Categoria: Saúde

Calor intenso traz riscos à saúde dos pets; confira quais cuidados são essenciais

Foto: Divulgação

Médica veterinária explica que cães e gatos quase não transpiram e são mais propensos à hipertermia do que humanos

Aquela olhadinha na temperatura dos próximos dias vem assustando os brasileiros e não é para menos. A previsão é de que, em diversos estados, os termômetros atinjam mais de 40°C, recorde de calor que pode afetar não só os humanos, mas os pets também. A atenção à saúde nesses dias deve ser redobrada! É o que explica a médica veterinária e coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Unime, Aline Quintela.

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Dia Mundial do Alzheimer: O avanço no tratamento por meio de uma abordagem abrangente

Médico destaca a importância do apoio familiar e das estratégias de estilo de vida

O lecanemabe recebeu atenção mundial depois de ter sido o medicamento mais recente aprovado para a doença de Alzheimer e o primeiro tratamento aprovado para Alzheimer pela Administração de Alimentos e Medicamentos (Food and Drug Administration, FDA) dos EUA em mais de 20 anos.

O donanemabe, um outro medicamento da classe, está sob análise para receber aprovação similar. A previsão é que a aprovação aconteça em um ano. O Dr. Vijay Ramanan, Ph.D., neurologista comportamental na Mayo Clinic em Rochester, Minnesota, diz que é importante ver essas novas opções como possível parte de um plano geral de tratamento.

 

“Tentamos não transformar qualquer opção de tratamento em uma discussão de tudo ou nada com os pacientes, porque o controle da doença de Alzheimer deve ser um processo abrangente”, explica o Dr. Ramanan.

Os novos desenvolvimentos nas opções de tratamento da doença de Alzheimer tornam o Mês Mundial do Alzheimer, em setembro, particularmente oportuno.

O que o novo medicamento para Alzheimer significa para os pacientes

O lecanemabe é um medicamento promissor na remoção de placas amiloides do cérebro. Elas são os primeiros marcadores da doença de Alzheimer. Em seu estudo clínico, o tratamento com lecanemabe ao longo de 18 meses diminuiu modestamente o avanço do declínio cognitivo, mas ele não pode ser usado por todos os pacientes, de acordo com o Dr. Ramanan.

“O lecanemabe só é adequado para os pacientes que receberam a confirmação para estágios relativamente leves da doença de Alzheimer”, explica ele. “Não há evidências que apoiem o uso do medicamento em pacientes com estágios mais avançados da doença ou em pacientes com funcionamento cognitivo normal.”

Os pacientes tomarão o lecanemabe a cada duas semanas por via intravenosa e farão exames regulares de ressonância magnética para verificar se há inchaço e/ou sangramento no cérebro, um efeito colateral conhecido como anormalidades de imagem relacionadas à amiloide ou ARIA.

“A perspectiva de ter algo que retarde o avanço da doença por meio da remoção da placa amiloide, um elemento importante da doença, faz com que o medicamento seja de especial interesse”, explica o Dr. Ramanan. “Entretanto, esses medicamentos são complexos e não serão a opção correta para todos os pacientes, o que indica a necessidade de considerar as nuances envolvidas, e também as conversas individualizadas na clínica.”

A importância do apoio familiar e das estratégias de estilo de vida

Para alguns pacientes que estão considerando o uso do lecanemabe, o comprometimento com infusões periódicas e exames regulares de ressonância magnética podem ser incompatíveis com o estilo de vida ou objetivos e, de acordo com o Dr. Ramanan, tomar uma decisão compartilhada com os pacientes e seus familiares sobre essas nuances devem ser discutidas.

Mesmo que o paciente não prossiga com a nova medicação, ele pode incorporar outros tratamentos medicamentosos para a doença de Alzheimer e estratégias de estilo de vida para ajudar o cérebro. Os hábitos de estilo de vida incluem atividade física, permanecer em convívio social, manter a mente ativa, consumir uma dieta balanceada e ter uma boa noite de sono.

“Tudo isso soa familiar, mas os fundamentos que são bons para o coração e o cérebro realmente afetam a saúde a longo prazo”, explica o Dr. Ramanan.

O futuro do tratamento do Alzheimer

O Dr. Ramanan explica que, no futuro, os pacientes com a doença de Alzheimer poderão necessitar de combinações específicas de medicamentos, dependendo dos sintomas e outros fatores, como no caso de pacientes com pressão arterial elevada, HIV e outras doenças complexas.

De acordo com o Dr. Ramanan, a pesquisa com a proteína tau, que se acumula no cérebro, vem despertando grande interesse na área. Como e quando a tau se acumula no cérebro são fatores estreitamente vinculados aos tipos e ao momento dos sintomas. Os primeiros estudos clínicos estão em andamento para verificar se a administração de medicamentos ao sistema nervoso pode reduzir o acúmulo de tau, entre outras estratégias.

“Reconhecemos que ainda não existe cura para o Alzheimer e doenças relacionadas, nem estratégias de prevenção integrais e completas para elas”, explica o Dr. Ramanan. “Mas, assim como com outras doenças, o futuro quase certamente exigirá uma combinação de estratégias de estilo de vida e, com sorte, terapias medicamentosas cada vez melhores.”

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SETEMBRO AMARELO: Quando é hora de pedir ajuda? Psicóloga alerta para os cuidados com a depressão


Segundo a Organização Mundial de Saúde, a população do país é a quinta mais depressiva do mundo

A depressão é um transtorno psicológico caracterizado por tristeza persistente e falta de interesse para realizar atividades que antes eram consideradas divertidas. Identificar a depressão pode ser desafiador, pois os sintomas variam de pessoa para pessoa e podem se manifestar de muitas formas.

No Brasil, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que o país tem a quinta população mais depressiva do mundo, sendo número um na América Latina, com um total de 19 milhões de indivíduos na condição de depressão e ansiedade.

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16 de setembro é o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose: Entenda o que é e como se prevenir dessa doença vascular

Apesar de haver diversos tratamentos minimamente invasivos, o ideal é atuar de forma a se prevenir da doença

Os problemas de circulação estão entre algumas das doenças mais comuns especialmente para pessoas mais idosas, mas também podem atingir pessoas de idades distintas.  O cirurgião vascular do Hospital Edmundo Vasconcelos, Vinicius Bertoldi, esclarece que a saúde vascular é essencial para uma vida plena e ativa e para a qualidade de vida de qualquer pessoa. O Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose é celebrado em 16 de setembro com o intuito de conscientizar a população em relação à doença que atingiu nos últimos dez anos mais de 420 mil brasileiros. Um dos principais tipos é a trombose venosa profunda.

“Ela ocorre quando um trombo (coágulo sanguíneo) se forma dentro de uma veia, principalmente nos membros inferiores, interferindo no fluxo sanguíneo normal. Em algumas circunstâncias esse trombo pode se “soltar” da veia ser levado pela circulação até as artérias pulmonares, levando sua obstrução, situação conhecida como embolia pulmonar”, destaca o especialista.

O médico aponta que entre os principais sintomas da trombose venosa profunda estão o inchaço, dor e sensibilidade na área afetada, vermelhidão ou calor na pele sobre a veia, a aparição de veias dilatadas e visíveis e a sensação de peso ou cansaço nas pernas. “Caso haja a suspeita de trombose, o ideal é buscar ajuda médica imediatamente. O médico realizará a avaliação dos sintomas, fará exames especializados e determinará o melhor plano de ação”, esclarece.

Segundo ele, alguns tratamentos podem ser feitos de forma individualizada e podem incluir o uso de anticoagulantes para prevenir o crescimento do coágulo e reduzir o risco de complicações, a compressão graduada para melhorar o fluxo sanguíneo e reduzir o inchaço e, em alguns casos, até mesmo procedimentos minimamente invasivos podem ser recomendados para remover ou dissolver o coágulo.

Bertoldi explica que mesmo com os tratamentos à disposição, o ideal é atuar de forma preventiva para evitar a trombose. “Mantenha-se ativo, evite o sedentarismo, hidrate-se adequadamente e mantenha um peso saudável. Se você estiver em um grupo de risco, converse com um médico sobre as medidas específicas de prevenção”, finaliza.

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10 piores alimentos consumidos por brasileiros destacam a urgência da conscientização sobre escolhas alimentares

A seleção e acesso a bons alimentos é fundamental para a promoção da saúde, prevenção de doenças e redução da insegurança alimentar

O Brasil enfrenta desafios significativos em relação à alimentação, da desnutrição à obesidade. Estudo com base na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS – Ministério da Saúde e IBGE), no Brasil, a taxa de obesidade aumentou de 20,8% em 2013 para 25,9% em 2019. A desnutrição também se mantém um problema, especialmente entre as famílias que vivem com menos de dois salários mínimos, residentes em áreas menos desenvolvidas, e que comumente dependem de alimentos processados e ultraprocessados.

A desnutrição decorre da falta de nutrientes essenciais. “Ela pode ser causada por ingestão insuficiente de alimentos ou por má alimentação, ou seja, consumir produtos não saudáveis. Por isso, escolher bem os alimentos, ter moderação e variedade no consumo de alimentos, são fatores básicos para uma alimentação saudável e equilibrada”, explica a gerente de nutrição da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Tatiana Bononi.

Na lista dos piores alimentos consumidos pelos brasileiros, destacam-se:

  1. Refrigerantes (diet ou normal);
  2. Batata frita;
  3. Carnes processadas (bacon, salchichas, nuggets, enlatados);
  4. Sorvete;
  5. Biscoitos recheados;
  6. Churros recheados;
  7. Cachorro-quente;
  8. Margarina;
  9. Salgadinhos de pacote;
  10. Macarrão instantâneo.

“A complexidade dos problemas alimentares traz a necessidade de promoção e conscientização urgente da população sobre a boa nutrição e como selecionar bem os alimentos. Isso é fundamental para melhorar os problemas de desnutrição e obesidade, que hoje abrange todas as faixas da população, mas principalmente os de baixa renda”, comenta a nutricionista.

O percentual de pessoas que sofrem com a insegurança alimentar no país aumentou nos últimos anos e atingiu 70,3 milhões de pessoas, de acordo com o relatório Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo da ONU (Organização das Nações Unidas). No mundo, os números chegam a 735 milhões com fome e 2,4 bilhões em insegurança alimentar.

Alimentos que “enchem” e alimentos que nutrem

Identificar e selecionar os alimentos é fundamental para uma boa nutrição e para evitar o consumo de alimentos com “calorias vazias”. “São alimentos que enchem, mas não nutrem. Tem hiper sabor, vem em grandes quantidades, mas não saciam e não nutrem o organismo para se manter saudável, restaurar as energias e se recuperar do esforço do dia a dia, seja ele físico ou mental”, esclarece Bononi.

O Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, orienta sobre os tipos de alimentos e o processamento empregado na produção de cada um, fator determinante no sabor, nutrientes presentes no alimento e no impacto social e ambiental.

Alimentos in natura ou minimamente processados

Os alimentos in natura devem ser a base todas as alimentações e são obtidos diretamente de plantas ou animais, não sofrem qualquer modificação após deixarem a natureza ou foram minimamente processados, como remoção de partes não comestíveis ou indesejáveis, fermentação, pasteurização ou congelamento, para chegarem com qualidade ao consumidor. Esses alimentos não recebem sal, açúcar, óleos, gorduras, nem outros ingredientes.

Exemplos: hortaliças (legumes e verduras) e frutas in natura ou embalados, fracionados, refrigerados ou congelados; arroz, milho (em grão ou na espiga) e outros cereais em grãos; feijões (preto, carioca, fradinho, vermelho, guandu, branco, etc); suco de fruta (natural ou pasteurizado e sem adição de açúcar ou outras substâncias); castanhas; farinhas de mandioca, de milho ou de trigo e macarrão ou massas frescas ou secas feitas com essas farinhas e água; carnes de gado, de porco e de aves e pescados frescos, resfriados ou congelados; leite pasteurizado, UHT ou em pó; iogurte (sem adição de açúcar); chá, café, água potável; ovos.

Ingredientes culinários

Os ingredientes culinários são extraídos de alimentos in natura ou outras fontes da natureza, sendo usados para temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias. Devem ser utilizados em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos.

Exemplos: óleos de soja, de milho, de girassol e de canola; azeite de oliva; manteiga; banha de porco; gordura de coco; açúcar de mesa branco, cristal, demerara ou mascavo; açúcar de coco; sal de cozinha refinado ou grosso.

Alimentos processados

Os alimentos processados são alimentos in natura ou minimamente processados que recebem sal, açúcar, vinagre ou óleo para durarem mais tempo. As técnicas de fabricação incluem cozimento, fermentação, salmoura, entre outros.

Exemplos: conservas de cenoura, pepino, ervilhas, palmito, cebola, couve-flor, dentre outros legumes, preservados em salmoura ou em solução de sal e vinagre; extrato ou concentrado de tomate (com sal e/ou açúcar); frutas em calda ou cristalizadas; geléias; carne seca e toucinho; sardinha e atum enlatados; queijos; pães feitos com farinha de trigo, fermento, água e sal.

Alimentos ultraprocessados

Os alimentos ultraprocessados são formulações industriais à base de ingredientes extraídos ou derivados de alimentos (óleos, gorduras, açúcar, amido modificado) ou, ainda, sintetizados em laboratório (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor, etc.). Os rótulos podem conter listas enormes de ingredientes. E a maioria deles tem a função de estender a duração do alimento, ou, ainda, dotá-lo de cor, sabor, aroma e textura para torná-lo atraente. Quando presentes, ingredientes in natura ou minimamente processados aparecem em proporção reduzida.

Exemplos: guloseimas em geral (bolachas, chocolates, pirulitos, sorvetes etc.); cereais matinais açucarados; bolos e misturas para bolo; margarina; barras de cereal; sopas, macarrão e temperos “instantâneos”; molhos prontos; salgadinhos “de pacote”; refrescos e refrigerantes; iogurtes e bebidas lácteas adoçados e aromatizados; bebidas energéticas; produtos congelados e prontos para aquecimento (lasanha, pizza, nuggets etc.); pães, bolachas e biscoitos feitos com gordura vegetal hidrogenada, açúcar, amido, soro de leite, emulsificantes e outros.

“Um grande número de ingredientes e a presença de nomes pouco familiares, como  gordura vegetal hidrogenada, xarope de frutose, espessante, aromatizante, corante, indicam que o produto é um ultraprocessado. A maioria dos ultraprocessados é consumida no lugar de alimentos como frutas, leite e água ou, até mesmo, de preparações culinárias. Esses são alimentos que devem ser evitados ou ter seu consumo reduzido. Eles favorecem o consumo excessivo de calorias, prejudicam a sensação de saciedade e são formulados para que sejam extremamente saborosos favorecendo o “comer sem parar”, adverte a nutricionista.

A seleção e diversificação de alimentos, proporcionam ganhos mais otimizados de nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo. “Evitar muitos desses alimentos completamente pode ser difícil, mas reduzir a frequência e a quantidade em que são consumidos contribui para melhorar a saúde”, finaliza Bononi.

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Nordeste: Especialista dá dicas de cuidados para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti

Aedes aegypti

Brasil tem alta nos casos de infecções com os dois vírus ao mesmo tempo, zika e chikungunya

Com a proximidade da estação mais quente do ano, o clima no Nordeste e no Brasil, se torna mais favorável para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, causador de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. No cenário mundial, a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem feito seguidos alertas de que a dengue pode virar pandemia e já foram registrados mais de três milhões de casos no mundo, sendo o Brasil, a Bolívia, a Argentina e o Peru os países mais afetados.

No Brasil, inclusive, uma análise de vigilância genômica e epidemiológica de arboviroses (doenças transmitidas por mosquitos) realizada recentemente, revelou que os casos de chikungunya aumentaram sete vezes e os de dengue, três vezes este ano no comparativo com o mesmo período de 2022.

Segundo Ednon Jose Martins Mendes Da Cunha, coordenador do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, sobretudo com a proximidade do verão, estação mais quente do ano, a população deve redobrar os cuidados básicos necessários para evitar a proliferação do inseto.

“Esse mosquito é conhecido por ser um vetor de várias doenças tropicais graves em humanos. É uma espécie que se adaptou bem ao ambiente urbano e se reproduz em áreas com água parada. Além disso, o Aedes aegypti é o principal vetor de transmissão de algumas doenças virais importantes, em especial, a dengue e a zika. Portanto, é importante ressaltar que os cuidados devem ser permanentes por parte da sociedade”.

Ednon destaca que os principais sintomas da doença, são: febre alta acima dos 38°C; dor no corpo e articulações; dor atrás dos olhos; mal estar; falta de apetite; dor de cabeça; manchas vermelhas no corpo. Além disso, o especialista explica que, no entanto, a infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas) e apresentar quadro leve.

Por fim, o especialista dá algumas dicas sobre como é possível agir para manter os cuidados e evitar a proliferação do mosquito. Confira:

Elimine locais de reprodução: O mosquito Aedes deposita seus ovos em água parada. Portanto, é essencial eliminar todos os recipientes que possam acumular água em sua casa e arredores, como vasos de plantas, pneus velhos, garrafas vazias, latas e recipientes de plástico;

Mantenha a limpeza: Mantenha sua casa e quintal limpos e livres de lixo, entulho e objetos em desuso que possam acumular água;

Cubra recipientes de água: Se você tiver tanques de água, caixas d’água ou cisternas, certifique-se de que estejam devidamente tampados para evitar a entrada de mosquitos;

Limpe ralos e calhas: Certifique-se de que ralos e calhas estejam limpos e desobstruídos para que a água possa escoar livremente;

Use repelente: Ao sair de casa, especialmente em áreas onde o mosquito Aedes é comum, aplique repelente de insetos na pele exposta. Certifique-se de seguir as instruções do rótulo;

Use roupas adequadas: Vista roupas de manga longa e calças compridas quando possível, para reduzir a exposição da pele aos mosquitos;

Instale telas em janelas e portas: Use telas em suas janelas e portas para impedir que os mosquitos entrem em sua casa;

Evite horários de pico: O mosquito Aedes é mais ativo durante o amanhecer e o entardecer. Tente evitar atividades ao ar livre durante esses horários, se possível;

Elimine criadouros comunitários: Participe de esforços de limpeza e educação em sua comunidade para eliminar criadouros de mosquitos Aedes em áreas públicas;

Esteja ciente dos sintomas: Fique atento aos sintomas de doenças transmitidas pelo Aedes, como febre alta, dor no corpo, manchas vermelhas na pele, dores nas articulações e olhos vermelhos. Procure atendimento médico se apresentar esses sintomas.

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Criança cearense que ganhou direito ao remédio mais caro do mundo vai a Curitiba receber dose

Júlia Maria irá viajar com a mãe nesta quarta-feira (13) Foto:Reprodução/Instagram

A cearense Júlia Maria, de 2 anos, que ganhou o direito de receber o medicamento Zolgensma da União — considerado o remédio mais caro do mundo no valor de R$ 6 milhões — finalmente irá tomar a dose única do fármaco. Para poder tomar a medicação, a criança irá viajar com a mãe para Curitiba (PR), nesta quarta-feira (13).

A dose do medicamento será aplicada no Hospital Angelina Caron, instituição privada de caráter filantrópico, na próxima sexta-feira (15).

Jozelma Silva Souza, 22, a mãe da criança, explica que elas irão em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea. O voo foi custeado pela Unimed, e o período em que ela ficará no Hospital será pago com o valor arrecadado por meio de uma vaquinha virtual.

“Meu coração tem gratidão e fé que vem cada dia coisa melhor pra gente. São dois anos e três meses de Deus mostrando milagres em nossa vida. Hoje, eu não duvido mais de nada, só confio no senhor. Ele tem planos melhores que o meu! E eu digo Júlia vai surpreender a todos ainda, a medicina, Júlia vai andar! Volterei para falar sobre isso”, falou com emoção a mãe da pequena Júlia Maria.

A HISTÓRIA DE JÚLIA

A história de Júlia Maria, de 2 anos, chamou atenção das redes sociais após o ministro Cristiano Zanin determinar que a União fornecesse o medicamento Zolgensma a ela.

Na semana passada, Jozelma iria com a filha para Curitiba para tomar a dose do medicamento. Estava marcado para que ela recebesse o fármaco no dia 5 de setembro, mas houve um atraso no pagamento.

“A médica dela teria passado que seria dia 5, a aplicação. Teríamos de estar dia 3. No dia 2, ela informou que não seria necessário a viagem, pois o Governo Federal ainda não tinha depositado o dinheiro pra compra da medicação. Tivemos que cancelar os planos”, explicou a mãe.

 A esperança da mãe de Júlia Maria é que a dose de Zolgensma possa trazer uma nova vida para a filha.

Fonte: Diário do NE

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Otorrinolaringologistas alertam para aumento de cirurgia de língua presa em bebês

A Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica e a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia esclarecem sobre o assunto em campanha com o tema: “Meu filho tem língua presa. E agora, doutor?”

A língua presa, também chamada cientificamente de anquiloglossia, é uma condição que atinge de 2,8% a 10,7% dos bebês, segundo estudos internacionais da área médica. Considerada uma anomalia congênita, ela ocorre quando o freio ou frênulo lingual, que é a membrana embaixo da língua responsável por prender o órgão na boca, é menor que o normal ou posicionada muito próximo da ponta da língua.

No Brasil, desde 2014, vigora a Lei nº 13.002 que tornou obrigatória a realização do Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua, também conhecido como “teste da linguinha”, com o objetivo de identificar precocemente o problema em recém-nascidos. De acordo com o Ministério da Saúde, o exame permite detectar se há alguma alteração de tamanho e anatomia na membrana embaixo da língua capaz de dificultar a amamentação e interferir no desenvolvimento da fala, mastigação, deglutição e dentição ao longo do crescimento da criança.

Diante do diagnóstico positivo para anquiloglossia, o procedimento cirúrgico de incisão no freio lingual, chamado de frenectomia ou frenulotomia, tem aumentado, chegando a crescer 800% em todo o mundo, segundo a nota técnica da Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica, de 2022.

O cenário acendeu um alerta em organizações representativas da comunidade médica, entre elas a Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica (ABOPe), a qual avalia que é preciso ter cuidado com esta intervenção.

Em nota técnica, a entidade questiona critérios considerados controversos no teste da linguinha e chama a atenção para o fato de que a frenectomia “não é isenta de riscos, ainda mais em locais sem estrutura adequada, como consultórios de profissionais não médicos, que não têm treinamento para lidar com complicações da anestesia local em bebês e complicações do procedimento em si (sangramento, infecção)”.

Segundo os especialistas, nem todos os casos em que se identifica a língua presa justificam a cirurgia. Além disso, um diagnóstico definitivo nos primeiros dias de vida não é o recomendado, uma vez que os bebês ainda estão aprendendo a mamar e as mães a amamentar, sendo que a língua presa pode não ser a causa de uma eventual dificuldade que eles estejam enfrentando nessa tarefa.

“Como otorrinolaringologistas, vemos casos de dificuldade de amamentação por outras causas que não correspondem ao freio lingual curto, como malformações das vias aéreas e alterações neurológicas que, em um primeiro momento podem não ser fáceis de diagnosticar e exigem avaliação e acompanhamento médico”, esclarece a presidente da ABOPe, Cláudia Schweiger.

Campanha

Para orientar os pais e profissionais da saúde sobre o que fazer em casos identificados com essa anomalia, a ABOPe e a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) promovem a Campanha Nacional da Otorrino Pediátrica, com o tema: “Meu filho tem língua presa. E agora, doutor?”. Com início nesta segunda-feira (11/09), a ação promove a propagação de conteúdos educativos e sana dúvidas nas redes sociais.

“Vamos informar sobre causas, sintomas, questões ligadas ao diagnóstico e tratamentos disponíveis para essa condição. A língua presa pode levar ao desmame dos bebês mais cedo que o tempo ideal, pois gera dificuldade da pega correta do seio e dor na mãe ao amamentar. Essa situação impacta a qualidade de vida do recém-nascido e da mãe, trazendo insegurança e angústia à família. Por isso, queremos apoiar e orientar os pais com informações médicas”, afirma Cláudia.

A médica enfatiza a necessidade e a importância da avaliação anatômica e funcional especializada antes da indicação de qualquer intervenção. “Os riscos de complicações não se limitam somente ao período imediatamente após o procedimento, mas também a estágios posteriores durante o processo de cicatrização. Além disso, é fundamental reconhecer situações em que o procedimento é contraindicado e poderia piorar sintomas respiratórios”, esclarece a presidente da ABOPe.

Durante todo o mês de setembro serão compartilhados vídeos, posts e lives com médicos da Otorrinolaringologia Pediátrica e Pediatria para instruir a população sobre o assunto. Capacitações voltadas à área médica também serão realizadas pela ABORL-CCF. Para acompanhar as informações, basta acessar os perfis de Instagram abopediatrica e otorrinoevoce.

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08/09 – Dia Mundial da Fibrose Cística; tosse persistente, falta de ar e suor salgado podem ser sinais da doença

8 de setembro é o Dia Mundial da Fibrose Cística, doença que afeta um em cada 25 brasileiros e provoca danos nos sistemas respiratório e digestivo

Rara e não conhecida a fundo por grande parte da sociedade, a fibrose cística é uma doença genética que afeta principalmente os sistemas respiratório e digestivo. Causada por mutações em um gene chamado CFTR (Cystic Fribrosis Transmembrane Conductance Regulator), resulta na produção de uma proteína defeituosa que danifica as glândulas produtoras de muco, suor e enzimas digestivas.

A campanha de saúde em destaque neste mês é denominada Setembro Roxo e aborda a conscientização sobre a fibrose cística, doença que, além de crônica, é progressiva e afeta cada indivíduo de maneira diferente. O tratamento geralmente é multidisciplinar, envolvendo terapia de fisioterapia para auxiliar na mobilização do muco nos pulmões, medicamentos para melhorar a função pulmonar e enzimas digestivas para auxiliar na digestão, além de suporte nutricional, entre outros. Os pacientes que são diagnosticados com a doença conseguem produzir muco de 30 a 60 vezes mais espesso que o comum.

Não há cura para a doença, mas os avanços na medicina vêm proporcionando, ao logo dos anos, qualidade de vida por meio do controle dos sintomas que previnem futuras complicações aos pacientes, além de novos tratamento promissores que tendem, pela primeira vez, alterar o curso progressivo da doença. No Brasil, uma em cada 25 pessoas carregam o gene da doença que atinge cerca de 70 mil pessoas em todo mundo, de acordo com o Ministério da Saúde.

“É essencial que pessoas que sofrem com a patologia tenham consultas médicas regulares com uma equipe especializada. Priorizar uma vida com atividades físicas também é um diferencial, já que o exercício melhora a função pulmonar e a resistência, além da hidratação do corpo com a constante ingestão de água que pode facilitar a eliminação da mucosa. Em casos mais graves, quando há comprometimento severo das funções pulmonares, o transplante de pulmão pode ser uma opção de tratamento indicado”, explica o médico pneumologista e professor do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras, André Negrelli.

Entre os principais sintomas e características, estão:

  • Produção de muco espesso que dificulta a passagem de ar nos pulmões e pode levar a infecções respiratórias crônicas;
  • Pneumonia recorrente devido à dificuldade do pulmão de expelir a secreção e tosse crônica;
  • Problemas digestivos provocados pela aderência do muco mais espesso no pâncreas que acaba dificultando a liberação de enzimas. A camada de muco pode agir como barreira e dificultar a absorção de nutrientes, impedindo o ganho de peso;
  • Acúmulo de muco nos ductos biliares que pode obstruir a passagem gerando problemas no fígado;
  • Suor salgado devido ao funcionamento anormal das glândulas sudoríparas, por isso é conhecida como Doença do Beijo Salgado.

Vale ressaltar que a fibrose cística não é contagiosa e não afeta o campo cognitivo, ou seja, não interfere no desenvolvimento intelectual, na linguagem, memória ou raciocínio da criança ou adulto. Ela pode ser identificada no Teste do Pezinho (realizado em recém-nascidos) e diagnosticada através de exames genéticos ou do Teste do Suor.

Luciano Duque defende que medicamentos à base de canabidiol sejam fornecidos pelo SUS

O deputado estadual Luciano Duque, divulgou em suas redes sociais um vídeo buscando conscientizar a importância do fornecimento de medicamentos à base de canabidiol pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Duque informou que o Projeto de Lei Ordinária (PLO) 474/2023, de sua autoria, trata justamente disso. “Ele tem como objetivo fornecer, gratuitamente, medicamentos à base de canabidiol nas unidades de saúde conveniadas ao SUS”. 

Ele destacou que alguns estados, assim como a Paraíba, têm feito uso medicinal da cannabis para ajudar pessoas que sofrem com crises de epilepsia, tratamentos quimioterápicos de câncer, dores crônicas, autistas, entre outros casos.

“Uma iniciativa que tem dado certo e aliviado o sofrimento de centenas de pacientes e familiares”, defendeu Duque.

O parlamentar destaca que o medicamento só deverá ser liberado mediante retenção da prescrição de profissional de saúde, legalmente habilitado e do laudo contendo as razões da prescrição.

No vídeo divulgado, Duque mostra a fala feita por dona Luzélia durante o Diálogo pelo Pernambuco Mais Forte em Parnamirim. Com a caixa do medicamento na mão e vestindo uma camiseta com a frase: “Sou mãe de Autista”, ela destacou:

“Isso aqui é um dever do Estado. Precisamos disso para que minha filha, o filho de Fernanda, o filho de Francilene e de outras pessoas que têm epilepsia ou outras deficiências, tenham uma melhor qualidade de vida. Precisamos disso para proporcionar uma qualidade de vida melhor, e para isso, precisamos de terapia. Sem terapia, nossos filhos vão regredir e não sabemos o que o futuro reserva. Meu maior medo era que ela não falasse, mas hoje ela fala, graças a Deus! Vamos lutar até o fim para que a governadora libere esse medicamento pelo SUS, pois é um direito dos nossos filhos e de qualquer pessoa. Se o médico prescreveu, é porque eles precisam”.

“A fala de Luzélia mostra exatamente o sofrimento das mães que têm filhos especiais. Um medicamento desse custa R$ 1.400, sacrifica as famílias e muitas não podem sequer pagar. Esses medicamentos não só servem para pessoas com autismo, mas outras pessoas que têm outras enfermidades como Parkinson, Alzheimer e Fibromialgia. Esse medicamento com certeza melhora a qualidade de vida dessas pessoas”, alerta Duque no vídeo.

Confira:

Especialistas ressaltam a importância da saúde mental após Safadão dar pausa na carreira por estar com crises de ansiedade

A saúde mental está cada vez mais em destaque. Não é por menos, que das doenças que mais crescem no mundo, as primeiras estão ligadas aos transtornos mentais. A saúde mental é tão vital quanto à saúde física, e é hora de reconhecer que todos enfrentam desafios mentais em algum momento da vida. Recentemente, o cantor Wesley Safadão, que faz sucesso em todo o Brasil, relatou no seu último show em Natal-RN, no último sábado (2), que iria dar uma pausa na sua agenda de shows, por tempo indeterminado, devido a problemas ligados à mente, por estar com fortes crises de ansiedade, segundo a assessoria de imprensa do artista. O psiquiatra Dr. João André Sampaio, com especialização no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, destaca o caso do cantor, ressaltando a importância de se compartilhar seu sentimento e buscar ajuda.

“Mesmo, com muita fama, dinheiro, juventude e disposição, Wesley, passa por essa situação, o que só prova que qualquer pessoa pode sofrer com algum transtorno mental em algum momento da vida. Estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo sofram de distúrbios mentais, como depressão, ansiedade, transtorno bipolar, esquizofrenia e outros. Então, vamos quebrar as barreiras que envolvem a saúde mental, começando por falar sobre isso abertamente. Quando compartilhamos nossas histórias e experiências, estamos criando um ambiente de compreensão e apoio. Vamos construir uma comunidade onde todos se sintam à vontade para buscar ajuda, crescer e se curar juntos”, explica o médico.

A psicóloga e coordenadora do curso de psicologia do UniFavip Wyden, Tarcya Lima, também enfatiza a importância de detectar o problema e buscar o tratamento adequado, para deixar a situação ficar maior e vir a interferir em outras áreas da vida.

“Às vezes existem níveis de autocobrança exagerados, autocomparação, desvalorização das conquistas já obtidas, entre outras questões. Tudo isso aos poucos vai minando as forças e induzindo a um sofrimento psíquico. É preciso fazer terapia antes mesmo que as coisas comecem a “desandar”. Cuidar da saúde mental é necessário para que não seja preciso entrar em uma competição consigo mesmo, colocando em risco outros fatores como saúde física, relações interpessoais, trabalho, o bem-estar de modo geral. Isso não precisa ser motivo de vergonha, muito pelo contrário, saber o momento exato de desacelerar ou de recalcular a rota é sinal de autoconhecimento e autorrespeito bem desenvolvidos”, conclui a também docente do UniFavip Wyden.

Anorexia Nervosa: entenda a doença que acomete quem vive na busca por um corpo ideal

A busca incessante por um corpo ideal, impulsionado pelas mídias sociais e pela indústria da moda, está fortemente ligada a uma doença preocupante: a anorexia nervosa. Essa condição tem gerado consequências alarmantes na saúde mental e física dos indivíduos, especialmente entre os jovens e mulheres.

Jéssica Maria Felipe da Silva, professora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, explica que a anorexia nervosa é caracterizada por uma necessidade em manter um peso adequado para sua estatura e medo intenso de ganhar peso. Assim como a busca incessante pela magreza é acompanhada pela abdicação alimentar, levando a uma alteração da saúde física e mental.

A obsessão contemporânea pelo corpo perfeito não é novidade, mas ganhou proporções alarmantes nos últimos tempos. Jéssica destaca que o culto ao corpo não promove apenas padrões estéticos inatingíveis, mas também associa a magreza extrema a prestígio e status social, contribuindo para o desenvolvimento de transtornos alimentares como a anorexia nervosa.

Silva aponta que a mídia, especialmente as redes sociais, desempenha um papel vital na perpetuação do culto ao corpo. “A exposição constante de corpos magros pode minar a acessibilidade da beleza proporcionada, alimentando uma percepção distorcida da própria imagem corporal e reforçando a busca pela magreza a qualquer custo”.

O perfil dos indivíduos que desenvolvem a anorexia nervosa está cada vez mais heterogêneo, porém, na atualidade atinge principalmente mulheres e adolescentes. “A doença ocorre sobretudo na faixa etária entre 14 e 17 anos, podendo surgir, tanto precocemente (aos 10 ou 11 anos), quanto tardiamente”, salienta.

A professora de Nutrição ressalta que a indústria da moda e as mídias sociais também influenciam diretamente as percepções e desejos das pessoas. “Essa busca por padrões inatingíveis de beleza, promovidos por esses setores, pode levar a um aumento na insatisfação corporal, culminando em comportamentos alimentares desviantes e práticas inadequadas de controle de peso”.

Silva destaca que a visualização de corpos magros ou musculosos no cotidiano, veiculados pelos meios de comunicação, faz com que os indivíduos tenham dificuldade em reconhecer a beleza em sua singularidade, sem se atrelar a padrões estéticos inatingíveis. “Assim, “sentir-se gorda” tem sido muito comum entre o mundo feminino, independentemente da existência ou não de um transtorno alimentar, pois com um padrão corporal tão difícil de ser alcançado é crescente o número de mulheres insatisfeitas com a própria imagem corporal”.

A professora aponta os sinais de alerta da anorexia nervosa são perda excessiva de peso em um curto período, recusa em participar de refeições familiares, preocupação excessiva com calorias, comportamentos compulsivos, visão distorcida do próprio corpo, atividade física exagerada e depressão. “Nos casos mais graves, o índice de massa corpórea chega a ser inferior a 17.

Para o tratamento da Anorexia Nervosa, Jéssica orienta a necessidade de uma abordagem multidisciplinar envolvendo profissionais de saúde mental, nutricionistas e médicos. “A reintrodução gradual dos alimentos e a terapia cognitivo-comportamental podem ser componentes incluídos no processo de recuperação”.

O tomate faz mais bem para saúde do que você imagina. Conheça todos os benefícios e motivos para acrescentá-lo na sua dieta

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 80 gramas de tomate são considerados uma das cinco porções diárias de frutas e vegetais recomendadas para uma dieta saudável. Essa quantidade equivale aproximadamente a um tomate tradicional ou 7 tomates-cereja.
O tomate é uma fruta versátil e saborosa, vai além de ser apenas um ingrediente culinário. Rico em nutrientes e compostos bioativos, ele oferece uma série de benefícios para a saúde quando incorporado regularmente na dieta. Seja em saladas, molhos, assados ou sopas, o tomate não só realça o sabor dos pratos, mas também proporciona vantagens incríveis para o nosso organismo. A nutricionista Cris Ribas Esperança explica a seguir os principais benefícios do tomate e fornece informações valiosas para que você possa aproveitar ao máximo esse alimento na sua dieta.
Além disso, o tomate, cientificamente chamado de Lycopersicum esculentum L., possui uma baixa quantidade de calorias e é uma excelente fonte de fibras. Essas características o tornam uma opção ideal para promover a sensação de saciedade e reduzir a fome, facilitando o processo de emagrecimento.
1. Faz bem para o coração por ser rico em potássio
O tomate é uma excelente fonte de potássio, um mineral essencial para a saúde do coração e do sistema nervoso. A quantidade de potássio presente em apenas um tomate tradicional equivale a cerca de 5% da necessidade diária de um adulto. O potássio desempenha um papel crucial na regulação da pressão arterial, ajudando a controlar os níveis de sódio no organismo. Além disso, esse mineral auxilia na função cardíaca adequada, contribuindo para a prevenção de doenças cardiovasculares.
2. Pode ajudar na redução do LDL (colesterol ruim)
Cris Ribas Esperança destaca que o tomate contém uma substância chamada licopeno, responsável pela sua cor vermelha característica. O licopeno é um poderoso antioxidante que pode ajudar a reduzir os níveis de colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim. Estudos mostram que o consumo regular de licopeno está associado a uma diminuição do risco de doenças cardiovasculares, além de ajudar a proteger as células contra danos causados pelos radicais livres.
3. É um bom aliado para preservar a saúde ocular
A saúde dos olhos é uma preocupação para muitas pessoas, e o tomate pode ser um ótimo aliado nesse aspecto. Ele é uma fonte de nutrientes essenciais, como a vitamina C, vitamina A, vitamina E e betacaroteno, que desempenham um papel importante na manutenção da saúde ocular. Esses nutrientes ajudam a proteger os olhos contra danos causados pelos radicais livres, reduzindo o risco de doenças oculares relacionadas à idade, como a degeneração macular.
4. Possui compostos bioativos com efeito antioxidante e anti-inflamatório
Além do licopeno, o tomate contém outros compostos bioativos, como a vitamina C, flavonoides e ácido fólico, que possuem potentes propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Esses compostos auxiliam na proteção do organismo contra danos celulares, combatendo o estresse oxidativo e a inflamação. Uma alimentação rica em alimentos antioxidantes pode contribuir para a prevenção de doenças crônicas, como câncer, doenças cardíacas e neurodegenerativas.
O consumo do tomate em seu estado completamente verde não é recomendado, uma vez que quanto mais verde estiver, maior será a concentração da toxina solanina. Essa substância pode causar sintomas como diarreia, diminuição dos batimentos cardíacos, confusão mental e aumento da frequência respiratória.
Preocupação com agrotóxicos e incentivos aos tomates orgânicos
Os tomates estão entre os alimentos mais sujeitos ao uso de agrotóxicos devido a pragas e doenças que podem afetar a planta. Essa preocupação com resíduos químicos levou ao aumento da demanda por tomates orgânicos, cultivados sem o uso de pesticidas sintéticos. Os tomates orgânicos são produzidos seguindo práticas agrícolas naturais e sustentáveis, o que os torna uma opção mais saudável e amiga do meio ambiente.
Biodisponibilidade do licopeno quando o tomate é aquecido
O licopeno é um antioxidante presente nos tomates, responsável pela cor vermelha característica. A biodisponibilidade do licopeno aumenta quando o tomate é aquecido, como no caso de molhos e sopas, em comparação com o consumo de tomates crus. O calor ajuda a quebrar as paredes celulares dos tomates, facilitando a liberação do licopeno e tornando-o mais absorvível pelo organismo. Portanto, o consumo de tomates cozidos pode ser benéfico para obter os benefícios do licopeno.
Para aproveitar todas as propriedades do tomate, é aconselhável consumi-lo com sementes e casca. Durante o processo de cozimento, também é possível adicionar uma pequena quantidade de azeite de oliva, pois essa gordura auxilia na absorção do licopeno.
Versatilidade do tomate na cozinha
Os tomates são extremamente versáteis na culinária e são utilizados em uma ampla variedade de pratos. Eles podem ser consumidos crus em saladas, sanduíches e wraps, além de serem usados como ingredientes principais em molhos, sopas, ensopados e guisados. Os tomates também são frequentemente usados como base para pizzas, recheios de tortas e quiches. Sua acidez natural acrescenta sabor e equilibra pratos salgados. Além disso, os tomates secos ao sol são usados em receitas mediterrâneas e adicionam um sabor intenso a pratos como massas e saladas.
Variedade de tomates
Existem muitas variedades de tomates, cada uma com suas características distintas. Alguns dos tipos mais conhecidos incluem:
– Tomate-Caqui, Longa-Vida, Carmem ou Salada: Redondo/achatado. De cor alaranjada, com sabor adocicado e textura macia, perfeito para consumir in natura ou em saladas.
– Tomate Grapê: O tomate grapê é uma variedade de tomate pequeno, de forma oval e tamanho semelhante a uvas. Possui um sabor doce e suculento, sendo ideal para snacks, saladas e preparações culinárias diversas.
– Tomate Italiano ou Roma: Possui formato alongado e pontiagudo, é conhecido por ser ideal para molhos, sopas e conservas devido à sua polpa firme e poucas sementes.
– Tomate Redondo: É a forma mais tradicional, com uma textura suculenta e sabor equilibrado.
– Tomate Holandês: Achatado e em geral de tamanho médio, embora seja possível encontrá-los pequenos ou grandes.É um tipo de tomate bastante coringa, podendo ser usado em saladas, molhos e até para fazer tomate seco. Mas é preciso ter cuidado, já que ele tem bastante água.
– Tomate-Cereja: Pequenos e redondos, geralmente doces e perfeitos para lanches e saladas.
– Tomate Beefsteak: São grandes e carnudos, ótimos para sanduíches e hambúrgueres.
– Tomate Amarelo: Apresenta uma cor amarela vibrante e tem sabor mais suave em comparação aos tomates vermelhos.
No entanto, existem casos em que o consumo de tomate não é indicado. Pessoas que possuem pedras de oxalato de cálcio nos rins ou apresentam risco aumentado para desenvolver esse problema, como alterações nas funções renais, predisposição genética, baixa ingestão de água ou consumo excessivo de sal, devem evitar o consumo de tomate.
Devido ao seu alto teor de acidez, o tomate pode causar desconforto, queimação e má digestão em indivíduos com refluxo, gastrite e úlceras gastrointestinais. Nesses casos, é recomendado evitar o consumo de tomate.
“É fundamental ressaltar que a inclusão do tomate em uma dieta equilibrada e saudável é essencial para aproveitar seus benefícios. Além disso, a prática regular de atividade física desempenha um papel fundamental na busca por uma vida saudável e no máximo aproveitamento dos benefícios oferecidos pelo tomate”. Finaliza Cris Ribas Esperança.

Hospital e Maternidade Santa Maria promoveu campanha Agosto Dourado sobre conscientização do aleitamento materno

Crédito fotográfico: Fabia Maria

Durante todo o mês de agosto, o Hospital e Maternidade Santa Maria promoveu uma série de palestras, capacitações e eventos alusivos ao mês que despertou para a importância do aleitamento materno. O Agosto Dourado deste ano teve como tema central “Apoie a amamentação: faça a diferença para mães e pais que trabalham”.

No encerramento do mês lúdico foram realizadas explicações para as gestantes e puérperas sobre a importância do leite materno: alimento que vale ouro! É assim que o leite materno pode ser definido e é por esse motivo, pelo seu padrão ouro de qualidade, que a campanha do mês de agosto ganha este nome.

O leite materno, segundo recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), deve ser o alimento exclusivo do recém-nascido até seus seis meses de vida, sendo ideal para a continuação da amamentação até os 2 anos do bebê. Ele concentra todos os nutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento do bebê com destaque para antimicrobianos, anti-inflamatórios, enzimas digestivas e vários tipos de hormônios.

Descongestionantes nasais causam dependência e especialista alerta quanto aos riscos à saúde

Descongestionante Nasal

Vício pode se manifestar com o tempo, tornando a pessoa cada vez mais resistente ao medicamento e, assim, aumentando a frequência e a dose de uso

Em um mundo onde a busca por alívio rápido se tornou uma norma, o uso de descongestionantes nasais para tratar os incômodos da congestão está mais presente do que nunca. No entanto, a facilidade de acesso e a falsa sensação de segurança desses medicamentos têm levado a um problema emergente: o vício em descongestionantes nasais.

De acordo com o Dr. João Leonardo, coordenador do curso de Biomedicina da Faculdade Anhanguera, os descongestionantes nasais são medicamentos destinados a aliviar a congestão nasal, tornando mais fácil o ato de respirar. “Eles vêm em diferentes formas, como sprays ou comprimidos, e têm o intuito de proporcionar alívio imediato para aqueles que sofrem com nariz entupido”.

João explica que o uso excessivo de descongestionantes pode resultar em um ciclo vicioso. “Todas as vezes que fornecemos algo artificialmente ao corpo, ele pode deixar de executar a mesma função naturalmente. Portanto, o uso prolongado de descongestionantes pode resultar em um enorme desconforto sob sua ausência e até mesmo a diminuição ou perda da capacidade do corpo de controlar essa obstrução naturalmente”.

O especialista alerta que a necessidade prolongada de usar esses medicamentos, além do período recomendado por um profissional de saúde, pode ser um sinal de vício. A dependência pode se manifestar com o tempo, tornando a pessoa cada vez mais resistente ao medicamento e, assim, aumentando a frequência e a dose de uso.

Ainda segundo o professor, o uso prolongado de descongestionantes nasais pode causar complicações graves, incluindo inflamações da mucosa nasal, exposição a infecções respiratórias, sangramentos nasais (epistaxe) e até mesmo desenvolvimento de rinites derivadas do próprio medicamento. Além disso, alguns produtos contêm substâncias vasoativas, que podem afetar o sistema cardiovascular e piorar problemas cardíacos e de pressão.

João Leonardo enfatiza a importância de buscar ajuda profissional para interromper o tratamento. Consultar um médico para um desmame gradual pode ser uma abordagem eficaz. Alternativas naturais, embora exijam avaliação criteriosa, também são recomendadas. Manter as mucosas hidratadas é uma medida profilática poderosa para evitar o uso abusivo.

Para driblar o vício em descongestionante nasal, João enfatiza a importância de buscar ajuda profissional para interromper o tratamento. “Consultar um médico para um desmame gradual pode ser uma abordagem eficaz. Alternativas naturais, embora exijam avaliação criteriosa, também são recomendadas, assim como manter as mucosas hidratadas é uma medida profilática poderosa para evitar o uso abusivo”.

Leonardo aponta que além de buscar ajuda, as alternativas para lidar com a congestão nasal sem depender de descongestionantes é evitar exposição a produtos químicos, poeiras, alérgenos ou até mesmo lugares que afetam particularmente o indivíduo com a reação. E quando necessário, soluções fisiológicas para lavagem nasal podem ser uma alternativa eficaz e segura para esses momentos.