
O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), se pronunciou neste domingo (30) sobre os panfletos apócrifos com ataques pessoais à governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). O material, espalhado em muros no Bairro do Recife, faz acusações relacionadas à morte do marido da governadora, o empresário Fernando Lucena.
Em declaração publicada nas redes sociais, João Campos classificou os panfletos como “um completo absurdo” e afirmou que qualquer tentativa de atribuir a autoria dos ataques à sua candidatura será levada à Justiça.
“Qualquer pessoa que tente atribuir esse tipo de prática a mim ou à minha candidatura vai responder por isso na Justiça brasileira”, afirmou.
João também fez referência à morte do próprio pai, o ex-governador Eduardo Campos, durante a campanha presidencial de 2014. Segundo ele, tanto sua família quanto a de Raquel conhecem a dor de perder alguém durante um período eleitoral.
“Eu perdi meu pai durante uma eleição. A candidata Raquel perdeu o marido durante uma eleição. Nós sabemos a dor que isso representa para uma família”, declarou.
O candidato afirmou ainda que não aceita que familiares sejam utilizados como instrumento de disputa política e classificou os ataques como “desumanos e inaceitáveis”.
João Campos informou que sua equipe já está recorrendo à Justiça para que a origem dos panfletos seja investigada. Ele defendeu que sejam identificados os responsáveis pela produção, financiamento e distribuição do material.
“A democracia comporta divergência, crítica e confronto de ideias. O que ela não pode admitir é covardia, anonimato e ataques contra famílias”, disse.
O episódio ocorre em meio ao acirramento da disputa pelo Governo de Pernambuco e após Raquel Lyra registrar boletins de ocorrência nas polícias Federal e Civil para denunciar os ataques.


