
Morreu neste sábado (22), no Recife, aos 77 anos, o jornalista e escritor pernambucano Homero Fonseca. Ele estava em tratamento contra um câncer no pâncreas.
Natural de Bezerros, no Agreste, Homero teve uma longa trajetória na imprensa pernambucana. Trabalhou no Diario de Pernambuco, onde foi editor-chefe, na Folha de Pernambuco e na Revista Continente.
Também se destacou na literatura, com obras dedicadas à história e à cultura de Pernambuco. Entre seus livros estão Viagem ao Planeta dos Boatos, sobre o famoso boato de que a Barragem de Tapacurá havia rompido em 1975, Roliúde e Pernambucania: o que há nos nomes das nossas cidades.
Em 2024, Homero Fonseca venceu o Prêmio Off Flip de Literatura, em Paraty (RJ), na categoria Contos. Seu último livro, Jornais em Guerra – A Imprensa na Confederação do Equador (1823-1825), foi lançado em julho de 2026.
O escritor também produziu a biografia do livreiro Tarcísio Pereira, fundador da Livraria Livro 7 e criador do bloco “Nóis sofre, mas nóis goza”.
O velório aconteceu neste domingo (23), no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife.
A morte de Homero foi lamentada por autoridades, colegas e representantes da cultura pernambucana. A senadora Teresa Leitão destacou a importância do jornalista para a imprensa, a literatura e a preservação da memória de Pernambuco.
Fonte: g1/pe


