Incêndio em Hong Kong: número de mortos sobe para 146

O número de mortos no incêndio do complexo de apartamentos em Hong Kong subiu para 146 neste domingo, com a descoberta de mais corpos nos prédios destruídos pelo fogo. Um fluxo constante de pessoas depositava buquês de flores em um memorial improvisado cada vez maior no local do desastre, um dos piores da história da cidade.

A Unidade de Identificação de Vítimas de Desastres da polícia de Hong Kong tem percorrido minuciosamente os edifícios do complexo Wang Fuk Court e encontrou corpos tanto em apartamentos quanto nos telhados, afirmou o oficial responsável, Cheng Ka-chun.

Os edifícios permanecem estruturalmente sólidos, mas a busca tem sido lenta, disse ele aos repórteres, ainda vestindo seu macacão branco, com o capacete e a máscara respiratória ao lado.

“Está muito escuro lá dentro e, por causa da pouca luz, é muito difícil trabalhar, principalmente em locais afastados das janelas.”

Até o momento, a equipe examinou quatro dos sete blocos, disse Cheng.

As buscas mais recentes encontraram outros 30 corpos, incluindo 12 que já haviam sido descobertos pelos bombeiros, mas ainda não tinham sido recuperados, disse Tsang Shuk-yin, chefe da unidade de vítimas da polícia de Hong Kong.

Outras 100 pessoas estão desaparecidas e 79 ficaram feridas, disse Tsang.

No local, pessoas fizeram breves orações ou deixaram bilhetes manuscritos entre as flores.

“Isto serve verdadeiramente como um alerta para todos, especialmente com estes edifícios super altos”, disse Lian Shuzheng, que esperou numa fila de centenas de pessoas para adicionar as suas flores ao crescente conjunto.

As pessoas também doaram suprimentos para aqueles que perderam tudo no incêndio, que começou na quarta-feira e só foi totalmente extinto na sexta-feira.

Os oito edifícios do complexo Wang Fuk Court, no subúrbio de Tai Po, estavam todos revestidos com andaimes de bambu cobertos com redes de náilon para obras de renovação, e as janelas estavam protegidas por painéis de poliestireno. As autoridades investigavam se as normas de segurança contra incêndio foram violadas.

Fonte: g1

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