Categoria: Saúde

Vacina contra a Dengue será distribuída pela Tecnocold Vacinas

Novo imunizante que previne a doença causada por qualquer um dos quatro sorotipos do vírus, será distribuído em todo o País

A Tecnocold Vacinas, distribuidora especializada em vacinas, que faz parte do ecossistema Viveo, é uma das empresas que fará a distribuição da vacina QDENGA®, que previne a doença por qualquer um dos quatro sorotipos do vírus.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2023, até o final de abril, foram registrados em todo o Brasil, 899 mil casos de dengue, aumento de 30%, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Desse total, mais de 201 mil diagnósticos de dengue foram constatados somente em São Paulo, contra 178 mil no mesmo período do ano passado. “A Dengue, é uma doença infecciosa, transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, é a arbovirose urbana mais prevalente nas Américas, principalmente no Brasil, causando grande impacto na saúde coletiva. Não existem remédios para o tratamento da doença, só podemos controlar o vetor com as medidas sanitárias, e agora podemos contar com uma forte e eficaz ferramenta na proteção contra esta virose, uma vacina que protegerá contra os 4 sorotipos da dengue, que poderá ser utilizada tanto para quem já teve a doença e por quem ainda não teve contato com o vírus.”, explica Amanda Alecrim, médica, representante regional da Sociedade Brasileira de Imunizações.

“Os principais sintomas são semelhantes aos de outras doenças virais, eles incluem: a febre alta de início abrupto, que é um dos primeiros sintomas, que pode ser acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, fraqueza e dor atrás dos olhos. É importante lembrar que é uma doença que pode evoluir com gravidade precisando ter atenção a sinais de alerta como dor abdominal, vômitos persistentes, sangramento de mucosas e sonolência.” informa a médica.

A Tecnocold Vacinas, focada no mercado privado de vacinas com mais de 65% de participação no atendimento a hospitais, clinicas, laboratórios e farmácias de todo o Brasil, tem um papel fundamental, atuando como um dos principais players de distribuição dentro da cadeia de saúde. “Como ecossistema, estamos sempre em busca de inovação para o setor. Por isso, cada vez mais investimos em imunização. Nós iniciamos a distribuição da primeira vacina contra a Dengue e agora, temos uma nova vacina. Fazemos parte dessa trajetória e queremos participar da diminuição e controle da Dengue”, informa o Head da Tecnocold Vacinas, André Almeida.

O imunizante é indicado para pessoas de 4 a 60 anos de idade, para a prevenção da Dengue. “A vacina estará disponível nas clínicas privadas, nos próximos dias e o esquema indicado é de 2 doses, com intervalo de 3 meses (0 e 3 meses). Para tomá-la é necessário prescrição médica.”, finaliza a doutora.

ANVISA aprova vacina QDENGA contra todos os sorotipos da Dengue

Casos de dengue no Brasil aumentam 22% em um ano, ultrapassando a marca de 1 milhão

De acordo com a última atualização semanal do Centro de Operações de Emergências de Arboviroses (COE Arboviroses), instaurado em 2023 pelo Ministério da Saúde para monitorar o avanço das doenças no país, o Brasil registrou 1.101.270 casos prováveis de dengue até maio deste ano, o que representa um aumento de 22% em relação ao mesmo período de 2022, quando foram registrados 900.008 casos. Esses números aproximam 2023 dos piores anos de incidência de dengue registrados na série histórica do ministério. Em 2022, por exemplo, foram registrados 1,45 milhão de casos em todo o ano, de acordo com o boletim epidemiológico da pasta referente ao ano. O Brasil já havia ultrapassado a marca de um milhão de casos em 2013, 2015, 2016 e 2019.
Aprovação da vacina QDENGA no Brasil
Aprovada no Brasil a vacina QDENGA para a prevenção da dengue, causada por qualquer um dos quatro sorotipos do vírus, em indivíduos de 4 a 60 anos de idade. A vacina foi desenvolvida pela empresa Takeda e aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), com base nos resultados de 19 estudos de fases 1, 2 e 3 com mais de 28.000 crianças e adultos, incluindo um estudo de grande importância com seguimento de dados clínicos por quatro anos e meio, que mostraram eficácia sustentada e sem riscos de segurança importantes.
A médica e diretora da Salus Imunizações – Clínica de Vacinas – Dra. Marcela Rodrigues, informa que a dengue é uma doença viral transmitida por mosquitos que representa uma ameaça significativa à saúde pública em mais de 125 países, incluindo muitos na América Latina. A dengue hemorrágica tornou-se uma das principais causas de hospitalização e morte entre crianças e adultos em alguns dos países da região.
A aprovação de uma vacina segura e eficaz que não exija testes sanguíneos pré-vacinação é importante para ajudar a reduzir barreiras potencialmente críticas ao acesso e à administração da vacina em larga escala para a população brasileira. Acredita-se que QDENGA, juntamente com os métodos de controle do vetor, tenha potencial para se tornar um importante pilar do Programa Nacional de Combate à Dengue, beneficiando a população exposta elegível à vacinação e ajudando a reduzir seu ônus sobre o sistema de saúde.
A vacina QDENGA é aprovada para uso em indivíduos independentemente da exposição anterior à dengue e sem necessidade de teste pré-vacinação. A QDENGA é a única vacina contra a dengue aprovada no Brasil com essa indicação. A vacina é baseada no sorotipo 2 do vírus vivo atenuado da dengue e foi concebida para proteger contra qualquer um dos quatro sorotipos do vírus da dengue.
Os responsáveis pela vacina comentam que, assim que possível, a QDENGA à disposição do governo brasileiro e dos profissionais de saúde, com a esperança de que possa se tornar uma ferramenta importante para ajudar a combater a dengue como parte de um programa integrado de gestão da dengue, juntamente com o controle do vetor. Com base nos resultados dos estudos clínicos, espera-se que QDENGA possa ter um impacto positivo na incidência de dengue sintomática no Brasil, incluindo casos de dengue que requerem hospitalização. A aprovação da QDENGA representa um grande passo no combate à dengue no Brasil e na América Latina.
Compromisso da Salus Imunizações com a saúde e imunização
“Na Clínica oferecemos uma ampla variedade de vacinas para proteger as pessoas contra doenças como gripe, meningite, hepatite, pneumonia, entre outras. Todas as nossas vacinas são fornecidas por fabricantes renomados e atendem aos mais rigorosos padrões de qualidade e segurança. Nosso compromisso com a saúde também inclui a disseminação de informações sobre vacinas e imunizações. Acreditamos que a informação é a chave para a tomada de decisões informadas sobre a saúde e, por isso, fornecemos informações atualizadas e precisas sobre vacinas e imunizações em nosso site e em nossas redes sociais.” Finaliza a Dra. Marcela Rodrigues.

Saiba quais são os cuidados ideais para os idosos nos dias de baixa temperatura

Enfermeira Priscila Cortês explica a importância dessas precauções no inverno

Com a chegada dos dias mais frios, é importante que os idosos recebam atenção especial para garantir sua saúde e bem-estar. Baixas temperaturas podem trazer riscos adicionais para esse grupo vulnerável, como hipotermia, doenças respiratórias e o agravamento de dores reumáticas. Para evitar tais problemas, são necessários cuidados específicos durante o período de clima frio.

De acordo com a enfermeira Priscila Cortês, do Grupo Said, empresa de cuidadores de idosos, o primeiro ponto a ser destacado é a necessidade de banhos mais rápidos e preferencialmente no período da tarde, quando a temperatura ambiente costuma ser mais elevada. Isso evita que o idoso fique exposto ao frio intenso, ajudando a preservar seu calor corporal. Além disso, é fundamental intensificar o uso de hidratantes corporais adequados para evitar o ressecamento da pele, que é comum durante o inverno.

Outra medida importante é agasalhar adequadamente o idoso, utilizando roupas mais quentes e acessórios, como gorros, luvas e meias. Esses itens auxiliam na retenção do calor corporal e protegem as extremidades do corpo, que são mais suscetíveis ao frio. É essencial lembrar que, mesmo dentro de casa, o ambiente pode estar mais frio do que o normal, portanto, manter o idoso bem agasalhado é crucial.

“A imunização também desempenha um papel fundamental na proteção dos idosos durante o inverno. É importante que eles estejam em dia com a vacinação contra a gripe e outras vacinas recomendadas pelo médico. Essas vacinas podem prevenir doenças respiratórias, reduzindo o risco de complicações causadas pelo vírus da gripe e outras infecções comuns nessa época do ano”, complementa a enfermeira.

Para garantir a hidratação adequada, é necessário oferecer bebidas quentes e sopas aos idosos. Além de aquecerem o corpo, essas opções favorecem a ingestão de líquidos, já que nos dias mais frios é comum que eles bebam menos água. Manter-se hidratado é essencial para o bom funcionamento do organismo, inclusive durante o inverno.

Além das medidas mencionadas, é importante que os idosos estejam em contato regular com seus familiares, amigos e vizinhos. Durante períodos de frio intenso, é fundamental verificar se estão se sentindo bem e se possuem tudo o que precisam para enfrentar as baixas temperaturas. A solidariedade e o cuidado mútuo são essenciais para garantir a segurança e o conforto dos idosos.

“Em resumo, os idosos precisam de atenção especial durante os dias de baixa temperatura. Os cuidados incluem banhos mais rápidos, uso de hidratantes, agasalhos adequados, imunização, oferta de bebidas quentes e sopas, além do suporte emocional e social. Adotar essas medidas simples pode fazer a diferença na saúde e no bem-estar dos idosos durante o inverno”, finaliza a profissional.

Por que você não deve pular refeições? Nutricionista faz recomendações

Especialista ressalta que hábito pode levar a deficiências nutricionais, enfraquecimento do sistema imunológico e comprometimento da saúde em geral

Pular refeições é uma prática que pode ter consequências prejudiciais para a saúde humana. Existem diversos motivos pelos quais devemos evitar essa prática e cuidar da alimentação de maneira regular e equilibrada.

Em primeiro lugar, quando pulamos uma refeição, deixamos de fornecer ao nosso corpo os nutrientes essenciais para seu bom funcionamento. Deixamos de aproveitar oportunidades para obter vitaminas, minerais, proteínas, carboidratos e gorduras necessárias para o funcionamento adequado do organismo. A falta desses nutrientes pode levar a deficiências nutricionais, enfraquecimento do sistema imunológico e comprometimento da saúde em geral.

Além disso, essa prática pode resultar em desequilíbrios no metabolismo. Quando passamos muito tempo sem comer, o corpo entra em um estado de privação de nutrientes. Isso faz com que o organismo desacelere o metabolismo para conservar energia e garantir sua sobrevivência. Como resultado, a queima de calorias pode diminuir, tornando mais difícil o controle de peso e podendo levar ao ganho de peso a longo prazo. Outro risco do jejum prolongado é perda massa muscular ao invés de massa gorda, levando à riscos, principalmente no processo de envelhecimento.

O jejum intermitente pode até ser uma estratégia para perda de peso, mas não apresenta os mesmos resultados para todas as pessoas. Para que essa estratégia possa ser utilizada a pessoa deve ser avaliada por um profissional capacitado, que poderá recomendar ou não essa estratégia e deverá ser acompanhada por esse profissional para evitar prejuízos à saúde.

De acordo com a professora de Nutrição da Faculdade Pitágoras Bacabal, Silvana Figueredo, outro problema decorrente de pular refeições é o descontrole na ingestão de alimentos nas refeições subsequentes. “As refeições fornecem nutrientes e energia necessária para o funcionamento adequado do seu corpo. Quando essa rotina não é respeitada, o organismo pode ficar privado desses nutrientes importantes, além de ter o metabolismo e ter aumento da fome que pode tendenciar a escolhas alimentares erradas e pouco saudáveis”, aponta a nutricionista.

Confira abaixo algumas estratégias listadas pela docente que podem ajudar a possuir um ciclo de alimentação constante, mesmo possuindo uma rotina agitada:

Planejamento e preparação: Reserve um tempo no final de semana ou em um momento mais tranquilo para planejar suas refeições e preparar alimentos saudáveis. Isso pode incluir cozinhar em lotes e armazená-las em recipientes adequados para fácil acesso ao longo da semana. Ter refeições prontas ou ingredientes pré-preparados facilita o processo de alimentação regular durante o dia.

Lanches saudáveis: Tenha sempre opções de lanches saudáveis, como frutas, oleaginosas, iogurte, barras de cereais integrais ou vegetais cortados em porções. Esses alimentos podem ser facilmente transportados e consumidos em momentos de pausa durante o dia, ajudando a evitar longos períodos sem comer.

Agende horários fixos para as refeições: Mesmo que seu dia esteja cheio, tente estabelecer horários fixos para suas refeições principais. Determine momentos específicos para o café da manhã, almoço e jantar e tente segui-los sempre que possível. Isso ajudará a regularizar seu sistema digestivo e fornecerá uma estrutura para sua rotina alimentar.

Faça pausas para comer: Mesmo que você esteja ocupado, é importante reservar um tempo para fazer uma pausa e se concentrar em suas refeições. Evite comer enquanto trabalha ou realiza outras atividades. Dedique um momento para saborear e apreciar sua comida, permitindo que seu corpo e mente se concentrem na alimentação adequada.

Esteja preparado fora de casa: Se você estiver fora de casa durante o dia, leve consigo uma lancheira ou bolsa térmica com alimentos nutritivos. Isso pode incluir uma salada, sanduíches saudáveis, frutas frescas, iogurte ou alimentos que você tenha preparado antecipadamente. Ter opções saudáveis ​​à disposição evitará que você recorra a alimentos ultraprocessados ou lanches pouco nutritivos quando estiver com fome.

Mantenha-se hidratado: Lembre-se de beber água ao longo do dia. A desidratação pode muitas vezes ser confundida com a sensação de fome. Tenha uma garrafa de água com você e faça pausas regulares para se hidratar. Isso também ajudará a controlar o apetite e manter uma rotina alimentar mais equilibrada.

Priorize a alimentação saudável: Mesmo com um dia agitado, esforce-se para escolher alimentos saudáveis e nutritivos sempre que possível. Opte por refeições balanceadas, ricas em vegetais, proteínas magras, grãos integrais e gorduras saudáveis. Evite alimentos processados, ricos em açúcar e gorduras saturadas, que podem comprometer sua saúde a longo prazo.

Especialista alerta para uma nova realidade das crianças brasileiras: A Obesidade Infantil

Overweight girl using scales near measuring tape on wooden floor, closeup

Jackeline Pires de Souza, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera analisa pesquisa da OMS, que aponta para o total de 11,3 milhões de crianças obesas até 2025 no Brasil

A obesidade infantil é a nova realidade entre crianças brasileiras, isso é o que dizem pediatras, nutricionistas e órgãos de saúde de todo o Brasil. A Política Nacional de Alimentação e Nutrição, (PNAN), reconheceu, em 2022, que a obesidade é, atualmente, um problema de saúde pública. Segundo o último levantamento do órgão, realizado em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS), mais de 340 mil crianças brasileiras entre 5 e 10 anos possuem obesidade. Outra pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que o Brasil terá 11,3 milhões de crianças obesas até 2025, caso o Ministério da Saúde não encontre soluções eficientes para o problema nos próximos anos.

Para a professora de Nutrição da Faculdade Anhanguera, Jackeline Pires de Souza, os altos índices são reflexo de maus hábitos alimentares entre crianças. “É importante que os pais mantenham os filhos em consultas regulares com o médico-pediatra para, assim que o problema for diagnosticado, ele indique o melhor caminho, com o auxílio de um nutricionista”, alerta.

A especialista explica, que para determinar se uma criança é obesa, é necessário calcular o índice de massa corporal (IMC), que é uma medida que leva em consideração a altura e o peso das pessoas, sendo calculado o peso em quilogramas pela altura em metros ao quadro.

“Uma criança é considerada obesa quando seu IMC está acima do percentual 95 para seu sexo e idade. Os dados apresentados pela OMS são o reflexo da má alimentação das crianças, alinhadas ao sedentarismo. Outro exemplo, é que a alimentação dos pequenos está altamente industrializada e há um crescente consumo de doces, fast foods, congelados, bolachas, salgadinhos, embutidos, entalados, entre outros. A OMS apontou também que 47% dos brasileiros estão sedentários, e que esse problema pode levar cerca de 500 milhões de pessoas a desenvolverem doenças cardíacas, obesidade, diabetes e outras doenças não transmissíveis até meados de 2030”, reforça a especialista.

Jackeline Pires de Souza orienta ainda a realização de no mínimo, 60 minutos de atividade aeróbica moderada por dia para crianças e adolescentes e cerca de 150 e 300 minutos de atividade física de intensidade moderada por semana para adultos. Para a docente da Anhanguera, com o desenvolvimento da tecnologia, por exemplo, faz com que muitas crianças e jovens fiquem mais tempo no computador, celular, tablet e televisão o que, consequentemente, as afastam de atividades que desenvolvam sua parte física.

“O núcleo familiar tem papel essencial para os altos índices desses dados caírem. A família é um exemplo, em uma casa onde todos são sedentários e se alimentam errado, as crianças vão seguir os mesmos hábitos. Por isso, os pais devem começar a se alimentar de maneira saudável e fazer algum tipo de atividade física, dando exemplo para as crianças desde cedo. Quando o problema for identificado, o essencial é a família buscar apoio profissional do médico-pediatra, juntamente com o nutricionista”, ressalta Jackeline Pires de Souza.

Mitos e verdades sobre a menopausa precoce

Dra. Beatriz Tupinambá explica como isso pode afetar a saúde da mulher

Sensação de calor intenso, dificuldade para dormir, diminuição da libido e oscilações de humor. Todos esses sintomas fazem parte da menopausa, uma fase que acompanha as mulheres por volta dos 50 anos e representa o fim da menstruação e período fértil. Mas e quando esse momento é antecipado? O que desencadeia a menopausa precoce?

A ginecologista carioca, Dra Beatriz Tupinambá,  que também é especialista em longevidade da medicina e reprodução humana, estudou sobre a condição que atinge a 1% da população feminina. “Diante da menopausa precoce, é de suma importância que a paciente comece a tratar pois o fim do período fértil ainda na fase jovem aumenta o aparecimento de doenças como alzheimer e diabetes”, alerta a médica.

Ela separou alguns mitos e verdades sobre o assunto:

Dez dúvidas sobre a menopausa precoce:

1. Fatores hereditários podem influenciar na menopausa precoce.

Verdade. O histórico familiar é importante e pode influenciar nos casos de menopausa precoce. Se a mãe ou as irmãs entraram cedo na menopausa, essa chance aumenta.

2. Nosso estilo de vida tem culpa no cartório.

Verdade. Sedentarismo, má alimentação, tabagismo e estresse são fatores que prejudicam a saúde e desequilibram o nosso organismo. Os compostos químicos do cigarro, por exemplo, alteram a atividade do estrogênio e da progesterona, acelerando o progresso da menopausa.

3. Podemos prevenir a menopausa precoce.

Depende. Hábitos de vida saudáveis podem ajudar a manter as funções do organismo, mas não há como impedir totalmente em casos de fatores hereditários ou uso de alguns medicamentos quimioterápicos, por exemplo.

4. Uso de pílulas anticoncepcionais durante muitos anos é uma das causas da menopausa precoce.

Mito. O uso de métodos anticoncepcionais – sejam contínuos ou não – não antecipam nem retardam a menopausa.

5. Menopausa precoce pode ser reversível (naturalmente ou com tratamento).

Mito. Não há formas de reverter a menopausa precoce. Os tratamentos como a TRH (Terapia de Reposição Hormonal) reequilibram os níveis de hormônio, minimizam os sintomas, mas não recuperam a função dos ovários.

6. Não existe alternativa para quem deseja engravidar e entra na menopausa precoce.

Depende. As mulheres que têm histórico familiar e, portanto, estão cientes de sua predisposição à menopausa precoce podem tomar algumas medidas, como estimulação ovariana, congelamento de óvulos, ovodoação etc. Felizmente, a medicina conta com recursos modernos para realizar o sonho da maternidade por meio da fertilização in vitro.

7. É possível estimar com antecedência a idade que a mulher vai entrar no climatério ou menopausa.

Mito. Não há como precisar essa idade. O que existe é um exame capaz de analisar a reserva ovariana. Sabendo que sua mãe teve menopausa precoce, uma mulher jovem pode fazer o exame anti-mulleriano (HAM) para avaliar se ainda há tempo para esperar por uma gravidez natural, se é hora de ter um filho ou se é o caso de pensar no congelamento de óvulos, por exemplo.

8. Tratamentos contra o câncer e alguns tipos de medicamentos podem acelerar a menopausa.

Verdade. Algumas medicações usadas na quimioterapia podem levar à menopausa precoce (em alguns casos, reversível). A radioterapia, se aplicada na região dos ovários, também pode induzir à menopausa.

9. Histerectomia têm influência no início precoce da menopausa.

Mito. A histerectomia é a cirurgia de retirada do útero e, normalmente, não impede o funcionamento dos ovários. Evidentemente, em casos de histerectomia seguida de ooforectomia – remoção dos ovários, a mulher enfrenta os sintomas da menopausa, uma vez que não terá mais a produção dos hormônios.

10. Nosso comportamento sexual determina o início da menopausa.

Mito. A frequência sexual não tem relação com a menopausa. Ter uma vida sexual ativa e de qualidade é importante e faz parte da saúde da mulher, mas não significa que vai influenciar na produção dos hormônios pelos ovários.

Animais de estimação podem contrair Febre Maculosa

Carrapato-estrela, transmissor da bactéria causadora da Febre Maculosa. Foto: Prefeitura de Jundiaí

O carrapato-estrela é o principal vetor da doença no Brasil, mas o carrapato-marrom do cão também pode transmitir a enfermidade para os pets e, consequentemente, para os humanos; médico-veterinário alerta a necessidade de reforçar as medidas preventivas

Nos últimos dias, a morte de cinco pessoas por febre maculosa em Campinas, interior de São Paulo, ganhou repercussão e deixou o estado em alerta, gerando muitas dúvidas sobre a doença, transmitida principalmente pelo carrapato-estrela, que pode ser encontrado em capivaras, animais de grande porte, gambás, coelhos, entre outros. No entanto, o que pouca gente sabe é que a doença pode atingir os animais de estimação e, ainda, não só pelo carrapato-estrela, mas também pelo carrapato marrom, espécie comum encontrada nos pets. O médico-veterinário Márcio Barboza, gerente técnico pet da MSD Saúde Animal, explica sobre a doença e sinaliza que os tutores reforcem a prevenção nos cães.

O que é a febre maculosa?

É uma doença causada por uma bactéria do gênero Rickettsia, transmitida pela picada de carrapatos infectados das espécies Amblyomma sculptum, popularmente conhecido como carrapato-estrela, Rhipicephalus sanguineus, o carrapato marrom do cão, e Amblyomma aureolatum. Do ponto de vista epidemiológico, o principal é o A. sculptum.

Em humanos, os primeiros sintomas aparecem de 2 a 14 dias após a picada. Na imensa maioria dos casos, sete dias depois. Os sinais são febre alta, dor no corpo, dor de cabeça, desanimo, inapetência e aparecimento de pequenas manchas vermelhas.

A doença nos pets

Não apenas as pessoas, mas os pets também estão suscetíveis à febre maculosa. Nos cães, a doença causa sintomas como letargia, perda de peso, lesões hemorrágicas, inchaços pelo corpo, vômito e diarreia. Já no caso dos gatos, os mesmos podem ser infectados, visto detectarmos anticorpos, porém não há relatos da doença.

“Caso o seu pet apresente alguns desses sinais, é importante a visita imediata ao veterinário, que é a melhor pessoa para analisar, identificar e indicar o tratamento adequado”, orienta Márcio.

Carrapato comum também transmite a doença

Grande parte das pessoas conhece apenas o carrapato-estrela como transmissor da febre maculosa, no entanto, é preciso deixar claro que o carrapato-marrom, a espécie comum encontrada nos animais de estimação, também pode atuar como vetor, tanto para os humanos quanto para os pets.

“O carrapato do cão pode, sim, transmitir a febre maculosa, e pouca gente sabe disso. A administração de um medicamento ectoparasiticida (contra pulgas e carrapatos) é simples e deve ser um hábito, já que ajuda a proteger os pets e a família de diversas doenças, como a famosa “doença do carrapato”. Por isso, é muito importante que os tutores apostem nesses produtos como medida preventiva”, afirma Márcio.

O médico-veterinário ressalta ainda que os tutores devem estar atentos à escolha do ectoparasiticida, entendendo os benefícios extras que ele traz. “Sempre orientamos a utilização de um produto com longa duração, até doze semanas em uma única dose, como Bravecto. Além disso, a marca traz um serviço, a Garantia Bravecto, que oferece suporte financeiro para cobrir eventuais custos dos pets que venham a ficar doentes por doenças transmitidas por pulgas e carrapatos, o que envolve consultas, exames diagnósticos e tratamento, incluindo a febre maculosa”, explica.

O Inverno Facilita o Desenvolvimento de Doenças Respiratórias? Entenda Porque Isso Acontece e Veja Come se Prevenir

Com a chegada do inverno e a diminuição das temperaturas, é comum observarmos um aumento significativo nos casos de doenças respiratórias, como gripes, resfriados, pneumonias, bronquites e asma. Isso ocorre, pois diversos fatores contribuem para o enfraquecimento das defesas do nosso organismo nessa época do ano, tornando-o mais suscetível a infecções virais e bacterianas.
Inicialmente, o frio faz com que nos aglomeremos mais em ambientes fechados, aumentando a exposição a agentes infecciosos transmitidos pelo ar ou por contato direto. Além disso, a umidade relativa do ar é maior no inverno, o que facilita a sobrevivência dos vírus e bactérias no ambiente. A diminuição da exposição à luz solar também prejudica a produção de vitamina D, importante para o bom funcionamento do sistema imunológico.
O médico e diretor técnico da Clínica Salus Imunizações, Dr. Marco César Roque, explica que um resfriado comum é causado por vírus, sendo os rinovírus os mais frequentes. Já a gripe é causada pelo vírus Influenza, que se divide em três tipos: A, B e C. A gripe A e B são as mais graves e causam epidemias. A pneumonia pode ser causada tanto por vírus quanto por bactérias, sendo o Streptococcus Pneumoniae o agente bacteriano mais comum.
As doenças respiratórias infectocontagiosas atuam invadindo as vias aéreas superiores (nariz, faringe e laringe) ou inferiores (traqueia, brônquios e alvéolos pulmonares). Os sintomas mais comuns são tosse, dor de garganta, coriza, febre, dificuldade para respirar e produção de secreções. Em certos casos, principalmente em idosos, crianças e imunodeprimidos, elas podem evoluir para quadros de pneumonia, otite, sinusite ou agravar doenças crônicas como asma e DPOC (grupo de doenças pulmonares que bloqueiam o fluxo de ar e dificultam a respiração).
O Dr. Marco César Roque comenta que, nesse contexto, a vacinação é a forma mais eficaz de prevenir contra o agravamento e complicações dessas doenças. Segundo a OMS, as vacinas salvam de 2 a 3 milhões de vidas por ano. A imunização ativa o sistema imunológico, estimulando a produção de anticorpos para combater os agentes infecciosos.
A vacina contra a gripe, por exemplo, deve ser tomada anualmente antes do inverno. Ela protege contra os vírus Influenza A e B, responsáveis pela gripe sazonal. A vacina Pneumocócica previne contra a pneumonia pneumocócica, doença que mata mais de 1 milhão de pessoas por ano, segundo a OMS. Outras vacinas como a DTP e Meningocócica também ajudam a proteger contra infecções bacterianas.
“Portanto, para um inverno tranquilo é essencial reforçar os cuidados com a saúde. Alimente-se bem, pratique exercícios, durma adequadamente, evite o tabagismo e vacine-se, especialmente contra a gripe e pneumonia. Cuide da sua imunidade e proteja a sua vida! Lembre-se: Prevenir é sempre o melhor remédio.” Finaliza o Dr. Marco César Roque.

Bisturi não é varinha mágica: Veja tudo o que precisa saber antes de agendar uma cirurgia plástica

Cirurgião e advogada alertam os perigos de procedimentos clandestinos

É preciso se atentar e se conscientizar de que a cirurgia plástica é um tratamento médico e não pode ser realizada por influência da moda e a busca pela aparência “perfeita”.
É impressionante quantas pessoas procuram as clínicas com uma proposta além do que a própria autonomia do corpo permite e se frustram. Nem tudo o que está na cabeça do paciente é possível realizar, a cirurgia plástica não é como ir comprar uma roupa, é preciso haver uma avaliação profissional de um médico capacitado.
O Brasil possui respeitabilidade internacional no quesito cirurgia plástica. É um país com grande tradição em procedimentos estéticos, mas a busca pela aparência perfeita pode levar algumas pessoas a se arriscarem em procedimentos ilegais e perigosos.
O cirurgião plástico da Clínica Libria, Dr. Sabath, destaca que um dos principais riscos de se submeter a procedimentos estéticos em clínicas clandestinas é a falta de garantias de segurança. Essas clínicas muitas vezes não possuem equipamentos de segurança adequados, como sistemas de monitorização cardíaca, e podem utilizar materiais de qualidade duvidosa em vez de produtos aprovados pelos órgãos reguladores. Isso pode resultar em complicações graves, como infecções, necrose tecidual e até mesmo a morte.
Para ajudar a evitar esses riscos, aqui estão algumas dicas importantes da advogada especialista em direito médico, Dra. Beatriz Guedes, para quem está pensando em realizar um procedimento estético:
1. Pesquise a clínica e o profissional: antes de realizar qualquer procedimento estético, é importante verificar se a clínica e o profissional são devidamente registrados nos órgãos reguladores e se possuem a qualificação necessária para realizar o procedimento com segurança. Verifique também as opiniões de outros pacientes que já realizaram procedimentos na clínica e com o profissional.
2. Converse com o médico: é fundamental conversar com o médico antes do procedimento e tirar todas as dúvidas sobre o procedimento em questão, bem como suas expectativas e desejos em relação ao resultado final.
3. Confirme os equipamentos de segurança: antes de realizar o procedimento, verifique se a clínica possui os equipamentos de segurança adequados para realizar o procedimento com segurança.
4. Entenda os riscos e benefícios: é importante compreender que todo procedimento estético possui riscos e benefícios, e que eles devem ser avaliados cuidadosamente antes de tomar uma decisão. Não se deixe levar por modismos ou expectativas irreais.
5. Fique atento aos preços: desconfie de preços muito baixos, pois isso pode ser um sinal de que a clínica ou o profissional não possuem a qualificação necessária ou estão utilizando materiais de baixa qualidade.
6. Avalie o pós procedimento: é importante avaliar o pós-procedimento e seguir todas as orientações médicas para garantir uma recuperação segura e eficaz.
Outra questão importante é a escolha dos materiais utilizados no procedimento. Desde a escolha dos implantes de silicone até os produtos utilizados para preencher as rugas, é fundamental que o paciente verifique a procedência dos materiais e se eles são aprovados pelos órgãos reguladores, como a ANVISA, ou se são indicados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Além disso, o cirurgião da Clínica Libria ressalta que é importante lembrar, que a cirurgia plástica não é uma solução mágica para todos os problemas estéticos. É necessário que o paciente esteja com a saúde em dia e tenha expectativas realistas em relação aos resultados. A cirurgia plástica pode ajudar a melhorar a aparência física, mas não pode resolver problemas emocionais ou psicológicos.
“Lembre-se sempre que a cirurgia plástica é um tratamento médico e deve ser realizada com segurança e responsabilidade. Procure sempre um profissional qualificado e de confiança para realizar o procedimento estético que você deseja. Não se arrisque em clínicas clandestinas e ilegais, pois isso pode colocar não apenas a sua saúde em risco, mas sim, sua vida.” Finaliza a Dra. Beatriz Guedes.

Doar sangue é seguro? Veja mitos e verdades sobre esse ato que salva vidas

No Dia Mundial do Doador de Sangue (14/06), conheça a importância da doação; no período do inverno, estoques ficam em estado crítico

A data de 14 de junho é conhecida mundialmente como o Dia do Doador de Sangue, que busca conscientizar a população sobre a importância de um simples ato que pode salvar vidas. Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, 14 em cada mil habitantes doam sangue de forma regular nos hemocentros do Sistema Único de Saúde (SUS), uma taxa de 1,4%. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 1% a 3%¹.

No entanto, há períodos do ano, principalmente durante o inverno, em que os estoques de sangue ficam em estado crítico, além de que dúvidas sobre segurança, pré-requisitos e benefícios da doação ainda afastam as pessoas deste ato de solidariedade. Veja mitos e verdades para perder o medo de doar sangue:

Doar sangue é totalmente seguro”

Verdade. Não há nenhum risco de contaminação durante a doação de sangue, pois os materiais utilizados são descartáveis e de uso único. Além disso, as soluções e equipamentos disponíveis nos centros de coleta no Brasil são seguros, eficientes e confiáveis. “A Roche Diagnóstica, por exemplo, oferece para bancos de sangue ensaios de última geração e automação pioneira de amostras para produtos de sangue e plasma, com cobertura abrangente, excelente sensibilidade, e manuseio e processamento totalmente automatizado”, explica Sandra Sampaio, diretora de Marketing e Estratégia da Roche Diagnóstica.

“O meu sangue pode ser contaminado depois da doação”

Mito. O caminho do sangue, após a coleta, é totalmente seguro. Nos bancos de sangue há soluções inovadoras que ajudam em todo o processo. “São soluções integradas e softwares inovadores de triagem de sangue que garantem máxima eficiência, trazendo confiança nos resultados, agilidade, menor necessidade de reteste e perda minimizada de doações, com maior segurança, sem riscos de contaminação, desde quando o sangue chega do doador até o paciente receptor”, exemplifica Sandra Sampaio.

“A triagem do sangue pode detectar diversos tipos de doenças”

Verdade. Após a doação, é realizada uma triagem que busca garantir a máxima segurança para as pessoas que vão receber a transfusão. Podem ser detectadas doenças como AIDS, Sífilis, Doença de Chagas, HTLV I/II, Hepatites B e C. É importante ressaltar que os testes têm o objetivo de fazer a triagem do sangue e evitar contaminações e não de diagnóstico, portanto, não devem ser interpretados como diagnóstico definitivo².

“Se eu doei sangue uma vez, precisarei doar sempre”

Mito. Quem faz a primeira doação de sangue não é obrigado necessariamente a realizar mais vezes. No entanto, é um ato de solidariedade importante para se fazer regularmente – lembrando que uma doação pode salvar a vida de até quatro pessoas. O intervalo mínimo entre doações é de 60 dias para homens e 90 dias para mulheres, sendo que os homens podem doar no máximo 4 vezes em um ano e as mulheres 3 vezes nesse mesmo período. Para pessoas com mais de 60 anos, o intervalo mínimo entre as doações é de 6 meses³.

“Todas as pessoas podem doar sangue”

Mito. Os critérios básicos para doar sangue são: ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos – menores de 18 anos precisam do consentimento formal do responsável legal; pessoas entre 60 e 69 anos só poderão doar sangue se já o tiverem feito antes dos 60 anos; apresentar documento de identificação com foto emitido por órgão oficial; pesar no mínimo 50 kg; ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas. Além disso, é preciso estar alimentado – evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação de sangue e, caso seja após o almoço, aguardar 2 horas ⁴. “Há ainda algumas restrições e medicamentos que impedem a doação de sangue, por isso, consulte sempre sites oficiais para mais informações”, orienta Sandra Sampaio, diretora de Marketing e Estratégia da Roche Diagnóstica.

 

Em cinco meses, nove ações na Saúde com impacto positivo na população

Zé Gotinha com a ministra Nísia Trindade (Saúde): política de vacinação foi retomada. Foto: Júlia Prado / MS

Anunciada nesta quarta-feira (7/6), a reformulação do Farmácia Popular, agora mais inclusivo e abrangente, é apenas uma das muitas ações que confirmam a Saúde como prioridade do Governo Federal em pouco mais de cinco meses de gestão.

De janeiro a maio, o Ministério da Saúde adotou um conjunto de outras oito medidas que convergem para uma oferta de serviços de qualidade e universal. A expansão da assistência básica à saúde, lançada em março, é um desses exemplos.

1. SAÚDE DA FAMÍLIA – Com objetivo de expandir as equipes de serviço e saúde em municípios de todos os estados, o programa já chegou a 3,9 mil municípios. Até maio, foram credenciadas 56,9 mil novas equipes de saúde da família, atenção primária, saúde bucal e agentes comunitários, além de unidades básicas de saúde com horário estendido.

2. MAIS MÉDICOS – Anunciado em março, o novo Mais Médicos assegura a presença de profissionais de saúde em lugares remotos e nas periferias de grandes cidades. A meta é chegar ao fim de 2023 com 28 mil médicos no programa. Com 5.970 vagas em 1.994 municípios de todo o país, o primeiro edital já conta com mais de 34 mil inscritos, recorde de todas as edições. Os profissionais começarão a atuar até o fim de junho.

3. CIRURGIAS ELETIVAS – Importantes medidas foram anunciadas logo no início do governo, como o Programa Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas, Exames Complementares e Consultas Especializadas (PNRF). Por meio do programa, a União oferece apoio técnico e financeiro a estados e municípios para reduzir as filas de cirurgia eletivas, exames e consultas. Até maio, foram repassados R$ 600 milhões com foco inicial na redução das filas. Foram aprovados 27 planos estaduais, com previsão de realização de 488 mil cirurgias, o que resultará em redução de 45% da fila.

4. VACINAÇÃO – Depois de um período de redução dos índices de vacinação e o retorno de doenças que estavam controladas, o Governo Federal lançou em 27 de fevereiro o Movimento Nacional pela Vacinação, que retomou a vacinação de Covid, com a oferta da bivalente, e dos demais esquemas vacinais. Até o fim de maio, foram repassados R$ 150 milhões de doses a estados e municípios. Foram aplicadas 31,9 milhões de dose de vacina contra a Covid-19, entre bi e monovalente, e mais de 41 milhões de dose de vacina contra a Influenza. Houve recomposição dos estoques da vacina oral contra poliomielite.

5. BRASIL SORRIDENTE – A volta do Brasil Sorridente, com a Política Nacional de Saúde Bucal, foi sancionada pelo presidente Lula no início de maio, para garantir o acesso ao atendimento odontológico pelo SUS. Até maio, o programa somava 3.685 novas equipes de saúde bucal e 19 novos Centros de Especialidades odontológicas (CEO).

6. HOSPITAIS FILANTRÓPICOS – As entidades privadas sem fins lucrativos, entre as quais as Santas Casas, que atuam de forma complementar ao SUS, também receberam aporte de R$ 1,5 bilhão para recomposição orçamentária. Até maio, 2,4 mil entidades foram atendidas em 1,2 mil municípios de 23 estados.

7. PISO DA ENFERMAGEM – O piso salarial da enfermagem, que prevê remuneração de R$ 4.750 aos enfermeiros, foi outra medida importante anunciada no primeiro semestre. Paralelamente à lei que cria o piso, o presidente Lula sancionou outra lei que abre crédito especial de R$ 7,3 bilhões no orçamento do Fundo Nacional de Saúde para garantir a estados e municípios a capacidade financeira para o pagamento.

8. AGENTES COMUNITÁRIOS – Em janeiro, houve a sanção do Projeto de Lei que reconhece os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias como profissionais de saúde. A medida beneficiou 265 mil agentes comunitários de saúde e 61,1 mil agentes de combate às endemias.

9. FARMÁCIA POPULAR – Retomado na última quarta-feira, o Farmácia Popular garante remédios gratuitos para o tratamento de diabetes, asma, hipertensão e, a partir de agora, para osteoporose e anticoncepcionais. O programa também fornece medicamentos com descontos de até 90% para dislipidemia (gorduras no sangue), rinite, Doença de Parkinson, glaucoma e incontinência (fraldas geriátricas).

Ao todo, são 40 remédios para o tratamento de 11 doenças, num benefício para 55 milhões de brasileiros, em especial os que vivem em condição de vulnerabilidade social. Definido pela ministra Nísia Trindade (Saúde) como uma das maiores e mais abrangentes parcerias entre setor público e privado, o Farmácia Popular já contribui para a redução de 13% das internações por diabetes e 23% por hipertensão.

“A atenção à saúde faz parte da cultura da paz. Garantir acesso a medicamentos é resgatar o direito à saúde e, mais do que isso, resgatar a dignidade ao povo”, disse Nísia Trindade.

 

Mulheres diagnosticadas com TEA na fase adulta sofrem com sintomas específicos

Transtorno do Espectro Autista em mulher adultas é o tema no novo workshop da EID – Escola Internacional de Desenvolvimento

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurológica caracterizada por diferenças na interação social, comunicação e comportamentos restritos e repetitivos. Embora o TEA seja mais comumente associado a homens, é cada vez mais reconhecido que as mulheres também podem ser afetadas por essa condição.

Nos últimos anos, tem havido um aumento do interesse e da pesquisa sobre o TEA em mulheres, com o objetivo de entender melhor as diferenças de apresentação clínica, desafios específicos e necessidades de suporte. Essa compreensão mais aprofundada é crucial para fornecer intervenções adequadas e personalizadas às mulheres no espectro autista.

Diversos estudos têm destacado que as mulheres com TEA podem apresentar características e padrões de comportamento diferentes dos homens. Por exemplo, elas podem ter habilidades sociais aparentemente mais desenvolvidas, o que pode levar a um diagnóstico tardio ou a uma subestimação das suas dificuldades. Além disso, a presença de interesses e atividades repetitivas pode ser mais sutil ou diferir daquelas observadas em homens.

Outro aspecto importante é a questão da saúde mental. Segundo a palestrante  Amélia Dalanora da EID – Escola Internacional de Desenvolvimento “mulheres com TEA podem ter um maior risco de desenvolver problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e distúrbios alimentares. É fundamental garantir que elas tenham acesso a serviços de saúde mental e apoio adequados, levando em consideração suas necessidades específicas”.

No entanto, ainda há desafios significativos na identificação e no suporte a mulheres com TEA. Muitas vezes, o estereótipo de que o TEA é predominantemente um transtorno masculino pode levar a subdiagnóstico e falta de apoio adequado para mulheres. É essencial conscientizar profissionais de saúde, educadores e o público em geral sobre essa diversidade no espectro autista.

À medida que a pesquisa e o conhecimento sobre o TEA em mulheres continuam a avançar, é esperado que haja uma melhoria no diagnóstico precoce, suporte e inclusão das mulheres no espectro autista.

Segundo a professora Mirian Revers, palestrante do workshop da EID – Escola Internacional de Desenvolvimento “é necessário um esforço conjunto da sociedade para garantir que todas as pessoas, independentemente do gênero, recebam a atenção e o suporte necessários para viver uma vida plena e satisfatória”.

Alerta para saúde mental: “Parece que um desespero toma conta de você” Conta Yudi Tamashiro sobre seu diagnóstico de Burnout

Até onde trabalhar demais é vantajoso? Após o diagnóstico, o apresentador fechou a agenda, cancelou programa de viagem para os EUA e focou em tratamento espiritual

Com duas empresas, curso, podcast e gravações para TV, Yudi Tamashiro não se surpreendeu ao descobrir que o aperto no peito e no estômago, entre outros sintomas, eram sinais de burnout. O apresentador foi diagnosticado com a doença após ir à emergência médica no mês passado.

Embora Yudi já tenha tido episódios de irritação e impaciência antes, desta vez foi diferente. “Foi a primeira vez que senti um desespero tomando conta de mim”, disse ele. “Eu já tive várias vezes, irritações grandes, de não querer escutar ninguém. Se vier falar comigo, só venha com solução porque senão, eu explodo”. No entanto, desta vez, ele chegou a um ponto em que não conseguia mais lidar com a pressão e o ritmo acelerado de seu trabalho.

“Com o lado espiritual, eu conheço os meus erros, é questão de querer abraçar o mundo. Então, acredito que agindo dessa forma [equilibrando trabalho, vida social e descanso], eu vou ter mais segurança”, defende Yudi.

A gestora de carreira, especialista em PNL e terapeuta, Madalena Feliciano, explica que o burnout é uma doença ocupacional que afeta milhões de trabalhadores em todo o mundo. É caracterizado por um estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso e pode levar a exaustão emocional, despersonalização e redução da realização pessoal. No Brasil, uma pesquisa realizada em 2019 pelo International Stress Management Association (Isma-BR) revelou que 32% da população economicamente ativa do país sofreu com o problema.

Uma pesquisa recente do Slack descobriu que o burnout está aumentando globalmente. Essa condição pode afetar pessoas em todas as áreas profissionais, desde profissionais da saúde até trabalhadores de escritório. A pressão constante para atender as demandas do trabalho, cumprir prazos e manter o desempenho pode levar a uma sobrecarga que, se não gerenciada adequadamente, pode levar ao burnout.

Madalena Feliciano destaca que os impactos do burnout vão além do indivíduo – muitas vezes, a condição pode afetar negativamente a equipe e a empresa como um todo. Funcionários que sofrem de burnout podem ter um desempenho abaixo do esperado, faltar ao trabalho com mais frequência e até mesmo deixar o emprego. Além disso, a empresa pode enfrentar custos com licenças médicas, contratação e treinamento de novos funcionários devido ao aumento da rotatividade e perda de produtividade.

O estresse no trabalho é comum, mas o esgotamento profissional é uma condição séria que pode afetar tanto a saúde quanto a carreira de uma pessoa. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) oficialmente reconheceu o burnout como um diagnóstico médico e o incluiu na Classificação Internacional de Doenças. O burnout é caracterizado como uma síndrome resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso.

Para ser diagnosticado com burnout, a pessoa deve apresentar quatro sintomas principais: exaustão emocional, cinismo ou despersonalização, sentimento de ineficácia e redução da realização profissional. Esses sintomas podem afetar a qualidade de vida, o bem-estar mental e a produtividade.

Muitas pessoas encaram o esgotamento como uma forma de estresse e tentam superá-lo da mesma maneira, mas na verdade, não são a mesma coisa. A fadiga que acompanha o esgotamento é diferente do estresse que pode surgir após um longo dia ou semana de trabalho. De fato, a fadiga pode ser tão incapacitante que impede as pessoas de realizar suas tarefas diárias. E embora ainda haja debate sobre a frequência do esgotamento profissional, a condição é real e pode afetar qualquer pessoa.

Uma pesquisa realizada pela Gallup mostrou que simplesmente trabalhar menos não é suficiente para reduzir o estresse, melhorar o bem-estar ou prevenir o esgotamento. Embora seja parte, não é toda a solução. A Gallup descobriu que a chave para prevenir o esgotamento é como os funcionários experimentam sua carga de trabalho, o que tem um impacto mais forte no esgotamento do que o número de horas trabalhadas. Além disso, quando se trata do bem-estar geral, a qualidade da experiência de trabalho é duas a três vezes mais importante do que o número de dias ou horas trabalhadas. Em outras palavras, o que você faz durante o horário de trabalho é o que realmente importa, de acordo com a análise da Gallup.

O principal sintoma do esgotamento é a exaustão na forma de uma fadiga profunda que não é curável com descanso ou folga. Então o que deve ser feito para combater o burnout? Madalena Feliciano cita algumas dicas:

Para empresas

As principais causas de esgotamento no trabalho são: tratamento injusto, carga de trabalho incontrolável, falta de clareza do papel e falta de comunicação e apoio de um líder. A qualidade de um líder define a base para todas as outras causas. Os líderes são defensores dos membros de sua equipe, abordando injustiças, ajudando a gerenciar prioridades e esclarecendo expectativas. Na maioria dos casos de esgotamento, as pesquisas descobriram que faltava um bom líder.

Prevenir o burnout é a melhor maneira de evitá-lo, pois a recuperação pode levar tempo e prejudicar a carreira do funcionário. Para a prevenção, indica-se as empresas cinco ações iniciais:

  1. Certifique-se de que todos conheçam seus pontos fortes e use uma estratégia baseada neles para criar uma cultura de autodesenvolvimento.
  2. Remova líderes abusivos, pois eles são o maior risco para a força de trabalho.
  3. Melhore as habilidades dos líderes para que possam se tornar treinadores e especialistas em estabelecer metas e fornecer feedback significativo pelo menos uma vez por semana.
  4. Faça do bem-estar uma parte das conversas sobre desenvolvimento de carreira, para que os líderes possam sonhar alto com suas equipes.
  5. Enfatize o bem-estar profissional como um foco na organização, pois trabalhar menos não significa trabalhar mais feliz.

“As empresas que desejam atrair e reter trabalhadores e competir na economia global de hoje devem incentivar comunidades gentis no trabalho, aumentar o acesso aos recursos necessários de saúde mental e cultivar uma cultura de respeito por todos os colaboradores. Ao adotar essas medidas, os líderes empresariais podem prevenir o esgotamento e garantir que seus funcionários tenham uma experiência de trabalho positiva.” Enfatiza Madalena Feliciano.

Para líderes e colaboradores

Existem algumas medidas que podem ser tomadas para ajudar a prevenir o burnout:

  1. Estabeleça limites: É importante definir limites claros entre o trabalho e a vida pessoal. Evite levar trabalho para casa e reserve tempo para atividades relaxantes e hobbies que ajudem a aliviar o estresse.
  2. Aprenda a dizer não: Muitas vezes, os trabalhadores se esforçam demais para agradar os outros e acabam sobrecarregados. É importante aprender a dizer não quando necessário e priorizar tarefas importantes.
  3. Pratique a autocuidado: Cuidar da própria saúde mental e física é fundamental para prevenir o burnout. Isso pode incluir dormir bem, se alimentar de forma saudável, praticar exercícios físicos, se conectar com a espiritualidade e reservar tempo para relaxar e se divertir.
  4. Busque apoio: É importante ter um sistema de apoio, seja amigos, familiares ou colegas de trabalho, com quem possa conversar e compartilhar preocupações. Isso pode ajudar a reduzir o estresse e aumentar a resiliência.
  5. Comunique-se com o empregador: Se estiver enfrentando desafios no trabalho, é importante comunicar-se com o empregador para buscar soluções. Isso pode incluir ajustes no trabalho, treinamento adicional ou apoio emocional.
  6. Faça pausas regulares: É importante fazer pausas regulares durante o dia de trabalho para descansar e recarregar as energias. Isso pode incluir caminhar, fazer uma pausa para o café ou simplesmente relaxar por alguns minutos.
  7. “Pratique técnicas de gerenciamento de estresse: Existem várias técnicas que podem ajudar a gerenciar o estresse, como a meditação, auto-hipnose ou a ioga. Encontre uma técnica que funcione para você e pratique regularmente.” finaliza Madalena Feliciano.

Leitos de UTI da rede pública estão com 100% de ocupação em Pernambuco

O fantasma do colapso no sistema de saúde, vivenciado durante a pandemia da Covid-19 voltou a rodear os hospitais públicos de Pernambuco.

A oferta de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) continua insuficiente para garantir a assistência aos mais de 160 pacientes, de todas as faixas etárias, que aguardam um leito, sem previsão de liberação de vagas. Hoje, a rede pública do Estado trabalha na capacidade total de seus leitos, em melhores palavras, todos estão ocupados.

Além da degradação dos hospitais públicos do Estado, denunciada pela população e pelos funcionários, a superlotação é outro grande problema, que só vem se arrastando nos últimos anos sem uma solução. As filas de espera permanecem sem fim. Nos quatro cantos do estado, os leitos estão lotados e pacientes aguardam uma vaga. Somente com síndrome respiratória aguda grave (SRAG), duas crianças e 87 adultos estão à espera de um leito de UTI. Já os casos não respiratórios, totalizam 74 pacientes. É importante destacar que redes privadas, vivenciam o mesmo cenário, visto que o aumento dos casos de doenças respiratórias se apresenta significativo em solo pernambucano.

Durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a governadora Raquel Lyra (PSDB), afirmou que dentro de um contrato de empréstimo de R$2,5 bilhões, destinará parte do montante para requalificação dos hospitais estaduais.

Atualmente, Pernambuco vivencia um aumento no número de casos de influenza em adultos, não tão diferente da maior parte do Brasil. Entre crianças, com idades até 2 anos, existe uma manutenção do crescimento de novos casos semanais e de internações pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que é o principal agente responsável por infecções respiratórias agudas em recém-nascidos. O vírus causa doenças leves, semelhantes a um resfriado, mas também podem acarretar em doenças graves, como bronquiolite.

A CBN Recife procurou a Secretaria de Saúde do Estado, para obter respostas sobre ações para aumento de leitos e viabilizar o atendimento desses pacientes, mas até o fechamento desta reportagem, não obteve resposta.

Fonte: CBN Recife

Beneficiários do Bolsa Família terão acesso gratuito a todos os medicamentos do Farmácia Popular

O Governo Federal retoma o Farmácia Popular do Brasil com a expansão da oferta de medicamentos gratuitos e o credenciamento de novas unidades em municípios de maior vulnerabilidade. Em uma ação inédita, todos os beneficiários do Bolsa Família poderão retirar os 40 medicamentos disponíveis no programa gratuitamente. A iniciativa amplia o acesso à assistência farmacêutica a 55 milhões de brasileiros.

A saúde da mulher terá prioridade. Essa população terá acesso gratuito aos medicamentos indicados para o tratamento de osteoporose e contraceptivos. São produtos que eram oferecidos pelo Farmácia Popular com preços mais baixos (50% de desconto) e que agora passam a integrar o rol de gratuidade, junto com tratamentos para hipertensão, diabetes e asma. Mais de 5 milhões de mulheres que antes pagavam a metade do valor devem ser beneficiadas com a retirada dos produtos de graça.

O Farmácia Popular do Brasil oferece medicamentos gratuitos para o tratamento de diabetes, asma e hipertensão e, a partir de agora, também para osteoporose e anticoncepcionais. O programa também fornece medicamentos com descontos de até 90% para dislipidemia, rinite, doença de Parkinson, glaucoma e fraldas geriátricas. Ao todo, contempla o tratamento para 11 doenças.

O Governo Federal também irá facilitar o acesso ao programa para a população indígena aldeada. Para evitar o deslocamento dessa população, será nomeado um representante de comunidade responsável por retirar os medicamentos indicados, sem necessidade de ter um CPF para ser atendido. Essa iniciativa entrará em prática em um projeto piloto no território Yanomami, em Roraima.

Com as novas habilitações que serão abertas, a expectativa é que o Farmácia Popular, até o fim do ano, passe a ter unidades em 5.207 municípios brasileiros, equivalente a 93% do território nacional

O lançamento do novo Farmácia Popular do Brasil será feito pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, nesta quarta-feira (7/6), em Recife, Pernambuco. A retomada dessa estratégia é mais uma iniciativa para resgatar o direito à saúde e vida digna para todos.

NOVOS CREDENCIAMENTOS – Após oito anos sem novas farmácias credenciadas, o Ministério da Saúde retoma as novas habilitações priorizando os municípios de maior vulnerabilidade que aderiram ao Mais Médicos. Ao todo, 811 cidades poderão solicitar credenciamento de unidades em todas as regiões do país, sendo 94,4% delas no Norte e Nordeste. Dessa forma, o acesso à saúde passa a ser completo para essa população – do atendimento médico ao tratamento.

Com as novas habilitações que serão abertas, a expectativa é que o Farmácia Popular, até o fim do ano, passe a ter unidades em 5.207 municípios brasileiros, equivalente a 93% do território nacional.

IMPACTO – Estudos da Universidade Federal da Bahia (UFBA), publicados em 2017, analisaram a relação do Farmácia Popular com o número de internações e óbitos por diabetes e hipertensão. Entre 2006 e 2015, o índice de internações por diabetes caiu 13% e as hospitalizações por hipertensão tiveram redução de 23% em todo país. Já entre 2011 e 2015, o total de mortes por complicações ligadas ao diabetes caiu 8,23%. A queda na mortalidade nos estados da região Nordeste foi cinco vezes superior à média nacional. Esse cenário mostra o papel do programa como fator fundamental na promoção da saúde da população.

O QUE É – O Programa Farmácia Popular do Brasil foi criado em 2004 como uma ação complementar de assistência farmacêutica no SUS. Inicialmente, foram ofertados medicamentos com preços mais baixos. Em 2006, na primeira expansão do programa, o Ministério da Saúde fechou parceria com as farmácias e drogarias da rede privada, instituindo a modalidade “Aqui Tem Farmácia Popular”.

A partir de 2011, o programa começou a ofertar à população medicamentos gratuitos indicados para o tratamento de hipertensão, diabetes e asma, por intermédio da estratégia “Saúde Não Tem Preço”. Outros tratamentos continuaram a ser oferecidos com até 90% de desconto.

Em 2016, a iniciativa chegou ao marco de quase 35 mil farmácias credenciadas atendendo mais de 22 milhões de brasileiros. Contudo, nos últimos anos, com a redução do número de municípios com unidades habilitadas, cerca de 2 milhões de brasileiros deixaram de ser atendidos pelo Farmácia Popular.

Reconstruir o Farmácia Popular, com a ampliação do número de unidades credenciadas e de brasileiros beneficiados, é prioridade do Governo Federal, que garantiu a continuidade da iniciativa com recursos da PEC da Transição após o desmonte orçamentário na gestão passada. O orçamento previsto para 2023 está na ordem de R$ 3 bilhões.

ENTENDA 

BOLSA FAMÍLIA – Até o momento, o Farmácia Popular oferecia medicamentos gratuitos para asma, hipertensão e diabetes. Os outros tratamentos eram oferecidos com preços mais baixos. A partir de agora, os 55 milhões de brasileiros que são beneficiários do Bolsa Família terão acesso a todos os medicamentos disponíveis no programa – são 40 para o tratamento de diversas doenças. Para retirar, basta ir até a farmácia credenciada e apresentar a receita médica, documento de identidade e CPF. O reconhecimento do vínculo do beneficiário com o Bolsa Família ocorrerá automaticamente pelo sistema, não é necessário cadastro prévio.

SAÚDE DA MULHER – A partir de agora, todas as mulheres já podem retirar gratuitamente os medicamentos indicados para o tratamento da osteoporose e contraceptivos. A iniciativa deve beneficiar cerca de 5 milhões de mulheres em todo Brasil.

INDÍGENA – De forma inédita, o Programa Farmácia Popular passa a atender a população indígena. O objetivo é ampliar e facilitar o acesso, de forma complementar, à assistência farmacêutica básica à população atendida nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Com a ação, o Farmácia Popular passa a ofertar todos os medicamentos do rol do programa de forma gratuita para essa população.

Para evitar o deslocamento, um representante da comunidade será escolhido para retirar os medicamentos indicados. Assim, também não será necessário ter um CPF para ser atendido pelo programa. Essa iniciativa entrará em prática em um projeto piloto no território Yanomami e em seguida, expandida de forma gradual para as outras regiões. As ações serão implementadas com a participação dos conselhos distritais de saúde indígena.

MAIS SEGURA – Nos últimos anos, resultados das auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria-Geral da União (CGU) e do Sistema Único de Saúde (AudSUS) apontaram fragilidades na execução e no controle do programa, além de indícios de fraudes. Com a retomada do Farmácia Popular, o Ministério da Saúde avançou para garantir a segurança, a fiscalização e a efetividade dessa política. A pasta está atendendo às determinações e recomendações dos órgãos de controle, permanece em diálogo constante com o TCU e trabalha no aperfeiçoamento dos mecanismos de monitoramento do programa.

Estados priorizados
para novos credenciamentos