Categoria: Brasil

PRF recebeu alerta da Abin sobre bloqueios três dias antes da eleição

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) enviou um relatório à Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 27 de outubro do ano passado, com o alerta de que caminhoneiros poderiam obstruir estradas diante da derrota de Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição, em 30 de outubro. Estradas federais foram bloqueadas horas após a vitória de Lula no pleito.

A informação consta de um relatório sigiloso da Abin que avaliava ameaças de conflitos institucionais entre os dias 29 de outubro e 4 de novembro. A íntegra do documento foi obtida pela coluna Guilherme Amado.

A Abin também enviou o relatório ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), ao Ministério da Defesa, ao Ministério da Justiça, à Polícia Federal, ao STF, ao TSE e à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.

A agência identificou, naquela época, a existência de “chamamentos para que os caminhoneiros parem à beira de rodovias, visando uma eventual paralisação, em caso de derrota do atual Presidente da República”. A ameaça foi considerada de médio risco pela Abin.

Na época, a PRF era comandada por Silvinei Vasques, preso pela Polícia Federal por suspeita de interferência no segundo turno da eleição. Vasques é acusado de planejar as blitze que dificultaram a locomoção de eleitores no dia do segundo turno, sobretudo no Nordeste.

No dia 25 de novembro de 2022, Vasques prestou depoimento à PF e afirmou que “não tinha previsão de bloqueio nas rodovias” após o segundo turno e que “a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Abin, a Polícia Federal e o GSI não conseguiram prever o bloqueio nas rodovias”. O relatório da Abin contradiz Vasques.

Fonte: Metrópoles

Carmén Lúcia cobra Tarcísio por homenagem a coronel da Ditadura

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de cinco dias para que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o presidente da Assembleia Legislativa do estado, André do Prado (PL), apresentem explicações sobre a homenagem realizada ao coronel Erasmo Dias em junho deste ano. A medida foi tomada em resposta a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) formulada por PSOL, PT e PDT, além do Centro Acadêmico 22 de Agosto da Faculdade de Direito da PUC e por ex-estudantes e professores da universidade.

A gestão Tarcísio promulgou uma lei que determinou que um entroncamento de rodovias localizado na cidade natal do homenageado, Paraguaçu Paulista, fosse denominado “Deputado Erasmo Dias”. No entanto, a ação do coronel Erasmo Dias à frente da invasão na PUC de São Paulo em setembro de 1977, durante o regime militar, gerou controvérsias e críticas por parte de grupos que reivindicam memória e justiça em relação ao período.

Erasmo Dias foi Secretário de Segurança Pública de São Paulo de 1974 a 1979 e se tornou conhecido por liderar a invasão na PUC de São Paulo, uma operação policial marcante que ocorreu durante os últimos anos do regime militar. Durante o ato, estudantes que protestavam pela reorganização da União Nacional dos Estudantes (UNE) foram detidos, fichados e processados sob acusações de subversão. A UNE e outras 9 instituições também assinaram uma nota pedindo a desistência da homenagem.

A ação que chegou até o STF foi movida pelo escritório do professor de Direito Constitucional da PUC-SP Pedro Serrano, em nome dos mandatos da deputada federal Luciene Cavalcante, do deputado estadual Carlos Giannazi e do vereador de São Paulo Celso Giannazi, todos do PSOL.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

Taxado de “psicopata” por Marcola, 02 do PCC é condenado por morte

Roberto Soriano, o segundo no escalão da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), foi condenado a 31 anos e 6 meses de prisão pela morte da psicóloga Melissa Almeida, 37 anos. À época do crime, em 25 de maio de 2017, ela atuava na Penitenciária Federal de Catanduvas (PR). Soriano foi apontado como mandante.

O veredito foi dado pela 13ª Vara Federal de Curitiba, na madrugada dessa sexta-feira (25/8), após um julgamento que se estendeu por 12 dias. Soriano, conhecido como “Tiriça” (foto em destaque), considerado “psicopata” pelo chefe do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, já está detido no sistema penitenciário federal, em Brasília, devido a condenações em outros processos.

O assassinato aconteceu em Cascavel logo após Melissa buscar seu filho de apenas 1 ano na escola. A vítima foi atingida por disparos no rosto.

De acordo com as apurações da Polícia Federal, o motivo do assassinato de Melissa foi seu status como servidora da Segurança Pública. Acredita-se que os criminosos a selecionaram por ser considerada um alvo vulnerável, pois não possuía porte de arma de fogo.

Acusado pelo caso, e agora condenado, Soriano era o último suspeito de envolvimento direto no assassinato que ainda não havia sido submetido a um julgamento pelo júri. Em janeiro, outros três foram condenados e um acabou absolvido.

“Psicopata”

Conforme a coluna revelou, um dos presos mais conhecidos do país, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, já havia afirmado que não tinha relações com as execuções brutais feitas por integrantes do PCC contra policiais penais federais.

Cumprindo pena no Sistema Penitenciário Federal desde 2019, o líder máximo da facção paulista afirma que “não é um cara bonzinho”, mas não é um “psicopata” igual a Roberto Soriano, o “Tiriça”, apontado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) como o número 2 na hierarquia do PCC.

Soriano, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília, já era acusado de ser o mandante do assassinato da psicóloga Melissa de Almeida Araújo. O interno também é visto como o cabeça da “ala terrorista do PCC” – grupo radical que coordena morte de autoridades. A coluna apurou que a facção fornece um auxílio mensal aos assassinos de policiais – o valor pode chegar a R$ 5 mil.

O 02 do PCC já está há 10 anos no sistema penitenciário federal. Sua entrada na Penitenciária Federal de Porto Velho (RO) ocorreu em 16 de novembro de 2012, depois de ter sido transferido da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP).

De acordo com a Secretaria Estadual da Administração Penitenciária (SAP), subordinada ao governo paulista, a remoção de “Tiriça” para Brasília foi motivada pela apreensão de um bilhete encontrado no telhado da Penitenciária 2 de Venceslau. O bilhete continha mensagens ordenando o assassinato de policiais militares da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).
Fonte: Metrópoles

Senado aprova MP que aumenta salário mínimo e amplia isenção do IR

Real Moeda brasileira

O plenário do Senado aprovou nesta quinta-feira (24), em votação simbólica, a Medida Provisória (MP) 1.172/23 que aumenta o salário mínimo de R$ 1.302 para R$ 1.320 e amplia a isenção da tabela do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas (IRPF). Agora, o texto segue para sanção presidencial.

O reajuste do salário mínimo já estava valendo desde o dia 1º de maio, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a MP. Foi incluída ainda nesse texto a ampliação da isenção do IRPF. Quem ganha até R$ 2.640 ao mês não terá que pagar imposto de renda.  Até então, a isenção era para quem recebe até R$ 1.903,98 mensais.

Um destaque do líder da oposição senador Rogério Marinho (PL-RN) queria retirar do texto o artigo que define que a política de valorização real do salário mínimo seja permanente.

O relator da matéria senador Jaques Wagner (PT-BA) rebateu que “todos os anos com ganho real implica um volume maior de dinheiro no bolso do trabalhador e, portanto, movimenta mais o comércio, movimenta mais a economia brasileira, trazendo prosperidade para todas as famílias”.

Após o debate, o senador Marinho retirou o destaque da pauta reconhecendo que não haveria maioria para mudar o texto.

Segundo a MP aprovada, a valorização do salário mínimo será a soma do índice da inflação do ano anterior com o índice do crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB – soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região) de dois anos anteriores.

PF combate fraudes contra PIS/Pasep e contratação fictícia de empregados

A Polícia Federal (PF) na Bahia deflagrou, nesta quinta-feira (24), a operação ‘Arcanum’, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada na obtenção de valores do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP), mediante a operacionalização de saques indevidos dos recursos provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador.

A operação envolveu a participação de 40 policiais federais, que cumprem nove mandados de busca e apreensão em oito cidades dos estados da Bahia e Piauí. As ações foram realizadas nas cidades de Xique-Xique, Jacobina, Baianópolis, Mansidão, Buritirama, Cotegipe e Santa Rita de Cássia (na Bahia); e Júlio Borges (no Piauí).

A investigação foi desenvolvida pelo Núcleo de Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Delegacia de Polícia Federal na cidade de Barreiras (Oeste baiano) e identificou um esquema criminoso que realizava a contratação fictícia de funcionários por prefeituras municipais, com a intenção, entre outras fraudes, de receber indenizações e rendimentos do Programa de Integração Social e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público.

Apurações

Segundo a PF, as apurações demonstraram o cadastramento fraudulento de vários trabalhadores rurais da região, em vínculos de emprego urbano com entidades públicas, gerando direitos trabalhistas e sociais percebidos irregularmente, em evidente prejuízo ao fundo mantenedor do PIS/Pasep, composto por recursos federais.

Os envolvidos são investigados pelos crimes de estelionato majorado, inserção de dados falsos em sistemas de informações e participação em organização criminosa, sendo que as penas somadas podem atingir o patamar máximo de 28 anos de reclusão.

Jair Renan é alvo de operação da polícia do DF

Renan Jair Bolsonaro

O filho mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Jair Renan, é alvo de uma operação da Polícia Civil nesta quinta-feira (24). Há dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele, um em Brasília e outro em Santa Catarina.

Ao todo, a Operação Nexum, realizada em conjunto pela polícia do DF e de SC, cumpre dois mandados de prisão e cinco de busca e apreensão contra um grupo suspeito de estelionato, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e falsificação de documentos. O grupo agia a partir de laranjas e empresas fantasmas.

Um dos mandados de prisão recai sobre o principal alvo da operação: Maciel Alves de Carvalho, cabeça do esquema e instrutor de tiro de Jair Renan no clube que é dono na capital federal. A prisão foi confirmada na manhã desta quinta.

Segundo as investigações, Maciel é empresário de Jair Renan. Eles teriam contas conjuntas, levando a um possível envolvimento na tentativa de lavagem de dinheiro por parte do filho do ex-presidente.

Maciel já havia sido alvo de duas operações por uso de documentos falsos para o registro e comércio de armas de fogos e por suspeita de organização criminosa especializada em emissão ilícita de notas fiscais. À época, a defesa de Jair Renan disse que ele não tinha relação com o caso e que era “apenas um aluno entre tantos”.

A partir dos documentos colhidos nas operações anteriores, a polícia conseguiu avanças na investigação, trazendo mais provas sobre o esquema.

O outro investigado que teve a prisão decretada encontra-se foragido, e também é procurado por crime de homicídio ocorrido em Planaltina (DF), segundo a polícia.

Fonte: CNN Brasil

Concurso da Câmara dos Deputados oferece mais de 700 vagas

Foi publicado nesta terça-feira (22/08), quatro editais do concurso da Câmara dos Deputados. As provas estão previstas para duas datas: 3 e 10 de dezembro de 2023.
CARGOS E VAGAS CONCURSO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Ao todo, são 749 vagas, sendo 140 destas de preenchimento imediato e outras 609 para formação de cadastro reserva.
  • Técnica legislativa;
  • Técnico em material e patrimônio;
  • Contador;
  • Informática legislativa;
  • Consultoria legislativa;
  • Consultoria de orçamento e fiscalização financeira;
  • Assistente social;
  • Enfermeiro;
  • Farmacêutico;
  • Médico – medicina de emergência;
  • Médico – cardiologia;
  • Médico – auditoria médica;
  • Médico – psiquiatria;
  • Médico – medicina do trabalho;
  • Médico – ortopedia e traumatologia.
As inscrições são feitas através do site da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e custam entre R$ 95 e R$ 120, dependendo da vaga escolhida.
Os candidatos interessados poderão se inscrever entre 28 de agosto de até as 16h do dia 4 de outubro de 2023.
SALÁRIO DO CONCURSO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Para participar, é necessário ter o concluído o curso de nível superior. Os aprovados e nomeados no concurso receberão salário inicial de R$ 26.196.30, além dos benefícios.
PROVAS DO CONCURSO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
No dia 3 de dezembro, ocorrerão as provas objetivas e a discursiva para o cargo de Analista Legislativo, nas atribuições Contador, Informática Legislativa, Técnico em Material e Patrimônio, Assistente Social, Enfermeiro, Farmacêutico e Médico
No dia 10 de dezembro, serão aplicadas as provas objetivas e a discursiva para candidatos ao cargo de Analista Legislativo, atribuição Técnica Legislativa, e as provas discursivas para o cargo de Analista Legislativo, na atribuição Consultoria (Consultor Legislativa e Consultor de Orçamento e Fiscalização Financeira).
LOCAIS DE PROVAS
As provas serão aplicadas em todas as capitais do Brasil.

“Foi Golpe. E está comprovado!”, disse Teresa Leitão sobre o impeachment de Dilma

Foto: Divulgação

Teresa Leitão fez um pronunciamento em Plenário do Senado destacando a notícia da conclusão do processo contra Dilma Rousseff. “Foi golpe. E está comprovado”, disse a parlamentar. O pronunciamento vem na esteira da decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região nesta segunda (21) que, ao julgar apelação do MPF, inocentou a ex-presidenta e seus ministros das chamadas “pedaladas fiscais” que resultaram em impeachment.

O TRF-1 corroborou decisão da primeira instância, pelo arquivamento da ação.

“A ex-Presidenta Dilma foi inocentada, como nós prevíamos e como alguém já dizia desde o momento em que o seu impeachment foi votado”, discursou a senadora. E acrescentou: “não foi só impeachment legislativo, dentro dos parâmetros então escolhidos pelo Congresso Nacional. Foi golpe. E está comprovado. Parabéns pela resistência ao nosso ‘coração valente’”.

Defesas de Bolsonaro e Michelle divergem e advogado de ex-primeira-dama deve sair

Foto: Alan Santos/PR

As defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não estão na mesma página sobre como organizar a defesa de ambos no caso das joias recebidas como presente em viagens ao exterior. Nos bastidores, a defesa do ex-presidente tem defendido que a defesa dos dois seja unificada. A da primeira dama é contra.

A ideia da defesa de Michelle é repetir a estratégia usada no caso dos cheques que somavam R$ 89 mil depositados na conta de Michelle Bolsonaro por Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente. Na época, Bolsonaro praticamente isentou Michelle de qualquer responsabilidade, ao justificar que as transferências dizendo que havia emprestado o dinheiro a Queiroz e que os depósitos para Michelle correspondiam à devolução do montante. O ex-presidente negou haver irregularidades no caso.

Advogados que são contrários à unificação das defesas avaliam que essa é a única forma de blindar Michelle, é Bolsonaro assumir que as joias eram dele e Michelle nada sabia. Qualquer outro caminho, entendem, seria um “tiro no pé” no campo judicial e político.

Diferente de Bolsonaro, Michelle está elegível e pode sofrer prejuízo político eleitoral caso seja condenada no caso das joias, por exemplo. Por isso, auxiliares defendem que ela se descole da defesa de Bolsonaro, embora o grupo mais próximo da defesa do ex-presidente deseje unificar a defesa.

Justiça Federal condena Delgatti a 20 anos de prisão

Brasília (DF) 17/08/2023 Depoimento do Hacker, Walter Delgatti Neto, na CPMI do golpe. Foto Lula Marques/ Agência Brasil

A Justiça Federal condenou hoje (21) o hacker Walter Delgatti a 20 anos de prisão no processo da Operação Spoofing, deflagrada pela Polícia Federal em 2019. A sentença foi proferida pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal em Brasília. Cabe recurso contra a decisão.

Delgatti foi preso em 2019 por suspeita de invadir contas de autoridades no Telegram, entre elas, de integrantes da força-tarefa da Lava Jato, como o ex-procurador Deltan Dallagnol.

Sentença

Além de Delgatti, mais seis acusados também foram condenados pelas invasões de celulares. Além dos ex-procuradores da Lava Jato, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, o ex-ministro da Economia Paulo Guedes e conselheiros do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) também tiveram mensagens acessadas ilegalmente.

Na decisão, o juiz disse que Delgatti tinha a intenção de vender as conversas hackeadas da Lava Jato por R$ 200 mil à imprensa e rebateu declarações do hacker, que, durante as investigações, declarou que violou as conversas para “combater injustiças” que teriam sido cometidas durante a operação.

“Só após perceber a resistência de jornalistas a pagarem para ter acesso a este material é que houve um esfriamento inicial no ânimo de Walter de obter numerário pela troca do material”, escreveu o juiz.

Além da participação no hackeamento de autoridades, a sentença diz que Walter Delgatti obtinha dados bancários de diversas vítimas e comercializava as informações obtidas em chats especializados em crimes.

“Para melhor compreensão das técnicas de fraudes empreendidas por Walter, houve a degravação de um diálogo em que Walter se apresenta como responsável pela área técnica e segurança de uma instituição financeira e orienta um cliente de entidade bancária a realizar uma atualização em seu computador de forma a instaurar um programa malicioso”, concluiu o juiz.

Prisão

No início deste mês, Delgatti foi preso pela Polícia Federal (PF) em função de outra investigação, a invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Os policiais investigam se o ato foi promovido por Delgatti a mando da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). De acordo com as investigações, o hacker teria emitido falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

Lula chega à África do Sul para 15ª Cúpula do Brics

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou, no início da manhã desta segunda feira (21) em Joanesburgo, África do Sul, onde participará, entre os dias 22 e 24, da 15ª Cúpula do Brics – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, está prevista a participação de 40 chefes de Estado ou de Governo dos continentes africanos e asiático, além de América Latina e Oriente Médio. Todos com presença já confirmada para esta que será a primeira reunião presencial pós pandemia.

Dos países do bloco, estarão presentes os presidentes Lula (Brasil), Cyril Ramaphosa (África do Sul) e Xi Jinping (China), e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, participará de forma remota.

De acordo com o Itamaraty, 22 países já manifestaram formalmente interesse em integrar o Brics. A definição de critérios e princípios para a entrada de novos integrantes no bloco será um dos assuntos a serem debatidos durante a reunião de cúpula.

Outra questão a ser discutida pelo grupo será sobre os planos para o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) – o Banco do Brics – relativo ao uso de moedas locais ou de uma eventual unidade de referência do Brics para transações comerciais.

“É provável que haja algum resultado nessa área”, disse o secretário de Ásia e Pacífico do Itamaraty, Eduardo Paes Saboia, semana passada durante briefing do Itamaraty sobre a viagem. Segundo ele, este é um ativo muito importante do bloco.

Saboia disse que a guerra entre Rússia e Ucrânia também deverá ser discutida, mas apenas internamente durante o chamado “retiro”, quando os chefes de Estado e de governo do Brics se encontrarão de forma fechada. “Certamente o tema será discutido de forma mais aprofundada do que [deverá constar] na declaração [ao fim do evento]”.

Nos dias 25 e 26, Lula irá para a capital de Angola, Luanda, onde será recebido pelo presidente João Lourenço, com quem terá uma reunião privada e outra ampliada no primeiro dia da visita. A cooperação bilateral e o reforço das ligações históricas serão os principais temas da visita de Lula a Angola.

Lula também irá à Assembleia Nacional de Angola para participar de um seminário, onde falará sobre projeto no Vale do Cunene, e de um evento empresarial que deverá ter a presença de cerca de 60 empresários brasileiros. Além disso, estão previstas as assinaturas de atos e memorandos nas áreas de agricultura, processamento de dados, saúde e educação.

No domingo (27), o presidente Lula irá a São Tomé, capital de São Tomé e Príncipe, para participar da 14ª Conferência de Chefes de Estado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), entidade que tem como membros Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Mais um capítulo da polêmica sobre as previsões pessimistas de líder do MST para fruticultura do Vale

chiquinho-do-muquem

Repercute em Petrolina e em todo o Vale do São Francisco mais um capítulo da polêmica fala do líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile. Na semana passada, ele afirmou que a exportação de frutas da região estaria ameaçada porque os produtores ainda utilizam o glifosato (substância química que é ingrediente ativo de vários herbicidas e defensivos agrícolas utilizados no controle de plantas daninhas) em suas fazendas, e que até 2026 a União Europeia proibirá a entrada de alimentos que usam tal defensivo agrícola.

Depois dos representantes da fruticultura rebaterem as declarações do líder do MST, foi a vez do vice-presidente do Conselho de Administração do Distrito de Irrigação Nilo Coelho (DINC), Francisco Nunes, conhecido como “Chiquinho do Muquém”, rechaçar as falas de Stédile. Entre outras coisas, Chiquinho detalha as exigências internacionais que são cumpridas para que as frutas sigam para exportação.

Fonte: Carlos Britto

Alexandre de Moraes autoriza quebra de sigilo bancário de Jair Bolsonaro e Michelle

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a quebra de sigilo bancário de Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro na noite desta quinta-feira (17).

A ação acontece após o advogado de Mauro Cid afirmar que o tenente-coronel vai confessar que agiu a mando do ex-presidente na venda das joias.

Mauro Cid é investigado pela venda de joias recebidas por Bolsonaro em agendas oficiais, transferir o dinheiro para o Brasil e entregar os valores em espécie para Bolsonaro. As informações são do Estadão.

Veja a nota da defesa do ex-presidente

A defesa do Presidente Jair Bolsonaro voluntariamente, e sem que houvesse sido instada, peticionou junto ao TCU — ainda em meados de março, p.p. —, requerendo o depósito dos itens naquela Corte, até final decisão sobre seu tratamento, o que de fato foi feito.

O presidente Bolsonaro reitera que jamais apropriou-se ou desviou quaisquer bens públicos, colocando à disposição do Poder Judiciário sua movimentação bancária.

Em CPI, Delgatti e Moro batem boca; hacker diz que senador é ‘criminoso contumaz’, e é chamado de ‘bandido’

O hacker Walter Delgatti Neto e o senador Sergio Moro (União-PR) bateram boca na sessão desta quinta-feira (17) da CPI dos Atos Golpistas. O hacker, que prestava depoimento, chamou Moro de “criminoso contumaz” e, em resposta, foi chamado pelo ex-juiz de “bandido”.

Delgatti Neto ficou conhecido como o hacker da “Vaza Jato”, em 2019, quando invadiu dispositivos eletrônicos e vazou mensagens atribuídas ao então ministro da Justiça e ex-juiz Sergio Moro, a integrantes da força-tarefa da Lava Jato e outras autoridades.

Na sessão desta quinta, o clima entre os dois foi de embate. Moro citou condenação de Delgatti pelo crime de estelionato, relacionado a golpes que teriam sido cometidos em Araraquara (SP), e perguntou ao hacker quantas vítimas ele teria prejudicado. Delgatti respondeu:

“Relembrando que eu fui vítima de uma perseguição em Araraquara, inclusive, equiparada à perseguição que vossa excelência fez com o presidente Lula e integrantes do PT“.

Na sequência, Delgatti disse que leu conversas do ex-juiz da Lava Jato em aplicativos de mensagem. “Li a parte privada e posso dizer que o senhor é um criminoso contumaz, cometeu diversas irregularidades e crimes”.

Moro, então, pediu ao vice-presidente da CPI, senador Cid Gomes (PDT-CE), que exercia a presidência da comissão, que advertisse Delgatti, dizendo que o depoente não podia caluniar um senador na CPI.

“Bandido aqui, desculpe senhor Walter, que foi preso é o senhor. O senhor foi condenado. O senhor é inocente como o presidente Lula, então?”, indagou o senador.

“O senhor não foi preso porque recorreu à prerrogativa de foro por função”, retrucou o hacker.

O senador Cid Gomes (PDT-CE), que presidia a sessão, pediu que Moro e o depoente se respeitassem, e a reunião prosseguiu.

Confira a matéria completa no G1.

Energia solar no Brasil fica 10% mais barata no último trimestre, aponta estudo

Queda do dólar e polisilício acelerou a tendência de queda do preço da energia solar para projetos residenciais, diz pesquisa da Solfácil

A energia solar no Brasil está se tornando cada vez mais acessível para os consumidores. O preço médio por potência da energia solar para residências atingiu uma queda de 10% em relação ao primeiro trimestre de 2023, registrando o valor de R$/Wp 3,63. A queda de preços foi impulsionada por fatores como a redução do dólar e do polisilício, representando a maior redução desde o início do indicador Radar, pesquisa elaborada pela Solfácil, líder em soluções solares e maior ecossistema de energia solar da América Latina.

O estudo identificou que a região Centro-Oeste tem o preço médio mais barato do país, com R$/Wp 3,45, uma queda de 12%, comparado ao trimestre anterior. Apenas no Distrito Federal os preços ficaram acima da média nacional, R$/Wp 3,70. Já nos outros estados do Centro-Oeste, foram registrados os seguintes valores: Mato Grosso do Sul (MS), R$/Wp 3,38, Mato Grosso (MT), R$/Wp 3,44 e Goiás (GO), R$/Wp 3,48.

“A redução do preço da energia solar representa um marco significativo para o desenvolvimento sustentável do país. Em 2023, vemos a tendência acelerada na queda de preço, iniciada no ano passado. Com preços mais acessíveis, mais pessoas poderão adotar a energia solar como uma fonte limpa e renovável, contribuindo para a preservação do meio ambiente e para a redução dos custos com energia”, declara Fabio Carraca, CEO e cofundador da Solfácil.

O Sudeste desponta como a segunda região com preços mais baixos da energia solar com R$/Wp 3,60, ultrapassando a região Sul. Os estados da região apresentam as seguintes médias de preços por potência: São Paulo (SP) R$/Wp 3,56, Minas Gerais (MG), R$/Wp 3,66, Espírito Santo (ES), R$/Wp 3,68, e Rio de Janeiro (RJ) R$/Wp 3,71.

Apesar de apresentar preços acima da média nacional, com R$/Wp 3,67, o Nordeste se destaca como uma das regiões mais atrativas para investir em energia solar, devido às condições geográficas da região. Entre o primeiro e segundo trimestre de 2023, todos os estados nordestinos registraram uma significativa redução de pelo menos 9% nos preços da energia solar.

O preço médio de cada estado do nordeste foi: Maranhão (MA) R$/Wp 3,64, Bahia (BA) R$/Wp 3,66, Piauí (PI) R$/Wp 3,61, Ceará (CE) R$/Wp 3,72, Rio Grande do Norte (RN) R$/Wp 3,56, Paraíba (PB) R$/Wp 3,70, Pernambuco (PE) R$/Wp 3,78, Alagoas (AL) R$/Wp 3,55, Sergipe (SE) R$/Wp 3,46. O estado de Sergipe se destacou com a maior queda de preço em todo o Brasil, alcançando uma redução expressiva de 23%.

Já a região Norte registra os maiores preços do Brasil, com R$/Wp 3,75. A diferença é maior para projetos até 8 kWp, que chegam a ser 0,25 R$/Wp mais caros que a média nacional. Os preços nos estados da região norte são os seguintes: Roraima (RR) R$/Wp 3,39, Amapá (AP) R$/Wp 3,36, Amazonas (AM) R$/Wp 3,89, Pará (PA) R$/Wp 3,92, Tocantins (TO) R$/Wp 3,47, Rondônia (RO) R$/Wp 3,23 e Acre (AC) R$/Wp 3,51.

Apenas o Amapá não registrou redução no preço no último trimestre, apesar de ter sido o estado com a maior queda (15%) entre o quarto trimestre de 2022 e o primeiro trimestre de 2023.

Na sequência, a região Sul apresenta a segunda energia mais cara do país, com R$/Wp 3,72, com os seguintes preços por potência: Paraná (PR) R$/Wp 3,51, Santa Catarina (SC) R$/Wp 3,83, Rio Grande do Sul (RS) R$/Wp 3,78.

Marcas de placas solares mais utilizadas

A Solfácil também analisou a escolha de marcas de inversores em diferentes regiões do Brasil. A Growatt segue como a principal marca de inversor do Brasil, mas perde influência para Deye. Por outro lado, a Goodwe ganha espaço em projetos menores, enquanto Solplanet cresce em usinas maiores.