Categoria: Brasil

Bancado por advogado, ministro do STF vai de jatinho a Paris para final da Champions

Com despesas pagas por um advogado, o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, fez uma viagem bate-e-volta de Brasília a Paris no fim do mês passado para assistir à final da Champions League e a jogos do torneio de tênis de Roland Garros.

O tour incluiu, ainda, o GP de Mônaco de Fórmula 1, disputado naquele mesmo fim de semana.

Kassio fez a viagem na companhia de pelo menos um de seus filhos.

A aeronave, de prefixo PR-XXI, tem como sócio o advogado Vinícius Peixoto Gonçalves, dono de um escritório no Rio de Janeiro.

Foi o advogado quem pôs o avião à disposição do ministro para a viagem. Vinícius Gonçalves atua em processos em curso no STF e já foi denunciado pelo Ministério Público Federal como operador financeiro do ex-ministro das Minas e Energia Edison Lobão. O nome dele apareceu nas investigações sobre pagamentos de propina relacionados às obras da usina nuclear de Angra 3.

Nunes Marques embarcou no setor de aviação executiva do aeroporto de Brasília no fim da tarde de 26 de maio, uma quinta-feira.

Depois de uma escala rápida em Cabo Verde, na costa africana, o jatinho particular seguiu direto para o aeroporto de Le Bourget, nas proximidades de Paris.

A viagem de volta a Brasília teve início na segunda-feira, dia 30. O ministro pousou na cidade no início da madrugada de terça.

Procurado pela coluna, inicialmente Kassio Nunes Marques preferiu não se manifestar. Já no início da madrugada deste sábado, ele enviou uma nota em que diz lamentar a publicação do que classifica como “informações falsas”, mas não esclarece por que embarcou em um avião pertencente a um advogado que tem causas no STF.

Ele não nega ter viajado a Paris no jatinho de Vinícius Gonçalves. Sustenta que o advogado não pagou qualquer despesa sua. E dá a entender que o conheceu naquele fim de semana. Novamente, o ministro não explica quem custeou a excursão.

“Vinícius Gonçalves, citado pela reportagem, não pagou qualquer despesa do ministro. O advogado também nunca pôs avião à disposição do ministro. Nunca tiveram contato anterior à viagem, nem pessoal, nem telefônico”, afirma a nota.

O texto, em seguida, recorre a um tempo verbal incomum, o pretérito mais-que-perfeito, para negar que Kassio Marques tenha aproveitado a oportunidade para ver jogos do torneiro de Roland Garros e o GP de Mônaco.

“O jornalista também erra ao afirmar ter ocorrido um tour, pois o ministro jamais fora (sic) a Mônaco ou a Roland Garros. A matéria, portanto, baseia-se em informações erradas para criar um contexto que não existe”, prossegue.

A coluna mantém as informações publicadas. Na parte relativa à extensão do tour ao torneio de Roland Garros e ao GP de Mônaco, a programação da viagem incluía, sim, esses dois eventos, para além da final da Champions League.

Espera-se que o ministro, em vez de fazer ginástica com as palavras para tentar desmentir um fato escandaloso, explique o que estava fazendo a bordo de um jatinho privado de propriedade, repita-se, de um advogado que tem causas na Corte da qual Kassio faz parte.

Metrópoles

‘Em junho e julho é grande o risco de aumento de casos de internamento por Covid-19’, alerta médico conselheiro do Cremepe

Com o aumento do número de casos confirmados do novo coronavírus e a chegada das festas de São João, a preocupação dos médicos e do Conselho Regional de Medicina (Cremepe) é com o crescimento dos casos graves e de internações por conta da doença. O alerta ocorre principalmente porque mais da metade da população elegível está com terceira dose da vacina em atraso (veja vídeo acima).

O médico pediatra Eduardo Jorge Fonseca, integrante do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e representante regional da Sociedade Brasileira de Imunizações, avisa que terceira dose da vacina é essencial para impedir que os casos se agravem. “Em junho e julho é grande o risco de aumento de casos de internamento por Covid-19”, destacou.

Somente neste sábado (18), foram confirmados 1.650 casos da Covid-19. A maioria dos novos infectados tem a forma leve da doença: 1.642 (99,6%). Também ocorreram oito registros (0,5%) de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). Na sexta (17), foram 1.905 confirmações da doença, sendo 1.897 (99,6%) leves e oito (0,4%) graves.
O médico afirmou que o país vive uma quarta onda do novo coronavírus, que passou por Goiás, Minas Gerais e está chegando ao Nordeste. Pernambuco tem nove registros da subvariante BA.4 da ômicron

“Precisamos voltar a usar máscara em ambiente interno e não adianta recomendar, tem que ser um decreto. A gente ressalta que provavelmente são as subvariantes BA.4 e BA.5, da ômicron, que têm um comportamento de alta transmissibilidade, tanto que todas as famílias devem ter algum conhecido que pegou recentemente a Covid”, afirmou.

O médico lembrou que a terceira dose da vacina contra a Covid-19 é recomendada para todas as pessoas cima de 12 anos. Ele reforça que a terceira dose é essencial para se proteger da doença.

“Ainda estamos com um quantitativo grande de pessoas que não tomaram. Talvez isso seja o que mais preocupa. A vacina não impede infecção, mas impede com muita propriedade os casos graves, internamentos e óbitos. Duas doses não são suficientes para isso. Já observamos um aumento de casos e de pacientes internados”, afirmou.

Eduardo Jorge Fonseca alertou também para as aglomerações que ocorrem nas festas de São João. O conselheiro do Cremepe aconselhou que as pessoas evitem aglomerações e usem máscara em ambientes fechados.

“Estou muito preocupado com a falta da terceira ou quarta dose e o aumento da transmissibilidade que as variantes têm, isso associado às aglomerações que vão ocorrer no São João, nas grandes festas, onde as pessoas bebem e conversam sem máscara. Vamos ter nas próximas semanas um aumento de internamento de casos de Covid”, disse.

Para o médico, é importante que a vacinação saia de um “processo de estagnação” e, para isso, é preciso que sejam realizadas campanhas estimulando as pessoas a tomarem a terceira dose.

“A vacina tem que ir em mercados públicos, em escolas, shoppings. Os adolescentes só vão atingir uma boa meta quando a vacina for rotina nas escolas. Já observamos um aumento de casos e de pacientes internados. Se eu sei que 1% complica, no momento que tenho 100 mil pessoas doentes com Covid, 1% vai ser uma implicação importante em internamento”, disse.
O conselheiro também lembrou que muita gente está fazendo o autoteste antígeno e que os números de infectados devem ser maiores do que os registrados pelo serviço público

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“Não temos ideia da quantidade de pessoas. Há um sentimento de todo mundo de querer que a pandemia acabe, que o São João está aí, que as pessoas estão cansadas disso todo. Mas acredito que em 2023 podemos ter vacinas mais eficientes, que evitem transmissão. Hoje elas impedem as formas mais graves”, declarou.

Bruno Pereira fez jornalismo na UFPE e participaria de filme inspirado no seu trabalho e na proteção de indígenas; ‘Ele será uma inspiração’, diz amigo

Bruno Pereira e Leonardo Sette em um voo entre Manaus e Tabatinga, no Amazonas, outubro de 2018 — Foto: Arquivo pessoal

O indigenista Bruno da Cunha Araújo Pereira estudou jornalismo na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e participaria de um filme inspirado no seu trabalho e na proteção dos povos indígenas isolados. É o que diz o diretor de cinema Leonardo Sette, amigo dele desde a época da universidade. “Ele vai ser uma inspiração para toda a equipe”, afirma Leonardo.

O paraibano que cresceu no Recife acompanhava o jornalista inglês Dom Phillips, colaborador do jornal The Guardian, em viagem pelo Vale do Javari, quando a dupla sumiu, no domingo (5).
Nesta quarta, dois homens confessaram ter matado os dois e a Polícia Federal disse, em coletiva, que corpos foram encontrados em uma área apontada por suspeitos. No entanto, será necessário confirmar tudo por meio de perícias.

Amigo de Bruno há mais de duas décadas, Leonardo Sette ainda tinha esperança de que o indigenista fosse encontrado com vida quando, conversou com o g1, antes de a PF informar ter localizado corpos. Contou que os caminhos dos dois se cruzaram no ano 2000, quando eles ingressaram no curso de jornalismo.
Descrito por colegas como um aluno de inteligência “fora da média”, Bruno deixou a UFPE em 2003. Segundo Leonardo, porque não tinha interesse no curso. Era uma das coisas que os dois tinham em comum, assim como o zelo por povos indígenas.

“Ele trabalhou um tempo no INSS [Instituto Nacional do Seguro Social] no Recife, mas já sonhava com a Amazônia e os povos indígenas isolados. Eu comecei a trabalhar na Amazônia primeiro, formando cineastas indígenas e produzindo filmes. Aí ele conseguiu um trabalho no programa ambiental da hidrelétrica de Balbina. Assim, conseguiu ir para a Amazônia”, contou.

O jornalista André Duarte foi colega de escola do indigenista, mas levou um tempo para perceber que o homem que havia desaparecido no Vale do Javari, com o jornalista inglês, era o Bruno que ele conhecida.
É que na lista de chamada de estudantes no antigo Colégio Contato, na área central da capital pernambucana, ele era conhecido como Bruno Cunha. Por lá, também era chamado de “cabeça”, apelido dado por seus colegas.

“Popular, extrovertido e dono de uma risada espalhafatosa, o Bruno daqueles tempos já demonstrava um espírito de liderança e inquietude. Sua coragem, hoje conhecida internacionalmente, já se revelava nas entrelinhas daqueles anos felizes entre 1996 e 1998. Defendia os amigos e assumia a culpa por broncas alheias”, descreveu, em uma publicação sobre o indigenista em uma rede social (leia detalhes mais abaixo).

Longa metragem

Leonardo Sette compartilhou momentos com o amigo e revelou que está produzindo um longa metragem de ficção inspirado no trabalho dele e na proteção dos povos indígenas isolados. Os dois planejavam trabalhar juntos no filme.

Sette contou que a pesquisa para o roteiro começou em 2012, com apoio do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura ( Funcultura).
A atuação do indigenista nas filmagens seria como consultor, na construção dos cenários da forma mais realista como um indigenista que está monitorando em torno de povos isolados e como eles se comportam.
Sette disse que, eventualmente, Bruno poderia ter até um papel. “O roteiro foi se desenvolvendo ao longo dos anos e fomos captando os recursos e me associei a Emilie Lesclaux e Kleber Mendonça Filho, da produtora CinemaScópio, e conseguimos parceiros internacionais”, disse.
Esse, no entanto, não era o único projeto dos dois. “Nos últimos anos, a gente desenvolveu projetos juntos. Estive lá no Vale do Javari, dei oficinas de vídeo pra o povo Matsés”, lembrou.

Trajetória na Amazônia

Depois de alguns anos na Usina Hidrelétrica de Balbina, Bruno Pereira foi aprovado no concurso da Fundação Nacional do Índio (Funai). Quando passou no concurso, escolheu ir pra o Vale do Javari, mesma região onde desapareceu junto com o jornalista inglês Dom Phillips
A terra indígena é o local que tem a maior concentração de indígenas isolados do mundo. No entanto, a área também fica em uma posição geográfica que atrai organizações criminosas, muitas delas atuando em mais de um tipo de crime ao mesmo tempo.

“Não é muito comum. Quem tem nota alta prefere lugares mais tranquilos, mas ele já quis ir pra lá pela paixão, por essa ideia de proteger os povos isolados”, lembrou Leonardo.

Segundo Leonardo Sette, o amigo não ingressou de imediato no departamento que queria, que era o trabalho com povos isolados. Teve que começar trabalhando na sede da Funai em Atalaia do Norte com os povos indígenas contatados.
“Ele sempre teve diálogo com a frente de proteção dos povos isolados, que é para onde ele queria ir. Ficou acertado que ele deveria trabalhar um bom tempo lá com os índios contatados e futuramente teria uma chance nesse grupo dos índios isolados”, disse.
Sette conta que o indigenista começou a ter atitudes combativas com relação a crimes assim que ingressou na Funai de Atalaia do Norte, onde rapidamente virou o coordenador.
“Ele fez muita coisa, desde tirar título de eleitor dos índios, uma tarefa difícil em uma área muito grande, fazendo com que eles votassem pela primeira vez, com as urnas levadas em helicóptero para as aldeias. Ele fazia parceria com o Exército e com o TRE [Tribunal Regional Eleitoral]. Dessa maneira, o prefeito foi obrigado a ir a aldeias e prestar contas, fazer campanha”, disse.

Constantes ameaças

Em 2018, Pereira se tornou o coordenador-geral de Índios Isolados e de Recém Contatados da Fundação Nacional do Índio (Funai), quando chefiou a maior expedição para contato com índios isolados dos últimos 20 anos.
Ele foi exonerado do cargo em outubro de 2019, após pressão de setores ruralistas ligados ao governo do presidente Jair Bolsonaro. Segundo a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), nos últimos anos, atuava na sede do órgão, em Brasília.
“Ele teve uma carreira brilhante, se sacrificou bastante. Não era fácil morar lá em Atalaia do Norte, lidar com esses problemas, com poucos recursos. Fizeram uma operação contra o garimpo e explodiram balsas de garimpo”, lembrou Leonardo Sette.

Entenda o caso

O indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips, desapareceram no dia 5 de junho na região do Vale do Javari, na Amazônia.
Nesta quarta (15), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, informou em uma rede social que a Polícia Federal (PF) encontrou “remanescentes humanos” no local das buscas.
No mesmo dia, segundo fontes da Polícia Federal, Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como Pelado, confessou envolvimento no assassinato de Pereira e Phillips. O irmão dele, Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos, também está preso suspeito de participação no caso.
Logo após o desaparecimento dois dois, a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) afirmou que Bruno recebia constantes ameaças de madeireiros, garimpeiros e pescadores e que era um “experiente e profundo conhecedor da região”.
O jornal britânico “The Guardian”, do qual Phillips era colaborador, informou que o repórter estava trabalhando em um livro sobre meio ambiente.
Ele morava em Salvador (BA) e escrevia reportagens sobre o Brasil há mais de 15 anos. Também publicou em veículos como “Washington Post”, “The New York Times” e “Financial Times”.

Alcymar diz que São João de Petrolina agride e zomba da cultura gonzaguiana

O cantor Alcymar Monteiro, o Rei do Forró, disse, ao blog, que a grade dos festejos juninos de Petrolina é uma agressão e violência à verdadeira expressão da cultura nordestina, quando prioriza a presença de artistas que estão longe das tradições gonzaguianas do São João, representadas pela sanfona, o triângulo e a zabumba.

“Esse São João de Petrolina não é São João. É um verdadeiro festival de Breganês do Brasil. Fico indignado como uma cidade tão progressista, tão bonita, tão nordestina, promove um festival de horrores, só com duplas de breganejos, totalmente fora da realidade nordestina”, disse.

As atrações de Petrolina, segundo ele, não tocam forró, não têm sanfona, não têm zabumba, não têm triangulo. “Petrolina, infelizmente, encontrou uma maneira de deturpar nossas tradições, nossos valores. É uma tradução do mau gosto de quem não entende de ‘nordestinia’ e cultura popular. Tenho certeza de que um dia isso vai mudar e o forró vai reinar realmente no verdadeiro São João, que é o maior festival do inverno do mundo”, afirmou.

Para o Rei do Forró, é muito triste ver o que está acontecendo em Petrolina. “Petrolina, culturalmente falando, está fora da realidade. Virou uma cidade que promove a destruição dos nossos valores, da nossa cultura, da nossa ‘gonzaguianidade’. O forró é a trilha sonora do São João. Fora isso, não reconheço outro gênero musical, porque temos nossos valores, nossas tradições, nossas traduções, que tem que ser respeitadas pelas autoridades. Quem não respeita as nossas tradições não têm condições nenhuma de administrar nossa cultura”, acrescentou.

E complementou: “Isso é um grito de alerta de um forrozeiro que tem 40 anos de estrada, que já cantou com todos os segmentos culturais do nosso povo. Já gravei com Luiz Gonzaga, Zé Ramalho, Alceu Valença, Elba Ramalho, Fagner, Dominguinhos, esses grandes artistas que fazem a nossa cultura uma expressão máxima, ideologicamente falando, do nosso povo. Viva o Forró, viva o São João, viva nossas manifestações, porque se continuar assim, o forró e o São João vão acabar. E essa conta tem que ser creditada aos malfeitores, mal administradores, que só pensam em deturpar nossos valores em detrimento das novas e futuras gerações.”

Em decisão inédita, Sexta Turma do STJ permite a três pessoas cultivo de maconha para uso medicinal

Por unanimidade, ministros da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) permitiram a três pessoas o plantio de maconha para fins medicinais.
A decisão é inédita no tribunal. Nesta terça-feira (14), os ministros analisaram recursos de pacientes e familiares que fazem uso do medicamento e que queriam fazer o plantio sem o risco de serem enquadradas na Lei de Drogas e punidas por isso.
Na prática, a decisão autoriza que a conduta não seja enquadrada como crime e que o grupo não sofra responsabilização pelo poder público.

O julgamento da Sexta Turma vale para os casos específicos dos três recorrentes, mas o entendimento, apesar de não vinculante, pode orientar decisões em processos em instâncias inferiores que discutem o mesmo tema.

Na sessão, o subprocurador-geral da República José Elaeres Marques afirmou que a conduta de cultivar a cannabis para pacientes com doenças graves não pode ser considerada crime, já que incide a excludente de ilicitude conhecida como estado de necessidade.
“Não obstante a possibilidade de importar e conseguir o produto via associações, o preço ainda se revela fator determinante e impeditivo para a continuidade do tratamento em vários casos. Em razão disso, diversas famílias, em busca de uma alternativa viável, têm trilhado o caminho do Judiciário, postulando por meio de habeas corpus salvo conduto para cultivar e extrair em casa o extrato medicinal de cannabis sem o risco de serem presas e frequentando também cursos de cultivo e oficinas de extração promovidos pelas associações”.
O ministro Rogério Schietti, relator de um dos processos, afirmou que a questão envolve “saúde pública” e “dignidade da pessoa humana”. Ele criticou a forma de condução do tema por órgãos do Poder Executivo.

“Hoje ainda temos uma negativa do Estado brasileiro, quer pela Anvisa, quer pelo Ministério da Saúde, em regulamentar essa questão. Nos autos transcrevemos decisões dos órgãos mencionados, Anvisa e Ministério da Saúde. A Anvisa transferindo ao Ministério da Saúde essa responsabilidade, o Ministério da Saúde eximindo-se, dizendo que é da Anvisa. E assim milhares de famílias brasileiras ficam à mercê da omissão, inércia e desprezo estatal por algo que, repito, implica a saúde e bem-estar de muitos brasileiros, a maioria incapacitados de custear a importação dessa medicação”, argumentou.

Schietti fez um apelo para que todos os agentes do Poder Público que podem atuar nessa temática cumpram um “dever cívico e civilizatório” de, se não regulamentar, definir a questão “em termos legislativos”.
O ministro citou ainda o que considera “discurso moralista, que muitas vezes tem cunho religioso, baseado em dogmas, baseado em falsas verdades, baseado em estigmas”.
“Porque quando se fala maconha, parece que tudo que há de pior advém dessa palavra, quando é uma planta medicinal como qualquer outra. Se possui alguns malefícios, produz muitos benefícios. Paremos com preconceito, com esse moralismo que atrasa o desenvolvimento do tema no âmbito do Poder Legislativo e obnubila o pensamento de juízes brasileiros”, disse Schietti.
O ministro Sebastião Reis, relator do outro recurso, ponderou que o “silêncio não pode mais ocorrer” e que é preciso “enfrentar essa questão”.
“Como o ministro Rogério falou, simplesmente tachar de maldita uma planta porque há preconceito contra ela, sem um cuidado maior em se verificar os benefícios que seu uso pode trazer, é de uma irresponsabilidade total”, disse Reis.

Senado aprova proposta de Fernando Bezerra que garante benefícios fiscais para biocombustíveis

Diante das articulações para a redução das alíquotas do ICMS e dos tributos federais sobre os combustíveis, o Senado aprovou nesta terça-feira (14), por unanimidade, a proposta de emenda constitucional do senador Fernando Bezerra Coelho que garante benefícios fiscais para os biocombustíveis e mantém a competitividade em relação à gasolina e ao diesel. De acordo com a PEC 15/2022, as alíquotas cobradas sobre os combustíveis renováveis devem ser menores do que as que incidem sobre os fósseis pelo período de 20 anos. A regra vale para Cofins, PIS/Pasep e ICMS.

“A PEC é um comando constitucional para manter a atratividade dos combustíveis renováveis vis-à-vis a dos combustíveis fósseis. Ela não inova, ela não inventa; ela mantém as regras de competição tributária que hoje existem entre o etanol e a gasolina”, explicou o senador.

Fernando Bezerra lembrou que, hoje, há uma diferenciação tributária entre a gasolina e o etanol. “Se a gente tem um imposto de 10% na gasolina, para o etanol terá de ser no máximo de 7%. Portanto, tem de ter uma diferenciação tributária que dê essa atratividade ao etanol, que é um combustível renovável, que gera muito emprego e é uma indústria importante para o nosso país”, afirmou.

Comissão aprova parecer de Augusto Coutinho e rejeita autosserviço nos postos de combustíveis

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou um parecer do deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos/PE) e arquivou o Projeto de Lei 2302/19, que propunha o funcionamento de bombas de autosserviço nos postos de combustíveis. A decisão foi tomada pelos parlamentares em sessão realizada na manhã desta quarta-feira (08/06).

De autoria do deputado Vinicius Poit (Novo-SP), o projeto tinha o objetivo de revogar a Lei 9.956/00, que proíbe a operação das bombas pelo consumidor. A decisão da comissão deve preservar o emprego dos mais de 500 mil frentistas que atuam hoje nos postos brasileiros.

“A Câmara tomou uma decisão sensata. O Brasil vive um momento de muito desemprego, com 14 milhões de pessoas sem trabalho, e não podíamos deixar que esse projeto prosperasse”, ressaltou Coutinho. A decisão também protege o consumidor, na medida que evita a futura concentração dos postos nas mãos de um número reduzido de empresas proprietárias, algo que se anunciava como tendência caso a proposta fosse em frente.

A deliberação foi acompanhada por uma comissão de representantes dos frentistas, que comemorou o resultado da votação. “Tivemos uma grande vitória com a aprovação do relatório, pois estão garantidos, por enquanto, os empregos de meio milhão de trabalhadores”, destacou o presidente da Federação dos Frentistas do Estado de São Paulo (Fepospetro), Luiz de Souza Arraes

Fernando Bezerra defende redução do ICMS e ressalta impacto da medida no controle da inflação

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) defendeu nesta quinta-feira (09) a redução das alíquotas do ICMS sobre combustíveis e energia e ressaltou o impacto da medida para o controle da inflação, com uma diminuição do IPCA em dois pontos percentuais até o fim do ano. Durante a leitura do parecer ao PLP 18/2022 no plenário do Senado, ele lembrou que a redução da tributação foi instrumento utilizado por outros países para conter a alta da inflação, fenômeno global provocado pela pandemia da Covid-19.

“Estamos vivendo um momento extraordinário, em que a economia do mundo inteiro está pressionada pela alta da inflação produzida pela crise da Covid”, explicou o senador. “A redução da tributação não é uma invenção brasileira. Estou consciente de que essa é uma medida legítima e justa. É uma contribuição que a gente tem que oferecer à sociedade brasileira neste momento de emergência.”

Fernando Bezerra ponderou que o aumento da arrecadação dos estados, estimado em R$ 66,5 bilhões em 2022, deverá absorver eventuais perdas decorrentes do limite de 17% para as alíquotas do ICMS sobre itens essenciais. Segundo ele, essas perdas foram calculadas em R$ 26,7 bilhões.

“Consideramos que o sacrifício que a medida representa para os estados é amplamente superado pelo incremento de arrecadação previsto para este ano para o ICMS em todo o país. Entretanto, a conta não será exclusivamente paga pelos estados. O sacrifício desses entes federativos não poderia passar sem que a União desse a sua contrapartida”, afirmou Fernando Bezerra.

Os estados que tiverem perdas de arrecadação acima de 5% em relação a 2021 serão compensados pelo governo federal por meio da dedução das parcelas referentes às dívidas com a União. O abatimento no serviço da dívida e não no estoque evitará reflexos negativos sobre o fluxo de caixa dos estados.

Fernando Bezerra Coelho também incluiu no seu relatório o que chamou de “esforço adicional da União para a redução do preço dos combustíveis”: a desoneração das alíquotas da Cide e do PIS/Cofins sobre a gasolina até 31 de dezembro de 2022. “Há um debate de que muitas vezes o sacrifício está sendo exigido só dos estados e municípios. Não é verdade. Na realidade, a União está entrando com uma contribuição superior a R$ 32 bilhões.”

ABERT considera inaceitável a falta de informações oficiais sobre desaparecimento de jornalista e indigenista

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) considera crítica e inaceitável a falta de informações oficiais sobre o desaparecimento do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira, ocorrido no domingo (5), durante viagem ao Vale do Javari, em Atalaia do Norte (AM), área de exploração irregular de minério.

É extremamente grave que a segurança de todo e qualquer profissional, em especial, da imprensa, esteja tão vulnerável a ameaças promovidas por atividades ilegais em território brasileiro.

Colaborador do jornal britânico The Guardian, com reportagens sobre política e meio ambiente, Dom foi ao Vale do Javari fazer pesquisas para um livro, com depoimentos sobre os constantes conflitos de indígenas com garimpeiros e madeireiros que atuam ilegalmente na região.

A ABERT pede às autoridades brasileiras maior celeridade na apuração e esclarecimento do caso e localização dos dois profissionais.

Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão

A ABERT é uma organização fundada em 1962, que representa mais de três mil emissoras privadas de rádio e televisão no país, e tem por missão a defesa da liberdade de expressão em todas as suas formas.

Fernando Bezerra anuncia R$ 29,6 bilhões para estados que zerarem ICMS sobre diesel e gás de cozinha

O senador Fernando Bezerra Coelho anunciou o repasse de R$ 29,6 bilhões para os estados que zerarem o ICMS sobre o diesel, o gás natural e o gás de cozinha e também para quem reduzir para 12% o imposto sobre o álcool combustível até o fim do ano. A compensação está na proposta de emenda constitucional que será relatada pelo senador e que faz parte de um conjunto de medidas anunciadas pelo governo e o Congresso Nacional para baixar os preços para os consumidores. Nesta quarta-feira (08), Fernando Bezerra Coelho também apresentou o relatório do projeto de lei que reduz para 17%, aproximadamente, as alíquotas do ICMS que incidem sobre produtos e serviços considerados essenciais: combustíveis, energia elétrica, transportes e comunicações.

“Não estamos tabelando preço, mas o governo está legitimado a tomar as iniciativas que considera necessárias para enfrentar essa emergência. Nós estamos enfrentando uma emergência e isso impacta o bolso da população”, disse.

Segundo o relator, o governo federal calcula em R$ 65 bilhões as perdas dos estados com as mudanças no ICMS. O número é bem menor que a estimativa de R$ 115 bilhões apresentada pelos governadores. Fernando Bezerra afirmou ainda que a arrecadação dos estados cresceu R$ 132 bilhões em 2021, e as finanças estaduais só não sofreram um colapso durante a pandemia porque o governo federal transferiu expressiva quantidade de recursos para cobrir as perdas.

“Os estados estão hoje com o maior caixa da história. E até o final do ano, a projeção é um aumento de R$ 150 bilhões. Portanto, a gente tem números muito distantes entre a perda que os governadores anunciam e a que o governo admite. É por isso que o governo federal acredita que os estados têm como absorver uma redução de receita”, explicou.

Ainda assim, de acordo com Fernando Bezerra, o governo pretende transferir recursos para cobrir eventuais perdas com a redução do ICMS. “O Senado Federal é a Casa da Federação. Não interessa ao Senado que os estados se desequilibrem financeiramente, mas existem dúvidas de qual vai ser o real impacto dessas medidas. Se forem na proporção que os governadores estão dizendo, temos que ter uma cláusula de compensação eficaz e efetiva. E se não for, a cláusula sequer vai ser acionada.”

Lula tem 47% das intenções de voto e venceria no 1º turno, diz pesquisa Genial/Quaest

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a liderança da corrida ao Palácio do Planalto na eleição de outubro e chegou a 47% das intenções de voto no primeiro turno, aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (8). O percentual de Lula é superior ao da soma de todos os outros candidatos, o que daria ao petista a vitória já no primeiro turno se a eleição fosse hoje.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) continua na segunda colocação na preferência do eleitorado, com 29% das intenções de voto, e é seguido por Ciro Gomes (PDT), que tem 7%, pelo deputado federal André Janones (Avante-MG), que soma 2%, e pela senadora Simone Tebet (MDB-MS) e pelo palestrante Pablo Marçal (Pros), que ficaram com 1% cada um.

Os demais candidatos (Vera Lúcia, Eymael, Sofia Manzano, Felipe d’Ávila, Luciano Bivar e general Santos Cruz) não pontuaram. Com isso, a soma das intenções de voto de Bolsonaro, Ciro, Janones, Tebet e Marçal é de 41%, cinco a menos do que a quantidade de eleitores que dizem votar em Lula. Por isso, o ex-presidente seria eleito no primeiro turno caso a eleição fosse hoje.

O instituto Quaest entrevistou 2.000 pessoas presencialmente, entre quinta-feira (2) e domingo (5), e a margem de erro da pesquisa encomendada pela Genial Investimentos é de 2 pontos percentuais (para mais ou para menos). O nível de confiança do levantamento é de 95%.

Caso a eleição vá para o segundo turno, o levantamento diz que Lula venceria Bolsonaro por 54% a 32%. O ex-presidente também venceria uma eventual disputa contra Ciro Gomes (52% a 25%) e Simone Tebet (56% a 20%), segundo a pesquisa.

No último levantamento Genial/Qaest, divulgado no começo de maio, Lula tinha 46% das intenções de voto, contra 29% de Bolsonaro, e também venceria no primeiro turno, mas a vantagem estava no limite da margem de erro da pesquisa (4 pontos percentuais). Na ocasião, o ex-presidente venceria o atual mandatário por 54% a 34% em um eventual segundo turno.

Projeto flexibiliza regra para contratação de empregados eventuais por pequeno produtor rural

O Projeto de Lei 1059/22 flexibiliza regra sobre a contratação de empregados eventuais por segurados especiais prevista na lei sobre a organização da Seguridade Social (Lei 8.212/91) e na lei que trata dos planos de benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/91).

Autor da proposta, o deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC) explica que os segurados especiais são basicamente os pequenos produtores rurais, os pescadores artesanais e extrativistas vegetais, que trabalham individualmente ou em regime de economia familiar.

A legislação define o regime do segurado especial como aquele em que “o trabalho dos membros da família é indispensável à própria subsistência e ao desenvolvimento socioeconômico do núcleo familiar e é exercido em condições de mútua dependência e colaboração, sem a utilização de empregados permanentes”.

“Estipulou-se o limite de contratação de empregados ou trabalhadores eventuais por até 120 dias por ano, a fim de não descaracterizar a condição de segurado especial”, explica o parlamentar. Porém, para ele, “trata-se de limite demasiadamente restritivo e que não leva em conta o contexto de difícil recuperação econômica e do emprego enfrentado pelo País”.

Em análise na Câmara dos Deputados, o projeto prevê que o grupo familiar poderá utilizar-se de empregados contratados por prazo determinado à razão de no máximo 240 pessoas por dia no ano civil, em períodos corridos ou intercalados ou, ainda, por tempo equivalente em horas de trabalho, não sendo computado nesse prazo o período de afastamento em decorrência da percepção de auxílio por incapacidade temporária.

Dados do IBGE
Rogério Peninha Mendonça cita dados do Censo Agropecuário de 2017, do IBGE, segundo o qual existem cerca de 15 milhões de pessoas ocupadas em estabelecimentos agropecuários. “Embora prevaleça o trabalho de pessoas pertencentes ao grupo familiar do produtor, cerca de 27% dos trabalhadores ocupados no campo não possuem parentesco com os produtores, o que equivale a mais de 4 milhões de pessoas”, afirma

“Esse número certamente poderia ser ainda maior, caso os segurados especiais pudessem contratar empregados com um limite maior do que os 120 dias de trabalho atualmente permitidos”, avalia.

Tramitação
A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Comissão promove debate sobre segurança alimentar e o retorno do Brasil ao mapa da fome Fonte


A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados promove audiência pública na terça-feira (7) sobre segurança alimentar como política pública de saúde e o retorno do Brasil ao mapa da fome.

O pedido para realização do debate é das deputadas Alice Portugal (PCdoB-BA) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ). As deputadas citam dados de organismos internacionais (FAO, ONU e OMS) mostrando que a insegurança alimentar quase dobrou no País. “A fome atingiu 7,5 milhões de brasileiros. Já entre 2014 e 2016, esse número era bem menor: 3,9 milhões”, apontam as deputadas. Elas culpam o governo federal, que consideram “inepto”, pela situação. “A falta de renda atinge em cheio mais de 14 milhões de desempregados”, completam.

Foram convidados para a audiência:

o epidemiologista e Diretor do Centro Internacional para a Equidade em Saúde Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Cesar Victora;
a professora da Unicamp e Presidente Developmental Origins of Health and Disease Brasil, Patrícia Aline Boer;
a professora da Faculdade de Medicina do ABC Fabíola Isabel Suano de Souza;
um representante da FAO Rafael Zavala;
a ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Teresa Campelo.
A audiência ocorre às 10 horas, no plenário 7, com transmissão interativa pelo e-democracia.

 

Agência Câmara de Notícias

Sobe para 120 número de mortes pelas chuvas em Pernambuco

Subiu para 120 o número de mortos pelas chuvas em Pernambuco, segundo o balanço divulgado pelo governo de Pernambuco na noite desta quarta-feira (1º). Cinco corpos foram resgatados pelos bombeiros e outros nove cadáveres que chegaram ao Instituto de Medicina Legal (IML), vindos de unidades de saúde, também eram de pessoas que morreram em consequência dos temporais registrados desde o dia 25 de maio.
Dois desses corpos de vítimas das chuvas foram localizados, no final da tarde desta quarta-feira (1º), no Grande Recife. Um deles estava na Vila dos Milagres, no Barro, na Zona Oeste da capital, e o outro foi achado na comunidade Bola de Ouro, no bairro de Curado 4, em Jaboatão dos Guararapes. Com isso, subiu para 109 o número de mortos em Pernambuco desde o dia 25 de maio.

Atuam nas buscas mais de 403 profissionais do Corpo de Bombeiros de Pernambuco e outros estados, Forças Armadas, Secretaria de Defesa Social (SDS), Defesa Civil e órgãos municipais.

Corpos de mãe e filha são encontrados abraçados sob escombros em PE


Os corpos de mãe e filha foram encontrados abraçados debaixo de escombros após deslizamento na Vila dos Milagres, na zona oeste de Recife, nessa terça-feira (31/5). No mesmo local, as equipes dos Bombeiros também acharam o cadáver do pai.

Segundo o G1, a menina tinha 6 anos e se chamava Gabriele. Já a mãe, que não teve a idade divulgada, foi identificada apenas como Gabriela. O pai era Fábio Luiz Calaça, de 41 anos, que também morreu na tragédia. Os corpos foram levados ao Instituto de Medicina Legal (IML).

“[A menina] estava abraçada com a mãe, e o pai estava um pouco mais afastado”, disse o major Rafael Queiroz, que comanda as buscas na região.

Na tarde dessa terça, seis corpos de vítimas das chuvas foram encontrados em Pernambuco. Com isso, o total de pessoas que perderam a vida subiu para 106.

Já o número de desaparecidos caiu de 16 para 10. Oito pessoas foram identificadas, e os dados de outras duas estão sob análise.

Além da criança e dos pais, encontrados na Vila dos Milagres, outras três pessoas foram retiradas dos escombros em Jardim Monteverde, de acordo com o boletim mais recente da Secretaria de Defesa Social do estado.

Metrópoles