
A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) determinou a exclusão de nove policiais militares da corporação por envolvimento em diferentes crimes cometidos no estado. As decisões foram divulgadas na edição do Diário Oficial do Estado e tiveram como base investigações realizadas pela Corregedoria da SDS. As portarias foram assinadas pelo secretário Alessandro Carvalho.
Entre os casos está o de um 2º sargento condenado a oito anos e três meses de prisão por homicídio qualificado por motivo fútil. O crime aconteceu em junho de 2021, em Caruaru, no Agreste. Segundo a decisão, o policial estava em um bar e, após consumir bebida alcoólica, efetuou disparos contra uma pessoa, que morreu.
Outro integrante da corporação excluído foi um 1º sargento acusado de agredir a própria filha, em maio de 2025. Conforme descrito no processo, o militar teria utilizado socos, puxões de cabelo e coronhadas, além de fazer ameaças de morte e disparar uma arma de fogo em via pública. As demais exclusões envolvem diferentes infrações e crimes praticados pelos policiais.
Entre os casos estão:
- Um cabo condenado a 14 anos de prisão por homicídio qualificado.
- Um soldado envolvido na fraude de um concurso público para a Guarda Municipal de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, em 2019.
- Um cabo que deixou, sem autorização, o Centro de Reeducação da Polícia Militar de Pernambuco, em 2022.
- Um 3º sargento acusado de praticar atos de natureza sexual contra uma jovem com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em Olinda, em 2019. Conforme o processo, a vítima não tinha discernimento para compreender o que ocorria.
- Um cabo flagrado recebendo pedras de crack de um traficante de drogas durante uma abordagem realizada por equipes policiais.
- Um soldado que mantinha vínculo com integrantes de uma organização criminosa e teria participado indiretamente de atividades relacionadas à obtenção de informações sobre possíveis vítimas.
- Uma soldado apontada como integrante de um grupo criminoso, com participação em roubos e na ocultação de veículos roubados.
Nas portarias que oficializaram as exclusões, a SDS-PE informou que as condutas atribuídas aos policiais violaram dispositivos do Estatuto dos Militares Estaduais.
A secretaria também afirmou que os comportamentos analisados contrariaram princípios éticos e disciplinares da corporação e comprometeram, de forma grave, a honra pessoal, o pudor policial militar e o decoro da classe.
As medidas resultam dos procedimentos conduzidos pela Corregedoria da pasta, responsável pela apuração das condutas atribuídas aos integrantes da Polícia Militar de Pernambuco.


