Operação em fábrica clandestina de cigarros prende duas pessoas e resgata 18 paraguaios em situação análoga à escravidão

Uma operação conjunta da Polícia Federal e da Receita Estadual interditou, nesta quinta-feira (4), uma fábrica clandestina de produção de cigarros falsificados no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife.

Segundo a PF, 18 trabalhadores paraguaios foram resgatados de situação análoga à escravidão. Além disso, duas pessoas foram presas.

Em entrevista à TV Globo, João de Paula Pinto, auditor fiscal da Secretaria da Fazenda, contou que o órgão acompanhava a situação da fábrica clandestina antes da operação.

“A suspeita era sobre destinação de insumos. Só que, ao chegarmos ao local, foi descoberta uma fábrica clandestina de cigarros. Tem maquinários de médio a grande porte, tem cigarros sem selo fiscal que são da Receita Federal”, disse.

Segundo o auditor fiscal, depois que as equipes encontraram os trabalhadores em condições precárias, os servidores acionaram a Polícia Federal.

“Encontramos pessoas que estavam em situações bem precárias de alojamento, alimentação, essas coisas. E a Polícia Federal foi acionada para ver essa questão da tipificação, do tipo penal, se se enquadra a situação análoga de escravidão”, explicou.

Ainda de acordo com a Sefaz, os responsáveis pelo condomínio onde está o depósito apresentaram uma documentação que indica que o galpão foi alugado para eventos e afirmaram não saber que o local era usado como fábrica de cigarros.

Os danos aos cofres públicos ainda estão sendo calculados, mas a Sefaz informou que, por se tratar de maquinários de médio e grande porte dentro da fábrica clandestina, os custos são consideráveis. A secretaria disse também que:

  • no local, foi encontrada “grande quantidade” de cigarros prontos para comercialização, além de matéria-prima e equipamentos utilizados na fabricação;
  • “a Polícia Federal e a Polícia Militar foram acionadas e acompanham a ocorrência, que segue em andamento”;
  • a divulgação de informações adicionais sobre o caso acontecerá “assim que houver atualização dos trabalhos”.

Os nomes e as idades das pessoas detidas não foram divulgados. Ao g1, a Polícia Federal informou que investiga se elas têm participação no esquema criminoso. Nenhum dos trabalhadores foi autuado por qualquer crime até a última atualização desta reportagem.

Fonte: g1/pe

 

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