
Adeus ao Zé Gotinha: poliomielite tem novo esquema vacinal a partir desta segunda (4)

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nessa semana, medida que possibilita a regularização de produtos à base de Cannabis sativa (maconha) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a prescrição desses produtos por médicos veterinários. A decisão altera a Portaria SVS/MS 344/1998, norma que trata dos produtos controlados no Brasil (critérios sobre prescrição e dispensação).
O Ministério da Saúde emitiu uma nota confirmando a conclusão da distribuição das doses de vacinas contra a Covid-19 para 10 estados, além do Distrito Federal: Paraíba, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Paraná, Sergipe, Tocantins e São Paulo. Segundo a pasta, todos os estados serão contemplados com celeridade.
O lote com 1,2 milhão de doses é parte da compra emergencial de imunizantes. Agora, cabe aos estados a responsabilidade de abastecer os municípios de acordo com a demanda local.
Cientistas britânicos anunciaram nesta semana a descoberta de um novo sistema de grupo sanguíneo, chamado de MAL (do inglês, proteína de Mielina e Linfócitos). Ele é raríssimo: 0,01% das pessoas no mundo têm este “tipo sanguíneo”.
A descoberta resolveu um mistério de 50 anos e foi conduzida por pesquisadores do sistema de saúde britânico e da Universidade de Bristol, que desvendaram a origem genética do até então misterioso antígeno AnWj.
🩸📝 ATENÇÃO: Antígeno é a palavra-chave para entender a descoberta e o conceito de “sistemas sanguíneos”, que popularmente chamamos de tipos de sangue.
Na prática, com a descoberta, agora médicos podem identificar com mais precisão pessoas com esse tipo raríssimo de sangue, evitando complicações em transfusões.
O antígeno AnWj foi descoberto em 1972, mas até recentemente, os cientistas não sabiam muito sobre ele. O mistério estava relacionado ao fato de que sua base genética — ou seja, qual parte do DNA é responsável por produzi-lo — ainda não havia sido compreendida por completo.
O que os pesquisadores britânicos conseguiram foi então encontrar uma peça-chave desse quebra-cabeça: eles descobriram que o antígeno AnWj está ligado à proteína Mal, presente na superfície dos glóbulos vermelhos do sangue, as células que transportam oxigênio e dão a cor vermelha ao fluido corporal.
Mais de 99,9% das pessoas em todo o mundo têm o AnWj positivo e expressam a proteína Mal completa em suas células vermelhas, o que não acontece nas células de indivíduos AnWj-negativos.
⚠️ Isso é um problema porque pessoas que não têm o antígeno AnWj podem ter reações adversas se receberem sangue com essa substância durante uma transfusão.
“A importância dessa descoberta é que agora é possível desenvolver testes para identificar pacientes e doadores com o raro fenótipo AnWj-negativo, permitindo transfusões de sangue mais seguras”, explicou ao g1 Lilian Castilho, especialista em Hematologia e Hemoterapia pela Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), que não teve envolvimento com a pesquisa.
A maioria das pessoas com o tipo de sangue AnWj-negativo tem essa condição devido a doenças como alguns tipos de câncer ou problemas no sangue que fazem com que o antígeno AnWj não apareça.
Mas, no estudo, os pesquisadores também identificaram que há um grupo menor de pessoas que têm o AnWj-negativo por uma razão genética, ou seja, porque faltam nelas o gene MAL (responsável pela produção da proteína Mal), que é essencial para esse antígeno.
No estudo, os cientistas encontraram cinco pessoas que eram AnWj-negativo por causas genéticas, incluindo uma família de árabes-israelenses.
Uma dessas amostras de sangue era de uma mulher que, na década de 70, foi identificada como a primeira pessoa com esse tipo de sangue.
“Descobrir a base genética do AnWj foi um dos nossos projetos mais desafiadores”, afirmou Nicole Thornton, chefe do Departamento de Referência de Células Vermelhas do IBGRL no NHS Blood and Transplant.
“Há muito trabalho envolvido para provar que um gene realmente codifica um antígeno sanguíneo, mas é isso que nos apaixona, fazer essas descobertas para beneficiar pacientes raros ao redor do mundo. Agora, testes genéticos podem ser criados para identificar pacientes e doadores com o AnWj-negativo geneticamente. E esses testes podem ser integrados às plataformas genéticas já existentes”, completou.
Para confirmar que a proteína Mal é responsável por se ligar aos anticorpos AnWj, os pesquisadores realizaram alguns experimentos.
Primeiro, eles introduziram o gene MAL normal em células e observaram uma reação específica, indicando que a proteína Mal estava presente e funcionando corretamente.
No entanto, quando usaram o gene mutante, que não funciona como deveria, essa reação não ocorreu. Isso mostrou que a proteína Mal é essencial para a ligação com os anticorpos AnWj.
Com essa descoberta, Castilho explica que o próximo passo é desenvolver testes mais precisos, como ensaios de PCR (testes de laboratório extremamente sensíveis), para detectar a falta desse gene.
Ela diz que isso facilitará a identificação de indivíduos com esse fenótipo raro e garantirá que eles recebam transfusões de sangue compatíveis.
Além disso, futuras pesquisas precisam ser feitas para explorar o papel da proteína Mal nas células do sangue e como sua ausência pode impactar a saúde, aprimorando o diagnóstico e tratamento para essas condições raras.
Fonte: g1
A Associação dos Servidores de Vigilância Sanitária em Pernambuco (AVISAPE) comunicou, por meio de ofício, que os servidores públicos estaduais da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (APEVISA) realizarão uma paralisação no dia 20 de setembro, às 10h. A mobilização ocorrerá na sede da APEVISA, localizada na Praça Osvaldo Cruz, no bairro da Boa Vista, no Recife, e em suas 12 unidades regionais em todo o Estado.
A falta de insumos essenciais para garantir a cobertura vacinal plena tem sido enfrentada por seis em cada dez municípios brasileiros. Pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que em 64,7% destes há falta de vacinas para imunizar a população, principalmente as crianças. O levantamento foi produzido entre os dias 2 e 11 de setembro e contou com a participação de 2.415 prefeituras.
UNIFG oferta atendimentos psicológicos gratuitos para pessoas com sintomas de depressão
De acordo com informações do estudo realizado pelo The Lancet Regional Health – Americas, o número de suicídio entre jovens cresceu 6% ao ano, de 2011 a 2022, no Brasil. O aumento nesta população foi ainda maior que a da população em geral que foi, em média, de 3,7%. Diversas razões podem ocasionar isso, como fatores ambientais, socioculturais e existenciais, assim, desencadear transtornos mentais, como a depressão, sendo este importante causador de risco para o suicídio. Por isso, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da saúde mental e a buscar ajuda profissional e, portanto, evitar casos desses tipos, foi criado no Brasil o Setembro Amarelo, mês dedicado a esta temática.
O Brasil já registrou 254.170 casos prováveis de chikungunya em 2024. O dado é do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde. Até a última atualização, em 28 de agosto, foram registrados 162 óbitos pela doença e 153 ainda estão em investigação. O coeficiente de incidência da chikungunya é de 125,2 casos para cada 100 mil habitantes.
Os avanços na regulamentação e experiências exitosas para a produção, distribuição e uso de medicamentos à base de Cannabis no Brasil foram os temas debatidos na reunião da Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial da Alepe. O encontro ocorreu nesta segunda (26) e foi coordenado pelo deputado João Paulo (PT).
Representantes das principais associações de pacientes que atuam no Estado e têm autorização judicial para cultivar, produzir e fornecer remédios à base de Cannabis compareceram à reunião. A principal demanda é o respaldo de suas atividades por regulamentos e leis, o que significa mais segurança jurídica.
Pernambuco vai contar com o reforço de 146 novos profissionais no atendimento de saúde através do programa Mais Médicos, como parte do 38º ciclo da iniciativa. O novo edital, que disponibilizou 3.177 vagas para todo o Brasil, recebeu um total de 33.014 inscrições, com a maioria dos profissionais inscritos possuindo registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) do Brasil.
O Ministério da Saúde confirmou uma primeira morte fetal por febre oropouche no mundo, em Pernambuco. A Grávida de 28 anos estava na trigésima semana de gestação. A pasta investiga outros oito casos de transmissão vertical de Oropouche. São quatro casos em Pernambuco, um na Bahia e três no Acre. De acordo com o Ministério da Saúde, quatro casos evoluíram para óbito fetal e quatro casos apresentaram anomalias congênitas, como a microcefalia. As análises estão sendo feitas pelas secretarias estaduais de saúde e especialistas, com o acompanhamento do Ministério da Saúde, para concluir se há relação entre Oropouche e casos de malformação ou morte do feto.