Categoria: Política

Carlos Veras, único deputado federal do PT-PE, toma posse para o 2º mandato

O deputado federal Carlos Veras (PT-PE) tomou posse nesta quarta-feira (1°), como o único petista eleito pelo Estado para a Câmara Federal. A aposta é que Veras terá maior legitimidade para articular obras e investimentos para a terra natal do presidente Lula.

Desde o início de janeiro deste ano, Veras vem recebendo a visita de dezenas de prefeitos de todas as regiões do Estado em busca dessa aproximação com o Governo Lula.

Quanto ao Governo de Pernambuco, independentemente da posição política da governadora Raquel Lyra (PSDB) em relação ao governo Lula, o parlamentar petista pernambucano reforça seu compromisso com o desenvolvimento do Estado.

Na pauta de requerimentos dos gestores pernambucanos, em sintonia com as pautas do parlamentar, constam importantes obras de infraestrutura como a Transposição do Rio São Francisco e a construção da Ferrovia Nova Transnordestina, além da recuperação e do fortalecimento de empresas e órgãos federais, como a Sudene, Chesf e Codevasf.

As organizações sindicais e sociais também têm em Carlos Veras um legítimo representante na busca por seus direitos, entre elas, a CUT-PE, FETAPE e o MST. Essa parceria está relacionada à origem da militância do petista nesses campos como ativista e sua atuação como parlamentar no primeiro mandato (2018-2023).

Entre as principais ações que marcam sua trajetória, ganham destaque a luta pela revisão das reformas trabalhista e previdenciária, a garantia de investimentos para a agricultura familiar e a defesa dos direitos humanos das ditas minorias, como indígenas, mulheres e LGBTI+, além do combate à fome e defesa da democracia

Trajetória

Eleito para atual legislatura da Câmara Federal como mais de 127 mil votos, entre os dez deputados mais votados e com votos registrados em todos os municípios pernambucanos, Carlos Veras é ex-presidente da CUT-PE (2012) e filiado à Fetape desde os 16 anos de idade.

No ano de 2018, foi eleito o primeiro trabalhador rural deputado federal por Pernambuco, bem como o primeiro pernambucano a presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), durante o ano de 2021.

Bolsonaro prevê que o governo Lula não durará muito tempo

Em sua estreia nos Estados Unidos como conferencista, o ex-presidente Bolsonaro vaticinou que o governo Lula não vai durar muito tempo. Para que não dure, porém, precisa que Lula renuncie ou morra, e aí Geraldo Alckmin, o vice, assumiria a vaga dele.

Ou então que Arthur Lira (PP-AL), que se reelegerá hoje presidente da Câmara, aceite o primeiro pedido de processo de impeachment contra Lula que aparecer; que a Câmara aprove a abertura do processo, e que o Senado casse o mandato de Lula.

Ou, por último, que uma nova tentativa de golpe não fracasse como fracassou a do 8 de janeiro passado. Ali, não houve golpe porque pelo menos três dos 15 generais do Alto Comando do Exército se opuseram. Um deles é o atual comandante do Exército.

De saúde, Lula vai bem. Não dá sinal de que pretenda renunciar ao cargo que mal assumiu. Lira armazenou mais de 100 pedidos de abertura de processos de impeachment contra Bolsonaro. Por que não faria o mesmo com os pedidos contra Lula?

Ao que se sabe, nenhum até aqui foi protocolado na Secretaria da Câmara. Bolsonaro estreou mal como conferencista. Talvez por não ter nada de relevante a dizer. É mais fácil a Justiça decretar sua inelegibilidade e prendê-lo do que o governo Lula ir ao chão.

Bolsonaro criticou os autores dos ataques às sedes dos três Poderes em Brasília, mas logo ressaltou que houve injustiças:

“A gente lamenta o que alguns inconsequentes fizeram no 8 de janeiro. Aquilo não é a nossa direita. Não é o nosso povo. Tem muita gente sendo injustiçada lá. Aquilo não é terrorismo pela nossa legislação. Tem gente que tem que ser individualizada, invasão, depredação, e cada um que pague por aquilo que fez.”

Não se sente culpado por nada que aconteceu. Jamais pensou que algo parecido poderia acontecer. Seu álibi: estava fora do Brasil há mais de uma semana. Tinha direito a descansar e era o que fazia. Está com saudades do Brasil, mas não pretende voltar tão cedo.

Aproveitou a ocasião para pôr novamente em dúvida o resultado das eleições:

“Eu nunca fui tão popular [como] no ano passado. Muito superior a 2018. No final das contas, a gente fica com uma interrogação na cabeça”.

A palestra foi em um centro de eventos em Orlando, sob patrocínio do grupo Yes Brazil USA. Houve quem pagasse para ouvi-lo 10 dólares (ingresso comum) e 50 dólares (ingresso VIP). Depois de amanhã, ele fará uma nova palestra – desta vez em Miami.

Fonte: Metrópoles

Veja os deputados federais de Pernambuco que assumem os cargos a partir de 1º de fevereiro de 2023

Os 25 deputados federais eleitos por Pernambuco em 2022 tomam posse no próximo dia 1º, para um mandato que seguirá até o início de 2027. No pleito do ano passado, mais da metade das cadeiras reservadas para o Estado na Câmara Federal foi conquistada por nomes que já possuem história no Legislativo, apontando para uma renovação tímida na composição da bancada.

Do total de vagas disponíveis, 13 foram conquistadas por políticos que vão renovar seus mandatos e 12 seguiram para novatos no Congresso Nacional. Outras características que chamaram atenção na votação foram a expressiva eleição de evangélicos e a ascensão de alguns representantes de tradicionais famílias pernambucanas.

O candidato mais votado do Estado foi o deputado federal André Ferreira (PL), preferido de 273.265 eleitores. Ferreira é irmão de Anderson Ferreira (PL), ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes que ficou em terceiro lugar na disputa pelo Governo de Pernambuco. Em segundo lugar ficou a deputada estadual Clarissa Tércio (PP), é investigada por supostamente ter incentivado a ação de radicais contra as sedes dos Três Poderes no dia 8 de janeiro. Ela recebeu 240.509 votos.

Completando o top 3 da bancada de Pernambuco, está Pedro Campos (PSB), filho do ex-governador Eduardo Campos e irmão do prefeito do Recife, João Campos (PSB). O socialista conquistou 172.518 votos.

Além de André, Clarisa e Pedro, outros sobrenomes tradicionais do Estado se destacaram entre a lista de deputados federais eleitos no ano passado, como Fernando Filho (União Brasil) – filho do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) -, Lula e Eduardo Da Fonte (PP) – filho e pai -, e Maria Arraes (SD) – irmã de Marília Arraes (SD) -, por exemplo.

O PSB foi o partido que elegeu mais deputados federais em Pernambuco: 5. Depois dele vêm o PP e o PL, com 4 parlamentares cada. Em seguida surgem o União Brasil, com 3 deputados, o Republicanos, com 2, e o Avante, a Rede, o PT, o PV, o Solidariedade, o MDB e o PCdoB com 1 parlamentar cada.

Uma outra característica relevante do último pleito foi a saída da Câmara de nomes tradicionais, como Raul Henry (MDB), Wolney Queiroz (PDT), Daniel Coelho (Cidadania) e Tadeu Alencar (PSB). Alguns deles, como Daniel e Tadeu, ocupam atualmente cargos no governo estadual ou federal.

Confira, abaixo, a lista completa dos parlamentares que vão tomar posse nesta semana:

PSB

PP

Clarissa Tercio – Deputada estadual
Eduardo da Fonte – Deputado federal
Fernando Monteiro – Deputado federal
Lula da Fonte – Estudante

André Ferreira – Deputado federal
Pastor Eurico – Deputado federal
Coronel Meira – Empresário
Fernando Rodolfo – Deputado federal

União Brasil

Republicanos

Silvio Costa Filho – Deputado federal
Augusto Coutinho – Deputado federal

Waldemar Oliveira – Advogado

Rede

PT

Carlos Veras – Deputado federal

Clodoaldo Magalhães – Deputado estadual

Solidariedade

MDB

Iza Arruda – Fisioterapeuta e Terapeuta Ocupacional

PCdoB

Renildo Calheiros – Deputado federal

Fonte: Jornal do Commercio

Aliança Marcones-Edilton: Casamento de raposa?

O relacionamento político tem muitos comportamentos parecidos com o santo sacramento do matrimônio, a diferença é que político, de santo não tem nada.

Circula nos bastidores a informação do rompimento do prefeito de Salgueiro Marcones Sá (PSB) e o seu vice, Edilton Carvalho (Cidadania). Oficialmente, nem o prefeito, nem o vice falam sobre o assunto.

A relação desgastada dos pares traz à tona um casamento que não deu certo. Eles já não comem no mesmo prato , não há diálogo entre si mas continuam ali, dividindo a mesma casa, debaixo do mesmo teto.

O casamento é aliança política selada em 2020 entre Libório e Carvalho, os bens da ressaca do matrimônio político não foram divididos, os cargos continuam.

Alguns rabos de saia já estão se aproximando dos neo-solteiros mas o divórcio, de fato, não foi sacramentado.

Perguntar não ofende: esse casamento ainda tem jeito?

Folha de São Paulo revela parentes de Raquel no Governo

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), nomeou dois primos para cargos no secretariado do governo do estado. Os parentes da governadora nomeados são Bianca Teixeira, agora chefe da Procuradoria-Geral do Estado, e André Teixeira Filho, novo secretário-executivo de Articulação Institucional da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Bianca Teixeira é prima de Raquel Lyra. Ela foi empossada no comando da PGE-PE no dia 2 de janeiro. A governadora, inclusive, também é servidora concursada do órgão. A Procuradoria-Geral do Estado tem status de secretaria. Bianca Teixeira é procuradora concursada desde 1998 e já ocupou a chefia do órgão.

Na campanha eleitoral, a procuradora fez doação para a candidatura de Raquel Lyra. De acordo com o site DivulgaCandContas, do TSE, a doação foi de R$ 2.000 no dia 14 de outubro, em meio ao segundo turno.

Já André Teixeira Filho é primo de quarto grau da governadora. O novo secretário executivo já ocupou os cargos de secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Economia Criativa de Caruaru quando Raquel era prefeita da cidade e também presidiu autarquias municipais da prefeitura. A nomeação dele foi publicada no Diário Oficial do Estado de ontem. A relação de parentesco foi revelada inicialmente pelo Jornal do Commercio.

Em nota, o Governo de Pernambuco disse que, “por determinação da governadora Raquel Lyra”, a equipe da gestão estadual “está sendo escolhida com base em critérios técnicos e de acordo com todas as determinações da legislação vigente, a exemplo da Lei Complementar Estadual nº 97”.

“Para os cargos em comissão, a lei proíbe a nomeação de parentes de até terceiro grau, o que exclui primos, que são parentes em quarto grau”, frisa a administração estadual. O governo pernambucano também reforçou que “André Teixeira Filho não tem parentesco direto com a governadora – seus pais têm relação de parentesco em quarto grau”.

O STF, por meio da súmula vinculante 13, de 2008, estabelece que o nepotismo viola a Constituição Federal. “A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante […] para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal”, diz a súmula.

No entanto, o STF tem afastado, em julgamentos posteriores de casos concretos, a aplicação da súmula de cargos públicos de natureza política, como o primeiro escalão dos governos, excetuando-se os casos de ausência de qualificação técnica ou inidoneidade moral.

Em Pernambuco, uma lei de 2007 de autoria do ex-governador Eduardo Campos (1965-2014) proíbe que parentes de até terceiro grau de governador, vice-governador e secretários ocupem cargos em comissão no Governo de Pernambuco.

Durante a campanha eleitoral em 2022, Raquel Lyra fez críticas ao grupo político que estava no poder em Pernambuco, liderado pelo agora ex-governador Paulo Câmara (PSB), apontando suposta mistura das relações de poder com questões familiares.

Em um dos debates no segundo turno, a então candidata do PSDB criticou a adversária Marília Arraes (Solidariedade) citando embates da rival com o seu primo de segundo grau, o prefeito do Recife, João Campos (PSB).

“Eu não sou teu primo. Aqui não é briga na cozinha da tua casa. Vocês brigam de dia e se arrumam de noite num almoço de domingo e jantar pizza”, disse Raquel.

A campanha eleitoral para o Governo de Pernambuco foi marcada pela presença de clãs familiares. Os cinco principais candidatos eram vinculados ou ligados a famílias influentes historicamente na política pernambucana.

Deputado Gonzaga Patriota visita Prefeito do Recife, João Campos

O deputado federal Gonzaga Patriota esteve nesta quinta-feira (12) no gabinete do prefeito do Recife, João Campos. Durante a visita Patriota presenteou o administrador da Capital Pernambucana com o livro de sua autoria “Minha Vida Bem Vivida”, o qual fala de sua vida como homem público.

Em suas redes sociais João Campos registrou o encontro e legendou dizendo:

“Gonzaga é um exemplo de político. Desde muito jovem representa seu município, Sertânia, e também Pernambuco nas discussões do Legislativo. Foi dez vezes deputado, mostrando ampla defesa dos interesses de nosso Estado em Brasília.

Em 40 anos de vida pública, foi um importante parceiro e trouxe muito para cá, com emendas que geraram investimentos em diversas áreas e viabilizaram projetos para o bem da população. Inclusive, Gonzaga foi decano da Câmara dos Deputados, sendo o parlamentar com maior tempo de atividade na Casa.

Com certeza, uma grande fonte de experiência e histórias. Obrigado pela visita, pelo livro e por representar tão bem Pernambuco por tanto tempo, Gonzaga!”

Deputado italiano defende que Bolsonaro não receba cidadania

O deputado italiano Angelo Bonelli do partido Europa Verde defendeu que o governo federal da Itália não conceda cidadania ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi dada em sessão da Câmara na última segunda-feira (9/1), um dia depois dos atos violentos promovidos por bolsonaristas nas sedes dos Três Poderes.

“Há rumores da imprensa brasileira de que o Jair Bolsonaro, que está atualmente na Flórida, solicitou cidadania italiana. Você sabia que os filhos de Bolsonaro também solicitaram cidadania?”, afirmou o deputado.

“Isso seria um grande problema para a república italiana porque diante dos acontecimentos não pode haver incerteza de não dar a cidadania italiana à família Bolsonaro, sobre quem tramitam processos judiciais na Justiça brasileira”, disse ainda Angelo Bonelli.

Na terça, o ministro de Relações Exteriores, Antônio Tajani, disse que Bolsonaro nunca fez pedido de cidadania italiana.

Pedidos de família

Após o resultado do segundo turno das eleições, os filhos de Bolsonaro, Flávio e Eduardo, foram à embaixada da Itália em Brasília avançar no processo de obtenção de cidadania italiana. Isso foi revelado por reportagem da coluna de Rodrigo Rangel, do Metrópoles.

O senador Flávio Bolsonaro inclusive confirmou que estava tratando do processo de cidadania, mas negou que quisesse sair do país.

“Minha família tem origem italiana e tenho direito de requerer cidadania italiana, o que começou a ser tratado em setembro de 2019”, declarou na época.

Uma outra reportagem da mesma coluna mostrou que a família reuniu documentação para dar entrada no processo de cidadania italiana dos outros filhos de Bolsonaro.

Em 2018, antes de ser eleito presidente, Jair Bolsonaro cogitou pedir cidadania italiana se perdesse a eleição.

Fonte: Metrópoles

 

Deputados estaduais apresentam proposta para criar auxílios moradia, saúde e alimentação

Os deputados estaduais de Pernambuco poderão criar auxílios-moradia, saúde e alimentação para eles mesmos, por meio de projetos de resolução que serão votados na Assembleia Legislativa, em regime de urgência. As proposições foram publicadas no Diário Oficial do Legislativo, nesta terça-feira (10). As iniciativas foram propostas pela Mesa Diretora da Casa de Joaquim Nabuco.

Segundo a proposta, o auxílio-moradia seria fixado em R$ 6.483,39, o equivalente a 22% do salário dos legisladores. Já o auxílio-saúde seria no valor R$ 2.946,99, o correspondente a 10% do salário, e o auxílio-alimentação ficou em R$ 2.946,99, o que representa 10% do salário.

Ao todo, os três auxílios custariam R$ 12.377,37 por cada um dos 49 deputados. No total, o custeio resultaria em R$ 606.491,51 por mês para todo o Legislativo. Por ano, o valor pode alcançar R$ 7.277.898,14.

Ainda segundo as proposições, “as despesas decorrentes desta Resolução correrão por conta de dotações orçamentárias próprias da Assembleia Legislativa”.

Votação

Os projetos foram distruibuídos para os relatores em sessão extraordinária da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (10) e foi aberto o prazo de emendas até sexta-feira. A previsão é de que as proposições sejam votadas na próxima terça-feira (16), junto com a proposta de reforma administrativa da governadora Raquel Lyra (PSDB).

Justificativa

Nas justificativas para o pagamento de Auxílio-alimentação e Auxílio-saúde, o projeto justifica que o pagamento desses auxílios são devidos também aos membros do Poder Judiciário e do Ministério Público, conforme previsão do Conselho Nacional de Justiça – CNJ e do Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP.

Já o auxílio-moradia será devido no caso de atendimento das seguintes condições, cumulativamente: o deputado deve encontrar-se no efetivo exercício de suas atribuições; não exista imóvel funcional disponível para uso do Deputado; o cônjuge ou companheiro, ou qualquer pessoa que resida com o Deputado, não ocupe imóvel funcional, nem receba ajuda de custo para moradia ou auxílio-moradia; e o Deputado ou o cônjuge ou companheiro não seja proprietário de imóvel residencial na Região Metropolitana do Recife.

Verbas de caráter indenizatório

A Mesa Diretora da Casa ainda apresentou o projeto de lei ordinária 3847/2023 que caracteriza como indenizatórias as parcelas correspondentes às gratificações. Segundo a justificativa da proposição, o projeto tem como finalidade “alterar a natureza das verbas percebidas pelos detentores de cargos comissionados e funções gratificadas indicados”.

No projeto de auxílio-saúde e auxílio alimentação, fica estabelecido que a verba “não poderá sofrer qualquer desconto”, inclusive,“não sofrendo incidência de contribuição para a Seguridade Social e não se configurando como rendimento tributável”. O auxílio-moradia também não poderá sofrer descontos de seguridade.

Fonte: Folha de PE

Prefeito de Salgueiro convida Márcio Nemédio para ser secretário

Ao que parece, a novela em torno da secretaria de Cultura e Esportes acabou com a nomeação do neo-secretário Rickson Bruno, mas os bastidores das tratativas envolveram outros nomes.

O prefeito de Salgueiro, Marcones Libório teria se reunido com Márcio Nemédio, candidato a deputado estadual em 2022, pelo Solidariedade. Nemédio já foi presidente da Câmara de Vereadores e candidato a prefeito em anos anteriores, já fez forte oposição a Marcones, mas houve nas eleições 2022, sobretudo no 2º turno, uma reaproximação.

O grupo encabeçado pelo ex vice-prefeito Dr. Cacau, também composto pelos vereadores Bruno Marreca e Nildo Bezerra, estariam nada satisfeitos com a reação de Nemédio, que demonstrou está inclinado a aceitar o convite do prefeito. Segundo fontes do blog, o ex-vereador não atende as ligações e nem responde as mensagens dos companheiros do grupo.

A reportagem entrou em contato com Nemédio mas até a publicação desta matéria não obteve retorno.

Perguntar não ofende: O prefeito estaria preparando um local para acolher o mais recente aliado ou Nemedio ficou a ver navios?

Rickson Bruno é o novo secretário de Cultura e Esportes de Salgueiro

Envolvido no cenário cultural de 2008 a 2010 como ator e iluminação Cênica teve sua primeira passagem pela secretária de Cultura e Esportes como produtor Cultural em 2011.

Em 2014 ingressou nos meio de comunicação na Rádio Asa Branca onde se manteve envolvido na área durante 8 Anos.

Nesse meio tempo pelo seu destaque na área foi convidado para assumir a Coordenadoria de Comunicação nesses últimos 2 anos, em meio aos seus trabalhos na Coordenadoria podia-se perceber o seu cuidado e atenção a secretaria de Cultura e Esportes e o seu conhecimento da pasta.

Para cumprir promessas, Lula depende de Congresso, STF e governadores

“revogaço” de decretos e portarias do governo Bolsonaro e a edição de novas normas que estão dentro das prerrogativas do Poder Executivo deverão intensificar os primeiros dias da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Presidência da República. Para cumprir as promessas feitas ao longo da campanha e reforçadas na posse, porém, o petista não dependerá apenas da própria caneta, mas também da concordância de outros entes, como o Congresso, que toma posse só em fevereiro, o Poder Judiciário e até mesmo governadores e prefeitos.

A retomada na demarcação de terras indígenas, por exemplo, é uma promessa de Lula que, para se consolidar, dependerá da conclusão do julgamento da tese do Marco Temporal pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e também de aprovações caso a caso pelo Congresso.

Em um julgamento que se arrasta há anos e que sempre foi muito atacado por Jair Bolsonaro (PL), o STF está debatendo se só podem ser demarcadas terras ocupadas pelos povos originários até a data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988. Agora, sob o governo Lula, o julgamento deverá ser retomado – mas ainda não há data para isso.

Montagem de base aliada no Congresso

No mês que falta para os deputados e senadores eleitos em 2022 tomarem posse, o governo Lula também terá de se preocupar com a formação de uma base de apoio mais sólida. Com os parlamentares de partidos que hoje estão representados no ministério do petista, Lula tem só um pouco mais do que os 257 votos na Câmara e 41 no Senado que são necessários para aprovar projetos de lei e está longe dos dois terços que são exigidos para aprovar propostas de emenda à Constituição (PECs).

Com isso, o governo que começa terá de negociar muito para conseguir, por exemplo, garantir a continuidade do Bolsa Família de R$ 600 para além de 2023 – medida garantida pela PEC da Transição. Essa relativa fragilidade é uma ótima notícia para Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que querem se reeleger presidentes, respectivamente, da Câmara e do Senado e podem ajudar a ampliar a base se tiverem o apoio do governo nas eleições internas que vão ocorrer no início de fevereiro.

Fonte: Metrópoles

“O presidente Lula já me deu tarefa no Senado”, diz Teresa Leitão

Foto: Péricles Chagas

A deputada estadual Teresa Leitão, que tomará posse como senadora em 1º de fevereiro, enterrou de vez as especulações sobre assumir algum cargo no ministério do governo Lula. “Eu vou exercer meu mandato de senadora por oito anos. É a minha meta”. E acrescentou: “O presidente Lula já me deu tarefa, inclusive, para eu cumprir no Senado”. Sobre o Ministério da Educação, garantiu que quer ajudar o futuro ministro Camilo Santana. As declarações foram dadas em entrevista à Rádio Cidade, de Caruaru.

Teresa Leitão apontou o preconceito de algumas pessoas que especularam que ela trocaria sua vaga no Senado por um cargo no governo federal. “Eu sei que temos setores que especularam isso, alguns de forma bastante deselegante. Como se eu não tivesse condições de exercer o meu mandato no Senado. Eu vou exercer. Vou exercer os oito anos. Se houver alguma intercorrência, alguma necessidade do presidente Lula durante os meus oito anos de mandato, é outra coisa. Mas no momento não tem“.

A senadora diplomada, que tem a pauta da Educação como missão de vida, diz se sentir contemplada com a escolha de Camilo Santana para o Ministério da Educação. “A escolha de Lula foi boa. Eu quero ajudar. Eu conversei com Camilo, vamos ter um papo pessoalmente agora, por esses dias”.

Como integrante da equipe de transição na área da Educação, Teresa Leitão classificou a situação do MEC como “muito difícil”. “Está uma casa sem comando. Os livros didáticos não estão assegurados para todas as redes e agora, em fevereiro, começa o ano letivo. O lapso de aprendizagem gerado pela pandemia não teve nenhuma ação organizada pelo MEC. Os cortes orçamentários das universidades e dos institutos federais de Educação precisam ser recompostos. O diálogo federativo com os prefeitos, com os governadores, também precisa ser recuperado. Então eu quero contribuir neste aspecto e vou realmente manter essa bandeira que, para mim, é a causa da minha vida”.

Teresa afirma que seu mandato está posto para contribuir para o novo governo no que for preciso, mas especialmente sobre o tema da Educação. “O povo brasileiro espera que a gente faça todo o esforço possível para que o Brasil volte a funcionar. Então eu quero contribuir nesse processo como senadora eleita com a confiança de 2.061.276 de pernambucanas e pernambucanos. Vou honrar esse mandato. Tomarei posse no dia 1º de fevereiro, com todo orgulho, com toda honra, e serei a primeira mulher senadora de Pernambuco”.

Gonzaga Patriota admite disputar Prefeitura de Petrolina

Em entrevista gravada para o programa Frente a Frente, há pouco, o deputado federal não reeleito Gonzaga Patriota (PSB) admitiu que pode disputar, em 2024, a Prefeitura de Petrolina. Se isso se confirmar, será a terceira vez que ele tentará chegar ao Poder Municipal da capital do Vale do São Francisco. Em 2004, ele por pouco não foi eleito, tendo recebido 37.460 votos, contra 41.001 creditados ao atual senador Fernando Bezerra Coelho (MDB).

A entrevista vai ao ar às 18 horas pela Rede Nordeste de Rádio, formada por mais de 40 emissoras em Pernambuco, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a 102,1 FM.

Fonte: Magno Martins

Raquel Lyra – O que esperar na montagem do seu secretariado?

ESCRITO POR WELLINGTON RIBEIRO

Faltando apenas uma semana para tomar posse, a futura governadora Raquel Lyra tem neste últimos dias antes do fechamento do ano a missão e desafio de montar a sua equipe do secretariado. O silêncio da ex-prefeita caruaruense quanto aos nomes que devem compor este primeiro escalão tem gerado um clima de ansiedade na classe política.

Diferente da maioria dos que são eleitos governadores (as), Raquel Lyra não precisou recorrer a comum prática de obter apoios políticos por meio do loteamento dos espaços no Governo. Muito pelo contrário. Disputou uma eleição no 1º turno com um número diminuto de apoios, dos quais constavam apenas 8 prefeitos, 1 deputado federal e 1 estadual, além de poucas lideranças locais. O resultado é que surpreendeu nas urnas e foi para o 2º turno com uma campanha que apontava para um favoritismo de êxito na disputa. Nesta segunda etapa acabou recebendo uma avalanche de apoios, dos quais grande parte sequer tiveram a oportunidade de conversar com ela para condicionar esta adesão à compromissos futuros, já que a candidata se encontrava em estado de luto pelo falecimento do esposo. Agora, chegada a hora de montar a sua equipe, Raquel se encontra em uma situação bastante confortável, sem amarras e poucos compromissos. No entanto, isto não a desobriga a montar seu secretariado sem ceder espaço a partidos e lideranças.

Pelos sinais que tem emitido e o sentimento de insatisfação e frustração notado em algumas lideranças que a acompanharam desde o 1º turno e entre algumas que ingressaram no seu palanque no 2º turno, Raquel sugere que vai privilegiar a nomeação de quadros mais técnicos e que a acompanham desde a sua passagem pela prefeitura de Caruaru. Além disso, tem resistido a conceder secretarias com porteiras fechadas para partidos ou lideranças.

ESCALAÇÃO – Coordenadora da equipe de transição, a vice-governadora Priscila Krause tem que assumir papel de destaque no secretariado. Vista como um dos mais qualificados quadros da política pernambucana na atualidade, Priscila não pode ficar apenas na função de substituta de Raquel. Seria um desperdício comparado à seleção da Argentina jogar a Copa do Mundo com Messi no banco.

COMO SERÁ? – Raquel tem pela frente o desafio de não privilegiar de forma desproporcional partidos e lideranças na distribuição de espaços. Caso contrário estará passando de forma desnecessária, mas consciente, uma mensagem hostil àquele que a ajudou porém se viu contemplado de forma incompatível com o seu tamanho.

MDB – Partido que tem no senador licenciado Jarbas Vasconcelos a sua maior liderança no estado, o MDB hoje é tocado pelo senador Fernando Dueire. A sigla tem tudo para garantir o seu espaço no 1º escalão. Mas uma coisa é certa: O MDB de Dueire é bem diferente do MDB de Raul Henry. Contemplar Raul não é contemplar Dueire. Caso Raul figure no primeiro escalão ele deve ser contabilizado na cota pessoal de Raquel.

PODEMOS – Comando por Ricardo Teobaldo, o partido é visto com grande possibilidade de abocanhar um espaço no novo Governo. O que se comenta é que havendo um convite, a depender da relevância do posto, Teobaldo estaria mais inclinado a indicar um nome do que a assumir algo. Vamos aguardar!

PL – Apesar de não ter anunciado estrategicamente o apoio formal à Raquel no 2º turno para não levar a imagem do bolsonarismo para o palanque, o comandante do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, orientou o seu exército a caminhar com ela. Vale destacar que o PL terá 5 deputados estaduais na ALEPE a partir do próximo ano. Neste conjunto podemos contabilizar também o deputado Joãozinho Tenório do Patriota, aliado de Anderson e André Ferreira. Pelo tamanho do partido é esperado também que seja contemplado no 1º escalão.

CIDADANIA – Depois dos rumores de que Daniel Coelho teria ficado insatisfeito com o espaço que lhe foi oferecido, a expectativa é de o deputado federal seja colocado em um lugar de destaque tamanha a fidelidade e dedicação à eleição de Raquel. Fontes revelaram ao Blog que Daniel se sentiria contemplado em Desenvolvimento Urbano e Habitação ou Turismo. Ter Daniel em qualquer desses espaços seria um acerto.

PROGRESSISTAS – Liderado pelo deputado Federal Eduardo da Fonte, o PP foi um aliado importante no 2º turno levando a sua tropa em peso para Raquel. Além disso, o partido será na próxima Legislatura na ALEPE a 2º maior bancada no geral e a maior bancada da sua base de apoio. A nova governadora se reúne nesta segunda com Eduardo para definir o espaço do partido.

MIGUEL COELHO – Pertencente ao União Brasil, Miguel Coelho lidera a ala do partido que apoiou a ex-prefeita de Caruaru no 2º turno. Miguel e Raquel já tiveram duas conversas para definir o espaço do ex-prefeito de Petrolina no seu Governo, mas ambas foram inconclusivas. Irão se reunir novamente para ajustar os ponteiros e definir a secretaria que ficará sob o comando de Miguel. A pasta de Desenvolvimento Econômico estaria na mira.

GUILHERME COELHO – Candidato ao Senado na chapa de Raquel, o petrolinense tem o nome em alta para ocupar a Secretaria de Desenvolvimento Agrário, área que possui grande identificação.

REPUBLICANOS – Ganha corpo a informação de que Raquel teria aberto diálogo com a sigla comandada pelo deputado federal Silvio Costa Filho. Caso se confirme a participação no futuro Governo, o nome do deputado estadual eleito Mário Ricardo é visto como opção para o secretariado.

ARMANDO MONTEIRO – O ex-senador foi uma figura importante na campanha de Raquel, ajudando inclusive na abertura de palanques nos municípios. O que se tem notícia é que Armando não tem interesse algum em ser secretário, mas gostaria de emplacar Fred Loyo na Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

ALGUÉM RESPONDE? – Quais secretarias que Raquel Lyra irá distribuir para os partidos e lideranças?

Fonte: Blog Ponto de Vista

O ex-ministro que vem pedindo um golpe a Bolsonaro

Bolsonaro está incomodado com as investidas de seu ex-ministro; o presidente não acredita que as Forças Armadas irão embarcar em um golpe

 

Cercado por ministros e aliados, Jair Bolsonaro se prepara para fazer o pronunciamento aos brasileiros após derrota nas eleições, no Palácio do Planalto – Metrópoles – Metrópoles
O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), em discurso após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições

Gilson Machado, ex-ministro do Turismo do governo Bolsonaro, vem insistindo com Jair Bolsonaro para que ele invoque o artigo 142 da Constituição e dê um golpe para se manter no poder.

Machado visitou Bolsonaro no Palácio Alvorada algumas vezes nas últimas semanas para tentar convencer o presidente, que está incomodado com as investidas de seu ex-ministro. Bolsonaro não acredita que as Forças Armadas irão embarcar na aventura golpista e ilegal.

 

O auxiliar de Bolsonaro deixou o ministério no ano passado para concorrer ao Senado em Pernambuco, mas não foi eleito.

A leitura golpista do texto feita por aliados de Bolsonaro defende que os militares teriam autorização para ser uma espécie de “Poder Moderador” e interferir na política para dirimir conflitos entre os Poderes da República.

A leitura é golpista porque em momento algum o artigo menciona isso. A Constituição de 1988 determina que a palavra final para solucionar conflitos e impasses entre os Poderes é do STF, como reforçou o ministro Luís Roberto Barroso em uma decisão de 2020

Guilherme Amado – Metrópoles