Morre Guilherme de Pádua, assissino da atriz Daniela Perez

Morreu neste domingo, 6, Guilherme de Pádua, assassino confesso da atriz Daniella Perez. O ex-ator tinha 53 anos e foi vítima de um infarto.

A informação foi divulgada em uma live pelo pastor Márcio Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, onde Guilherme se tornou membro.

“Recebi o telefonema de uma irmã falando de um dos nossos pastores que acabou de falecer. Aquilo para mim foi um impacto muito grande, pois hoje, às 10h, eu estava dirigindo o culto, e ele estava no primeiro banco com a esposa, servindo ao Senhor, cantando, orando, louvando (…)”, disse.

Guilherme de Pádua foi condenado a 19 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato de Daniela. Pádua foi solto em 1999 após cumprir um terço da pena. O assunto voltou à tona quando, em julho deste ano, quando a HBO lançou Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez, série a qual documenta o crime.

Agora pastor, ele mantinha um canal no Youtube no qual criticava a imprensa, falava sobre questões éticas dentro da igreja evangélica e dava pitacos políticos.

Previsão do tempo para Pernambuco nesta segunda (07)

Nesta segunda-feira (07) para região Metropolitana do Recife e Zona da Mata Norte é esperado um dia parcialmente nublado a nublado, com pancadas de chuva de forma isolada no período da madrugada e nas primeiras horas da manhã, com intensidade fraca a moderada. A temperatura máxima esperada nas localidades é de 29º no Recife e de 30º na Mata Norte.

Na Mata Sul o dia tem previsão de parcialmente nublado a nublado com pancadas de chuva de forma isolada no período da madrugada e nas primeiras horas da manhã, com a intensidade moderada a forte e temperatura máxima podendo atingir os 30º.

Para o Agreste e para o Sertão do estado é esperado um dia parcialmente nublado a nublado, com pancadas de chuva de forma isolada ao longo do dia, com intensidade moderada a forte. Os termômetros nas localidades vão marcar 30º. Apenas o arquipélago de Fernando de Noronha não tem previsão de chuva, com máxima de temperatura esperada de 30º. Os ventos são moderados, sopram na direção sudeste e estarão atuando em todo o estado as informações são da APAC – Agência Pernambucana de Águas e Climas.

Raquel Lyra revela que já teve conversa preliminar com Geraldo Alckmin

A governadora eleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), revelou que já procurou o vice-presidente da República eleito, Geraldo Alckmin. A tucana declarou que, numa conversa com ela por telefone, Alckmin teria se colocado à disposição para ajudá-la.

“Achei positiva sua nomeação para coordenar o governo de transição. Alckmin já foi governador, sabe dos desafios, e a gente se dá bem. Ele sempre demonstrou simpatia à minha candidatura ao governo”, disse.

O que diz Joaquim Barbosa sobre ocupar algum posto no governo Lula

Joaquim Barbosa gravou, a pedido de Lula, vídeos em apoio ao petista durante a campanha contra Bolsonaro.

O fato está longe de significar, contudo, alguma participação do ex-ministro do STF no futuro governo.

Indagado sobre a chance de integrar a administração de Lula em caso de convite, Barbosa é categórico: “Zero.”

Fonte: Metrópoles

Mirando 2026, PL quer ampliar base de Bolsonaro nos municípios

Amparado pelo Partido Liberal (PL), o presidente Jair Bolsonaro deverá deixar o cargo em janeiro de 2023 e permanecer na política visando o pleito de 2026. A sigla de Bolsonaro planeja colocá-lo para atuar como cabo eleitoral para as eleições municipais de 2024.

A ideia é fazer com que o partido ganhe capilaridade país afora, fazendo o máximo possível de vereadores e prefeitos. Com isso, o plano é manter tanto a legenda como o nome de Bolsonaro em evidência. O grupo bolsonarista não quer dar espaço para que perca força o movimento que levou Jair para a presidência e que praticamente dividiu os votos com Lula nas eleições 2022 (o atual presidente teve 49,1% dos votos válidos).

No governo desde 2019, o mandatário foi derrotado nas urnas pelo seu adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a disputa em segundo turno. Foi a primeira vez, desde a redemocratização, que um presidente não foi reeleito no Brasil.

Além de ampliar a base nos estados, o atual chefe do Executivo deverá coordenar uma oposição à gestão de Lula. No Congresso, o PL pretende fazer “oposição ferrenha” ao novo governo eleito.

Fonte: Metrópoles

Covid-19: Brasil registra 1.077 casos e seis mortes em 24 horas

O Brasil registrou, segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, 1.077 novos casos e seis mortes por covid-19 em 24 horas. Desde o início da pandemia foram registrados 34.851.450 casos e 688.348 mortes pela doença.

O boletim também registrou 86 mil casos em acompanhamento e 34.076.743 pessoas que se recuperaram da doença, o que representa 97,8% dos infectados.

Os dados deste sábado não incluíram o número de casos e mortes do Acre, da Bahia, do Distrito Federal, do Maranhão, de Minas Gerais, do Mato Grosso do Sul, de Mato Grosso, da Paraíba, de Pernambuco, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte, de Roraima, de São Paulo e de Tocantins.

Estados

São Paulo é a unidade da Federação com maior número de casos e de óbitos, com 6,15 milhões e 175.640 mortes. Em relação aos casos, o estado do Sudeste é seguido por Minas Geras (3,89 milhões) e Paraná (2,75 milhões). O menor número de casos foi registra no Acre (149.916), em Roraima (175.594) e no Amapá (178.467).

Em relação aos óbitos, São Paulo é seguido por Rio de Janeiro (75.881) e Minas Gerais (63.887). Os menores índices de mortes foram registrados no Acre (2.029), no Amapá (2.164) e em Roraima (2.175).

Ministério da Saúde divulga em 06/11/2022 casos e mortes por covid-19
Ministério da Saúde divulga em 06/11/2022 casos e mortes por covid-19 – 06/11/2022/Divulgação/ Ministério da Saúde

Vacinação

Segundo o Ministério da Saúde, foram aplicados até agora 488,73 milhões de doses de vacina, sendo 180,4 milhões de primeiras doses, 162,4 milhões de segundas doses e 5 milhões de doses únicas.

As doses de reforços ultrapassam 100 milhões, as segundas doses de reforço são 35,6 milhões e as doses adicionais 4,8 milhões.

 

Fonte: Agência Brasil

Secretário-geral da ONU alerta para caos climático e pede ação global

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, fez um alerta contundente para a gravidade da situação climática global e pediu ação urgente para evitar o caos climático. Guterres fez o alerta em transmissão de vídeo na abertura da Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP27).

A cúpula reúne, até o dia 18 de novembro, em Sharm el-Sheikh, no Egito, representantes oficiais de governos e da sociedade civil para discutir maneiras de enfrentar e se adaptar às mudanças climáticas. Guterres citou o relatório, lançado pela Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês), órgão ligado à ONU.

“O último relatório global é de caos climático crônico. Como a WMO mostrou claramente, mudanças em velocidade catastrófica vão devastar vidas em todos os continentes. Os últimos oito anos foram os mais quentes registrados, fazendo cada onda de calor mais intensa, especialmente para as populações vulneráveis. O nível do mar está subindo duas vezes a velocidade do que nos anos 1990, ameaçando países insulares e bilhões de pessoas nas faixas costeiras”, disse o secretário-geral das Nações Unidas.

Outro problema apontado pelo relatório e citado por Guterres é o derretimento de geleiras em todo o mundo, o que contribui para elevar ainda mais o nível do mar, ao mesmo tempo em que afeta o abastecimento de água doce de muitos países.

“Geleiras estão derretendo, ameaçando a segurança hídrica de continentes inteiros. Pessoas e comunidades devem ser protegidas da imediata e crescente emergência climática. Por isso, nós estamos pressionando tanto por um sistema universal de alerta dentro de cinco anos. Nós temos que responder aos sinais de sofrimento do planeta com ação, ambição e credibilidade. A COP27 é o lugar e o momento”, concluiu Guterres.

Relatório

O documento da WMO apresentado na abertura da COP27 traz alertas dramáticos sobre o aquecimento global e seus impactos sobre todo o planeta, o que afetará bilhões de pessoas.

“Os sinais e impactos das mudanças climáticas estão se tornando mais dramáticos. O ritmo de elevação do mar dobrou desde 1993. Subiu 10 milímetros desde janeiro de 2020 para um novo recorde este ano. Os últimos dois anos e meio contribuíram para 10% do total de elevação do mar desde quando se começou a medir por satélites, cerca de 30 anos atrás”, apontou o relatório.

A WMO também alertou para um aquecimento global atual acima dos níveis que existiam antes da era pré-industrial, no século 19, e considerou que uma nova onda de calor deve atingir o mundo em breve.

“A temperatura global em 2022 é atualmente estimada em cerca de 1,15 grau celsius (°C) acima do que havia de média pré-industrial em 1850-1900. A média para o período 2013-2022 é  estimada em 1,14°C acima do patamar pré-industrial. Isso se compara com o aumento de 1,09°C de 2011 a 2020, conforme estimado pelo sexto relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês)”, destacou o documento da WMO.

Fonte: Agência Brasil

1 ano sem Marília Mendonça: Avião estava baixo e fora de zona de proteção

A Polícia Civil de Minas Gerais divulgou, nesta sexta-feira (4/11), o resultado parcial das investigações sobre o acidente aéreo que matou a cantora Marília Mendonça e outras quatro pessoas. Segundo o delegado Ivan Lopes, ficou comprovado que, no momento da queda, o bimotor Beech Aircraft voava muito baixo e fora da área de proteção delimitada em volta do aeródromo de Caratinga (MG).

Os investigadores ainda aguardam laudo dos motores, que pode ajudar a entender o motivo de a aeronave voar tão baixo no momento do acidente. “Se a gente descartar, de fato, qualquer falha nos motores que fizesse que a aeronave voasse tão baixo, aí, a gente consegue caminhar para a conclusão de falha humana”, explicou o delegado durante coletiva em Belo Horizonte.

Marília morreu após a queda do avião em 5 de novembro de 2021. Ficou comprovado que o bimotor caiu após se chocar com uma linha de transmissão, no momento do pouso. Além da cantora, morreram na queda o produtor dela, Henrique Ribeiro; o tio e assessor, Abicieli Silveira Dias Filho; o piloto Geraldo Medeiros; e o copiloto Tarciso Pessoa Viana.

Fonte: Metrópoles

Rasga-mortalha: conheça a coruja que é temida popularmente por anunciar a morte

“O povo do interior tem pavor de seu grito agourento, tido como aviso de que alguém vai morrer, conta o biólogo Thiago Baldine sobre a tyto furcata, coruja conhecida popularmente como rasga-mortalha.

A tyto furcada é conhecida também como suindara, coruja-das-torres, coruja-da-igreja, coruja-branca, graxadeira, coruja-tesoureira, coruja-do-campanário, coruja-de-celeiro ou suindara. Entre as especificidades da coruja, estão os hábitos noturnos e audição aguçada, que ela utiliza para caçar suas presas durante a noite.

O especialista em aves de rapina, Thiago Baldine, conta que a presença da coruja é, diferente do que diz o ditado popular, é benéfica para o equilíbrio de roedores.

É considerada uma das aves mais ‘úteis’ do mundo, pois sua dieta é composta em grande parte por roedores, principalmente nas proximidades de habitações humanas, estabelecendo uma relação de mutualismo com os seres humanos. Costumam ingerir o alimento inteiro, além de roedores, apanha insetos, morcegos, pequenos marsupiais, anfíbios, répteis e aves”.

O especialista pontua que em um período de um ano, um casal dessa espécie consome entre 1.720 a 3.700 ratos, e entre 2.660 e 5.800 insetos (besouros, esperanças e grilos).

“Caça suas presas localizando-as principalmente pela audição. Possui dois discos faciais bem destacados, em forma semelhante a um coração, que ajuda a levar o som até a entrada dos ouvidos externos. Essa é uma estrutura única, separando-a das demais corujas em uma família especial, a Tytonidae”, explica.

A rasga-mortalha é uma espécie silenciosa quando está voando. Com garras afiadas, ela as usa para atacar ou defende, caso se sinta ameaçada. Entre outros hábitos caraterísticos está o balanço do corpo, pontua Thiago.

“Se perturbadas, balançam o corpo lateralmente. Se encurraladas, jogam-se de barriga para cima, enfrentando o perigo com as poderosas garras que lançam para frente. A coruja-das-torres voa silenciosamente, pequenas serrilhas nas bordas de suas penas de voo e extensões capilares para as barbudas de suas penas dão um toque macio à plumagem, ajudando a quebrar o fluxo de ar sobre as asas, reduzindo assim a turbulência e o ruído produzido durante o bater das asas”, diz.

A mortalha é pano ou vestimenta com que se envolve o cadáver de pessoa que será sepultada. Ao rasgar o tecido, ele emite um som. Esse som, segundo o ditado popular, é parecido com o som emitido pela coruja tyto furcata. Por esse motivo, explica o especialista, é que surgiu o termo popular “rasga mortalha”, que muitos acreditam que quando ela canta, é porque está anunciando a morte de alguém.

“É considerada uma ave de mau agouro, pois acredita-se que seu canto seria um anúncio de morte por estar rasgando uma mortalha. O povo do interior tem pavor de seu grito “agourento”, tido como aviso de que alguém vai morrer. Mas é claro que isso não passa de mais uma fantasia associada à nossa fauna silvestre”, conta Thiago.

Fonte: G1

Aliados acreditam que ACM Neto deve ser afastar da política temporariamente

Aliados acreditam que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), deve se afastar da política temporariamente após perder a disputa ao governo da Bahia para Jerônimo Rodrigues (PT).

Neto tem dito, reservadamente, que pretende usar os próximos dois meses para refletir sobre o seu futuro político. Em caráter reservado, interlocutores de ACM Neto também disseram ao jornal Valor Econômico que o ex-prefeito deve seguir “um caminho fora da política” pelo menos no curto prazo.

A leitura é que a iniciativa privada pode ser o destino mais coerente com sua trajetória como político e dirigente partidário, uma vez que ele é percebido pelos pares com perfil de gestor. Apesar disso, prevalece a leitura que a saída da política “será uma espécie de sabático” e há a expectativa de um retorno no futuro.

Pessoas próximas de Neto descartam a possibilidade dele ser sondado para um cargo no governo Lula (PT) e pontuam, que se o convite ocorresse, ele teria dificuldades em aceitar exatamente por ter o PT como seu principal adversário local.

 

Fonte: Grupo Metrópole

Paulo Jobim, filho de Tom Jobim, morre aos 72 anos, vítima de câncer

O músico Paulo Jobim, filho de Tom Jobim, morreu na manhã desta sexta-feira (4), no Rio de Janeiro. Segundo a coluna do jornalista Ancelmo Gois, no jornal O Globo, ele enfrentava um câncer.

Além de cantor, Paulo também era guitarrista, flautista, arranjador e até uma profissão fora da música, arquiteto.

Fonte: Ofuxico

Gasolina, alimentos e remédios: os prejuízos causados pelos bloqueios

As paralisações (bloqueios ou interdições) das rodovias geradas por manifestantes bolsonaristas inconformados com o resultado das eleições chega ao quinto dia nesta sexta-feira (4/11). Entidades dos setores de combustíveis, alimentos, hospitais, indústria, entre outros, calculam prejuízos caso a situação não seja resolvida totalmente o mais breve possível.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por exemplo, projeta que as perdas podem superar a greve dos caminhoneiros de 2018, que durou 10 dias e resultou no prejuízo diário de R$ 1,8 bilhão no setor de comércio.
A entidade ressalta que, inicialmente, as indústrias de produtos perecíveis serão as mais afetadas. Entretanto, outro fator que influencia nas perdas é a dependência das empresas dos serviços de entrega — fenômeno impulsionado pela pandemia.

“As perdas, no entanto, não se registrem à principal fonte de receitas do varejo, mas à elevação dos custos, especialmente daqueles relacionados ao transporte”, destaca estudo sobre o tema.

Combustíveis

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) chamou a atenção para o risco de falta de combustíveis caso as rodovias não sejam desobstruídas rapidamente. A entidade ressaltou que a paralisação já afeta o transporte de equipamentos e insumos para hospitais e matérias-primas para a indústria.

De acordo com os dados da organização, 99% das empresas brasileiras utilizam as rodovias para transporte de produtos.

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) informou que aguarda a liberação das estradas “em prol do restabelecimento da normalidade do abastecimento nacional”.

O presidente da entidade, James Thorp Neto, apontou falta pontual de combustível em postos de alguns estados, como Santa Catarina.

No Distrito Federal, o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicombustíveis-DF) estimou esta semana que o estoque de gasolina da capital pode durar apenas três dias. Com isso, o aumento nos preços já passou a ser observado nos postos.

Hospitais

Setores da saúde também sentem os efeitos das paralisações nas estradas. A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) pontuou que laboratórios registram dificuldades em transportar e abastecer insumos, como reagentes e contrastes, além de carregar amostras de pacientes.

A Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB) também manifestou, por meio de nota, a preocupação com a falta de medicamentos e suprimentos para as instituições.

“Fornecedores de gazes oxigênio e medicamentos alertam os possíveis atrasos nas entregas. Não há falta de oxigênio, mas a situação pode se agravar em 48h caso os bloqueios não sejam liberados”, destaca o comunicado. “Alguns medicamentos, como soro e Atropina, já apresentam estoques abaixo do ideal.”

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), informou, na quarta-feira (2/11), que monitora eventuais desabastecimentos na área de saúde motivados pela paralisação dos caminhoneiros. A agência oficiou órgãos responsáveis para garantir o fluxo dos insumos.

Supermercados

Levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) divulgado na terça (1º/11) apontou que 70% dos supermercados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minhas Gerais, Rio de Janeiro e de Santa Catarina tiveram problemas de abastecimento causados pelos bloqueios.

O problema afeta, principalmente, a chegada de frutas, legumes e verduras, além de produtos de açougue, peixaria, frios e laticínios.

A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) chegou a registrar baixa no movimento durante o feriado de Dia de Finados, no entanto, nessa quinta-feira (3/11), a tendência foi de normalização no serviço. Segundo o chefe da Seção de Economia da Ceagesp, Thiago de Oliveira, ainda que alguns produtos estejam com oferta reduzida, não têm afetado a comercialização.

Turismo

Empresas do setor aéreo também temem que a situação afete os serviços. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), as companhias podem sofrer com desabastecimento de combustível.

A GOL informou que o serviço pode ser afetado em alguns aeroportos. Já a Latam disse que as operações seguem normalmente, mas orientou aos passageiros que se desloquem ao aeroporto com antecedência para evitar transtornos.

A Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiro (Anatrip) alertou que as manifestações podem resultar em atrasos nas viagens. “A Associação espera que as autoridades adotem as providências para que o fluxo das estradas seja retomado o quanto antes.”

Fonte: Metrópoles

Operação da PF mira desembargador suspeito de vender decisão judicial

A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) deflagraram, na manhã desta sexta-feira (4/11), a Operação Caneta Azul, com cumprimento simultâneo de oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Aracaju e Carira (SE).

Fonte: Metrópoles

De pai para filho: grana privilegia herdeiros e perpetua dinastias no Congresso

“É COM MUITA FELICIDADE e gratidão que venho agradecer aos 92.791 amigos piauienses que deram seu voto de confiança”, começa a dizer em vídeo no Instagram o deputado federal Átila Lins, do Progressistas do Piauí, no dia seguinte ao bom resultado no primeiro turno. Aos 75 anos, o político natural de Piripiri estava com a missão cumprida. Após 35 anos na Câmara — entrou como deputado constituinte em 1987 e lá permaneceu por oito legislaturas consecutivas, se tornando um dos três recordistas de permanência por ali —, pela primeira vez não disputou uma reeleição em sua longa carreira como parlamentar.

Mas foi como se tivesse ganhado. A partir do ano que vem, o deputado do Centrão passa a cadeira no Congresso Nacional para Átila Filho, seu herdeiro natural e político agora eleito. Nas urnas, para não deixar dúvidas ou quem sabe causar algumas, o novo candidato ao parlamento usou o mesmo nome e número do pai. “Meus caros piauienses, estou concluindo meu trabalho como parlamentar, oito mandatos bem votados pelo estado Piauí. […] O Átila é um bom candidato e vai me substituir e representar melhor, fazer melhor do que eu fiz esses anos todos”, explicou o pai aos seus eleitores porque esperava a transferência de votos, um dia antes da eleição.

O caso está longe de ser uma exceção em Brasília. Em 2022, o mineiro Lafayette Andrada reelegeu-se para seu segundo mandato na Câmara pelo Republicanos. Descendente em linhagem direta do Patriarca da Independência, José Bonifácio, Andrada é filho do ex-deputado Bonifácio Andrada, o mais longevo na Câmara de todos os tempos. Ficou lá por 10 mandatos consecutivos, de 1979 até 2018, quando passou o bastão para Lafayette — Andrada pai morreu de covid-19 em 2019, aos 90 anos.

Agora, o filho segue a tradição da família de ter um representante no legislativo, iniciada na época do Império, há 200 anos. O avô também foi deputado federal antes do pai, dos tios, dos primos e de uma miríade de outros parentes que também estão na política em cargos e lugares diversos.

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Filho do mais longevo na Câmara de todos os tempos, Lafayette Andrada conseguiu R$ 2,7 milhões para sua reeleição – R$ 2 milhões provenientes do fundão eleitoral.

Eleições hereditárias

As dinastias ajudam a explicar por que só 8% dos eleitos para o Congresso são nomes novos na política, como revela um levantamento do Instituto Millenium publicado pelo Estadão em outubro. A maioria dos deputados e senadores eleitos já ocupou mandatos ou cargos de alto escalão do governo ou é herdeira de tradicionais famílias da política.

Em comum, essas dinastias políticas têm também campanhas bem financiadas. É o que revelam dados levantados pelo Intercept em parceria com a plataforma 72 horas, formada por especialistas na análise de dados eleitorais e organizações e movimentos da sociedade civil.

Além de transferir para os filhos ou outros parentes o capital político, nome e número de urna, os patriarcas destas dinastias também conseguem para os seus o mesmo nível de financiamento de campanha que têm para si. Átila Filho, por exemplo, amealhou R$ 2,7 milhões para sua campanha de sucessão ao pai na Câmara dos Deputados —R$ 2 milhões dos fundos eleitoral e partidário e outros R$ 775 mil em doações, de acordo com os dados declarados por sua campanha ao Tribunal Superior Eleitoral. O investimento é alto para um candidato principiante.

O valor contrasta também com a média de R$ 411 mil que cada uma das 177 campanhas a deputado federal pelo Piauí arrecadou (R$ 61,732 milhões no total). É um milhão a mais que o R$ 1,7 milhão que cada campanha vitoriosa gastou para eleger um dos 10 deputados federais que irão representar o estado a partir de 2023, em média. Aos 42 anos e capitão de primeira viagem, Átila Filho embarcou em uma das três campanhas mais caras do estado.

Danielle, eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro, e o pai, Eduardo Cunha.

Já Lafayette Andrada conseguiu R$ 2,7 milhões para sua reeleição – R$ 2 milhões provenientes do fundão eleitoral. Assim como Átila, concorreu com mais dinheiro que a média dos 1.103 candidatos à Câmara por Minas Gerais, que foi de R$ 320 mil para cada. Considerados apenas os 53 eleitos neste ano, a média sobe para R$ 2 milhões por cabeça.

A lista de famílias que se revezam em cargos no Congresso é longa. Outro exemplo é o novato Pedro Campos, do PSB, eleito deputado federal neste ano. Irmão do prefeito do Recife, João Campos, é filho do ex-governador de Pernambuco e ex-deputado federal e estadual, Eduardo Campos, neto de Ana Arraes, ministra do Tribunal de Contas da União, e bisneto de Miguel Arraes, que também governou o estado e foi deputado federal. Seguindo o padrão das dinastias políticas, sua campanha foi melhor financiada que a média: teve R$ 2,8 milhões à disposição.

Ao mesmo tempo em que algumas dinastias políticas se perpetuam, outras são forjadas. O notório Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara responsável pelo processo de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff que depois passou quase quatro anos preso pela Operação Lava Jato, recuperou os direitos políticos nestas eleições e tentou a sorte como candidato à Câmara por São Paulo. O carioca não conseguiu voltar à cena onde comandou o crime de lesa pátria que depôs a petista, mas ganhou R$ 1,5 milhão do PTB para a empreitada. Se não foi eleito, em compensação, emplacou a filha Daniele pelo seu estado natal, o Rio de Janeiro.

Galgando uma campanha de R$ 2,5 milhões e o apoio de lideranças evangélicas na Baixada Fluminense, reduto eleitoral do pai, Dani conseguiu 75 mil votos e garantiu uma cadeira para a família Cunha na Câmara após seis anos de ausência. Foi a segunda tentativa de Cunha de eleger a filha para uma cadeira que já foi sua. Em 2018, porém, ela não foi eleita. Agora, seguindo o padrão das dinastias políticas, a campanha de Dani foi melhor financiada que a maioria.

O ex-juiz Sergio Moro, eleito senador pelo União do Brasil do Paraná após apunhalar pelas costas e derrotar seu padrinho político, o senador Álvaro Dias, do Podemos, é outro exemplo. Não satisfeito em largar a toga e a pose de justiceiro para entrar oficialmente no campo da política jogando no time do Centrão, levou junto para o Congresso Rosângela Moro. A “conja”, como a própria se apresentou durante a campanha eleitoral, foi eleita deputada federal pelo mesmo partido do marido, só que em São Paulo, onde o ex-juiz foi impedido pela Justiça Eleitoral de se candidatar.

Ambos tiveram votações expressivas e candidaturas bem financiadas pelo União Brasil, um início de dinastia política auspicioso para o casal. Moro arrecadou R$ 4,9 milhões para fazer campanha, mais que o teto de gastos de R$ 4,4 milhões para as campanhas ao Senado no estado. Foram R$ 4,1 milhões de dinheiro público e R$ 800 mil de outros recursos. O valor é duas vezes e meia a média de arrecadação dos nove concorrentes ao Senado pelo Paraná, incluindo ele, que foi de R$ 2 milhões por candidato (R$ 18,145 milhões ao todo).

A transferência de prestígio do ex-juiz para a esposa Rosângela conseguiu para sua campanha R$ 2,8 milhões, perto dos R$ 3,1 milhões de teto no estado, praticamente tudo dos fundos eleitoral e partidário do União Brasil. Sua campanha foi bem mais rica que a média das concorrentes: as 1.327 candidaturas registradas no estado arrecadaram ao todo R$ 468 milhões, ou uma média de R$ 350 mil cada. Dentre 70 eleitas e eleitos para a Câmara, a média de arrecadação em São Paulo foi de R$ 1,9 milhão.

Fonte: The Intercept

PSB de Pernambuco mira o Ministério do Turismo no governo Lula

Integrantes do PSB de Pernambuco, uma das alas mais influentes do partido, miram o comando do Ministério do Turismo no futuro governo Lula.

O posto tem sido cobiçado por nomes como o deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE), que é ligado ao setor e já foi secretário do Turismo de Pernambuco.

Aliados de Carreras dizem que a eventual nomeação dele também seria um gesto de Lula ao atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de quem o pessebista é próximo.

Outro nome cotado para ser nomeado como ministro do Turismo é o do atual governador Paulo Câmara (PSB), que deixará o governo pernambucano no fim de 2022.

Além do PSB de Pernambuco, outras lideranças do partido miram ministérios de Lula. Entre eles, Márcio França (PSB-SP), Marcelo Freixo (PSB-PE) e Flávio Dino (PSB-MA).

O partido, vale ressaltar, já tem o vice-presidente eleito, com Geraldo Alckmin. O ex-governador paulista foi designado por Lula para ser o coordenador da transição.

Fonte: Metrópoles