Categoria: Saúde

29 de agosto – Dia Nacional de Combate ao Fumo. Relatório recente da OMS preocupa e aponta que não existe nível seguro para consumo de cigarro

8 milhões de pessoas morrem em decorrência do tabagismo por ano, no mundo

Epidemia mundial do tabagismo. É dessa forma que o relatório mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado no final do mês passado, classifica o hábito que é uma das principais causas de morte, doença e empobrecimento no mundo.

Segundo aponta o levantamento, mesmo diante de uma queda nos números, que equivale à redução de 300 milhões de fumantes em 15 anos, cerca de 8,7 milhões de pessoas morrem todos os anos por fumar e outras 1,3 milhão morrem por tabagismo passivo.

Em 29 de agosto é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo. A data visa sensibilizar a população sobre os prejuízos que o hábito provoca à saúde como a dependência do tabaco, presente em qualquer derivado do tabaco, seja cigarro, cigarrilha, charuto, cachimbo, cigarro de palha, fumo de rolo ou narguilé.

A médica e coordenadora do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras, Denise Priolli, alerta que os malefícios do vício não atingem apenas a saúde. “O hábito de fumar pode ser caro a longo prazo, prejudicando a saúde financeira devido aos custos recorrentes. Essa dependência afeta aspectos físicos, psicológicos e sociais, interferindo no bem-estar do indivíduo e, muitas vezes, nas relações familiares”, ressalta.

Dentre os males causados pelo tabaco, a especialista destaca que o cigarro possui mais de 7000 substâncias que são liberadas pela combustão e está relacionado a 20 tipos ou subtipos de câncer, considerado um fator significante de risco pra doenças cardiovasculares e respiratórias. Desde 2009, a Anvisa não permite a venda, importação e propaganda de quaisquer tipos de cigarros eletrônicos no Brasil (RDC nº 46). Todos os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) que existem hoje no mercado são ilegais e frutos de contrabando. Eles apresentam sabores e aromas atraentes, e essas características passam a ideia de que o produto é inofensivo.

Denise Priolli destaca que os chamados “fumantes passivos” também podem desenvolver câncer e outras doenças respiratórias por conta do contato constante da fumaça proveniente do tabaco, já que inalar é tão prejudicial quanto tragar.

Como orientação para se livrar do vício, a especialista ressalta que o primeiro passo é ter consciência de que o tabagismo é uma doença e tem tratamento. Os passos seguintes envolvem compromisso para cumprir a meta de parar e caminhar rumo a uma vida com mais qualidade e longa.

A mudança radical deve ter uma motivação, como aumento da saúde física ou a chance de viver mais tempo e com saúde ao lado dos filhos por exemplo, para que as recaídas não aconteçam e causem frustração acentuando, por vezes, a dependência ao tabaco. Assim como o tratamento de qualquer patologia, nesse caso também é essencial o acompanhamento médico para que seja diagnosticado o grau de dependência e possíveis enfermidades provocadas pelo cigarro, bem como para a indicação do tratamento adequado e uso de medicamentos para o abandono do vício.

Insônia influencia no desempenho cognitivo e colabora para a queda da imunidade do corpo

A insônia é um dos distúrbios do sono mais comuns. Atinge entre 30% e 35% da população mundial. É mais comum entre as mulheres, principalmente a partir da puberdade. Estudos mostram que 75% dos pacientes com depressão relatam dificuldade para dormir ou insônia.

O sono de má qualidade também colabora para a queda da imunidade do corpo. “É durante o sono que o corpo passa pelo processo restaurador dos tecidos, por exemplo. O metabolismo é regulado e a restauração da energia ocorre nesse período, contribuindo para a bom funcionamento do organismo”, destaca Frederico Lacerda, médico neurologista e professor do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras Eunápolis.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 40% das pessoas não dormem como gostariam. As noites mal dormidas afetam o cérebro provocando cansaço, falta de concentração e diminui o desempenho cognitivo. Mas pesquisas apontam que a insônia pode ser um fator de risco para o Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas.

Pesquisas realizadas com pessoas saudáveis ​​mostraram que as que sofrem de insônia apresentam alterações em algumas áreas do cérebro que também são afetadas nos estágios iniciais da doença de Alzheimer.

O neurologista explica que a falta de noites bem dormidas provoca uma série de problemas e mudanças no organismo. “Lentificação psíquica, fadiga, olheiras e sonolência diurna, são resultados de uma noite mal dormida. Esse cansaço pode provocar ainda perda de memória de curto prazo, obesidade, envelhecimento precoce, diabetes, ansiedade, hipertensão e falta de apetite, entre outros”, cita o especialista.

Para melhorar a qualidade do sono, o médico recomenda a adoção de alguns hábitos simples.

  • Crie um ambiente de sono com pouca luz
  • Desligue a televisão, celular e computador na uma hora antes de dormir
  • Não beba ou coma alimentos com cafeína a noite
  • Reduza as atividades com alto nível de estímulos físicos e mentais à noite
  • Pratique atividades físicas diariamente, preferencialmente, até o início da tarde
  • Evite cochilos, uso de bebidas alcoólicas e/ou estimulantes.
  • A cama não deve ser usada para “ficar deitado”, estudar, ler, ver TV, jogar. Procure o leito apenas quando já estiver com sono.
  • Se não tiver sono, procure atividades entediantes, ler livros chatos à noite seria um bom exemplo, mas leia fora da cama.

Por que estamos perdendo cabelo? Especialista explica as possíveis causas

Paula Breder, idealizadora da filosofia PB e fundadora da marca de fitocosméticos, explica como tratar a queda

A queda de cabelo é um problema que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, independentemente de idade, gênero ou etnia. Existem diversas causas para a queda de cabelo, desde questões genéticas até problemas hormonais, estresse, alimentação e outros fatores. Inclusive, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), mais de 40 milhões de brasileiros sofrem com a perda dos fios.

Diante disso, Paula Breder, idealizadora da filosofia PB e fundadora da marca de fitocosméticos, resolveu listar alguns dos motivos mais comuns da queda de cabelo, bem como algumas opções de tratamento e prevenção.

Questões genéticas

A calvície masculina é um exemplo comum de queda de cabelo relacionada à genética. Ela ocorre quando os folículos pilosos são sensíveis a um hormônio chamado dihidrotestosterona (DHT), que faz com que o cabelo encolha e se torne mais fino ao longo do tempo.

E não é só nos homens que a calvície acontece, nas mulheres também! Nesses casos, ela acontece devido a interação dos hormônios masculinos, também presente na mulher devido à herança genética. O problema pode começar a aparecer em qualquer fase da vida, a partir da puberdade, de forma progressiva, porém sua presença é mais comum na faixa dos 40 anos, durante a menopausa.

Embora não haja cura para a calvície, existem alguns tratamentos que podem ajudar a retardar o processo ou minimizar a aparência da perda de cabelo, desde tratamentos em salões até implante capilar.

Problemas hormonais

Os desequilíbrios hormonais também podem ser responsáveis pela queda de cabelo. Por exemplo, mulheres que sofrem de síndrome do ovário policístico (SOP) podem ter níveis mais altos de hormônios masculinos, o que pode levar à queda de cabelo.

Nesses casos, o tratamento da condição subjacente pode ajudar a reduzir a perda de cabelo. Além disso, medicamentos como espironolactona e finasterida podem ser úteis para bloquear a ação dos hormônios masculinos e estimular o crescimento do cabelo.

Estresse

O estresse é uma das principais causas da queda de cabelo. Quando estamos sob estresse, nosso corpo libera hormônios como o cortisol, que podem afetar o crescimento do cabelo. Além disso, o estresse também pode levar à má alimentação e à falta de sono, que podem piorar o problema.

Nesses casos o tratamento implica em um objetivo: reduzir o estresse. Assim, praticar atividades que tragam calma, como meditação e yoga, ou começar um hobby do seu agrado pode ajudar. Consultar um especialista também é importante, pois ele poderá indicar os melhores tratamentos.

Alimentação

Uma dieta pobre em nutrientes essenciais, como vitaminas e minerais, pode levar à queda de cabelo. Por exemplo, a deficiência de ferro pode causar anemia, o que pode afetar o crescimento do cabelo. A falta de proteína também pode ser um problema, já que o cabelo é feito principalmente de proteína.

Por isso, nesses casos é interessante mudar a alimentação e consumir nutrientes essenciais para o crescimento saudável dos cabelos, incluindo proteínas, ferro, zinco, biotina e vitamina D. Inclua alimentos como ovos, carnes, peixes, nozes, legumes e verduras.

“Existem diversas opções de tratamentos disponíveis para prevenir a queda de cabelo e promover o crescimento saudável dos fios, que vão desde mudanças de hábitos até medicamentos”, explica a especialista.

Alguns medicamentos, como o minoxidil e a finasterida, que podem ajudar a prevenir a queda de cabelo e estimular o crescimento de novos fios em casos mais severos, contudo, é necessário passar por um acompanhamento médico para garantir a necessidade do seu uso.

“A terapia a laser também é uma opção e vem sendo muito implementada em salões, ela pode ajudar a estimular o crescimento dos fios e a fortalecer as raízes. Além disso, a mudança na alimentação também é ideal, pois uma dieta balanceada, rica em nutrientes importantes para a saúde dos cabelos, pode ajudar a prevenir a queda de cabelo”, afirma Paula.

A queda de cabelo pode ser um problema difícil de lidar, mas existem opções de tratamento que podem ajudar a prevenir a calvície e a recuperar a saúde dos fios. Se você está enfrentando esse problema, consulte um médico especialista em dermatologia para avaliar as causas da queda de cabelo e as opções de tratamento mais indicadas para o seu caso.

UPAE Salgueiro anuncia vagas para profissionais fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos

A UPAE Salgueiro anunciou que está com vagas abertas para profissionais comprometidos que desejam fazer a diferença na área da saúde. As oportunidades são para Terapeuta Ocupacional, Fisioterapeuta e Fonoaudiólogo.

Valorizando a diversidade e a inclusão, a Unidade também está incentivando candidatos com deficiência (PCD) a se candidatarem.

Para se candidatar, basta enviar o seu currículo por meio da aba “Trabalhe Conosco” no site da FGH Saúde. Além disso, o interessado também deve encaminhar o currículo por e-mail para salgueiro.secretaria@upae.fghsaude.org.br.

Calorão e tempo seco devem permanecer até sábado; médicos chamam atenção para riscos à saúde

Maior preocupação é com os casos de alergia respiratória, como bronquite e asma, que crescem exponencialmente nesta época do ano; especialista elenca os principais cuidados a serem adotados

O calorão e a baixa umidade registrados desde o início da semana em praticamente todo o país devem permanecer firmes ao longo de toda a semana. Projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam que os índices de umidade relativa do ar devem oscilar entre 20% e 30% em cidades das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste – o que demanda atenção redobrada em relação às doenças respiratórias.

“A baixa umidade atua como fator irritativo das nossas mucosas, contribuindo para o desenvolvimento de quadros de rinite, sinusite, bronquite, asma e laringite”, explica a Dra. Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista e especialista em alergias respiratórias.

Nesse contexto, o frio, a poluição e alguns hábitos equivocados são fatores que nos tornam ainda mais vulneráveis. “A falta de hidratação, o uso de indiscriminado de descongestionantes nasais, o tabagismo e até mesmo a prática de exercícios físicos, dependendo do horário e local, são aspectos agravantes e que jamais podem ser ignorados”, alerta a especialista.

Dessa forma, a adoção de uma rotina mais criteriosa é a melhor forma de evitar tais desconfortos. A começar pela ingestão regular de água, que seria a dica mais elementar em termos de prevenção a todas essas doenças.

“O ideal é beber, em média, oito copos de água ao longo do dia, principalmente nos intervalos de exercícios físicos ou quando se faz o uso da voz com muita intensidade, como é o caso de professores, radialistas e outros profissionais que dependem da comunicação oral”, enfatiza Dra. Cristiane.

Evitar hábitos que potencializem a irritação das vias aéreas é primordial, ou seja, fumar e fazer atividades físicas entre 10h e 16h (quando a umidade é menor) e uso contínuo de descongestionante nasal. “Tudo isso contribui para um ressecamento ainda maior das nossas vias aéreas, além de potencializar eventuais problemas cardíacos. Portanto, devemos evitar sempre“, observa a médica.

Isso também vale, segundo ela, para as aglomerações e a permanência prolongada em ambientes fechados ou com ar-condicionado. Isso porque, o ressecamento das mucosas aumenta o risco de convivência oportunista das vias aéreas.

Mesmo dentro de casa, a especialista explica que esses meses de tempo seco requerem cuidados extras. “Nessa época do ano, é muito importante manter a casa ventilada e livre de poeira, por conta dos ácaros, principalmente. Deixar as janelas abertas sempre que possível e reforçar a limpeza de objetos como tapetes, cortinas e bichos de pelúcia é também essencial.”

Outra dica é usar toalhas molhadas, recipientes com água ou vaporizadores, principalmente nos dormitórios, para manter a umidade adequada.

Abaixo segue o resumo das dicas:

  • Tome bastante água para manter as mucosas das vias aéreas hidratadas. O ideal é beber oito copos ao longo do dia (1,6 litro);
  • Evite os descongestionantes nasais, sobretudo sem indicação médica. Eles ressecam as mucosas nasais e potencializam irritações;
  • Evite fumar, pois a fumaça do cigarro provoca reações alérgicas, além de irritação das mucosas;
  • Escolha horários de temperatura mais amena (início da manhã ou final de tarde) para realizar suas atividades físicas;
  • Mantenha a casa sempre arejada e tenha atenção redobrada com a limpeza de itens que possam acumular poeira, por conta dos ácaros.
  • Aglomerações e a permanência prolongada em ambientes fechados ou com ar-condicionado devem ser evitadas, já que o ressecamento das mucosas aumenta o risco de convivência oportunista das vias aéreas.
  • Para elevar o nível de umidade dentro de casa, use toalhas molhadas, recipientes com água ou vaporizadores, principalmente nos dormitórios.

Qual a importância da alimentação no tratamento da Síndrome do Ovário Policístico?

A orientação nutricional é fundamental no tratamento dos Ovários Policísticos. Fatores que influenciam no estilo de vida, como prática de exercícios físicos, seleção dos alimentos consumidos e suplementação são fundamentais para a amenizar os sintomas

A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é uma complexa desordem endócrina, reprodutiva e metabólica que tem como principais sintomas a acne, excesso de pelos corporais, queda de cabelo e depressão. Complicações metabólicas importantes como a diabetes, dislipidemia, obesidade e hipertensão tem uma relação muito próxima com essa condição, por mais que ainda não haja um consenso sobre o sentido de causa e efeito.

Para amenizar os sintomas, além de acompanhamento médico, a indicação é manter uma alimentação saudável, praticar exercício físico e ter uma rotina de sono regular. Em alguns casos, a suplementação de vitaminas e minerais também age de forma positiva no tratamento.

O poder da alimentação no tratamento da SOP

Carolina Sommer Mazon, Farmacêutica e Diretora Técnica da Equaliv, afirma que “a prática de exercício físico regular associada ao acompanhamento nutricional para redução calórica e adequação da alimentação podem ser determinantes no tratamento”. A profissional ressalta que a principal caracterização da SOP é o excesso de andrógenos, que induz a resistência à insulina e a hiper insulina compensatória. Uma dieta balanceada pode auxiliar no controle de andrógenos e reduzir os sintomas.

Carolina explica que os sintomas da SOP estão diretamente relacionados ao perfil lipídico e a resistência à insulina. Por isso, “deve-se evitar alimentos muito calóricos, de alto índice glicêmico e ricos em gorduras”. 

A farmacêutica cita cinco alimentos que devem ser evitados por portadores de SOP: 

  1. Pão
  2. Massas
  3. Biscoitos e cereais industrializados
  4. Refrigerante
  5. Sobremesas ricas em açúcares

“Uma alimentação saudável, rica em antioxidantes e que promova uma microbiota mais balanceada também promove a redução do risco de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis”, conta a profissional. Ela ressalta a importância do consumo de proteínas, alimentos ricos em fibras e optar por uma proporção maior de gorduras insaturadas em relação às saturadas.

Assim, os seguintes alimentos contribuem no tratamento da patologia:

  1. Frutas ricas em fibras, como as frutas vermelhas
  2. Grãos e castanhas
  3. Peixes e carnes magras
  4. Carboidratos complexos e de baixo índice glicêmico, como batata, banana, arroz integral ou parboilizado, inhame e lentilha

Suplementação de vitaminas e minerais no tratamento do SOP 

Carolina explica que a suplementação também tem um papel importante no tratamento. Ela cita alguns suplementos e vitaminas que podem auxiliar nos sintomas da SOP:

  1. Magnésio Inositol: É favorável no controle de distúrbios metabólicos, visto que é essencial em patologias como diabetes, distúrbios neurológicos (depressão), doenças cardiovasculares e hipertensão, que são sintomas da SOP.
  2. Vitamina D: Especialmente para aquelas que desejam engravidar e tem o diagnóstico de SOP, a sua suplementação pode ser uma estratégia importante a ser considerada junto aos especialistas que acompanham o paciente. A vitamina D tem efeito anti-inflamatório e de redução do hormônio anti-mulleriano, que é secretado pelos folículos em desenvolvimento e cujo excesso está relacionado à Síndrome dos Ovários Policísticos.
  3. N-acetilcisteína (NAC): Estudos demonstraram redução considerável nos níveis de andrógenos e de testosterona e em pessoas com SOP, além de um aumento na sensibilidade periférica à insulina.
  4. Ômega 3: Está associado a melhora da sensibilidade a insulina, principalmente em estados de eutrofia ou excesso de peso, que é um sintoma da Síndrome dos Ovários Policísticos. Além disso, o Ômega 3 possui papel importante na redução do estresse oxidativo e regulação da expressão gênica anormal em pacientes com SOP, auxiliando em parâmetros reprodutivos.

Durma bem

Outro ponto importante no tratamento da SOP é o sono.  Por ser uma patologia associada a distúrbios endócrinos, existe uma associação à alteração do ciclo circadiano. Por isso, pacientes podem vivenciar alterações na duração ou no início do sono, dificuldades em manter ou acordar e apneias obstrutivas. Esses sintomas possuem associação com o hiperandrogenismo e excesso de peso causados pelo aumento da testosterona. Todos estes fatores contribuem na alteração do humor, bem-estar, atenção e desempenho nas funções do dia a dia.

Carolina destaca que “o equilíbrio ou a perda de peso tem um papel fundamental no controle dos distúrbios metabólicos. Sendo assim, a prática de atividades físicas associadas ao acompanhamento nutricional pode ser determinante no tratamento”. 

A farmacêutica explica a importância de um controle rigoroso de hábito de vida saudável, o que exige o acompanhamento de profissionais capacitados, com um time multidisciplinar que envolva ginecologista, endocrinologista, neurologista, nutricionista e psicólogo.

Leptospirose compromete o desempenho e bem-estar de equinos e gera grandes prejuízos para os criadores

A leptospirose é uma doença de caráter infeccioso que pode acometer equinos em qualquer fase da vida, causada por bactérias do gênero Leptospira.  Além do prejuízo econômico para a pecuária, representa um grave problema de saúde pública, por tratar-se de uma zoonose. O médico-veterinário e gerente de vendas de grandes animais da Syntec do Brasil, Fernando Santos, explica que “A infecção pode ocorrer de forma direta por meio da urina de rato ou de outros animais afetados pela doença, quando os cavalos entram em contato com água ou solo contaminado com urina, fetos abortados e secreções uterinas de animais infectados”.

De acordo com o veterinário, a leptospirose em cavalos pode se manifestar de diferentes maneiras e pode variar em gravidade. Os sintomas podem incluir febre, letargia e fraqueza, falta de apetite, mucosas pálidas, icterícia (quando as mucosas e a pele ficam com coloração amarelada), além de abortos, nascimentos de animais prematuros e uveíte. Por isso, seguir um protocolo de imunização para essa enfermidade é essencial, principalmente no período pré-estação de monta, evitando perdas reprodutivas e abortos.

Em casos mais graves, a doença pode causar danos nos rins e no fígado. “Os cavalos podem se tornar portadores assintomáticos da bactéria, representando um risco de infecção para outros animais e até mesmo para humanos”, alerta o especialista. “Tudo isso, evidentemente, se reflete em forte prejuízo para os criadores, já que afastará o plantel de suas atividades”, explica Fernando.

O diagnóstico é baseado em exames clínicos, histórico de exposição e testes laboratoriais, como a detecção do DNA da bactéria. O tratamento da leptospirose em cavalos geralmente envolve o uso de antibióticos. “A prevenção da doença inclui a redução do contato com água e solo contaminado, bem como a manutenção de boas práticas de higiene no ambiente em que o animal vive e os cuidados veterinários adequados. Para prevenção, é muito importante também manter o calendário vacinal de todo o plantel em dia. Através das vacinas, é possível não somente resguardar os cavalos contra a leptospirose, como também promover a saúde e bem-estar dos animais e das pessoas”, finaliza Fernando.

Para auxiliar os criadores a proteger os seus animais, a Syntec do Brasil desenvolveu a Leptotec Equi, uma vacina testada e comprovada contra leptospirose equina. Composta de suspensões inativadas de L. bratislava, L. canicola, L. copenhageni, L. grippotyphosa, L. hardjo, L. icterohaemorraghia L. Pomona adsorvidas pelo gel de hidróxido de alumínio.

Teobromina: estimulante natural presente no cacau e nos chocolates frescos é benéfico para saúde cognitiva

A busca por alimentos naturais, que vão além do prazer degustativo e também beneficiam o corpo, tem sido cada vez mais forte. O cacau, ingrediente principal do chocolate, ganha destaque nesse mercado de nutrição consciente por uma razão especial: a teobromina. A substância  é reconhecida por seus potentes efeitos estimulantes, energizantes e benéficos para o organismo como um todo, incluindo a saúde mental.

A teobromina (alcalóide da mesma família da cafeína e da teofilina) está presente em quantidades consideráveis em grãos de cacau e alimentos que preservam sua propriedade nutricional, como os chocolates frescos, feitos da nibs do fruto. Diferente da cafeína, cujo excesso pode gerar efeitos adversos para organismos mais sensíveis, a teobromina é uma substância que proporciona uma energia mais suave e duradoura.

“Os efeitos estimulantes da teobromina têm sido relatados em vários estudos. Ela pode melhorar o humor, aumentar o nível de energia e aprimorar a função cognitiva. É considerada uma substância promissora para a prevenção do declínio cognitivo associado ao envelhecimento e doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer”, explica Larissa Ludwig, nutricionista e chocolatier da Cookoa Chocolates.

A especialista também explica que, na saúde física, a teobromina tem se mostrado eficaz na melhoria da saúde cardiovascular. “Estudos demonstraram que ela pode ajudar a diminuir a pressão arterial em pessoas com hipertensão, além de melhorar o perfil lipídico no sangue. Acredita-se que esses efeitos possam ser devidos à sua capacidade de promover a dilatação dos vasos sanguíneos e melhorar a função endotelial”, diz.

Além disso, a Teobromina apresenta propriedades diuréticas e pode ser útil para pessoas que sofrem com edemas ou outras condições que requerem redução do volume de líquidos corporais. Ela também apresenta um leve efeito estimulante sobre o coração, embora menos do que a cafeína.

“Apesar dos muitos benefícios da teobromina, é importante lembrar que o cacau e o chocolate também contêm calorias e gorduras. O consumo excessivo pode levar ao ganho de peso e a problemas de saúde associados. Por isso, é recomendado que se consuma cacau ou chocolate com alto teor do ingrediente, acima de 70%, e com moderação”, explica Larissa Ludwig.

Para aqueles que são sensíveis à cafeína, a teobromina pode ser uma alternativa interessante. No entanto, pessoas com certas condições médicas, como insuficiência renal ou doenças cardíacas, devem consultar um profissional de saúde antes de aumentar sua ingestão de teobromina.

Câncer de pulmão é o mais mortal entre os homens e o 2º entre mulheres

SBP participa da campanha Agosto Branco, de conscientização sobre o câncer de pulmão

“Com imunoterapia, é possível manter o paciente bem e com qualidade de vida”, diz presidente da SBP

O câncer de pulmão é um dos mais comuns e agressivos entre os diversos tipos de tumores, sendo o primeiro em óbitos para pessoas do sexo masculino e o segundo para o sexo feminino em todo o mundo. Para marcar a campanha Agosto Branco, mês de conscientização sobre o câncer do pulmão, o presidente da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Dr. Clóvis Klock, tem participado de diferentes eventos sobre o tema e participará no dia 22 do 5º Fórum Oncoguia de Câncer de Pulmão, falando sobre os “Desafios da jornada da biópsia e impactos no teste – visão da SBP”.

No Brasil, o câncer de pulmão ocupa a terceira posição entre os homens e a quarta entre as mulheres em número de casos novos. De acordo com estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados 704 mil novos casos de câncer no país por ano de 2023 a 2025, sendo mais de 32 mil deles de câncer de pulmão.

“Temos que dar a todos os pacientes um diagnóstico rápido e preciso para que tenham um tratamento rápido e eficaz”, disse o Dr. Klock no lançamento da campanha deste ano, em 2/8 em Ato Solene na Câmara dos Deputados. Atualmente, “através da imunoterapia, é possível manter o paciente de câncer bem, com qualidade de vida, mantendo seu papel na sociedade”, comentou ele em evento no Congresso Nacional, promovido pelo Instituto Oncoguia e pela deputada federal Flávia Morais com apoio da Frente Parlamentar em Prol da Luta Contra o Câncer, da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), do Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica (GBOT), da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica (SBCT) e Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO).

Apesar da taxa de sobrevida em 5 anos para pacientes com câncer de pulmão ser de apenas 18%, quando diagnosticados em estágio inicial, a taxa sobe para 56%. Por isso, a SBP alerta sobre a importância de fazer exames regularmente e ficar atento aos sinais. “O diagnóstico precoce pode salvar vidas”, diz o Dr. Klock.

Fumo

Em cerca de 85% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco. Vale salientar que o tabaco pode ser encontrado no cigarro, charuto, cachimbo, cigarro de palha, cigarrilha, bidi, tabaco para narguilé, rapé, fumo-de-rolo e também dispositivos eletrônicos para fumar.

Os cigarros eletrônicos, por exemplo, introduzem no organismo uma variedade de elementos químicos gerados de formas diferentes, como pelo próprio dispositivo (nanopartículas de metal) e também pelo processo direto de aquecimento ou vaporização, já que alguns produtos contidos no vapor de cigarros eletrônicos incluem carcinógenos conhecidos e substâncias citotóxicas, causadoras de doenças pulmonares e cardiovasculares.

Webinar

Não à toa que o tema do webinar CBR no dia 14/8 foi “Tabagismo e câncer de pulmão: avaliação multidisciplinar com ênfase no diagnóstico por imagem”. O webinar foi uma realização do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) em parceria com a SBP, com a Escola Europeia de Radiologia (ESOR), a Sociedade Americana de Radiologia Torácica (STR), a SBCT, a SBOC, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e a Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT). Nele, Dr. Klock falou da “Classificação de câncer de pulmão: ênfase na correlação radiológico-patológica” e participou do debate com outros palestrantes.

Discurso do Dr. Klock no Ato Solene no Congresso pelo Agosto Branco: https://www.instagram.com/p/CvgInd5NGdI/

Seis mitos e fatos sobre uma pele saudável

Dermatologista explica sobre os hábitos que afetam a saúde da pele

Todo mundo quer uma pele saudável e radiante. Mas chegar lá pode depender mais da distinção de fatos e mitos do que de uma rotina de skincare, ou quanto gasta em produtos. Muitos conselhos sobre cuidados com a pele simplesmente não funcionam e alguns mitos sobre cuidados com a pele podem até causar danos.

“A pele é o nosso maior órgão e algo que podemos notar logo de cara quando está saudável. Como dermatologista, frequentemente ouço “fatos” enganosos que parecem ser teimosamente duradouros”, aponta a Mayla Carbone, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

A especialista listou alguns fatos e mitos sobre cuidados com a pele que devem ser observados com atenção. Confira!

A pele renova-se constantemente

Fato. A pele fornece uma barreira dinâmica entre o ambiente interno do seu corpo e o mundo exterior. “Células chamadas queratinócitos na epiderme, ou seja, a camada externa da pele, estão constantemente se dividindo para produzir um suprimento de células que sobem por essa camada e se desprendem de sua superfície. A pele é uma rica fonte de células-tronco com capacidade de se dividir e se renovar”, explica Mayla.

Beber dois litros de água por dia para garantir uma pele saudável

Mito. A quantidade de água ingerida não afeta diretamente a pele. “A água é fornecida à pele pelo sangue que flui por meio da derme, a camada interna da pele. Ela se perde da epiderme, especialmente em um ambiente seco”, esclarece a dermatologista.

A água é necessária para manter a hidratação da pele e, quando o paciente fica desidratado, a pele parece opaca e menos elástica. “Numa pessoa saudável, os órgãos internos, ou seja, rins, coração e vasos sanguíneos, controlam a quantidade de água que chega à pele. Não existe um volume fixo de água que você precisa beber, depende simplesmente das quantidades que você está ingerindo e perdendo”, diz.

O estresse pode tornar a pele insalubre

Fato. Existem muitos problemas de saúde na vida moderna que são atribuídos ao estresse. Alguns dos principais exemplos são a alopecia areata, uma condição autoimune que causa a queda do cabelo, a psoríase, outra condição autoimune que causa espessamento, descamação e inflamação da pele, e o eczema, coceira, inflamação da pele vermelha.

Comer chocolate causa acne

Mito. Mayla explica que a acne vulgar, a acne comum da “adolescência” que pode persistir até os 30 e 40 anos, ocorre como resultado da interação entre os efeitos hormonais nas glândulas de gordura da pele, além da resposta imune da pele a poros bloqueados e micróbios que vivem na pele. Ter uma dieta rica em gordura não é saudável por muitas razões, mas não causa acne.

Sabão em pó causa eczema

Mito. Eczema é uma condição em que a pele fica seca, com coceira e vermelha. É causada por uma combinação de fatores genéticos e efeitos ambientais, levando à inflamação. “Sabão, detergentes e sabão em pó podem irritar a pele e contribuir para o ressecamento porque removem a oleosidade da pele. Os detergentes em pó biológicos contêm enzimas que quebram as gorduras e outras proteínas para remover manchas e podem irritar a pele sensível, podendo piorar o eczema. É importante que qualquer tipo de produto usado na lavagem seja bem enxaguado da roupa antes de ser usada, para evitar irritação da pele”, afirma a especialista.

O sabonete antibacteriano é o melhor para manter a pele limpa

Mito. A pele normalmente tem bactérias e é impossível mantê-la completamente livre delas. “O sabonete antibacteriano não é necessário para o uso diário, pois a lavagem completa e consistente das mãos, e não o sabonete antibacteriano, é o que ajuda manter a pele limpa e assim, prevenir a propagação de qualquer possível infecção”, finaliza Carbone.

Anvisa aprova comercialização de Extrato de Cannabis de 30ml, da Zion MedPharma

O produto atua nos sintomas de transtornos como ansiedade, insônia e depressão

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta quarta-feira (26) a comercialização de extrato de Cannabis de 30mL, da Zion MedPharma, uma das marcas da healthtech Endogen. O produto contém 6.000 mg de fitocomplexos, sendo 1.500 mg Canabidiol (CBD) e até 6 mg de Tetrahidrocanabinol (THC) e atua nos sintomas de transtornos como ansiedade, insônia e depressão.

A mudança oferece aos pacientes que utilizam o fitoterápico um frasco maior por um custo menor em mL, viabilizando a continuidade do tratamento. O produto oferecido pela Zion Medpharma é o primeiro disponível no Brasil que tem em sua composição o extrato vegetal de Cannabis sativa 200mg/mL (full spectrum) com 50mg de CBD/mL. O item estará à venda nas redes Droga Raia, Drogasil, Drogarias São Paulo e Panvel a partir de novembro deste ano. Para adquirir, é necessário apresentar a receita médica.

De acordo com Lukas J. Fischer, CEO da Endogen, com a nova versão do item, a companhia pretende atingir R$ 15 milhões no faturamento até fim de ano 2023, um crescimento de 120% quando comparado ao ano passado. “A nossa perspectiva é que mais pessoas tenham acesso a um tratamento que traz resultados significativos e proporcionam melhor qualidade de vida. Por termos um extrato full spectrum no fitoterápico, ele apresenta maior eficácia quando comparado aos itens de CBD isolado”, explica.

Consumo de álcool durante a menopausa pode aumentar o risco de doenças graves

Durante esse período, o risco de doença cardíaca, o AVC e a osteoporose aumenta

O consumo de álcool com moderação é o segredo para a boa saúde, especialmente para as mulheres que estão tentando minimizar os sintomas da menopausa, de acordo com a especialista em saúde da mulher da Mayo Clinic. O consumo de álcool durante a menopausa pode piorar os sintomas e aumentar o risco de doenças graves, como doença cardíaca e osteoporose, afirma a Dra. Juliana Kling, diretora assistente do Centro de Saúde da Mulher da Mayo Clinic no Arizona.

Uma das maiores reclamações das mulheres durante a menopausa são os sintomas vasomotores, mais comumente conhecidos como ondas de calor e transpiração noturna. Cerca de 80 por cento das mulheres têm ondas de calor e transpiração noturna, e para 30 por cento delas, os sintomas serão severos. As ondas de calor ocorrem devido a uma alteração da zona termorreguladora do corpo. A Dra. Kling afirma que o álcool pode intensificar os sintomas.

“Muitas mulheres descreverão as ondas de calor como se fossem uma ardência que percorre o corpo e que parece ter sido gerada no peito”, explica a Dra. Kling. “Elas estão associadas com o suor e podem ser extremamente incômodas durante o dia, mas também à noite durante o sono.”Os problemas do sono estão comumente associados com a menopausa. O álcool pode dificultar uma boa noite de sono para algumas pessoas,” diz a Dra. Kling.

“Ainda que muitas pessoas pensem que uma taça de vinho possa ser boa para provocar o sono, isso apenas atrapalha a qualidade do sono”, diz a Dra. Kling. “É preciso ficar atento com isso e talvez reduzir ou mesmo eliminar o consumo de álcool antes de ir dormir.”

Durante os anos da menopausa, o risco de certas doenças graves aumenta. Entre elas podemos citar a doença cardíaca, o AVC e a osteoporose. O álcool pode tornar mais difícil manter um peso saudável, o que pode aumentar o risco de certas condições de saúde.

“Muitos de nós não reconhecemos as associações entre o álcool e os resultados prejudiciais para a saúde, como o risco de câncer de mama, bem como a associação entre o álcool e o risco mais elevado de câncer de mama”, explica a Dra. Kling. “Além disso, existem condições como o aumento de câncer colorretal. Diante disso, as pessoas poderão considerar minimizar ou evitar o consumo de álcool.”

As taxas de consumo de álcool entre as mulheres variam ao redor do mundo, de acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde.

A Dra. Kling recomenda para as mulheres em menopausa limitar o consumo de álcool a uma dose por dia. Também é preciso levar em conta que diferentes tipos de cervejas, vinhos ou licores podem ter teor alcóolico significativamente variados. A Dra. Kling recomenda observar esse detalhe para garantir o consumo da dose adequada.

Além de limitar ou eliminar o consumo de álcool, a Dra. Kling também recomenda a prática regular de exercícios físicos, manter um peso saudável, ingerir uma dieta balanceada repleta de frutas e vegetais e não fumar.

“Esses hábitos de estilo de vida saudável representam o que há de melhor em termos de ajuda durante a transição da menopausa”, explica a Dra. Kling.

Estudo mostra que 33% dos funcionários brasileiros têm algum tipo de transtorno mental

A saúde mental é um tema que vem ganhando cada vez mais espaço nas discussões sobre o bem-estar dos funcionários brasileiros. Transtornos mentais como a ansiedade e a depressão são as principais causas de afastamento do trabalho no país, segundo dados do INSS.

A saúde mental está cada vez mais presente nas políticas internas de muitas empresas, e isso se deve a uma preocupante estatística: de acordo com o estudo “Um olhar aprofundado sobre a saúde mental nas organizações brasileiras”, realizado pela Vittude neste ano, 33% dos colaboradores avaliados apresentam algum tipo de transtorno mental em nível severo ou extremamente severo. Esses dados evidenciam a necessidade de as empresas adotarem medidas para promover a saúde mental dos funcionários, garantindo que eles se sintam acolhidos e apoiados.

O estudo avaliou a saúde mental de mais de 25 mil trabalhadores de 22 organizações de diferentes portes e setores. Entre as patologias analisadas, destacam-se a ansiedade, depressão e estresse. Os resultados apontam que 14% dos entrevistados apresentam níveis severos ou extremamente severos de ansiedade, enquanto 9% foram diagnosticados com depressão e outros 9% com quadros de estresse crônico. A aplicação de escalas psicométricas permitiu a obtenção desses dados alarmantes, que reforçam a necessidade de as empresas investirem em programas de saúde mental para seus colaboradores.

A especialista em gestão de carreira, CEO e terapeuta, Madalena Feliciano, destaca que garantir a saúde mental e física dos colaboradores é fundamental para a produtividade e o sucesso da empresa. Quando a empresa oferece suporte à saúde dos funcionários, ambos os lados saem ganhando: os colaboradores se sentem mais valorizados e motivados, e a organização pode contar com uma equipe mais engajada e produtiva.

O que pode afetar a saúde mental no ambiente corporativo?

Há diversos fatores podem afetar a saúde mental dos funcionários no ambiente corporativo, desde cargas de trabalho excessivas até relações interpessoais negativas que geram angústia emocional. Para lidar com esses fatores, é necessário investir na construção de uma cultura de prevenção que proteja e ampare os funcionários com ações eficazes e empáticas. Um estudo da Universidade de Harvard aponta que a qualidade dos relacionamentos, tanto no trabalho quanto em casa, é o fator que mais impacta a saúde mental dos funcionários.

Pesquisas realizadas pela Universidade Roosevelt e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts também destacam a importância dos relacionamentos no ambiente de trabalho. Enquanto 80% dos líderes reconhecem o trabalho de suas equipes, apenas 20% dos liderados afirmam que são reconhecidos. Além disso, um ambiente de trabalho tóxico pode ser dez vezes mais forte em promover o turnover (taxa de rotatividade de funcionários) do que a insatisfação com os salários. Sendo assim, entende-se que os relacionamentos são a raiz do problema quando se trata da saúde mental dos funcionários no ambiente corporativo.

A seguir, Madalena Feliciano apresenta algumas estratégias que as empresas podem adotar para promover a saúde mental dos seus funcionários:

1. Oferecer serviços de apoio social e emocional

Muitas empresas estão investindo em serviços de apoio social e emocional para ajudar os funcionários a lidar com questões emocionais e pessoais. Esses serviços podem incluir consultas com psicólogos e assistentes sociais, grupos de apoio e programas de mindfulness. É importante que os funcionários se sintam apoiados e acolhidos em momentos de vulnerabilidade.

2. Promover o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal

Muitas vezes, a pressão do trabalho pode afetar a vida pessoal dos funcionários, causando estresse e desequilíbrio emocional. As empresas podem adotar políticas que promovam o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, como horários flexíveis, home office e períodos sabáticos. É importante que os funcionários tenham tempo para cuidar de si mesmos e das suas famílias.

3. Investir em capacitação e treinamento de líderes

Os líderes desempenham um papel fundamental na promoção da saúde mental dos funcionários. Por isso, é importante que as empresas invistam em capacitação e treinamento dos seus líderes, para que eles saibam como lidar com questões emocionais e promover um ambiente de trabalho saudável e positivo. Os líderes também devem estar atentos à segurança psicológica da equipe, garantindo que todos se sintam seguros e acolhidos no ambiente de trabalho.

4. Criar um ambiente de trabalho positivo

Um ambiente de trabalho positivo pode ajudar a promover a saúde mental dos funcionários. As empresas podem adotar políticas que incentivem a colaboração, o respeito e a valorização dos funcionários. Além disso, é importante que os funcionários se sintam reconhecidos e valorizados pelo trabalho que realizam.

5. Incentivar a prática de atividades físicas e de lazer

A prática de atividades físicas e de lazer pode ajudar a promover a saúde mental dos funcionários. As empresas podem incentivar a prática de atividades físicas, como ginástica laboral e grupos de corrida. Além disso, é importante que os funcionários tenham tempo para atividades de lazer, como hobbies e viagens.

“A saúde mental dos funcionários é fundamental para a qualidade de vida e o sucesso profissional. As empresas que investem em saúde mental estão demonstrando um compromisso com o bem-estar dos seus colaboradores e criando uma cultura organizacional positiva. É importante que as empresas adotem medidas para promover a saúde mental dos seus funcionários, garantindo que eles se sintam apoiados, valorizados e saudáveis”. Finaliza Madalena Feliciano.

Um perigo silencioso chamado Hepatite B: 6 em cada 10 brasileiros não sabem que estão infectados; saiba os sintomas

A hepatite B é uma infecção viral do fígado que pode ter consequências graves e, em alguns casos, fatais. Muitas pessoas podem ser portadoras assintomáticas da doença e não saberem que estão infectadas. Segundo dados do Ministério da Saúde no relatório Hepatites Virais 2023, mais de 276 mil pessoas foram diagnosticadas com hepatite B no Brasil, mas estima-se que um milhão de pessoas estejam infectadas com o vírus no país. O que representa um quadro de seis em cada dez brasileiros infectados sem saber que precisam buscar tratamento médico para a doença.
“É importante destacar a importância da vacinação contra a hepatite B como forma de prevenção da doença. A vacina é altamente eficaz e segura e é recomendada para todas as pessoas, especialmente aquelas com maior risco de contrair a doença”. Afirma o médico e diretor técnico da Salus Imunizações, Dr. Marco César Roque.
Além da vacinação, existem outras medidas de prevenção que podem ajudar a reduzir o risco de contrair a hepatite B. Práticas sexuais seguras, não compartilhamento de agulhas ou outros equipamentos de injeção, triagem de sangue para transfusões e cuidados no manuseio de materiais cortantes em ambientes de saúde são algumas das medidas recomendadas.
“Vale ressaltar que a hepatite B pode ser assintomática por muitos anos e que a detecção precoce da doença é fundamental para prevenir a progressão para estágios mais graves, como cirrose e câncer de fígado. Por isso, é importante que as pessoas em risco de contrair a doença façam testes de detecção regularmente”. Destaca o Dr. Marco César Roque.
Na maioria das vezes, os sintomas somente se apresentam nas décadas seguintes à infecção, o que torna mais difícil detectar a doença. No entanto, quando os sintomas aparecem, eles podem incluir:
    • Cansaço: fadiga extrema e falta de energia;
    • Tontura: sensação de que o ambiente está girando ou que a pessoa está prestes a desmaiar;
    • Dor abdominal: desconforto ou dor na região do abdômen;
    • Pele e olhos amarelados: icterícia, que é um amarelamento da pele e dos olhos devido ao acúmulo de bilirrubina no corpo;
    • Enjoo: sensação de náusea ou mal-estar abdominal;
    • Vômitos: expulsão do conteúdo do estômago pela boca;
    • Febre: elevação da temperatura corporal acima do normal.
O tratamento para a hepatite B pode incluir o uso de medicamentos antivirais que ajudam a reduzir a quantidade de vírus no corpo e a diminuir a inflamação no fígado. O tratamento também pode incluir o uso de imunomoduladores para ajudar o sistema imunológico a combater o vírus.
A hepatite B é uma das principais causas de câncer de fígado em todo o mundo. É importante que as pessoas com hepatite B crônica recebam acompanhamento médico regular e sigam as recomendações de tratamento para reduzir o risco de complicações graves.
“A vacina é uma das maiores conquistas da medicina moderna e é uma forma segura e eficaz de proteger a saúde das pessoas. Não deixe de se vacinar e de incentivar as pessoas ao seu redor a fazerem o mesmo. Juntos, podemos ajudar a prevenir a disseminação da hepatite B e proteger a saúde da população”. Finaliza o Dr. Marco César Roque.