litoral  ao Sertão, acabar com a fome, colocar água nas torneiras, diminuir a desigualdade e cuidar das pessoas e das famílias. E assim seguiremos com novas ações e entregas honrando a confiança das pernambucanas e  pernambucanos. Pernambuco será um estado de mudança.”
Priscila Krause
“Nesses 100 dias de governo, podemos dizer que estamos arrumando a casa. Encontramos nosso Estado em uma situação dramática. Só no Orçamento de 2023, Pernambuco tem um saldo devedor de R$ 7 bilhões. Com nosso Plano de Qualidade de Gastos, reduzimos R$ 255 milhões neste primeiro bimestre. Vamos continuar fazendo mais gastando menos, colocando mais policiais nas ruas, dando atenção especial à saúde das mulheres e investindo na educação. O Estado vai chegar para quem mais precisa. Vamos corresponder cada voto dos pernambucanos que clamavam por mudança.”
Fonte: Diário de Pernambuco

Bolsonaro deveria “sumir”, diz Kim Kataguiri sobre oposição

Para o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não tem “nenhuma condição” de liderar a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e deveria “sumir”. Segundo ele, o ex-chefe do Executivo vai ficar inelegível e tem chances de ser preso.

“Há todos os elementos para ele [Bolsonaro] se tornar inelegível e agora cada vez mais elementos para ele ser preso. Como é que ele vai liderar a oposição? Eu não vejo nenhuma condição nele”, falou ao jornal Folha de S.Paulo em entrevista publicada na noite de sábado (1º.abr.2023). “Aí você me pergunta: qual o papel dele na oposição? Para mim, sumir.” Kataguiri falou que Bolsonaro é “corrupto”, “vagabundo” e “quadrilheiro”. “Quando ele era presidente da República, nas eleições municipais, ele não fez base. Ele estava com a caneta na mão, era governo federal e ele não fez base. Imagina na oposição o que ele vai fazer na eleição municipal? Não vai ter capacidade de articular nada”, declarou.

Fonte: Poder 360

 

Ex-deputado bolsonarista fica inelegível por declaração de que ex-presidente iria ‘ganhar na bala’

O ex-deputado estadual Delegado Cavalcante (PL), suplente de deputado federal pelo partido do presidente Jair Bolsonaro, teve o diploma cassado e ficará inelegível por 8 anos por decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE) nesta segunda-feira (13). O ex-parlamentar foi condenado pela polêmica declaração na qual disse que se o ex-presidente não ganhasse nas urnas, “nós vamos ganhar na bala”. 

A declaração do parlamentar foi dada nos comícios realizados em 7 de setembro de 2022 e publicado nas redes sociais durante a campanha eleitoral do ano passado.

A decisão do TRE chama a atenção por conta do caráter de “entendimento” que gera na corte sobre este tipo de caso que tende a se repetir na eleição 2024.

“O presidente Bolsonaro é o mais querido é o que a população está querendo. Se a gente não ganhar nas urnas, se eles roubarem nas urnas, nós vamos ganhar na bala. Não tem por onde”, disse Cavalcante.

Cavalcante já havia sido condenado a pagar multa por incitar a violência na declaração. Agora, entretanto, em decisão por 4 votos a 3, o TRE decidiu cassar o mandato de suplente e tornar o ex-parlamentar inelegível.

Delegado Cavalcante obteve pouco mais de 24 mil votos para deputado federal na última eleição. Ele ficou como 5º suplente do Partido Liberal. E a decisão do TRE determina ainda a anulação dos votos dados a ele e a recontagem dos votos. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral.

VOTAÇÃO NO PLENO

Os juízes George Marmelstein, Kamile Castro, Roberto Soares Bulcão e Raimundo Deusdeth Rodrigues Júnior votaram a favor da cassação e inelegibilidade.

Raimundo Nonato Silva Santos, Davi Sombra Peixoto e Inacio de Alencar Cortez votaram contrários à condenação.

Fonte: Diário do Nordeste

 

Michelle Bolsonaro é confirmada na presidência nacional do PL Mulher

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro será a presidente nacional do PL Mulher, confirmou nesta quarta-feira (15) o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto.

O anúncio foi feito durante encontro realizado na sede do partido em Brasília com deputadas da bancada feminina da sigla na Câmara.

Michelle afirmou que vai conciliar o papel de “ser mãe da Laurinha, sua filha de 12 anos, com o comando do PL Mulher”.

“Quero agradecer o apoio das deputadas, para mim é algo novo. Se Deus viu graças em mim para ter a oportunidade de construir um Brasil melhor. Estou disposta a colaborar com o crescimento do PL Mulher, seguir na Luta pela comunidade surda, e agregar a pauta da mulher com acessibilidade”, declarou Michelle.

Segundo Costa Neto, uma das atribuições da ex-primeira-dama será viajar pelo Brasil promovendo reuniões em grandes cidades, com o objetivo de atrair mais filiadas e aumentar a participação feminina na política.

“Michelle vai ter toda a estrutura no partido. Vai percorrer o país realizando encontros com mulheres nos estados das deputadas da legenda”, disse.

Também participaram do encontro o ex-candidato a vice-presidente de Bolsonaro, general Braga Netto, e do líder do PL na Câmara, deputado Altineu Côrtes (PL-RJ).

Vereador Saulo, filho da vice-prefeita de Serrita, afirma que não articulou impeachment de Aleudo

Em comunicado direcionado à nossa redação, o vereador do município de Serrita, Saulo de Zé de Pedro afirma que não está envolvido na articulação do impeachment do prefeito Aleudo Benedito. O parlamentar ainda acusa o jurídico do prefeito de criar e divulgar a narrativa de “golpe“.

“É FALSA a informação que estão veiculando nos BLOG’s, inclusive já estou adotando as providências cabíveis” disse Saulo.

E continuou “Como é de conhecimento de todos, a câmara de vereadores de Serrita, recebeu em dezembro de 2022 (antes do recesso parlamentar) uma denúncia CONTRA O PREFEITO, vale ressaltar que essa denúncia não foi anônima, portanto fica provado que o denunciante não sou eu, não consta em nenhuma linha o meu nome na denúncia” concluiu.

Tentativa de impeachment promovido pelo filho da vice-prefeita, na Câmara de Vereadores, esquenta a política de Serrita

A Câmara de Vereadores de Serrita ficou lotada na manhã desta quarta-feira (15), para assistir à audiência de apresentação do pedido de investigação do prefeito Aleudo Benedito, que pode resultar na possível cassação do gestor. O afastamento do prefeito foi articulado pelo vereador Saulo Josué Martins de Souza, mais conhecido por Saulo de Zé de Pedro. O parlamentar é filho da vice-prefeita, Sônia Maria Martins de Souza, que rompeu recentemente com o prefeito.

A mobilização do congressista é para aprovar o afastamento do prefeito, e a sua genitora assumir a prefeitura. A quem diga, que até os cargos das secretarias já estão com os nomes definidos. O argumento usado para solicitação do impeachment trata-se de denúncia sobre uma obra inacabada, deixada pela gestão do ex-prefeito, que a atual gestão demorou a retomar.

Alguns vereadores, mesmo sendo da oposição, ficaram constrangidos com o pedido de afastamento do prefeito. A Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Serrita, informa que nenhum dos fatos apontados pela Câmara de Vereadores não constituem irregularidades por parte do prefeito Aleudo Benedito. “Não há base jurídica para pedido de investigação, o que existe é interesse no cargo de prefeito, por parte do vereador que articulou a audiência, para que num possível afastamento a mãe dele, a vice-prefeita assuma a prefeitura”, detalha a nota. A comunicação ainda destacou que o prefeito irá se defender das acusações em todas as instâncias na justiça.

Ricardo Oliveira, ex-companheiro de chapa de Nemédio ignora o antigo aliado e afirma que a 3ª via terá candidato em 2024

Em contato com a redação do Blog Vinícius Oliveira, o ex-companheiro de chapa de Márcio Nemédio, Ricardo Oliveira (Mobiliza) ignorou a a decisão do mesmo de unir-se ao prefeito de Salgueiro Marcones Sá.

“Em relação à decisão do nosso ex-companheiro de chapa nas eleições 2020, a gente avaliou aqui e vamos preferir não manifestar opinião, apenas ressaltar que com ele ou sem ele o nosso projeto alternativo e independe da já velha conhecida política local, com a permissão de Deus continuará. Ressalto que o Mobiliza de Salgueiro terá candidatura própria a prefeito, vice e vereadores no pleito municipal de 2024” afirmou.

PF prende Daniel Silveira no Rio de Janeiro

O ex-deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (02) em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Segundo informações, foi encontrado mais de R$ 270 mil na casa do ex-parlamentar no momento da prisão.

A determinação foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão do descumprimento de medidas cautelares também definidas pelo tribunal, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de usar redes sociais.

O ministro do Supremo destacou que o ex-deputado agiu com “completo desrespeito e deboche”, além de danificar a tornozeleira eletrônica, bem como continuou com ataques ao STF e ao Tribunal Superior Eleitoral, “colocando em dúvida o sistema eletrônico de votação“.

Senador Marcos do Val, acusa Bolsonaro de pressioná-lo por golpe

Na madrugada desta quinta-feira (02) 0 senador Marcos do Val (Podemos-ES) anunciou que vai renunciar ao cargo e voltar a morar nos Estados Unidos. O parlamentar tornou sua decisão pública após ter dito, em uma live, que Jair Bolsonaro (PL) tentou coagi-lo a dar um golpe de estado.

“Eu ficava puto quando me chamavam de bolsonarista. Vocês me esperem que vou soltar uma bomba. Sexta-feira vai sair na Veja a tentativa de Bolsonaro de me coagir para que eu pudesse dar um golpe de estado junto com ele, só para vocês terem ideia. E é logico que eu denunciei”, afirmou do Val.

Após a transmissão, Marcos do Val usou sua conta no Instagram comunicou sua “saída definitivamente da política”.

“Não adianta ser transparente, honesto e lutar por um Brasil melhor, sem os ataques e as ofensas que seguem da mesma forma. Nos próximos dias, darei entrada no pedido de afastamento do senado e voltarei para a minha carreira nos EUA”, escreveu o senador.