Categoria: Saúde

Carnaval e alimentação: o que fazer depois da folia?

No carnaval, dentro dos blocos, nas ruas, nos clubes, o que não falta é espaço para folia com muito suor na camisa, abadá e na fantasia. Mas como o corpo fica nesse gasto de energia? Além, claro, do consumo de bebida alcoólica, comum nessa festa.

Para isso, a nutricionista Maria Freitas, alerta sobre os cuidados com a saúde a cada dia da folia de momo.
“Ao final de um dia de carnaval, pode beber gelado com folhas de hortelã ou com suco de limão. O limão é bem-vindo em todas as bebidas nesse período, por ser rico em vitamina C, um antioxidante que ajuda a combater os males causados pela folia. Outras fontes de vitamina C são a laranja, acerola, kiwi, manga e tomate”, destaca Maria.

Também é indicado comer castanha do Pará ou do Brasil. “Por ser rica em selênio, outro ótimo antioxidante, a castanha protege o organismo dos excessos. Uma unidade já seria o suficiente, pela alta concentração do mineral.”

Depois da festa, vem a ressaca

Na quarta-feira de cinzas, é comum que o estômago esteja “reclamando”. A dica de Maria Freitas, é fazer refeições leves e de fácil digestão. “Nos dias seguintes à festa, os foliões precisam recuperar as horas de sono perdidas e aproveitar para repousar. Além do descanso, é necessário também se alimentar com bastante frutas e legumes, que são alimentos ricos em vitaminas, minerais e fibras, possuem baixo valor calórico e repõem os principais nutrientes eliminados no suor”, ressalta Maria.

Para repor as energias, a dica é, outra vez, consumir carboidratos, preferencialmente de baixo índice glicêmico, por serem mais saudáveis e evitam picos de glicemia. Para quem tomou bebidas alcoólicas, uma ajuda para a “ressaca” é consumir chá de boldo, que auxilia o trabalho do fígado, órgão encarregado da sensação de ressaca.

Deputado Federal faz visita surpresa de fiscalização no Hospital Regional em Salgueiro

Na madrugada de sábado (11) para domingo (12), às 2:40h da manhã, o deputado federal Fernando Rodolfo (PL) faz uma visita surpresa ao Hospital Regional Inácio de Sá em Salgueiro.

O parlamentar conversou com pacientes, acompanhantes e colaboradores da saúde. Na visita os pacientes relataram rapidez no atendimento mas foi observado carência na estrutura em relação aos acompanhantes, que estavam passando a noite em bancos de madeira e sem climatização.

“Uma visita surpresa, sem tempo para maquiagens, vamos averiguar como está o tratamento dos pacientes e como estão sendo tratados os acompanhantes “, comentou o parlamentar antes de entrar na unidade hospitalar.

O deputado federal Fernando Rodolfo irá apresentar à Secretaria de Saúde do estado a aquisição de poltronas reclináveis estofadas e ar-condicionado para a unidade hospitalar de Salgueiro. O deputado também irá disponibilizar recursos de emenda parlamentar , caso seja necessário , para que a ação seja assegurada pelo governo do estado.

Confira o vídeo completo dessa visita clicando aqui.

VIGILÂNCIA SANITÁRIA DE SALGUEIRO APREENDE POMADAS PARA MODELAR CABELOS DE COMERCIALIZAÇÃO PROIBIDA PELA ANVISA

 

A Vigilância Sanitária de Salgueiro está realizou na manhã desta sexta-feira (10) uma ação para proibir a comercialização de pomadas para trançar e modelar cabelos que têm causado problemas oftalmológicos. Lojas de cosméticos e salões de beleza estão sendo fiscalizados e, nos casos de descumprimento da medida da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, será feita a interdição, lavrados autos de infração e apreensão das mercadorias.

A equipe pede aos comerciantes em geral que recolham todas as pomadas de transar, modelar ou fixar cabelos até que seja dada uma nova orientação pela Anvisa, que segue examinando os produtos. Os profissionais de salões de beleza devem suspender o uso desses produtos, mesmo aqueles que na teoria não causem nenhum agravo, pois é passível de reação adversa. E aos que tem o produto em casa, não é recomendado o uso, se já está com o cabelo trançado, a orientação é que retire o produto imediatamente, de forma cuidadosa, inclinando a cabeça para trás, lavando os fios de forma que evite o contato com os olhos.

Para qualquer denúncia ou esclarecimento, é possível entrar em contato com a ouvidoria municipal pelos telefones 87 9 8824-2702 ou 87 3871-7074.

Hemope reforça campanha de estoque de sangue durante o carnaval

A Fundação Emope convida a população para reforçar o estoque estratégico de sangue durante o período carnvalesco. Com o tema “É carnaval: A alegria voltou! E a festa começa com sua doação”, a campanha visa aumentar o número de doações em cerca de 30%, isso significa aproximadamente 100 bolsas de sangue a mais por dia, garantindo o estoque de sangue para atender a demanda transfusional das unidades hospitalares, como explica a diretora presidente da fundação Hemope Gessyanne Paulino. “Assim a gente garante que tenha sangue durante o período carnavalesco, pois a gente sabe que o carnaval é uma festa de muita alegria para o pernambucano, mas que também atrai muitas pessoas vindo de outros lugares do Brasil e também do mundo, exigindo que a gente tenha nas situações de emergência e de acidente tenha sangue suficiente para atender essas demandas. Sempre é importante que as pessoas venham e façam a sua doação, porque doando a gente garante o banco de sangue do Hemope abastecido e que por sua vez também abastece os hospitais, as maternidades, as unidades de pronto atendimento, com o sangue que o Hemope produz aqui em Pernambuco.”

Os requisitos para doar sangue é estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos, desde que tenha começado a doar antes do 60, os menores de idade devem estar acompanhado dos pais ou responsáveis, pesar mais de 50 kg, estar descansado e bem alimentado, e portando documento original com foto emitido por órgão oficial.

PROCON-PE apreende 33 pomadas proibidas de comercialização pela Anvisa

O PROCON-Pernambuco apreendeu 31 embalagens da pomada modeladora Master Fix, da marca Cristal, proibidas de comercialização pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A apreensão foi nessa terça (7) e quarta-feira (8), após vistorias realizadas na região Metropolitana do Recife. Cerca de 15 estabelecimentos estavam vendendo a pomada.

A Anvisa determinou a proibição do uso, produção, distribuição e comercialização de 25 tipos de pomadas de trançar cabelos. A medida foi após consumidores de vários estados registrarem relatos de irritação ocular, pálpebras inchadas e dores nos olhos, além de dificuldade de enxergar, após o uso do produto. A pomada estava sendo vendida em uma loja no bairro de São José e em um salão de beleza no bairro do Ibura. As empresas têm 20 dias para apresentarem defesa. As embalagens foram recolhidas e enviadas a Apevisa – Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária.

Denúncias da venda dessas pomadas podem ser feitas ao Procon por meio do 0800 282 1512, email: denuncia@procon.pe.gov.br ou WhatsApp 3181-7000.

Consumidores devem denunciar pontos de venda das pomadas para trançar cabelos

Em razão do grande número de pessoas hospitalizadas e apresentando reações oftalmológicas e dermatológicas após o uso de pomadas para trançar cabelos, no último final de semana no Recife, o PROCON-PE está orientando os consumidores a denunciar os pontos de vendas do produto no estado, para que os locais possam prestar esclarecimentos, como explica a Secretária de Justiça e Direitos Humanos, Lucinha Mota. “O PROCON já tomou conhecimento dessas dezenas de pessoas que deram entrada em, pelo menos, dois hospitais com problemas oftalmológicos, provavelmente relacionados ao uso de uma pomada de trançar cabelos. Quero dizer que os canais do órgão estão abertos para receber essas denúncias. Nós já realizamos uma fiscalização no início de janeiro, mas não encontramos no mercado, os que já são proibidos pela Anvisa. Então o nosso apelo é que as pessoas procurem o PROCON, façam as denúncias , formalizem, pra que a gente possa chegar a essas pessoas que estão  comercializando indevidamente esses produtos, para que a gente possa tomar as medidas necessárias.”

Consumidores de vários estados tem relatado de irritação ocular, pálpebras inchadas e dores nos olhos, além de dificuldade para enxergar após o uso do produto, que está proibido pela Anvisa. As denúncias podem ser feitas ao PROCON-PE de forma anônima por ligação, e-mail ou WhatsApp, inclusive com a apresentação de fotos e vídeos através dos canais 0800 282 1512 ou denuncia@procon.pe.gov.br ou pelo WhatsApp 81 3181-7000.

Governo quer diagnóstico dos estados sobre filas do SUS até junho

O governo federal vai repassar R$ 200 milhões a estados e municípios para que seja apresentado à União um diagnóstico das filas do Sistema Único de Saúde (SUS) pelo país. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (6/2), durante a inauguração do Super Centro Carioca de Saúde, no Rio de Janeiro, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT); da ministra da Saúde, Nísia Trindade; do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL); e do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD).

Os recursos fazem parte de um pacote federal de R$ 600 milhões para reduzir filas pelo país. Os outros R$ 400 milhões serão repassados à medida que forem realizadas as cirurgias, principalmente abdominais, ortopédicas e oftalmológicas.

A ideia do Palácio do Planalto é que esse levantamento seja finalizado até junho deste ano. Os critérios e detalhes para o repasse dos valores da Política Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas devem ser divulgados em portaria a ser publicada pelo governo ainda nesta semana.

Fonte: Metrópoles

Covid-19: Após três anos, OMS dá continuidade ao alerta máximo

Exatamente três anos depois de declarar a Covid-19 como uma emergência de saúde pública, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu manter o nível máximo de alerta para a pandemia responsável por ao menos 7 milhões de mortes no mundo. Em 30 de janeiro de 2020, no momento em que a agência das Nações Unidas declarou a situação de alerta, havia 100 casos de infecção pelo Sars-CoV-2 fora da China e nenhuma morte tinha sido registrada em função da doença.
O cenário mudou significativamente, mas ainda demanda cuidados, enfatizou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “Não há dúvida de que estamos em uma situação muito melhor agora do que há um ano, quando a onda ômicron estava no auge”, afirmou. “Mas, desde o início de dezembro, as mortes semanais relatadas aumentaram. Nas últimas oito semanas, mais de 170 mil pessoas morreram de Covid-19”, ponderou.
Entre 16 e 22 de janeiro, metade dos 40 mil óbitos contabilizados oficialmente ocorreram na China, que, recentemente, abandonou a política de “Covid zero”, uma das mais rígidas do mundo. Logo após a divulgação desse balanço, Tedros reforçou a necessidade de não subestimar o coronavírus. “Ele nos surpreendeu e continuará nos surpreendendo e matando, a menos que façamos mais para fornecer assistência médica a quem precisa e combater a desinformação em escala global”, disse.
Ontem, o diretor da OMS lembrou que é possível fazer “mais para lidar com as vulnerabilidades das populações e dos sistemas de saúde” e lamentou que poucas pessoas estejam vacinadas contra a Covid-19 tanto por falta de acesso aos imunizantes quanto por desconfiança em relação à eficácia das fórmulas.
O cenário, avalia a Cruz Vermelha, acende o sinal de alerta quanto ao enfrentamento de uma nova crise sanitária. Segundo relatório da instituição, o mundo continua “perigosamente despreparado” para uma próxima pandemia. “Ela pode ser iminente e, se a experiência da Covid-19 não acelerar os preparativos, o que vai acelerar?”, questionou Jagan Chapagain, secretário-geral da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV).
Na avaliação da federação, a preparação global para a pandemia de Covid-19 foi inadequada e com consequências enfrentadas até hoje. “Não haverá desculpa se não nos prepararmos”, enfatizou. A recomendação da FICV é que os países se preparem para “vários riscos, não apenas um”, já que há a possibilidade de a nova crise sanitária surgir antes do fim da atual. Uma das hipóteses é que o cenário de gravidade seja desencadeado por um desastre natural relacionado com as mudanças climáticas.
A federação também pede o desenvolvimento de produtos mais baratos, de fácil armazenamento e administração para o enfrentamento de uma nova pandemia. Segundo suas estimativas, os países devem aumentar o financiamento nacional da saúde em 1% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2025 para estarem mais preparados para uma nova crise sanitária.
Fonte: Correio Braziliense

Justiça autoriza recontratação de cubanos do Mais Médicos

A Justiça Federal decidiu autorizar a recontratação de médicos cubanos que atuaram no programa Mais Médicos.

A decisão foi assinada na sexta-feira (27) pelo desembargador Carlos Augusto Pires Brandão, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), sediado em Brasília, e atendeu ao pedido de reintegração dos profissionais feito pela associação que representa 1,7 mil intercambistas cubanos que ficaram no Brasil.

A entidade argumentou que médicos que chegaram ao país para trabalhar no programa Mais Médicos, criado em 2013 pela então presidenta Dilma Rousseff, não tiveram o vínculo renovado durante o programa Médicos pelo Brasil, criado no governo Jair Bolsonaro.

Segundo a Associação Nacional dos Profissionais Médicos Formados em Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Aspromed), os profissionais cubanos selecionados no 20º ciclo do programa tinham contrato de dois anos de forma improrrogável, enquanto o edital para os demais intercambistas previa três anos de trabalho, que poderiam ser renováveis.

Ao analisar os argumentos, o desembargador destacou a importância do programa para o atendimento da população que vive em municípios carentes e para auxiliar na crime humanitária envolvendo os indígenas yanomami.

“O programa permite implementar ações de saúde pública de combate à crise sanitária que se firmou na região do povo indígena yanomami. Há estado de emergência de saúde pública declarado, decretado por intermédio do Ministério da Saúde”, afirmou o magistrado.

Segundo o desembargador, a decisão também envolve questões humanitárias dos médicos cubanos que ficaram no Brasil.

“Mostra-se evidente a quebra de legítima expectativa desses médicos, que, em sua ampla maioria, já constituíram famílias em solo brasileiro. Após contratações juridicamente perfeitas de seus serviços por parte da União, que se prolongaram no tempo, afigura-se verossímil imaginar que os médicos cubanos aqui representados reprogramaram as suas vidas, segundo as expectativas formadas a partir dessas contratações, e parece justo reconhecer que agora pretendem permanecer no Brasil”, concluiu.

No fim de 2018, o governo cubano determinou o retorno dos profissionais após desacordo com declarações do então presidente eleito Jair Bolsonaro em relação a mudanças sobre as regras para que os médicos permanecessem no programa, como realização das provas do Revalida, exame para avaliar os conhecimentos sobre medicina, receber salário-integral e opção de trazer familiares para o Brasil.

No atual governo, o Ministério da Saúde estuda o retorno do programa antigo.

Casa de Missão em Salgueiro oferece tratamento gratuito para mulheres com dependência química

A Casa de Missão de Salgueiro, no Sertão Central de Pernambuco, a qual pertence a Comunidade Católica Boa Nova a partir do dia 30 de janeiro irá acolher mulheres maiores de 18 anos, para recuperação da dependência química ou alcoólica, de forma gratuita.

Os homens que passam pelo mesmo problema serão encaminhados, fazem a triagem em Salgueiro, mas serão enviados para tratamento em Serra Talhada, Petrolina, Araripina ou Floresta

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 87 9 9920-2054.

Bactéria Klebsiella pneumoniae não oferece riscos à tilápia do Brasil

A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) afirma que a bactéria Klebsiella pneumoniae não oferece risco para a tilápia produzida no Brasil.

A entidade consultou diversos especialistas e enfatiza que a referida bactéria, comum na microbiota intestinal de diversas espécies animais – inclusive seres humanos –, não é um patógeno da tilápia e, assim, não representa risco para a atividade e os consumidores brasileiros.

A Peixe BR acrescenta que as indústrias de produtos para saúde animal associadas fazem um excelente e minucioso trabalho de vigilância sanitária de patógenos nos projetos de produção de peixes de cultivo de todas as regiões brasileiras e nunca identificaram a K. pneumoniae.

A entidade tranquiliza a cadeia produtiva e os consumidores, ressaltando que as práticas de biosseguridade utilizadas na piscicultura brasileira possibilitam identificar eventuais patógenos prematuramente, agindo proativamente para evitar sua proliferação.

PF deflagra operação para combater desvios de recursos da saúde em Pernambuco

A Polícia Federal realiza, hoje, a operação “Clã”, que visa combater crimes de desvio de recursos da saúde por Organização Social de saúde em Pernambuco.

Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão na tentativa de encontrar documentos, relatórios, notas fiscais e outros elementos probatórios que ajudem a polícia a comprovar os crimes em questão. Duas pessoas envolvidas serão afastadas de suas funções.

A investigação teve origem em informação recebida pela Polícia Federal acerca de possíveis irregularidades na execução de contratos de gestão celebrados entre a Secretaria de Saúde do Governo do Estado de Pernambuco e a organização social investigada.

Os supostos crimes estariam ligados com a contratação direcionada de prestadores, execução fictícia de serviços, no superfaturamento dos valores pagos e na ocultação dos valores desviados. Essas ocorrências contaram com o engajamento tanto de gestores da fundação como dos empresários de empresas terceirizadas, os quais possuem vínculos familiares/sociais com o grupo.

Essa organização social é responsável por celebrar contratos com o Governo do Estado para gerir hospitais e UPAs importantes do estado. As irregularidades identificadas não são referentes à prestação em si dos serviços de saúde dos hospitais administrados pelo grupo, mas sim, de serviços terceirizados de atividade meio, como limpeza hospitalar, fornecimento de comida, dentre outros.

Os valores dos contratos firmados entre a organização social de saúde e apenas uma das empresas investigadas superam R$ 89 milhões. Mesmo não sendo uma instituição pública, a organização social em questão se compromete a cumprir várias leis e normativos quando passa a fazer convênios com o estado, pois recebe verba pública para a prestação dos serviços.

Os crimes em apuração pela PF são de peculato e organização criminosa, sonegação fiscal e lavagem de capitais, cujas penas ultrapassam os 30 anos de reclusão. As diligências acontecem nos municípios pernambucanos de Recife, Olinda e Paulista e em Aracaju/SE, com a participação de 80 policiais federais e sete auditores da CGU.

A Operação recebeu o nome “Clã” devido aos alvos fazerem parte de um grupo familiar que é responsável pela gerência das empresas ligadas à organização social investigada.

Pesquisadora descobre superbactéria que atinge tilápias no Brasil

A pesquisadora Daiane Vaneci da Silva, graduada em Engenharia de Pesca pela UFRPE, descobriu superbactéria que atinge tilápias no Brasil. Destaque da Capes neste mês, ela chegou aos importantes resultados durante sua pesquisa de mestrado na Unesp.

A presença da bactéria Klebsiella pneumoniae (K. pneumoniae) em tilápias-do-Nilo foi descoberta com preocupação pela pesquisadora, uma vez que ela causa doenças tipicamente humanas, muito associada a infecções hospitalares, urinárias, septicemia e pneumonias. De acordo com Daiane, a bactéria é difícil de tratar por possui diversos fatores de virulência e grande resistência a antibióticos.

Segundo a pesquisadora, estudos nessa área são muito relevantes pela importância da aquicultura no Brasil, que gerou, em 2021, uma receita de R$ 4,7 bilhões, sendo a tilápia-do-Nilo responsável por mais de 60% da produção nacional de peixes. “Portanto, qualquer desequilíbrio no processo de produção, incluindo infecções bacterianas nos peixes causa grande preocupação tanto por questões econômicas quanto de saúde pública”, afirmou a pesquisadora em entrevista à Capes.

O estudo destacado foi pioneiro em descrever a bactéria K. pneumoniae causando infecções em peixes, no Brasil, ao evidenciar que esse patógeno vem acometendo organismos aquáticos em diversos países.

A possível causa da infecção de peixes pela bactéria está relacionada ao fato de ser encontrada em diferentes ambientes e fazer parte da microbiota do solo e de corpúsculos na água, conforme indica a pesquisadora. No Brasil, como a maior parte da produção de tilápia é realizada em tanques-rede de pequeno, médio e grande volume, localizados em represas, rios e braços de rios, o despejo ilegal de efluentes – tanto doméstico quanto industrial – nesses ambientes é comum, o que possivelmente está causando a contaminação dos peixes de produção, que se encontram mais estressados e imunossuprimidos.

Para a engenheira de Pesca, o ideal é que, a partir dessa descoberta preocupante, os aquicultores e piscicultores procurem um laboratório de diagnósticos para que sejam realizadas análises adequadas para uma identificação de patógeno e tratamento correto. “Quando uma doença aparece, alguns produtores de peixes com um menor nível de informação, ofertam antimicrobianos sem ao mesmo identificar qual patógeno está comprometendo a saúde dos animais. Essa estratégia é arriscada porque os antimicrobianos podem não ser efetivos para as bactérias, especialmente quando não são comumente encontradas na piscicultura. Isso é mais preocupante ainda porque se pode estar criando cada vez mais bactérias resistentes aos antimicrobianos, agravando ainda mais a situação”, ressalta.

Atualmente, Daiane Vaneci faz doutorado no Laboratório de Microbiologia e Parasitologia de Organismos Aquáticos do Centro de Aquicultura da Unesp, onde aprofunda a pesquisa com a K. Pneumoniae, avaliando a resistência da bactéria frente a mais de 40 antimicrobianos. Também estuda genes de virulência e resistência.

“Sou muito feliz e grata a UFRPE, pela minha formação! E principalmente por todo apoio que tive enquanto fui aluna”, enfatiza Daiane.

Einstein desenvolve plataforma que permite fiscalizar recursos do SUS

Uma nova plataforma de análise de dados está sendo desenvolvida pelo Hospital Israelita Albert Einstein para auxiliar o Ministério da Saúde na avaliação e fiscalização do funcionamento de unidades públicas de saúde e do uso dos recursos federais repassados. O projeto se baseia no cruzamento de informações do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e outras fontes pertinentes. A expectativa é que, com o uso da ferramenta, também seja possível atualizar e elaborar políticas públicas relacionadas ao tema, além de fazer comparações entre estados e municípios.

A Plataforma de Auditoria e Monitoramento de Dados em Saúde (Pamdas) será executada no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS) e vai abranger detalhes de tratamentos complexos, do ponto de vista de infraestrutura e de gestão hospitalar. Além disso, profissionais da Auditoria-Geral do Sistema Único de Saúde (AudSUS) serão capacitados em inteligência artificial para o manejo da ferramenta.

A iniciativa visa garantir agilidade à rotina dos auditores, sistematizando e informatizando processos já realizados, o que permite identificar e solucionar problemas de estrutura e alocação de recursos em larga escala. O que se espera da ferramenta é que o cruzamento dos dados forneça alertas de possíveis inconformidades que serão investigados por auditores. O projeto deve ser concluído até o final de 2023, quando será realizado um relatório das principais análises do triênio de 2021-2023.

Segundo a consultora de análises do Einstein, Caroline Bianca Carvalho Candido, a proposta da plataforma é a de que haja agilidade no processo de auditoria, pois a ferramenta envolve a automação de diversos roteiros e indicadores gerando maior escalabilidade e apontando as possibilidades de análise e auditoria de forma mais ágil, dando aos auditores mais visibilidade de maneira mais rápida e proativa.

“O objetivo da plataforma é validar se o serviço está sendo executado, conforme diretrizes de saúde e gerar ações que garantam a correta execução dos procedimentos e consequentemente resultar em um melhor atendimento para a população. Outro fator relevante é que, gerando indicadores sobre a correição da aplicação dos recursos do SUS, garante-se a melhor distribuição do recurso que está sendo empregado no lugar e de forma correta”, disse a analista.

Sobre o Proadi-SUS

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), foi criado em 2009 com o propósito de apoiar e aprimorar o SUS por meio de projetos de capacitação de recursos humanos, pesquisa, avaliação e incorporação de tecnologias, gestão e assistência especializada demandados pelo Ministério da Saúde.

Hoje, o programa reúne seis hospitais sem fins lucrativos que são referência em qualidade médico-assistencial e gestão: Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês.

Os recursos do programa advêm da imunidade fiscal dos hospitais participantes. Os projetos levam à população a expertise dos hospitais em iniciativas que atendem necessidades do SUS. Entre os principais benefícios do Proadi-SUS, destacam-se a redução de filas de espera; qualificação de profissionais; pesquisas do interesse da saúde pública para necessidades atuais da população brasileira; gestão do cuidado apoiada por inteligência artificial e melhoria da gestão de hospitais públicos e filantrópicos em todo o Brasil.

Anvisa proíbe fabricação de sete produtos para cabelos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cancelou a regularização que autorizava a fabricação de sete pomadas modeladoras para cabelos. Segundo a agência, os produtos não estavam cumprindo normas sanitárias previstas.

A medida consta da Resolução nº138, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (16).

Em nota, a Anvisa informou que alguns dos produtos já foram objeto de medidas restritivas no âmbito da comercialização e do uso, e que, com a atual resolução, fica proibida também a sua fabricação.

Estão proibidos de serem fabricados os seguintes produtos:

  • Pomada Modeladora para Tranças Anti-frizz Be Black (da empresa Cosmetic Group Indústria e Comércio de Cosméticos Eireli);
  • Pomada Black – Essenza Hair, e Pomada Modeladora para Tranças Boxbraids – fixa liss (ambas da Evolução Indústria de Cosméticos);
  • Pomada Braids Hair (da Galore Indústria e Comércio de Cosmético Eireli);
  • Pomada Cassu Braids Cassulinha Cabelos e Pomada Braids Tranças Poderosas Esponja Magic, (ambas da Microfarma Indústria e Comércio);
  • Rosa Hair Pomada Modeladora Mega Fixação 150g, (da Morandini Indústria e Comércio de Cosméticos);
  • Pomada Modeladora Master Fix Black Ser Mulher, (da Supernova Indústria, Comércio e Serviços).

Recomendações

A Anvisa recomenda que quem tiver em sua residência os produtos fabricados especificamente pela Microfarma Indústria e Comércio Ltda, CNPJ 68.722.743/0001-09, entre em contato com a empresa para verificar a forma de devolução, uma vez que o fabricante deverá recolher todos os produtos disponibilizados no mercado.

Ainda segundo a Anvisa, os estabelecimentos que tenham o produto para uso de seus clientes devem suspender sua utilização “imediatamente”.

Com relação aos produtos de outras empresas, a Anvisa informou que ainda está “avaliando as ações sanitárias necessárias”, e que seguirá acompanhando “todos os fatos relatados relacionados às pomadas capilares” com a ajuda dos órgãos de vigilância sanitária dos estados e municípios.

“A partir dos resultados das investigações, as medidas sanitárias cabíveis serão tomadas com a maior celeridade possível”, complementou.

No início do mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária divulgou um alerta com relação à pomada Cassu Braids, após relatos de que o produto estaria causando danos aos olhos (irritação ocular, pálpebras inchadas, dor nos olhos e dificuldades para enxergar o cabelo) de usuários no Rio de Janeiro.