
O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, assumiu o cargo há duas semanas em meio à pressão sobre as contas públicas e desafios fiscais herdados da gestão anterior. Logo no início, anunciou bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026 para conter o avanço de despesas obrigatórias, dentro do limite de crescimento de gastos de até 2,5% acima da inflação.
Apesar disso, o governo projeta superávit primário de R$ 3,5 bilhões, mas admite déficit de R$ 59,8 bilhões ao incluir precatórios e despesas fora do arcabouço fiscal. Paralelamente, estuda medidas como subsídio de R$ 1,20 por litro para o diesel importado (com custo de R$ 3 bilhões) e ações para reduzir a inadimplência, que já compromete mais de 27% da renda das famílias.
Especialistas apontam dificuldades no cumprimento das metas fiscais, aumento da dívida pública (78,7% do PIB) e baixo nível de investimentos (cerca de 2,3% do PIB). O principal desafio do ministro será equilibrar as contas, recuperar a credibilidade fiscal e estimular o crescimento econômico.
Fonte: Agência Brasil




